Interestelar (Interstellar)

Interestelar (Interstellar), suspense dramático e aventura de ficção científica escrito por Jonathan e Christopher Nolan e dirigido por Christopher Nolan, do intrigante Amnésia de da última trilogia “Batman”, 2014.

Enredo: “A geração de sua filha será a última a sobreviver na Terra, Temos que pensar não como indivíduos, mas como espécie”. “Você pode ter que decidir entre ver seus filhos de novo e o futuro da raça humana.”. É o que o ex-astronauta da NASA, Cooper (Matthew McConaughey) escuta respectivamente do Professor Brand (Michael Caine) e de sua filha, a Dra. Brand (Anne Hathaway). “Nós acharemos um jeito. Sempre achamos…”

Levado por misteriosos sinais que aparecem no quarto da filha, Murph (Mackenzie Foy), a uma base secreta onde os Brand cuidam de um projeto para salvar a espécie humana da extinção, o habilidoso fazendeiro opta por deixar a monotonia sem perspectivas da vida em meio ao pó constante e às plantações de milho – as únicas que ainda parecem resistir às pragas que dizimam pouco a pouco as produções do planeta – e voltar a pilotar uma nave. E os Brand dependem de Cooper, o único piloto experiente ainda disponível, já que, no futuro distópico (mas nem de todo impossível) em que se desenrola a história, fazendeiros são mais importantes que engenheiros.

E assim, o jovem astronauta viúvo deixa os filhos, Murph e Tom (Timothée Chalamet) e o sogro (John Lithgow) e parte em busca de um objetivo maior. Na companhia da Dra. Brand, de Doyle (Wes Bentley) e de Romilly (David Gyasi), eles devem cruzar Gargantua, um “buraco de minhoca” próximo de Saturno que os levará a três possíveis destinos, cada um já visitado por um cientista como possível substituto para o planeta Terra. Mas faltam recursos para visitar todos e os dados que lhes chegaram sobre cada visita são insuficientes para uma decisão firme. Enquanto isso, na Terra, onde o tempo passa mais depressa, Tom (Casey Affleck), já adulto e casado, ainda tenta contato com o pai, ao passo que Murph (Jessica Chastain), agora uma cientista brilhante, ainda o odeia por tê-la abandonado. Mas tanto Cooper quanto Murph estão para descobrir algo que mudará sua visão sobre a missão e sobre a relação entre ambos.

Avaliação:

Primeiramente, vamos aos “buracos de verme” ou “buracos de minhoca”:

Conforme a Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco_de_minhoca, acesso em: 22 nov. 2014), “Buracos de verme intra-universos conectam um local em um universo a outro local do mesmo universo (no mesmo tempo presente ou não presente). Um buraco de verme deverá ser capaz de conectar locais distantes no universo criando um atalho através do espaço-tempo, permitindo viajar entre eles mais rápido do que a luz levaria para transitar pelo espaço normal.
O nome “buraco de verme” vem de uma analogia usada para explicar o fenômeno. Da mesma forma que um verme que perambula pela casca de uma maçã poderia pegar um atalho para o lado oposto da casca da fruta abrindo caminho através do miolo, em vez de mover-se por toda a superfície até lá, um viajante que passasse por um buraco de verme pegaria um atalho para o lado oposto do universo através de um túnel topologicamente incomum.

Ou, conforme o site Ciências e Tecnologia (https://cienciasetecnologia.com/buraco-de-minhoca/, acesso em: 22 nov. 2014): “Um buraco de minhoca é uma passagem teórica através do espaço-tempo que pode criar atalhos para viagens longas em todo o universo… Em 1935, os físicos Albert Einstein e Nathan Rosen usaram a teoria da relatividade geral de propor a existência de “pontes”, através do espaço-tempo. Esses caminhos, chamado de Pontes de Einstein-Rosen ou buracos de minhoca, ligam dois pontos diferentes no espaço-tempo, teoricamente, criando um atalho que poderia reduzir o tempo de viagem e distância.”

Imagino que os irmãos Nolan tenham bebido algo na fonte do excelente “Contato”, o best-seller do saudoso Carl Sagan (criador da série “Cosmos”). Os wormholes são uma constante em “Contato” e novamente em “Interestelar”. O livro de Sagan gerou um filme homônimo muito bom, mas não tão empolgante como o livro. Já os irmãos Nolan geraram uma obra-prima.

O filme começa em tom dramático, incorpora aventura e ação, mas o fio condutor – e aí a beleza da obra – é a relação do protagonista com sua filha, a dúvida sobre o abandono pelo pai e as perspectivas cada vez menores de que Cooper (McConaughey) possa vir a revê-la.

Há pequenas intervenções de humor, proporcionadas pelos robôs TARS (voz de Bill Irwin) e CASE (voz de Josh Stewart), que, além de uma personalidade “humana” capaz de humor e de insinceridade, são uma obra-prima da engenharia (apesar de sua aparência de caixotes desengonçados).

A crítica negativa mais pertinente que li é a de que as teorias científicas apresentadas são muito complexas; mas discordei quanto a dizerem que se gasta muito tempo nelas. Pelo contrário, deveriam ter dado ao consultor científico, o genial Kip Thorne, mais liberdade para expandir as explicações. Eu, que adoro a questão dos wormholes e dos universos multidimensionais, boiei em vários trechos. Mas isso em nada impede ser hipnotizado pelas quase 3 h do filme, que acabam até sendo curtas demais.

Talvez meu melhor filme do ano e certamente um dos melhores que já vi em minha vida. Para arrematar, a fantástica trilha sonora de Hans Zimmer, imprescindível para dar ao filme o clima de tensão e envolvimento.

O melhor dos trailers que vi foi este:
http://www.youtube.com/watch?v=BYUZhddDbdc” title=”Interestelar-trailer”

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Meu Caminho (Mai Wai / My Way)

Meu Caminho (Mai Wai / My Way), drama histórico e de guerra de Kang Je-Gyu, 2013.

Enredo: Em 1928, com a Coreia sob domínio japonês, a família de Young Kim Jun-shik (Shin Sang-Yeob) trabalha para os Hasegawa. Jun-shik e o pequeno filho dos patrões, Tatsuo Hasegawa (Sung Yoo-bin) são ótimos corredores, e uma rivalidade nasce desde então. A culpa por um atentado fatal de combatentes coreanos contra o chefe da família japonesa (Natsuyagi Isao) recai sobre o pai de Jun-shik (Chun Ho-Jin) e cria uma inimizade duradoura entre os jovens, que vai além das disputas no esporte.

Em 1938, já excelentes maratonistas, ambos competem para o pré-olímpico pelo Japão (lembrando que não havia uma Coreia independente). Ante a vitória de Jun-shik, os juízes optam por uma injusta desclassificação e por favorecer Tatsuo, o que provoca a revolta da torcida coreana e distúrbios. O jovem coreano e seus amigos são presos e condenados a um alistamento forçado no exército japonês e levados a lutar contra os russos na Segunda Guerra. Usados praticamente como escravos, os coreanos sofrerão ainda mais com a chegada do novo comandante – que vem a ser justamente Tatsuo Hasegawa (Joe Odagiri). A rivalidade entre Jun-shik e Tatsuo reaparece e, em comum, apenas o sonho de ser corredores olímpicos. Mas estes sonhos podem ser facilmente destruídos, porque a guerra ainda está no começo.

Avaliação: Um destes filmes que a gente pega na TV a cabo virando canais e para os quais não dá nada. Tinha até um certo tom de pastelão em algumas cenas iniciais e o anúncio inicial de que era baseado em fatos reais não ajudou a animar muito. Mas, com o início das cenas das batalhas, o filme toma outra dimensão. As cenas são muito impactantes e bem filmadas, muito cruas às vezes, mas assim é a guerra. Além de o filme mostrar algo raramente visto no cinema e TV, o cruel domínio do Japão imperial pré-Segunda Guerra sobre a Coreia – além de, num bem feito trecho, mostrar também o sofrimento chinês –, é incrível saber que esta história tem muito de real e por quantas reviravoltas o protagonista e amigos coreanos passaram: lutar com japoneses, contra russos, com alemães… Contando, fica difícil de enxergar a dimensão do que foi a vida deles… E o diretor ainda guarda uma surpresa maior para o final.

Filmaço. Não deu para desgrudar da tela, apesar do ímpeto inicial neste sentido. Uma aula de história pouco conhecida.

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Mil Vezes Boa Noite (Tusen Ganger God Natt)

Mil Vezes Boa Noite (Tusen Ganger God Natt), drama e suspense de Erik Poppe, 2013.

Enredo: Rebecca (Juliette Binoche) entrou no mundo da fotografia de guerra por raiva. Mas a raiva contra as injustiças se somou a um inescapável gosto pelo perigo, que ora a leva a presenciar (e praticamente compartilhar) a atuação de uma mulher-bomba afegã, ora a leva a outras zonas deflagradas. Basta disso, diz seu pacato marido, Marcus (Nikolaj Coster-Waldau), que dá um ultimato a ela, exigindo sua presença ao lado das filhas e o fim dos telefonemas que podem trazer más notícias a qualquer hora do dia. A balança pende em favor da família, até que um acaso a leva a uma nova situação de risco e, dessa vez, pode ter sido a gota d’água para o relacionamento com o marido e até com as filhas. Se a menor não consegue entender o que se passa, a adolescente (Lauryn Canny) vive um trauma que a coloca numa relação conflituosa com a mãe, que ao mesmo tempo admira e rejeita.

Avaliação: Rebecca (Juliette Binoche) vive na telona aquilo que já foi a profissão do diretor. Uma vida de riscos que assusta, mas atrai e cativa e que, se serve para mostrar e lutar contra as injustiças, também põe a protagonista em perigo permanente. Além disto, como mostrado num curto mas significativo momento sobre as mulheres-bomba, há a questão de que as reportagens recheadas de fotografias fortes podem ao mesmo tempo servir de denúncia e de glamourização para os atos terroristas.

Discussões e méritos – ou deméritos – do trabalho à parte, as situações de risco dão um suspense forte ao filme (e as cenas iniciais são bem fortes), mas, talvez por estar bem cansado, vacilei em alguns momentos, até perto da metade, quando as situações se tornam mais críticas e densas (mas minha mãe não desgrudou os olhos da tela e adorou…). Talvez o diretor quisesse demonstrar com a primeira parte o que significariam os momentos de calmaria para uma pessoa como Rebecca – neste caso, ele conseguiu muito bem.

Um tema diferente do usual e uma ótima atuação de Binoche valem a visita.

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Garota Exemplar (Gone Girl)

Garota Exemplar (Gone Girl), suspense dramático de David Fincher (“A Rede Social”), escrito e roteirizado por Gillian Flynn, 2014.

Enredo: Amy Elliot (a “voz de veludo” Rosamund Pike) foi sempre a garota mimada dos pais (David Clennon e Lisa Barnes) e serviu de inspiração para os livros de sucesso de casal, o que lhes proporcionou sucesso dinheiro.
Mas o belo casamento dos sonhos com Nick Dunne (Ben Affleck) não está tão bem e as fissuras vão começar a aparecer. Mais ainda agora, no quinto aniversário de casamento, quando ela desaparece, deixando apenas alguns traços do que pode ter sido uma luta violenta na casa dos Dunne. Por enquanto, Nick é o pobre-marido-talvez-viúvo, posando ao lado dos sogros numa campanha para localizar a amada. Mas os policiais que cuidam do caso (Kim Dickens e Patrick Fugit) desconfiam de algo. E a realidade das brigas e das dificuldades financeiras do casal começa a aparecer, complicando a vida de Nick, que começa a ser massacrado pela imprensa sensacionalista, ávida por um crime digno de Hollywood. Com os sinais de um possível assassinato ficando mais fortes, Nick está ficando isolado.

Avaliação: O livro foi best-seller e o filme foi o de maior sucesso comercial de David Fincher. Mas é longo (2,5 h) e as reviravoltas, que no começo são interessantes, passam a ser demasiadas, desperdiçando o que poderia ser um enredo excelente. Bom, mas tem uma hora que cansa…
Nem mesmo a personagem interessante e bem interpretada da policial encarregada do caso (Kim Dickens) pode ajudar muito.
Uma abordagem interessante no filme é o da apresentadora Ellen Abbott (Missi Pyle), que, a partir de fatos ainda inconsistentes e de pistas pouco sólidas, procura criar um monstro na figura de Nick. E é só…

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O Médico (The Physician)

O Médico (The Physician), drama de Philip Stöltz, baseado no best-seller de Noah Gordon, 2013.

Enredo: Na Europa do século XI não havia médicos, apenas barbeiros que exerciam a função de médicos; ou melhor, de curandeiros…

As cenas iniciais mostram a exploração dos pequenos mineiros, que trabalham num ambiente escuro e pesadamente insalubre, em troca de um mísero pedaço de pão, que pode ser roubado a qualquer momento pelos garotos mais velhos. É o que ocorre com o pequeno Rob Cole (Adam Thomas Wright), que, mais uma vez, é consolado pela mãe viúva e compreensiva (Jodie McNee). Mas deverá a última vez, pois ela foi acometida pela “doença do lado” (que viremos a saber depois se tratar de apendicite) e o “Barbeiro” (Stellan Skarsgård), recém-chegado à cidade para “curar todos os enfermos”, já sabe que nada pode fazer neste caso. Órfãos como Bob não são adotados e ele tem de se virar. E assim é que ele acaba por se tornar aprendiz e auxiliar do Barbeiro, bem a contragosto deste.

Já jovem, Bob (agora vivido por Tom Payne) aprendeu muito com seu tutor involuntário, mas chegou a hora em que este mesmo foi acometido pela catarata e nenhum dos dois sabe o que pode ser feito. Até que recorrem a um médico judeu, que tem a solução para a enfermidade. Extasiado, o jovem aprendiz quer saber onde o judeu adquirira seus conhecimentos. – “Na Pérsia, com o famoso médico Avicena. Mas cristãos não são benvindos no país”. Então, Cole agora é judeu e, após triste mas rápida despedida de seu tutor e uma longa, torturante e perigosa jornada, ele chega à distante Pérsia. No caminho, a amizade com a meiga judia Rebecca (a bela Emma Rigby), prometida em casamento e por quem Bob Cole se apaixona – e é correspondido.

A rejeição inicial na Escola de Medicina, finalmente seguida pela aceitação pelo grande Ibn Sina, ou Avicena (Ben Kingsley), a amizade com a colônia judaica, já sob sua nova identidade, o respeito dos colegas e até do irascível xá (Olivier Martinez, o rival de Richard Gere em “Infidelidade”). E o reencontro com Rebecca, já casada. Muitas mudanças na vida do jovem, que agora se tornou um excelente aprendiz, com o dom de sentir quando a morte se aproxima de seus pacientes. Mas ele ainda não está satisfeito. Ele não tem Rebecca. E nem todos os seus talentos foram suficientes para descobrir a cura da “doença do lado”. E agora surgiu um novo inimigo: a Peste, trazida ardilosamente pelos inimigos do xá, as tribos que habitam fora da cidade, ajudadas pelos persas fanáticos religiosos, que querem pôr fim à Escola. A situação se torna extremamente perigosa para Bob Cole, porque, obcecado pela pesquisa da “doença do lado”, ele passou a dissecar cadáveres, algo que vai contra a religião local e é punível com a morte.

Avaliação: Já desde a época da chegada do livro (aliás, lembro-me de que foi um best-seller duradouro), o título havia sido estupidamente traduzido como “O Físico” (sendo que Física é uma disciplina tocada apenas uma vez no filme, que trata de médicos – “physicians”). Mas isto em nada compromete este excelente filme, que é uma aula de história e cultura (prato cheio para quem, como eu, adora história da Idade Média), em meio a um drama e romance cativantes.

Para ajudar, uma bela trilha sonora de Ingo Ludwig Frenzel (que lembra James Horner).

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Relatos Selvagens (Relatos Salvajes)

Relatos Selvagens (Relatos Salvajes), suspense tragicômico de Damián Szifrón, 2014.

Enredo:

  • (“Pasternak”) Num voo, as coincidências começam a aparecer quando um passageiro (Dario Grandinetti) começa a puxar papo com uma vizinha de assento (María Marull). Aos poucos, todos vão entrando na conversa e todos, todos parecem ter tido alguma passagem na vida em que cruzaram com um tal de Pasternak. E invariavelmente as passagens não foram boas. Mau sinal…

  • (“Las Ratas”) Num restaurante deserto à beira de estrada, a garçonete (Julia Zylberberg) percebe que seu único e recém-chegado freguês (César Bordón) é o sujeito que provocou a ruína financeira e o suicídio de seu pai. Vingança? Claro, com veneno de rato, sugere a cozinheira (Rita Cortese). No máximo poderá parecer um terrível erro… A garçonete resiste, mas, além das lembranças do passado, o freguês é arrogante, mal educado e abusado. Ok, então… Ele pediu. E eis que chega mais um freguês inesperado e…

  • (“El Más Fuerte”) Numa estrada deserta, um motorista lento e mal encarado (Walter Donado) dirige sua lata e irrita-se com a tentativa de ultrapassagem do Audi de Diego (Leonardo Sbaraglia). Depois de ser atrapalhado algumas vezes, Diego consegue ganhar a estrada, mas não sem antes xingar o seu “rival”. Para quê? Daqui a pouco, lá se vai um pneu e ele tem que parar de qualquer forma. E, para seu desespero, o mal encarado se aproxima…

  • (“Bombita”) Especialista em implosões, Simón Fischer acabou de fazer mais um trabalho bem sucedido e é hora de comprar o bolo do aniversário do filho e voltar correndo para casa. Ainda dá tempo… Ainda mais porque ele arrumou uma vaga na frente da doçaria. Mas cadê seu carro? Guinchado pela Prefeitura… E, mais uma vez, Simón atrasa a um compromisso de família… Seu casamento está por um fio…
    Dia seguinte, o calvário da Prefeitura… “Não havia pintura no meio fio indicando a proibição!”. Mas, para o burocrata que o atende, não importa a pintura. É proibido estacionar naquela quadra e pronto. Obrigação de Simón saber das ruas onde há proibição, da mesma forma que ele não pode cometer um crime e alegar desconhecimento da lei. Reação explosiva de Simón e… lá se vai seu emprego. E seus tormentos ainda não terminaram…

  • (“Hasta que la muerte nos separe”) Dia feliz… Casamento de Romina (Erica Rivas) e Ariel (Diego Gentile). Até que Romina desconfia da colega de trabalho com quem Ariel parece trocar mais do que palavras gentis. Daí a ter certeza de que ele deve ter tido um caso com ela… A vingança será maligna!

  • (“La Propuesta”) O jovem Santiago (Alan Daicz) acorda desesperado seus pais (Oscar Martínez e Maria Onetto). Ele acabou de atropelar e matar uma mãe grávida e fugiu da cena, mas as câmeras do local logo deverão apontar para ele. É hora de o pai, Mauricio, acionar o advogado da família (Osmar Núñez). E surge uma “solução”: indicar o caseiro (Germán de Silva), velho e fiel empregado da família. Como recompensa, dar-lhe dinheiro para garantir o sustento de uma vida toda de sua família. Tudo combinado, vem o perito policial e… Nem tudo parece ter sido bem arranjado e a pressão agora ficou maior. E Santiago quer se entregar. Só complicações…

  • Avaliação: Seis estórias curtas (cerca de 15 a 20 minutos) muito interessantes, principalmente a primeira, que prendeu do começo ao fim e foi a única que foi só engraçada e não tinha elementos trágicos (bom, quer dizer…). E talvez “A Proposta”, com seu grande dilema moral.

    Mas os desfechos, mesmo sendo também interessantes, não são tao bons como os miolos das estórias, e dá a impressão de que fica faltando algo. De qualquer modo, por mais fantásticas que as estórias possam parecer, elas retratam o comportamento humano em situações por vezes extremas, que podem ocasionar a perda de controle. Difícil de acontecer? Vai saber…

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    O Juiz (The Judge)

    O Juiz (The Judge), suspense dramático de David Dobkin, 2014. 

    Enredo: Hank Palmer (Robert Downey Jr., o “Homem de Ferro”) é um advogado bem sucedido da cidade grande, aonde foi se refugiar da relação tumultuada com seu pai, um juiz justo, mas severo e pouco carinhoso (Robert Duvall). Com a morte da mãe, o elo de união da família, Hank volta à pequena cidade natal apenas para perceber que seu pai ainda o repele e que suas divergências com o irmão mais velho (Vincent D’Onofrio) continuam as mesmas. Os únicos momentos bons são com as ex-namorada (Vera Farmiga), que ele abandonara subitamente às vésperas de se casarem, e com o irmão menor e autista, Dale (Jeremy Strong), uma criança em corpo de adulto. Enterro providenciado, é hora de voltar para casa e para a filha pequena (Emma Tremblay) e cuidar das providências da separação. Mas, no já no avião, ele recebe a notícia de que o pai está sendo acusado do atropelamento e morte de um ex-presidiário que ele havia condenado. Acidente? Possível, pois o juiz era devotado às bebidas, apesar de jurar estar afastado delas há tempo. Mas por que não vingança? Também possível, pois o juiz havia sido indulgente com o morto num primeiro momento e isto havia provocado consequências terríveis. Mas por que o juiz insiste em não se recordar de ter colidido o veículo com a vítima se as marcas são óbvias? A contragosto para ambas as partes, caberá a Hank defender o pai. Tarefa difícil, pois, além do gênio difícil do acusado, do outro lado estará o temido promotor Dwight Dickham (Billy Bob Thornton, o ex de Angelina Jolie).

    Avaliação: O diretor Dobkin, mais conhecido por produzir e dirigir comédias, fez uma incursão muito bem sucedida no drama carregado de suspense ao produzir e dirigir esta pequena obra-prima, protagonizada por dois talentos cativantes. Um drama tocante, que nos prende e aos poucos vai revelando surpresas inesperadas sobre as relações familiares. Ah, claro, algumas cenas cômicas bem elaboradas aparecem no filme, como a da entrada no prédio do tribunal de Hank e do inexperiente advogado (Dax Shepard) nomeado pelo acusado para defendê-lo.
    Uma trilha sonora caprichada completa a avaliação positiva do filme.

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    Veja SP – Seja o crítico

    Album de Familia - comentario de Roberto Blatt na Veja SP 29jan14
    Seja o critico - Veja SP 20ago14 - Juntos e Misturados

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    O Espião Que Sabia Demais (Tinker Tailor Soldier Spy)

    O Espião Que Sabia Demais (Tinker Tailor Soldier Spy), suspense de espionagem de Thomas Alfredson, 2011.

    Enredo: Anos da Guerra Fria. George Smiley (Gary Oldman) está aposentado, um tanto contra sua vontade, do serviço secreto britânico MI-6. Pelo seu passado – e por estar afastado do serviço –, é o único em quem os diretores do serviço, Oliver Lacon (Simon McBurney) e Controle (John HHurt)  podem confiar para descobrir o agente duplo infiltrado no comando e que está colocando em perigo os agentes atuando dentro da Cortina de Ferro, a começar por Jim Prideaux (Mark Strong), que foi ferido e capturado. Os principais suspeitos são o Alfaiate (Colin Firth), o Soldado (Ciáran Hinds) e o Espião (David Dencik), além do chefe destes, Percy Alleline, ou Funileiro (Tobey Jones). O Funileiro comanda a secretíssima Operação Bruxaria, que parece estar tendo sucesso ao obter segredos dos soviéticos, mas não presta contas a ninguém e nem revela seus contatos.

    Smiley escolhe a dedo seus homens de confiança, o eficiente Peter Guillam (Benedict Cumberbatch) e o discreto Mendel (Roger Lloyd Pack). Ele crê que a pista reveladora possa estar com Ricki Tarr (Tom Hardy), que conseguiu contato com a agente soviética Irina (Svetlana Khodchenkova), disposta a desertar os soviéticos. Mas Tarr tem razões para estar se escondendo e Irina igualmente não foi mais vista.

    Avaliação: Quando passou no cinema, fiquei inclinado a ver, apesar de não muito empolgado, mesmo sendo um filme baseado no best-seller de John Le Carré (que colaborou na produção do filme) e com o grande Gary Oldman como protagonista. Sabia que o filme teria vida curta nas telonas, e assim foi. No fim, não perdi muito. Apesar do tema que me atrai, há muitos personagens, cujos nomes você nem consegue assimilar, ficando um tanto perdido na estória, que, aliás, nem empolga muito pelo suspense.

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    Jornada nas Estrelas – Além da Escuridão (Star Trek Into Darkness)

    Jornada nas Estrelas – Além da Escuridão (Star Trek Into Darkness), aventura de ficção científica e suspense de J.J. Abrams (de “Lost”), 2013.

    Enredo: “Eu sou melhor”, diz o vilão John Harrison (Benedict Cumberbatch) ao capitão Kirk (Chris Pine). “Melhor que o quê?”, retruca Kirk. “Melhor do que tudo!”, devolve Harrison. E ele tem razão…

    Após romper com a principal diretiva da Frota Estelar e expor-se e à sua nave aos habitantes de um mundo primitivo, Kirk foi rebaixado de capitão a imediato e vai servir sob o almirante Pike (Bruce Greenwood). O que, digamos, não está mal perante o que ele fez – ele ainda conta com as graças do tutor. Mas isto será por pouco tempo, pois a sede londrina da Frota Estelar foi vítima de um ataque terrorista, perpetrado por Harrison, ex-integrante da frota – e mais ataques estão por vir. Por força das circunstâncias, Kirk é novamente capitão e recebe do almirante Marcus (Peter Weller, o “Robocop” do original) a missão de levar a nave Enterprise ao refúgio de Harrison, num planeta abandonado na fronteira com os Klingons, eliminar o inimigo e evadir-se rapidamente, antes de ser descoberto pelos Klingons, o que poderia gerar uma indesejada guerra. Mas ele vai descobrir que a missão tem segredos que ele desconhece e que seu inimigo é mais poderoso e tem mais razões para odiar a frota do que se possa supor.

    Avaliação: Muito efeito visual, algumas tiras cômicas com os permanentes conflitos entre Spock e Dr. McCoy (ou melhor, deste com aquele, já que Spock é simplesmente “lógico” e não entra no jogo), ou eventualmente entre Spock e Kirk (vale o mesmo comentário), mas nada é igual aos diálogos da série original para TV, que se virava muito bem com os efeitos visuais da época e prendia muito sem grandes explosões e perseguições espaciais. Valia muito mais pelos diálogos.

    Mas temos mesmo que elogiar o vilão de Benedict Cumberbatch, como foi falado à época do lançamento deste filme (dirigido e produzido, entre outros, pelos criadores do sensacional “Lost”). Além de muito bem interpretado (fisionomia e, principalmente, uma voz profunda tenebrosa), para quem conheceu a série Star Trek, este vilão vai acabar soando conhecido (a surpresa mais para o fim do filme).

    Melhor que o primeiro filme com Chris Pine e Zachary Quinto, mas, mesmo assim, fica devendo… Melhor rever os episódios do original ou mesmo alguns dos filmes com a química insuperável do trio William Shatner, Leonard Nimoy e Deforest Kelley.

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