Herói por Acidente (Hero)


Herói por Acidente (Hero), comédia dramática de Stephen Frears, 1992.

Enredo: Bernie (Dustin Hoffman) LaPlante não é o sujeito mais correto do mundo, nem o melhor pai ou marido. Perdendo a guarda do filho, com quem sempre “fura” nos compromissos assumidos, e portador de algumas condenações por pequenos delitos, não tem o perfil do sujeito altruísta. E é por isto que, quando o vemos salvando e socorrendo as vítimas de um avião em chamas, só podemos mesmo esperar que lá esteja para tirar algum proveito da situação, como recolher pertences das vítimas. E, nesta circunstância, acaba por perder mais um compromisso o filho, o aniversário do garoto. Bernie acaba salvando a repórter Gail Gayley (Geena Davis), some do local e compartilha seu feito apenas com John Bubber (Andy Garcia). Enquanto isto, a repórter procura seu anônimo benfeitor e, para tanto, os gananciosos executivos de sua rede de TV (Chevy Chase e Stephen Tobolowsky) oferecem um milhão de dólares ao herói. Como no dia do acidente estivesse escuro e todos estivessem com os rostos cobertos por fuligem, quem poderia dizer que justamente Bernie, flagrado com documentos da repórter e encarado como receptador, fosse tal pessoa? Não, o papel cabe bem no cara-de-bom-mocinho John Bubber, que logo o assume e incentiva uma série de atos de benemerência pela nação. Para a rede de TV onde Gail trabalha, é a chance de ouro – um homem de personalidade despojada, que se recusa a ser tratado como herói, com comportamento altruísta e que desencadeia na população o gosto pelos atos de benemerência. Vai ser difícil Bernie provar que é o legítimo ganhador da recompensa milionária.

Avaliação: Assisti ao filme quando passou no cinema e lembrava-me de ter tido boa impressão. Assisti novamente quase vinte anos depois e a impressão foi a mesma. Gostamos do filme, que, se não é tão cativante ou dramático (e nem tão engraçado assim), atrai pela ideia: um sujeito com o que diríamos ser um perfil mínimo de herói ou de altruísta pode revelar-se uma boa surpresa, mas o estigma que carrega por seu passado torna difícil acreditar em tal mudança. Mesmo o personagem de John Bubber (Andy Garcia), que faz o sujeito que se aproveita da situação e toma os méritos, mostra ser carregado de boas intenções – que se transformam em atos. Você acaba ficando sem saber para quem torcer no filme, já que os dois são bem maculados e, ao mesmo tempo… Bom, assistam e decidam.

Sobre Roberto Blatt

Sou formado em Engenharia Eletrônica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP), tenho M.S. in Computer Systems and Information Technology pela Washington International University e MBA em Administração de Empresas pela FGV. Tenho mais de 25 anos de experiência profissional na área Administrativa Financeira, desenvolvidos em empresas nacionais e multinacionais dos segmentos automotivo, eletroeletrônico e serviços, vivenciando inclusive o start-up, dentro dos aspectos administrativos e financeiros e tendo atuado na gestão de equipes das áreas Administrativa, RH e Pessoal, TI, Financeira, Comunicação e Compras. Para acessar meu blog com comentários e críticas sobre cinema, cliquem aqui .
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