A Fita Branca (Das Weiße Band – Eine Deutsche Kindergeschichte), drama de época com toques de suspense de Michael Haneke, 2009.
Enredo: Num vilarejo alemão, às vésperas da Primeira Grande Guerra, estranhos eventos causam comoção no local. Primeiramente, um fio escondido na grama provoca a queda do cavalo que conduz o médico local e o leva ao hospital, entre a vida e a morte. Depois, uma operária que trabalha para o grande empregador local, um barão (Ulrich Tukur), morre num acidente na fazenda dele, num evento também aparentemente provocado. Depois, o filho do barão (Fion Mutert) é seviciado e uma criança deficiente (Eddy Grahl) torturada, sem que se apontem os autores. Quando a polícia chega, encontra apenas o silêncio das crianças, os únicos que poderiam ter pistas. No entender do professor da escola local (Christian Friedel), trata-se de punições. De quem? E pelo quê? Aos poucos vamos perceber que os que parecem ser bons desprezam e que o fanatismo esteja por trás dos eventos.
Avaliação: Bom filme, que finalmente consegui ver na TV, já que o perdi no cinema, depois de tanto vacilar. Não sei se justifica o sucesso de crítica, mas é bom. Minha mãe, que também assistiu a ele, também gostou, mas nada de mais. Um detalhe: a fita branca é o recurso que a esposa (Steffi Kühnert) do profundamente religioso pastor do local (Burghart Klaussner) aplica nos filhos para lembrá-los da inocência e da pureza. E o subtítulo em alemão contém uma dose de sarcasmo, pois “Kindergeschichte” significa que se trata de uma história infantil…