A Noite (La Nuit), drama autobiográfico e histórico de Elie Wiesel.
Ao ganhar o Nobel da Paz, Elie Wiesel discursou: “Eu me lembro: aconteceu ontem ou eternidades atrás. Um garoto judeu descobriu o reino da noite… Lembro-me de sua angústia… O gueto. A deportação. O vagão de gado selado. O altar de fogo sobre o qual a história de nosso povo e o futuro da humanidade seriam sacrificados…”.
Elie Wiesel tinha 16 anos ao ser libertado do campo de concentração de Buchenwald, para onde tinha sido transferido com seu pai, vindo de Auschwitz-Birkenau. Perdera a mãe e uma irmã nas câmaras de gás, logo que chegara ao campo. O livro fala sobre este reino da noite que se abateu sobre os judeus e outras minorias perseguidas pelos nazistas. O livro, relativamente curto, mas muito forte e impressionante, foi escrito a partir de um longo manuscrito de nome “E o Mundo Silenciou” (“Und die Welt Hot Geshvign”), e, publicado em 1958, tornou-se um best-seller anos mais tarde (Oprah Winfrey colaborou com isto ao recomendá-lo em seu Clube do Livro, em 2006).
Uma narrativa seca, direta e excepcional, que nos faz sentir a revolta e a angústia do garoto de 16 anos que tenta entender como seres humanos poderiam perpetrar atos tão além da compreensão do próprio ser humano, como os vividos por ele. (trecho disponível em http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT1195369-1655,00.html).

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