O Médico Alemão (Wakolda)

O Médico Alemão (Wakolda), suspense dramático de Lucía Puenzo, 2013.

Enredo: Viajando sozinho numa região deserta da Argentina, o Dr. Helmut Gregor (Àlex Brendemühl) observa a jovem Lilith (Florencia Bado) e anota em seu caderno que ela é o “espécime perfeito, exceto pela altura” – ela tem 12 anos, mas aparenta ter nove. Como o médico não conhece a região, ele pede para acompanhar a família de Lilith até Bariloche, destino final dele e próximo à cidade onde Enzo (Diego Peretti), o pai de Lilith, vai assumir o hotel que fora da falecida sogra. Enzo logo percebe o interesse do médico pela filha e a reciprocidade dela e procura afastá-los. O que vai se tornar muito difícil, já que o médico prefere hospedar-se no confortável hotel de Enzo, que lhe dá paz e uma maravilhosa vista para o lago. A contragosto, Enzo o aceita; afinal, eles ainda não têm hóspedes, o lugar é muito grande e o médico propõe a eles pagar seis meses adiantados.

O Dr. Gregor assume uma clínica veterinária em Bariloche, onde faz experimentos sobre reprodução e crescimento com espécimes animais e passa a frequentar a escola alemã local, onde é tratado com toda deferência – afinal, já estamos sabendo tratar-se do criminoso nazista Josef Mengele, o “Anjo da Morte”, autor de experiências cruéis no campo de concentração de Auschwitz, e a colônia alemã local não consegue esconder suas simpatias pelo nazismo.

É nesta mesma escola, onde estudara Eva (Natalia Oreiro), mãe de Lilith, que vão estudar Lilith e seu irmão mais velho (Alan Daicz). Para Lilith este é um local de sofrimento, pois a zombaria dos colegas é intensa – para eles, ela é uma “anã com corpo nota zero”. Assim, ela convence a mãe a ceder às pressões do Dr. Mengele, iniciando um tratamento de crescimento à base de hormônios em segredo do pai. Ela passa a crescer rapidamente, entra na puberdade, mas começa a ter diversas reações aos medicamentos, o que talvez fique difícil de esconder de Enzo. Enquanto isto, o “Anjo da Morte” procura cativar também Enzo, que ainda o rejeita (“ele é um hóspede, não o médico da família”), oferecendo tornar-se investidor de uma fábrica de bonecas, que ainda são criadas de modo artesanal pelo próprio.

Aos poucos, os experimentos ameaçam revelar a identidade de Mengele para Enzo e Eva. Mas, se ele não se adapta nunca à presença do hóspede, ela não se importa com quem ele seja, desde que ajude (ajude?) a filha. Também cada vez mais certa de quem seja o Dr. Gregor está Nora Edloc (Elena Roger), agente do Mossad israelense infiltrada na escola. O cerco se aperta contra o carrasco, ao mesmo tempo em que suas experiências com Eva e Lilith ficam mais perigosas: agora, além de Lilith, ele tem interesse pela gravidez de Eva. Afinal, diz ele, quem já teve um parto prematuro (o de Lilith) pode voltar a ter outro. Seu interesse maior é por suas “pesquisas” ou pela saúde de seus “espécimes”?

Avaliação: Lucía Puenzo, filha do diretor do oscarizado filme argentino “A História Oficial” (sobre a ditadura militar argentina dos anos 70-80), escreveu, roteirizou e dirigiu este forte suspense, que é baseado em episódio real da vida do carrasco nazista Josef Mengele. Efetivamente reais são:

O fato de que Mengele, assim como diversos outros criminosos nazistas, foi acoitado pelo regime argentino. O ditador Perón foi uma das pontas da rede de proteção europeia que lhes garantiu a fuga no pós-guerra, muitos dos quais com a ajuda de membros da Igreja, que viam neles um muro de proteção contra o comunismo ateu.

A personagem Nora Edloc, agente do Mossad (serviço secreto israelense) na Argentina. No filme, seria ela quem teria informado o Mossad da presença de Mengele, mas, apesar de certa de estar diante do carrasco, não conseguia uma foto adequada e, como foi informada pelos superiores, o foco deles era um alvo mais importante, Adolf Eichmann, responsável pela logística da máquina de extermínio nazista (de fato, Eichmann foi capturado em 1960 e então Mengele fugiu da Argentina para Paraguai e depois para diversas cidades do Brasil, morrendo afogado em Bertioga, 1979).

A escola pró-nazista de Bariloche (que foi dirigida por outro carrasco nazista, Erich Priebke) e o acobertamento dos fugitivos pela colônia alemã, o que é bem retratado pela deferência – submissão, até – com que Klaus (Guillermo Pfening), professor de Lilith, trata o criminoso e pela maneira com que o aluno Otto (Juani Martínez), único amigo de Lilith, é tratado pelos colegas e pela direção da escola.

O interesse particular de Mengele por gêmeos (fez experiências com diversos).

O triste é que ainda hoje há simpatia de parte da sociedade pelo nazismo e a diretora teve dificuldade em filmar em certos locais, devido à temática do filme, ainda sensível – o blog de Laura Blum menciona isto e explica o cuidadoso propósito que a autora teve na escolha dos nomes dos personagens do filme – até da boneca Wakolda, que dá título ao filme no original.

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Veja SP 29/01/14 – comentário sobre “Álbum de Família”

Album de Familia - comentario de Roberto Blatt na Veja SP 29jan14

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Amar Foi Minha Ruína (Leave Her to Heaven)

Amar Foi Minha Ruína (Leave Her to Heaven), drama com tons de suspense de John M. Stahl, 1945.

Enredo: A bela Ellen Berent (Gene Tierney) vai se casar com o promotor Russell Quinton (Vincent Price). Ou ia, pois acaba de conhecer e se apaixonar perdidamente pelo escritor Richard Harland (Cornel Wilde). Agora Sra. Harland, Ellen não tarda a mostrar um profundo sentimento de posse em relação ao marido, o mesmo sentimento que apresentava em relação ao falecido pai… com quem Richard se assemelha. Primeiramente ela tenta de qualquer forma impedir que Richard convide o jovem irmão, Danny (Darryl Hickman), para passar alguns dias em sua casa à beira do lago com o casal. Mas não há como demover Richard, pois ele é profundamente ligado a Danny, que é deficiente físico, e faria bem a este sair um pouco do hospital onde recebe tratamento. Nada em especial contra Danny, já que nem a irmã de Ellen, Ruth (Jeanne Crain), e a mãe delas (Mary Philips) escapam de sua fúria quando ela sente que corre risco de perder a exclusividade. A obsessão de Ellen é tal que até sua gravidez é odiada. Este perturbador comportamento cobrará um alto preço de todos.

Avaliação: As irmãs Ellen (Gene Tierney, do clássico suspense dramático Laura) e Ruth (Jeanne Crain) somente têm em comum a rara beleza. Pois, se Ruth é verdadeiramente suave e meiga, Ellen é alguém que, como nos adianta o trailer do filme, “trapacearia, mentiria, enganaria e não pararia por nada para fazer do homem que ama sua possessão exclusiva”. E como! Brrrr!

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O Clã das Adagas Voadoras (Shí miàn máifú -十面埋伏)

O Clã das Adagas Voadoras (Shí miàn máifú -十面埋伏), ação, romance e suspense dramáticos de Zhang Yimou, 2004.

Enredo: Na China do século IX, vários grupos procuram acelerar o fim do decadente e corrupto regime da outrora próspera dinastia Tang. Os capitães do exército imperial Leo (Andy Lau) e Jin (Takeshi Kaneshiro), planejaram com cuidado como conseguir alcançar e destruir o secreto e evasivo clã das Adagas Voadoras, famoso pelo exímio uso das mesmas. O caminho é a bela dançarina cega Xiao Mei (Zhang Ziyi), que parece estar envolvida com o clã e é atua numa “casa de prazeres”. Leo acaba por prendê-la, para extrair dela as informações que permitam destruir o clã, mas ela recebe ajuda de Jin para escapar e parte com seu salvador para a floresta. Mas várias dúvidas surgem: Xiao Mei está mesmo indo encontrar-se com o clã? Jin quer mesmo ajudá-la ou quer usá-la para descobrir o esconderijo do clã? Ele está se apaixonando por ela? E ela, está mesmo se apaixonando por ele ou fingindo, apenas para que ele a ajude e então lançá-lo numa armadilha? Com um exército cada vez mais numeroso e bem treinado atrás deles, pode ser que, quaisquer que sejam os planos que tenham feito, eles nunca venham a ser realizados.

Avaliação: Zhang Ziyi, atriz queridinha do diretor Zhang Yimou, de “Lanternas Vermelhas”, está ótima, tanto nas cenas de romance como nas de acrobacias e ação – em particular, o “ritual do eco” é um show. As cenas com adagas e lanças são muito bem coreografadas, mas acabam por se tornar inverossímeis demais. As cenas finais, que se passam na neve – uma licença poética do diretor, pois não é época da neve no filme – são muito bonitas. Como assistimos ao filme numa aula de mandarim, as explicações da professora ajudaram a entender melhor as muitas reviravoltas do filme. Sem este apoio, creio que eu tivesse ficado beeeem perdido…

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Amante a Domicílio (Fading Gigolo)

Amante a Domicílio (Fading Gigolo), comédia de John Turturro, 2014D

Enredo: Sem outra saída se não fechar sua livraria, Murray (Woody Allen) comenta com seu amigo Fioravante (John Turturro) que sua dermato quer fazer “ménage a trois” e… ops! Por que não apresentar a elas Fioravante. Ele não é bonito, mas faz um tipo que pode agradá-las. Assim, ganham elas, ganha Murray e ganha Fioravante (cujos negócios também não vão muito bem). Os negócios vão indo bem, até que Murray apresente a seu agenciado a bela, jovem e muito carente viúva Avigal (Vanessa Paradis), uma judia ortodoxa… De lado a lado começa o que pode vir a ser um romance… que pode afetar os negócios de Murray. Ao mesmo tempo, o agente de segurança comunitária Dovi (Liev Screiber, diretor do excelente “Uma Vida Iluminada”) começa a desconfiar das atividades de Murray. Proxenetismo numa região de judeus ortodoxos? E ainda mais envolvendo Avital, a paixão de Dovi? Não, não…

Avaliação: Fomos em seis e ninguém gostou muito. Ou nem gostou. Eu achei parado e sem graça e, como comentamos entre nós, falta uma amarração a conduzir a trama (para que ela pudesse ser chamada de trama…). Momentos de sono, salvos apenas pelas boas (mas raras) tiradas de Allen a respeito de suas próprias neuroses e remédios e, claro, da sua identidade judaica (mas algumas destas não são fáceis de o público em geral captar).

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O Grande Herói (The Lone Survivor)

O Grande Herói (The Lone Survivor), ação dramática e de suspense de Pete Berg, 2013.

Enredo: O filme se baseia no relato da operação Red Wings, empreendida em junho de 2005 por equipes de SEALS (forças de elite da marinha americana) para captura ou eliminação do terrorista da Al Qaeda Ahmad Shahd (Yousuf Azami), responsável pela morte de muitos soldados americanos no Afeganistão e abrigado pelos terroristas talibãs. Uma das equipes, composta por quatro SEALS – Marcus Luttrell (Mark Wahlberg), Michael Murphy (Taylor Kitsch), Danny Dietz (Emile Hirsch) e Matt ‘Axe’ Axelson (Ben Foster) – dá o azar de cruzar o caminho de pastores de cabras. Surge o dilema de se eles devem deixá-los livres, eliminá-los de pronto ou deixá-los amarrados, sujeitando-os a serem devorados por lobos. Não há tempo para muita ponderação, a decisão é tomada e agora os quatro estão em fuga. Tentando desesperadamente conseguir comunicação por rádio para pedir socorro ao comandante, Erik Kristensen (Eric Bana), eles não têm chance alguma contra dezenas de terroristas armados até com lança-mísseis Stinger. E a agonia começa agora…

Avaliação: Um enredo simples, uma operação nem tanto. Suspensaço dramático forte, com muita, mas muita ação mesmo. Mesmo sabendo o fim da história (que o título original entrega), não faz diferença. É bom demais. Adoramos.
Vale a mesma recomendação que fiz no filme “Walt Disney e os Bastidores de Mary Poppins”: apressadinhos, fiquem até os créditos finais, que são uma bela homenagem à equipe dos SEALS (coisa que os americanos – e Hollywood em particular – sabem fazer muito bem).

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Blue Jasmine (Blue Jasmine)

Blue Jasmine (Blue Jasmine), drama com leves toques cômicos escrito e dirigido por Woody Allen, 2013.

Enredo: Jasmine (Cate Blanchett) leva a vida de luxo com que sempre sonhou ao lado de Hal (Alec Baldwin), na glamorosa Nova Iorque. Eventos beneficentes, festas e… traições amorosas e falcatruas financeiras. Ingênua (talvez por conveniência), ela foi usada pelo marido em seus golpes financeiros a agora, com a prisão dele e com o governo levando tudo que o casal possuía, Jasmine vai viver de favor com sua irmã Ginger (Sally Hawkins). A mesma irmã sem dinheiro e refinamento que anos antes ela recebera muito a contragosto em sua casa e cujos poucos recursos Hal envolvera em seus esquemas fraudulentos.
Jasmine não abdica nunca das poucas roupas de grife que lhe sobraram e mantém a pose, voando de primeira classe… para então passar a viver no pequeno apartamento de Ginger, agora separada do marido (Andrew Dice Clay). Ela tem que suportar os barulhentos sobrinhos (Daniel Jenks e Max Rutherford), além de Chili (Bob Cannavale), o namorado nada refinado de Ginger, com seus amigos igualmente “desqualificados”. Pode ficar pior? Pode… Jasmine vai ter que aceitar a única vaga que lhe surge e trabalhar como recepcionista de um dentista (Michael Stuhlbarg), que não se cansa de assediá-la. Enquanto isto, ela sonha em aproveitar seu talento para a decoração e seguir a sugestão de Ginger, formando-se designer de interiores. E está na hora de começar a curtir a vida social novamente e, quem sabe, conhecer um bom partido?

Avaliação: Cate Blanchett, que já havia levado o Oscar de coadjuvante por “O Aviador”, de Scorsese, agora levou o de atriz principal por esta fita de Woody Allen. Ela está mesmo muito boa, tanto mantendo a pose de rica, apesar de falidíssima, como quando fica desalinhada e perde a pose. O mesmo mérito que ela tem na interpretação dos ataques nervosos de Jasmine, que passa a desabafar sobre sua antiga vida conjugal com um ouvinte imaginário.
Apesar de o trailer não ter me convencido, tinha que assistir mesmo o filme, para tirar a dúvida. Achamos bom, mas nada de mais… A trilha sonora, sempre com toque pessoal de Allen, e que concorreu ao Oscar, foi justamente o que menos me agradou…

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12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave)

12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave), drama biográfico de Steve McQueen, 2013.

Enredo: Saratoga, estado de Nova Iorque, 1841. Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um negro nascido livre, vive dos serviços como violinista, que lhe proporcionam o respeito dos concidadãos (mesmo os brancos) e uma vida confortável ao lado da mulher (Kelsey Scott) e do casal de filhos pequenos (Quvenzhané Wallis e Cameron Zeigler). Surge então uma tentadora proposta de uma dupla de empresários (Scoot McNairy e Taran Killam), que o leva a viajar pelos EUA por duas semanas. Duas semanas que se tornarão 12 anos, porque, enganado pela dupla, ele é sequestrado e vendido como escravo, para ser levado a Nova Orleans, no ainda plenamente escravagista sul dos EUA, juntamente com outras vítimas iguais a ele. Seu destino: ser uma mercadoria apta ao trabalho duro até que o cansaço, doença ou maus tratos o levem.
Nestes doze anos, ele conhecerá “amos” mais “generosos” (Benedict Cumberbatch, de “Star Trek – Além da Escuridão”), cruéis (o tétrico Edwin Epps, vivido por Michael Fassbender, de “Bastardos Inglórios” e “Prometheus”) e viverá o inferno na terra, sendo surrado, humilhado, vendo também seus companheiros de escravidão serem submetidos ao açoite e a toda espécie de violência física e moral. Se ele revelar que sabe ler e escrever, certamente será morto, pelo perigo que representa, já que fora traficado ilegalmente. Assim, ele terá que assumir a contragosto o novo nome que lhe é dado, Platt, e acostumar-se à ideia de nunca rever a família. A não ser que consiga fazer chegar a ela uma mensagem sobre seu destino…

Avaliação: “Não há justiça na escravidão”. Simples e sábia assim é uma das frases do personagem vivido por Brad Pitt, também coprodutor do (e oscarizado pelo) filme. Incrível crer que os mesmos senhores de escravos que lhes ministravam aulas de religião fossem capazes de cometer contra eles toda espécie de barbáries. Assim, o mesmo Edwin Epps (Michael Fassbender) que abusava sexualmente da escrava Patsey (Lupita Nyong’o, Oscar de melhor atriz coadjuvante) se apoiava na religião para justificar o direito de submeter seus escravos à chibata (por vezes contadas às centenas, o que rende a cena mais pesada do filme).
A desesperança que se abate sobre o protagonista é tanta que, se nos primeiros momentos, Solomon diz aos companheiros de infortúnio “não quero, sobreviver, quero viver”, com o tempo ele se contentará apenas em sobreviver.
Quanto aos “amos mais generosos”, como o Ford vivido por Benedict Cumberbatch, eles tinham mais pena dos escravos… mas, como aponta uma das falas do filme, não deixavam de tratá-los como escravos, mesmo que evitassem os castigos físicos.
Meu pai dizia que há duas coisas essenciais para as quais só damos valor quando perdemos: saúde e liberdade… A narrativa de Solomon (autor do livro que deu origem ao roteiro) só vem a confirmar isto. E, se a escravidão em si já é revoltante, roubar a liberdade de negros já libertos ou nascidos livres (algo que eu nunca imaginaria tivesse ocorrido) é algo mais hediondo ainda.
Angustiante e imperdível.

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