Os Queridinhos da América (America’s Sweethearts), comédia romântica de Joe Roth, produzida por Billy “Harry e Sally” Crystal, com Catherine “Zorro” Zeta-Jones, John “Con Air” Cusack, Julia Roberts, o próprio Billy Crystal, Hank Azaria e com pontas de Alan Arkin (o embaixador de “O Que É Isso, Companheiro?”, engraçadíssimo no papel de um guru espiritual farsante), Stanley “Os Impostores” Tucci e Christopher “O Franco Atirador” Walken (como sempre, fazendo bem seu papel de sujeito alheio à realidade, meio louco).
Enredo: O casal protagonista de vários filmes, os chamados “Queridinhos da América” (Cusack e Zeta), se separou, e isto atrapalha as suas carreiras; o diretor do que seria o novo filme dele, se isolou do mundo com a única cópia da fita. Assim, o produtor chama seu antigo Relações Públicas, a quem despedira, para “dar um jeito”. Mas como fazer uma “junket” (coletiva para a imprensa especializada) de um filme sem cópias para exibir e com um casal de atores que nem se suporta? A solução é trazer um atrativo – o casal reatado; para isto, resta apelar para Kiki (Roberts), irmã da atriz, que era gorda e feia e apaixonada pelo marido da irmã. Ela é assistente pessoal da irmã – e também seu “capacho” – e a convence a ir à coletiva e fingir estar reatando com o marido, que é, por sua vez, convencido a sair um pouco da clínica de repouso onde se internou após o choque da separação. Há ainda o namorado “latino” e grosseiro de Zeta (Azaria, ótimo), o assistente meio “nerd” de Crystal, o Hyatt Hotel paradisíaco, a falsidade de Zeta, que “engole” qualquer coisa para fazer o filme virar um sucesso e a paixão que parece surgir entre Cusack e Roberts, vinte quilos mais magra depois da última vez em que se viram.
Avaliação: Apesar de duas críticas muito negativas e de um “assistível”, gostamos; nada de excepcional, mas tem umas piadas legais e mostra a que ponto se pode chegar em termos de falsidade e falta de escrúpulos para se divulgar um filme (p. ex, Tucci, no engraçado papel de um ambicioso produtor que é capaz de imaginar o ator morrendo em público, se isto contribuir para o sucesso de sua fita). A seqüência final, quando o tresloucado diretor resolve mostrar o filme, é uma engraçadíssima “lavagem de roupa suja”. Ah, e as cenas do guru farsante (Arkin), que não fala “nada com nada”, são “dez”.

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