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Spartacus (Spartacus)

Spartacus (Spartacus), épico dramático de Stanley Kubrick, 1960.

Enredo: 73 a.C. Em Roma, podia-se dizer haver quase tantos escravos quanto cidadãos livres. Entre os primeiros, estava Spartacus (Kirk Douglas), vindo de uma das muitas regiões conquistadas por Roma, a Trácia (região aproximadamente entre a Bulgária e a Turquia). Como tantos outros companheiros de infortúnio, seus dotes físicos o tornaram um gladiador a serviço de Lentulus Batiatus (Peter Ustinov), obrigado a lutar pela vida na arena, para diversão da plebe e dos nobres de Roma. Ávido pela liberdade, Spartacus será o líder (ou um dos líderes, segundo alguns historiadores) da revolta contra seus opressores. Excelentes táticas nos campos de batalha o levaram a inúmeras vitórias, mas diferenças de opinião com alguns de seus comandantes sobre os rumos da revolta puseram todos os ganhos em risco. Para sua sorte, os próprios romanos, envoltos em diversos conflitos dentro das fronteiras de seus domínios, não dispunham de homens preparados e suficientes para combatê-los. Joguete na luta do poder em Roma, Spartacus vitorioso interessava ao grupo de Julio César (John Gavin) e de Graco (Charles Laughton), que se opunham ao general Marco Crasso (Laurence Olivier). É então que este último seleciona seus melhores homens para o confronto final com o escravo revoltoso. Poderá ser a última chance de Spartacus estar ao lado de sua amada Varinia (Jean Simmons) e de lutar ao lado de seu fiel companheiro Antonino (Tony Curtis).

Avaliação: Assim como Exodus, mais um filme excepcional, um dos melhores que vi até hoje. Com excelente roteiro de Dalton Trumbo, vilões realmente bem caracterizados e que conseguem provocar repulsa à escravidão imposta por Roma, reforçada por um Kirk Douglas que nos cativa para sua luta em busca do direito de ser livre.

Aprendi com meu pai que há duas coisas para as quais o ser humano somente dá valor quando as perde: a saúde e a liberdade. Este filme mostra o desejo pela liberdade que todo ser humano carrega, mas do qual normalmente nem se dá conta.

Trama Internacional (The International)

Trama Internacional (The International), suspense dramático e criminal de Tom Tykwer, 2009.

Enredo: Eleanor Whitman (Naomi Watts), da Procuradoria de Nova Iorque, e Louis Salinger (Clive Owen), da Interpol, investigam o banqueiro Jonas Skarssen (Ulrich Thomsen), envolvido em lavagem de dinheiro, tráfico de armas e golpes de estado. Mas, todas as pessoas que podem incriminá-lo, são mortas tão logo concordam em colaborar; nem os policiais estão a salvo… Por trás do banqueiro, um eficiente esquema, engendrado pelo seu braço direito, Francis Ehames (Jay Villiers), seu advogado, Martin White (Patrick Baladi) e por Wilhelm Wexler (Armin Mueller-Stahl), a pessoa encarregada de corromper policiais e providenciar o desaparecimento dos que se mostram obstáculos. Para isto, Wexler usa os serviços de um eficiente “consultor” (Brian F. O’Byrne), que não deixa rastros, nem faz perguntas. Uma vez mais, Whitman e Salinger estão próximos de pegar Skarssen e uma vez mais, um importante colaborador é assassinado e um policial corrupto se interpõe no caminho; de caçadores, a dupla corre o risco de tornar-se a caça. O assunto tornou-se uma questão pessoal para Salinger a ponto dele se dispor a andar à margem da lei para conseguir fazer justiça.

Avaliação: Filmaço, suspense (intrincado, diga-se) de prender na cadeira. Não há tanta ação como o trailer dá a entender, mas tudo bem. E Clive Owen é realmente, como em “Um plano Perfeito”, a alma do filme. Minha mãe e eu adoramos e a Sarah gostou apesar de achá-lo cansativo em muitos momentos. Ah, claro, fiquei me perguntando se muito do que o filme mostra não é a realidade de alguns bancos e empresas que fazem negócios com regimes corruptos.

Uma Ponte Longe Demais (A Bridge Too Far)

Uma Ponte Longe Demais (A Bridge Too Far), épico de guerra de Richard Attenborough, 1977. C

Enredo: Baseado no livro de Cornelius Ryan, o filme trata da “Operação Mercado-Jardim” (“Mercado” referia-se aos paraquedistas e “Jardim”, ao ataque por terra) de 1944, através da qual os aliados, entusiasmados com o sucesso da operação de desembarque na Normandia, pretendiam, com a tomada de uma série de pontes na Holanda, alcançar e destruir a região industrial alemã, no vale do Ruhr. O caminho passava por várias pontes, entre elas a valiosa ponte sobre o rio Arnhem, que dá o título ao filme.

A idéia foi do Marechal Montgomery (“Monty”), que, por meio da influência política, forçou o seu superior, o General Eisenhower – o Comandante das forças aliadas – a apoiá-lo e a preterir os planos de seu rival, o General Patton. Como se percebe desde o início do filme, deixar a estratégia política vencer a militar foi uma péssima idéia.

Erro: não acreditar nos informes da resistência holandesa de que os alemães concentravam muitas tropas para defender a região e basear-se no otimismo gerado pelo Dia D.

Erro: o Tenente-General Browning (Dirk Bogarde), responsável pela operação, insistir em prosseguir mesmo com fotografias aéreas (“poucas fotos”, segundo ele) que mostrando da existência de tanques alemães camuflados na região. Em vez disto, e já cansado de tanto ter que adiar a operação, prefere colocar o responsável pelo levantamento aéreo, Major Fuller (Frank Grimes) “de molho” a fim de evitar a disseminação de possível pessimismo. Aliás, nem o general alemão Model (Walter Kohut) acreditava que os aliados seriam ousados (ou tolos) a ponto de atacar a considerável concentração de tropas, até porque a localidade não oferecia nenhum interesse estratégico. Daí a recusa de Model em explodir as pontes para segurar os aliados.

Erro: acreditar que o exército alemão era formado de crianças e velhos, como se difundia entre os aliados (apesar de que, em certo momento do filme, as crianças aparecerão). Na verdade, as melhores tropas nazistas estão estacionadas na região, comandadas pelo Tenente-General Bittrich (Maximilian Schell) e pelo Major-General Ludwig (Hardy Kruger), que vão segurar Arnhem a qualquer custo – eles preferem explodir as pontes para segurar só aliados, mas Model não concorda, insiste que os aliados não ousariam atacar as pesadas forças nazistas com paraquedistas e que não há nada de importante a ser conquistado na região.

E não foi por falta de experiência prévia, pois os próprios “Jerrys” (nazistas) haviam sido massacrados ao tomar Arnhem, em 1940.

A operação tem vários riscos: mudanças de tempo podem prejudicá-la imensamente, o entrelaçamento entre os diversos pontos de ataque aliado deve ser preciso, uma falha pode provocar o fracasso de toda a operação.

O início da operação aparentemente corre bem, e os alemães recuam muito mais rapidamente do que os aliados podem avançar, já que faltam aos aliados suprimentos, estradas livres e aviões suficientes para lançar todos seus paraquedistas.

A partir de então, acompanhamos o desenrolar de algumas histórias:

O major-general polonês Sosabowski (Gene Hackman), um homem de visão, que percebe estar colocando seus homens numa operação perdida, mas que prefere manter silêncio e ir adiante, é impedido pelo fog inglês.

O Brigadeiro-General Gavin (Ryan O’Neal), temeroso (com razão) com os relatos de seu ajudante-de-ordens holandês (Peter Faber) sobre as condições que seus paraquedistas irão encontrar, sobretudo por tratar-se de ataque à luz do dia, o que os torna mais vulneráveis. E os jipes, tanques e barcos de apoio não chegam.

O coronel Urquhart (Sean Connery), que descobre que vai saltar a muitos quilômetros de Arnhem e ter que se locomover a pé até o difícil alvo. Para piorar, ao chegar ao solo holandês, percebe que os rádios estão com cristal errado e não fornecem comunicação aos jipes que não chegam. Logo é cercado e a munição vai escasseando.

O Tenente-Coronel Horrocks (Edward Fox) será a “cavalaria” que irá em socorro dos paraquedistas – se tiver recursos para tal.

A guarda irlandesa, comandada pelo Tenente-Coronel J. O. E. Vandeleur (Michael Caine), que chega com tanques para depois alcançar e dar suporte aos paraquedistas, criar cortinas de fumaça; mas ele mesmo é logo atacado pelos alemães.

Os paraquedistas do Tenente-Coronel Frost (Anthony Hopkins), que tem a inglória tarefa de tomar a ponte de Arnhem com rifles e algumas armas antitanque; eles testam as forças inimigas, apenas para descobrir que elas são muito mais bem armadas que eles.

O coronel Stout (Elliot Gould), cuja missão é tomar a ponte do Rio Son – e a vê sendo explodida à sua frente…

O Major Julian Cook (Robert Redford) que não tem os barcos necessários à travessia do rio para tomar Nijmegen.

 

Avaliação: É um prazer escrever sobre este filme, um dos melhores que já vi, certamente o melhor filme de guerra. Já o vi duas vezes e meia (a metade do filme na TV eu já tinha perdido). A empolgante trilha sonora de John Addison ajuda a manter o clima, que é arrepiante desde os primeiros minutos de suas quase 3 h (muito rápidas!). Nunca vi tantos astros juntos num filme tão bom. Mesmo sabendo o final do filme, como no “Operação Valquíria”, há um suspense sobre o desenrolar das operações. Há dramas muito bons – em particular, refiro-me à promessa do Sargento Eddie Dohun (James Caan) em levar seu capitão (Nicholas Campbell) com vida de volta aos EUA (com um final surpreendente). Detalhes primorosos, desde a descida dos paraquedistas até as operações em terra.

Diálogos afiadíssimos, com destaque para as frases ácidas do general polonês interpretado por Gene Hackman (ótimo), são o toque tragicômico do filme (quando ele vê que está “no mato sem cachorro”, diz ao seu superior inglês “Só queria ter certeza de que lado o senhor está” ou quando ele exige uma carta do general Browning dizendo que ele, Sosabowski, está executando o plano mesmo estando em desacordo com ele, para o caso de seus homens serem massacrados. Ele mesmo dispensa a carta: “Em caso de sermos massacrados, de que ela adiantaria?”). Elliot Gould é o outro que confere um caráter mais “light” ao filme.

E o Major Harry Carlyle (Christopher Good), sempre com seu guarda-chuva na mão e alto astral, e a surreal negociação da rendição com os alemães (rendição de quem para quem?).

Mais uma afiada: Browning consola Urquhart dizendo que este fez tudo o que podia. “Mas, e os outros, fizeram?”.

No final, ficou difícil arrumar um culpado: a estrada para Nijmegen, a tomada de Nijmegen, o fog inglês?

Exodus (Exodus)

Exodus (Exodus), drama, aventura, romance e ação de Otto Preminger, 1960. C

Enredo: 1947. Na então colônia britânica do Chipre ficam os campos de refugiados judeus saídos da Europa após o término da 2ª. Guerra Mundial para chegar à terra de seus ancestrais, Palestina, também colônia britânica. Diversos deles tentam chegar ilegalmente e são deportados de volta para o Chipre. Todos aguardam o momento em que a recém fundada ONU decididirá sobre o fim do mandato britânico na Palestina e a partilha da terra entre um estado judeu e outro árabe. Neste meio tempo, mais 611 refugiados judeus chegam ao Chipre no Star-of-David e são levados ao campo de refugiados, onde há carência de todas as ordens (remédios, médicos, alimentos). É este grupo que o decidido Ari Ben Canaan (Paul Newman) quer retirar clandestinamente do campo e levar de navio para a Palestina, para mostrar ao mundo a precária situação dos refugiados e expor a urgência na definição sobre um estado judaico. Os cipriotas também almejam a independência, o que, inclusive, acabaria com a imposição de abrigar os judeus. Junte-se a isto a compreensão do problema dos judeus e o pagamento pelos seus serviços e tem-se um fiel aliado no cipriota Mandria (Hugh Griffith). Cabe a ele fornecer os meios para Ari realizar seu ousado plano. Enquanto isto… A enfermeira americana Kitty Fremont (Eva Marie Saint) está no Chipre para visitar o general Sutherland (Ralph Richardson), responsável pela colônia palestina e companheiro de longa data do marido de Kitty, fotógrafo de guerra falecido no cumprimento de seu ofício. Ela toma contato com a realidade dos refugiados e oferece-se para ajudar no campo, onde conhece a esperta e irrequieta adolescente Kate Hansen (Jill Haworth). A amizade e a carência – Kate perdeu a mãe na guerra e não sabe o paradeiro de seu pai e Kitty abortara com o choque da perda do marido – as aproximam.

O filme tem essencialmente duas partes: a primeira é a saga do novo “Moisés”, Ari Ben Canaan, que está prestes a conseguir seu intento quando os ingleses descobrem seu plano e começa uma queda de braço entre os refugiados a bordo do navio, apropriadamente batizado de Exodus. A bordo, estão também Kitty, Kate e o rapaz de quem ela se aproxima, Dov Landau (Sal Mineo). Em terra, o general Sutherland, que sempre acreditou no direito dos judeus terem seu lar nacional, mas que cumpre ordens de Londres.

A segunda parte trata dos poucos refugiados que chegam a Israel às vésperas da partilha da ONU, quando já se prevê um massacre dos judeus por parte da maioria árabe muçulmana, provavelmente sob o olhar complacente dos ingleses. É então que tomamos contato com organizações como a Haganá (que queria alcançar a independência por meio das conversações, mas sem deixar de cuidar da efetiva proteção dos judeus), sua rival Irgun (resultado da cisão da Haganá e classificada pelos britânicos como terrorista) e o Palmach (força de combate da Haganá). Abordam-se ainda o atentado ao Hotel King David (que abrigava os soldados ingleses) e os planos do grão Mufti de Jerusalém (aliado de Hitler) em desocupar os árabes de suas vilas e cidades, para deixar o terreno livre para a liquidação completa dos judeus, com o apoio de especialistas militares trazidos dentre os nazistas derrotados (então os árabes voltariam com o “terreno já limpo”…).

Avaliação: Baseado no best-seller homônimo de Leon Uris (roteirizado por Dalton Trumbo, do também excelente “Spartacus”), que conta a saga do navio Exodus e da fundação do Estado de Israel, este filme, além de ótimo passatempo (tem 3,5 horas, que nem se percebem passar), dá um apanhado geral sobre o drama dos sobreviventes do Holocausto, que preferiram o caminho da Palestina sob mandato britânico, e do ano que antecedeu à proclamação do Estado de Israel. Toca também a questão do Holocausto, daqueles que perderam toda ou quase toda família e de quem se tentou eliminar toda a dignidade (o filme aborda isto de uma maneira muito forte e pontual com um dos sobreviventes das filas de seleção para câmara de gás e do Sonderkommando de Auschwitz, o grupo de judeus obrigado a levar os correligionários à câmara de gás, recolher os dentes de ouro dos cadáveres, enterrá-los). Narra ainda a verdadeira amizade que havia entre diversos judeus e árabes, no caso, o líder Taha (John Derek), grande amigo de Ari e de seu pai, Barak (Edward G. Robinson).

O filme tem excelentes personagens (dando oportunidade de mostrar as várias partes envolvidas no evento do Exodus e na fundação de Israel), drama, ação, aventura, romance, toques de suspense e para arrematar, o belo e significativo discurso final pela paz e a linda música-tema (a trilha ganhou Oscar). Mais uma vez agradeço à Gisele e ao Carlinhos pela sugestão; um filme que eu vira há uns 25 anos e a Sarah ainda não vira.

Homem de Ferro (Iron Man)

Homem de Ferro (Iron Man), ação de Jon Favreau.

Enredo: O playboy mulherengo Tony Stark (Robert Downey Jr.) herdou o gênio, as habilidades e a fábrica de armamentos sofisticados de seu pai. Até que ele crescesse, ela foi tocada pelo fiel amigo Obadiah Stane (Jeff Bridges). Numa missão de vendas no Afeganistão, o comboio de Stark cai numa armadilha e ele é capturado e torturado para passar o segredo do seu míssil Jericó a uma milícia ao que , aparentemente, acaba cedendo. Com a ajuda de outro cativo, ele ludibria os captores e constrói uma armadura que lhe possibilita fugir. De volta aos EUA, e lembrando-se de que vira suas armas na posse dos guerrilheiros que dizimavam vilas inteiras, decide que as indústrias Stark não mais fabricarão armas e torna-se um homem correto. Isto o afasta de Obadiah, que, por seu lado, afasta Tony do comando das indústrias, a pretexto de que ele estaria sob estresse pós-traumático. Pelo contrário, Stark sabe bem o que quer e constrói uma armadura ainda melhor para ir ao Afeganistão investigar o caminho percorrido por suas armas e assim, destruí-las. Vai ter que enfrentar o “amigo” Obadiah, que, de posse dos restos da armadura anterior, a utiliza como modelo para fazer a arma mais mortífera já produzida pela Stark. Decidido a manter segredo do seu invento, Tony poderá contar apenas com sua fiel ajudante Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) e seu grande amigo, o coronel Rhodes (Terrence Howard).

Avaliação: O roteiro acima soou meio tolo? Pois é, mas o filme é bom. Um daqueles que vacilei para ver no cinema (como a Sarah não se interessasse, deixei passar…) e que acabei vendo no cabo. No cinema, os efeitos e o visual da armadura seriam melhores; apesar disto, é filme para se ver em casa… Interessantes exemplos de realidade virtual na construção das armaduras dão água na boca para quem é ligado no estado da arte da tecnologia.

Homem Aranha (Spider Man)

Homem Aranha (Spider Man), filme de ação de Sam “Os Flintstones” Raimi, com  Tobey “Regras da Vida” Maguire, Kirsten “As Virgens Suicidas” Dunst, Willem “O Paciente Inglês” Dafoe, James “Nunca Fui Beijada” Franco, Rosemary “Sunshine” Harris, Cliff “Trágica Obsessão” Robertson e J. K. “A Mexicana” Simmons.

Enredo: Para explicar o filme, melhor explicar os personagens:

Peter Parker (Tobey Maguire) – é um “cdf” típico, magrela e de óculos, maltratado pelos “fortões”, ignorado pelos demais colegas e que adora ciências e fotografia. Órfão de pais, ele vive com seus tios Ben (Cliff Robertson) e May (Rosemary Harris). É apaixonado pela colega e vizinha Mary Jane (Kirsten Dunst), que nunca reparou nele. Assim como Peter, Mary Jane vive numa casa modesta, mas, diferentemente dele, que vive num ambiente harmonioso,  ela convive com um  pai bêbado e briguento; namora o pior desafeto de Peter e é cobiçada por todos.

Harry Osborne (James Franco), único e ótimo amigo de Peter, a quem procura sempre defender dos colegas, é filho do cientista milionário Norman Osborne, por quem é humilhado, não deixando, no entanto, de admirá-lo e obedecê-lo; retraído, também gosta de Mary Jane.

Norman Osborne (Willem Dafoe): cientista ambicioso e genial, vive afastado do filho; admira a genialidade de Peter Parker. Ele é o principal fornecedor do exército americano, mas está para perder o contrato, porque sua experiência com um novo spray não atendeu as expectativas. No desespero, resolve testar o experimento em si mesmo: dá certo e, usando uma “prancha voadora” que projetou, ele se torna um ser invencível. Mas seu principal assessor o avisou – há efeitos colaterais: este novo ser, o “Duende Verde”, é criminoso e violento e o cientista passa a ter dupla personalidade. Claro, a personalidade do Duende vai se sobrepondo à do cientista, que já não era das melhores. Tio Ben (Cliff Robertson) e tia May (Rosemary Harris) tratam o sobrinho Peter como o filho que não tiveram e é um episódio envolvendo tio Ben que fará com que Peter passe a assumir suas responsabilidades de super-herói e deixe de usar seus poderes para futilidades.

Jameson (J. K. Simmons) – o tirano diretor do jornal onde Peter Parker vende suas fotos do Homem-Aranha; dono de um tablóide irresponsável, Jameson tem os furos de reportagem do Homem-Aranha e o escolhe como inimigo da cidade – acha que o herói é aliado do Duende Verde – ou, pelo menos, coloca as coisas assim para vender mais jornais.

Como surgiu o Homem-Aranha? Bom, eis que, numa visita com a escola a um museu, Peter Parker é picado por uma aranha geneticamente modificada. Ele passa a poder se agarrar nas paredes, além de ficar musculoso, com visão aguçada e ter quase o dom de prever o que está para lhe acontecer. Ele vai “domando” seus poderes, deixa de ser o inofensivo aluno e bate no colega que mais o maltratava. Disposto a ganhar dinheiro para poder comprar um carro e conquistar Mary Jane, Peter Parker usa a força recém-adquirida num desafio que, por “coincidência do destino”, lhe trará uma desgraça – e é isto que o fará usar seus poderes de forma responsável. Mas ele ainda vai querer conquistar o coração de Mary Jane.

Enquanto isto, ele e seu amigo Harry vão se mudar para a cidade grande para fazer a faculdade. E as noites vão sendo o palco de atuação do Homem-Aranha que, apesar de combater o crime, é visto por muitos como um vilão. Nesse meio tempo, o Duende Verde vai se vingando dos sócios que o querem fora da firma e do general que quer dar o contrato à firma rival, enquanto procura fazer do Homem-Aranha seu aliado. Não vai dar certo… Nem fazendo mal às pessoas que o Homem-Aranha ama ele o cooptará.

Enredo: Meus quadrinhos preferidos, criação de Stan Lee, da Marvel, o Homem-Aranha era melhor que os outros heróis porque era o mais “humano”, vulnerável e mais carregado de ironia (inteligente e engraçada). A adaptação foi muito feliz, mas, ao contrário do que se esperaria, a segunda é a melhor das três feitas até 2008.

Nem Tudo É O Que Parece (Layer Cake)

Nem Tudo É O Que Parece (Layer Cake), drama e suspense criminal de Matthew Vaughn, 2004.

Enredo: Um autodefinido “empresário da commodity cocaína” (Daniel Craig), cioso de sua discrição, vai se sofisticando e ascendendo às altas esferas do crime da Inglaterra (esta subida de níveis é o tal “layer cake” do título). Mas, volta e meia ele tem que escolher um lado ao qual se aliar, ou seja, para quem vai vender sua droga? Não se trata somente de preço, mas de se indispor com um ou outro. Para complicar, naquela que deveria ser a transação que o levaria à aposentadoria, ele descobre que seu lote de drogas foi roubado de uma perigosa e violenta máfia sérvia, que quer ou a droga de volta ou sua cabeça (literalmente). E, a cada hora, ele parece arrumar mais inimigos e traidores.

Avaliação: Vi este filme duas vezes em poucos meses e continuei achando confuso. Uma profusão de gangues e de nomes que perturbam um enredo relativamente interessante. Além de uma violência excessiva, Daniel Craig só apanha, mesmo quando parece estar se dando bem… Médio.

Um Ato de Liberdade (Defiance)

Um Ato de Liberdade (Defiance), drama histórico e de guerra de Edward Zwick.

Enredo: 1941. Hitler inicia a operação Barbarossa e avança em direção à União Soviética, rompendo o acordo de não-agressão com Stalin. A Bielo-Rússia é invadida e os judeus, presos ou exterminados nas cidades e vilarejos. Entre as famílias massacradas com ajuda de simpatizantes nazistas nas “limpezas” está a dos Bielski. Os quatro irmãos sobreviventes refugiam-se na floresta próxima ao seu vilarejo e, com poucas armas e quase nenhum apoio da resistência bielo-russa e russa (muitas vezes até hostilizados por ela), vão fugindo e abrigando cada vez mais pessoas que conseguem resgatar de esconderijos ou de cidades que vão caindo. Em pouco tempo, judeus fugidos de todas as partes passam a procurar a proteção dos “Bielski”. Tuvia (Daniel Craig), o mais velho, assume a liderança da recém-formada Otriad (Brigada) Bielski e encarrega-se de vingar a morte dos pais atacando o chefe de polícia local. O impetuoso, ácido e muitas vezes imprudente Zus (Liev Schreiber) quer se juntar aos resistentes comandados pelos russos. O jovem Asael Bielski (Jamie Bell) também auxilia Tuvia, mas o irmão menor (George McKay) está traumatizado com a visão do massacre dos pais e sem fala. O tempo passa, eles vão conseguindo fugir, mas Zus junta-se definitivamente à resistência russa (que, mesmo desprezando os judeus, vê em Zus e seus homens bons combatentes). Com o crescimento do grupo de Tuvia, forma-se uma efetiva comunidade, com ensino e até um local para rezas. Mas a comida e armas obtidas de ataques e junto a poucos simpatizantes não são suficientes. Para piorar, uma epidemia de tifo põe todos em perigo. Não há remédios, o cerco nazista está cada vez mais próximo e há constantes ameaças de delação pelos aldeões. .

Avaliação: Excelente. Além da Sarah e eu, minha mãe e meu irmão haviam adorado o filme, que mostra um punhado de pessoas com poucas armas e comida (além de pouco apoio dos habitantes locais, quando não traídos por eles) que conseguiu escapar dos nazistas – que recorreram até aos bombardeios… Muitos dos que lá estavam (entre eles os Bielski mais velhos) perderam pais, esposas, filhos, casaram-se novamente (com as “esposas da floresta”, como eram chamadas as moças que conheciam no grupo), reconstituíram famílias e procuraram levar uma vida “normal” dentro do inferno a que foram submetidos. Uma história de sobrevivência, de traições, mas também de gente que, mesmo arriscando suas vidas, ajudava de coração os fugitivos. Vidas; histórias que nem o poderio e a insanidade nazista conseguiram apagar.

Fim da Linha (Road Ends)

Fim da Linha (Road Ends), ação policial Mariel Hemingway & Peter Coyote & Dennis Hopper & Chris Sarandon & Joanna Gleason.

Enredo: Esteban Maceda (Chris Sarandon) deveria testemunhar contra seus colegas de tráfico, mas está em fuga, pois a Polícia não o protegeu adequadamente e ele está por conta própria, fugindo e matando os bandidos contratados para eliminá-lo. Mas os policiais Gene Gere (Peter Coyote) e Roger Modine (Geoffrey Thorne), que o infiltraram no grupo de traficantes, querem levar Maceda ao tribunal; o problema é que estão sempre um passo atrás do fugitivo… O criminoso chega a uma pequena cidade do interior, onde planeja “recepcionar” os capangas que estão para alcançá-lo. Poucos habitantes no local e Maceda desperta as suspeitas do xerife local (Dennis Hopper), mas cativa a dona da pousada (Mariel Hemingway). Quando os “caçadores de cabeça” chegam à cidade, os três acabam juntos na tentativa de salvar suas vidas.

Avaliação: O filme não atraiu a Sarah, então vi sozinho. É um filme de médio a bom, também um daqueles DVDs baratinhos da banca. Hopper faz um papel de xerife meio tonto, que não convence, mas Sarandon está bem convincente e a trama é bem montada, exceto por parte do tiroteio final, onde o roteiro força Peter Coyote a uma atuação tola.

G.I. Jane – Até o Limite da Honra (G.I. Jane)

G.I. Jane – Até o Limite da Honra (G.I. Jane), ação dramática de Ridley Scott.

Enredo: Jordan O’Neil (Demi Moore) resolve tornar-se um membros dos Seals (tropa de elite naval americana). Uma senadora (Anne Bancroft) quer que ela seja uma mostra de que as mulheres conseguem seguir essa difícil carreira. Mas os superiores de Jordan farão de tudo para impedi-la se completar o curso com sucesso. Para isto, contam com a preciosa ajuda do terrível comandante do grupo, o sargento John Urgayle (Viggo Mortensen) e de seus auxiliares. Aliás, desde o comandante das forças armadas até os colegas de Jordan, todos procurarão atrapalhá-la. Mas ela resiste o quanto pode, até quando a acusam de envolvimento homossexual com uma colega de farda e descobre que há mais forças por trás da tentativa de fazê-la desistir do que poderia imaginar.

Avaliação: Tinha visto no cinema, revi numa noite, na TV, despretensiosamente. Bom, mas nada de mais, é meio clichê e nem sei se serve como um real libelo contra a discriminação das mulheres.

Mar de Fogo (Hidalgo)

Mar de Fogo (Hidalgo), aventura e romance dramático de Joe Johnston. C

Enredo: Com o final da guerra civil americana, o batedor do exército Frank T. Hopkins (Viggo Mortensen), um cavaleiro hábil e de bom coração, vai trabalhar com Buffalo Bill Cody. Mas deixa a trupe de Bill para aceitar um desafio: participar com seu cavalo mustangue Hidalgo de uma corrida nos desertos do Oriente Médio, na corrida “mar de fogo”, onde estrangeiros e cavalos que não fossem os puros-sangues árabes não entravam até então. Um páreo muito difícil, mas as dificuldades não serão só as de Hidalgo, desacostumado com as condições do local; Hopkins terá que enfrentar tempestades de areia, a falta de água, traições, uma concorrente desleal que o admira (Louise Lombard), rivalidades entre tribos do deserto, o seqüestro de uma princesa e outros “pequenos” contratempos. Como ingredientes, um revólver tão rápido como o de Wyatt Earp, um livro com os segredos da melhor linhagem de cavalos árabes, uma bela princesa aguerrida (Zuleikha Robinson) o pai (Omar Shariff) que quer entregá-la a um sheik covarde e traiçoeiro e (ufa!) mais uns tantos príncipes traiçoeiros.

Avaliação: Quando passou no cinema, o tema não me interessou. Acabei vendo na TV – ainda bem. E depois, revi com a Sarah. Baseado em fatos históricos (o que eu nem imaginava), este filme prende a atenção, empolga mesmo, tem romance e aventura; agradou-nos bastante e certamente pode agradar a todas as idades. Um belo filme sobre a amizade e sobre o amor do homem pelo animal – e vice-versa.

Rede de Mentiras (Body of Lies)

Rede de Mentiras (Body of Lies), suspense dramático de ação e espionagem de Ridley Scott.

Enredo: O alvo do agente da CIA Roger Ferris (Leonardo DiCaprio) é o misterioso grupo de Al-Saleem (Alon Aboutboul), que ceifou muitas vidas em atentados de grande porte na Europa. Ferris tem sangue-frio e coragem, mas não é o típico agente frio; ele tem um quê de idealista, quer proteger aqueles que o ajudam em suas missões, ainda mais os que se arriscam com ele. Já seu chefe e tutor, Ed Hoffman (Russell Crowe), que o comanda atrás de uma mesa de escritório ou quando está levando os filhos à escola, não tem envolvimento emocional algum com as missões e, para ele, todos são descartáveis e manipuláveis. Após um incidente numa missão no Iraque, Ferris vai chefiar o escritório da CIA na Jordânia. Lá, ele resolve trabalhar de uma maneira inusitada para os padrões da CIA: dividir segredos e requisitar homens do nº 1 do serviço secreto jordaniano, Hani (Mark Strong). Hoffman e Hani concordam com a idéia, mas a exigência de Hani é a de sempre: que nunca mintam para ele… Sempre a um passo de se encrencar com o violento Hani por causa de seu ardiloso chefe, Ferris arquiteta um plano que exige máxima discrição e o coloca em situação mais crítica ainda com o jordaniano. Se der certo, ele terá aniquilado o grupo de Al-Saleem. Se não der, ele estará arriscando não somente sua vida como a da enfermeira Aisha (Golshifteh Farahai), com quem está se envolvendo. É difícil poder confiar em qualquer um nesta “rede de metiras”.

Avaliação: Minha mãe e um casal de amigos haviam gostado muito e recomendado o filme. A Sarah protestou que não gostaria de vê-lo, porque sabia se tratar de um filme violento – e eu realmente não imaginava as cenas que veria no final… Ela detestou (mesmo!) o filme. Nossos amigos Flavio e Rose o classificaram como médio. Eu gostei (ponto). Achei um pouco longo demais e que a trama às vezes ficava um pouco complicada demais (a profusão de nomes atrapalha). Na linha suspense, ação, drama e espionagem prefiram “Jogo de Espiões”, de Tony Scott, irmão de Ridley, este, sim, um filmaço (Brad Pitt faz o papel equivalente ao de DiCaprio e Robert Redford faz a versão “boa” do agente Hoffman).

Fim dos Dias (End of Days)

Fim dos Dias (End of Days), ficção de ação e suspense de Peter Hyams, com Arnold Schwarzenegger, Gabriel Byrne e o veterano oscarizado Rod Steiger (o padre careca).

Enredo: Ex-tira, que perdeu a mulher e filha (Schw-etc.) e que agora trabalha como segurança de VIP’s, serve de escudo a um deles, salvando-o. Ele vai atrás de quem atirou no VIP e acaba descobrindo o nome de uma moça, que está destinada a gerar um filho com o demo (Gabriel Byrne), às vésperas de 01/01/2000, o que provocaria o título do filme. O segurança irá defendê-la contra o demônio e contra uma corrente da Igreja que acha que a salvação do mundo não é evitar que ela tenha relações com o demo, mas simplesmente eliminá-la.

Avaliação: Até então (1999), o filme mais fraco que eu vira de Arnold S. (e de quem sou fã). A Sarah achou que detestaria, mas acho médio, assim como eu (o trailer indicava mais e a crítica dos jornais e público, menos).

James West (James West)

James West (James West), faroeste de ação e comédia de Barry “Família Adams”  Sonnenfeld, com Will “MIB” Smith, Kevin Kline (como Artemus Gordon), o vilão Kenneth Branagh e Salma Hayek. D

Enredo: Dispensavel…

Avaliação: Fraquíssimo, fomos em quatro e todos detestamos. Não achei que fizesse jus à ótima série original, com Robert Conrad; do mesmo modo que “Perdidos no Espaço”, o cinema falhou com relação ao original. Por favor, não assistam.

Inimigo do Estado (Enemy of the State)

Inimigo do Estado (Enemy of the State), suspense e ação de espionagem de Tony Scott, com Will Smith (MIB), John Voight (novamente num personagem mau caráter) e Gene Hackman. C

Enredo: Os bandidos de sempre, um órgão do governo agindo paralelamente a ele, mas a idéia de uma pessoa que sabe demais e que vai sendo “apagada” do sistema (sem conta corrente, sem cartão de crédito, procurado também pela polícia, etc.) é a inovação.

Avaliação: A idéia do “apagamento da identidade” ficou super bem. Eletrizante, de prender na poltrona. Gene Hackman tem uma breve, mas ótima aparição. Pena que a Sarah, em viagem, não tenha podido vê-lo. Este filme, de 99, representou o que “O Chacal”, com Bruce Willis, representou em 98. Imperdível.

A Hora do Rush (Rush Hour)

A Hora do Rush (Rush Hour), comédia de ação de Brett Ratner.

Enredo: Filha do cônsul chinês é raptada e o FBI designa um policial desastrado de LA (Tucker) para acompanhar um policial chinês (Chan) que está vindo ajudar o cônsul, seu amigo; assim, o chinês não atrapalharia as investigações do FBI.

Avaliação: Jackie Chan vai bem como sucessor (cômico) de Bruce Lee, ainda em ótima forma aos 44 anos (o filme é de 1998) – e nem usa dublê. Chris Tucker é uma imitação apenas razoável de Eddie Murphy, mas vale pelas expressões faciais. Maior sucesso nos EUA, mas achei médio, um pouco mais fraco do que eu esperava, mas, pelo menos a Sarah achou melhor do que esperava (este não é o tipo de filme dela)…

Ronin (Ronin)

Ronin (Ronin), ação de John Frankenheimer, com de Robet de Niro, Jean Reno e Jonathan Pryce. D

Enredo: Algumas pessoas são contratadas para se montar uma equipe para roubar uma mala para uns irlandeses, já que estes não conseguem pagar por ela; todo mundo quer a mala, o que gera muitas reviravoltas.

Avaliação: Não valeu nem pela ação; como a crítica disse, foi movimentado, mas fraco.

Bala na Cabeça (A Bullet in the Head)

Bala na Cabeça (A Bullet in the Head), drama e ação de John Woo.

Enredo: Em 1967, as ruas de Hong Kong abrigam gangues violentas; três amigos numa destas turmas acabam matando um rival numa briga e resolvem sair do local e tentar a sorte no Vietna em guerra. Lá, começam com contrabando, mas a fronteira entre isto e os assassinatos é tênue, assim como o que sobra da amizade deles.

Avaliação: Apesar de violento e de ter um final meio dispensável, este filme de 1990 mostra a agitação política esquerdista na Hong Kong da época, a guerrilha vietcongue, a violência sul-vietnamita, Saigon com atentados e tráfico, drogas, prostituição, etc. É violento, mas um retrato cru e bom, misturando com os dramas pessoais, no estilo “O Franco-Atirador (The Deer Hunter)”, de Michael Cimino.

Hana-Bi – Fogos de Artifício (Hana-Bi)

Hana-Bi – Fogos de Artifício (Hana-Bi), ação
dramática escrita e dirigida por Takeshi Kitano (que me lembre, é o mais famoso comediante do Japão).

Enredo: Kitano faz um policial que é substituído por um amigo numa vigília, para que ele possa visitar a esposa (sempre calada, como ele) doente de câncer no hospital. Mas o amigo é pego pelos bandidos e fica paralítico. Kitano resolve abandonar a polícia e cuidar da mulher, dando-lhe algum conforto em seus últimos dias de vida, e do amigo paralítico, dando-lhe o que ele precisa para ter um hobby e se apegar à vida (já que mulher e filho o abandonaram); e vêm as suas eternas brigas com a Yakuza, que lhe empresta dinheiro. Avaliação: Kitano sofreu um acidente de moto (ou carro?) e tem um lado do rosto meio paralisado, o que você percebe no filme e confere um ar melhor ainda ao personagem. O filme é um drama com ação, muito bom, apesar de uns momentos mais arrastados (poucos). Muito bonito. a graça do filme está no que ele faz para dar conforto à esposa, como ele se vira para arrumar dinheiro para dar este conforto (e ao amigo paralitico).

O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan)

O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan), ação e suspense dramático de guerra de Steven Spielberg, com Tom Hanks, Tom Sizemore, Matt Damon.

Enredo: Li que, depois do fracasso e do processo por plágio do “Amistad” (que resultou em acordo “não revelado”(?)), Spielberg se preveniu e até deu crédito a um historiador que tinha uma história na qual ele se baseou – e aí vai o enredo: devido a uma ocorrência na Guerra Civil, na qual Lincoln teve que enviar um telegrama de condolências a uma mãe que perdera todos seus filhos na guerra, na 2ª Guerra, um código militar fazia com que o último filho remanescente de uma família com vários fosse resgatado a qualquer custo (mesmo ao de várias outras vidas), para que os pais não perdessem todos de uma vez; e aí vai a estória; detalhes de guerra, cenas pesadas, momentos de tensão, …

Avaliação: Filme imperdível. Ah, tentem achar um certo ator meio desaparecido, lá no meio do filme; de resto, parecem novatos. Hanks merecia o Oscar e Sizemore também está ótimo.

Máquina Mortífera 4 (Lethal Weapon 4)

Máquina Mortífera 4 (Lethal Weapon 4), ação policial de Richard Donner.

Enredo: Desta vez, é a Máfia chinesa contra os policiais Martin Riggs (Mel Gibson) e Roger Murtaugh (Danny Glover). Ainda com o trambiqueiro Leo Getz (Joe Pesci) ajudando a dupla; Jet Li faz o vilão contratado para da um “fim final” nos dois policiais.

Avaliação: Citado como o melhor depois do primeiro, gostamos, mas tem aquelas de bandido que “leva e toma, mas não morre”, um detalhe dispensável; é claro que o bom mesmo é o Joe Pesci de sempre, como trambiqueiro e detetive-particular-porcaria.

Godzilla (Godzilla)

Godzilla (Godzilla), ação e suspense de ficção científica de Roland Emmerich, com Matthew Broderick, Jean Reno, uma atriz insossa, etc. D

Enredo: Desta vez, foram as bombas atômicas francesas no Pacífico que geraram o monstrinho; e os franceses querem se redimir.

Avaliação: Uma “caca”, idéia da Sarah (estranho ela querer ver isto, mas tudo bem).

Conexão para o Inferno(Mercury Rising)

Conexão para o Inferno (que exagero de tradução…) (Mercury Rising), ação e suspense dramático de Harold Becker. C

Enredo: Willis faz um agente policial a paisana que se excede e volta às funções burocráticas (típico de filme americano), mas se envolve com um menino que decifrou uns códigos que protegem agentes americanos no exterior (Mercury); este menino é autista (detalhe inovador no filme), o que perturba o trabalho do Willis e facilita a perseguição pelos criminosos, liderados pelo chefe de uma agência governamental secreta (Alec Baldwin).

Avaliação: Nossos amigos Carla e Davizinho acharam cheio de tiros, mas não é; é diferente do Duro de Matar, a Sarah e eu adoramos (aliás, os filmes de que mais gostei este ano, que me lembre, foram o Chacal e este; o Willis convence). Também é IMPERDÍVEL; tem um final bonito e muita ação.

Medidas Desesperadas (Desperate Measures)

Medidas Desesperadas (Desperate Measures), suspense dramático e de ação de Barbet Schroeder, com Andy Garcia e Michael Keaton: eles convencem respectivamente como policial que desobedece às ordens para salvar o filho com leucemia, bandido “doidão” e inteligentíssimo e até o moleque, mas o filme é bem “clichezão”; a Sarah gostou bastante, eu médio (gratuitamente violento).

As Panteras (Charliés Angels)

As Panteras (Charliés Angels), comédia de ação de Joseph McGinty Nichol, co-produzida por Drew Barrymore e por um dos produtores da série original, Leonard Goldberg, com Drew “ET” Barrymore, Cameron “Quem vai ficar com Mary” Diaz, Bill Murray, Kelly Linch e Tim Curry (o cientista dono da Red Star, engraçado só de olhar).

Enredo: Elas têm um pouco de tudo: românticas, engraçadas (Lucy Liu como massagista, como “auditora” na Red Star – a mais engraçada do filme, Drew B. caindo pelo jardim, C. Diaz na discoteca,…), desastradas (Diaz), inteligentes e também eficientes lutadoras e agentes secretas. Contratadas por uma empresária (Linch), sua missão é resgatar e proteger um jovem e brilhante inventor, sócio de Linch, seqüestrado por um rival que quer roubar sua invenção.

Avaliação: É só não esperar muito da trama, pois o filme vale pela aventura, lances engraçados e pelo charme das três. Uma boa diversão. Trilha sonora de época do seriado original (anos 70).

A Cilada (The Art of War)

A Cilada (The Art of War), suspense de ação com Wesley Snipes, Anne “Atração Fatal” Archer, Donald Sutherland e Michael “O Exterminador do Futuro” Biehn.

Enredo: O embaixador chinês é assassinado na ONU, quando estava para acertar um acordo de abertura comercial. Snipes faz um agente altamente secreto da ONU, que estava tentando impedir de sabotarem o acordo, e que é acusado pelo assassinato. O FBI está atrás dele, assim como a Tríade (Máfia chinesa) e sua única ajuda vem da “heroína”‘, que sabe que ele não é o assassino. Anne Archer é sua chefe, Biehn é seu colega e Sutherland o secretário-geral, que não quer nem ouvir falar dos agentes secretos de Archer.

Avaliação: Gostamos bastante, tem muita ação e uma trama legal, do tipo “em quem o agente secreto cheio de manhas e bom de luta pode confiar?”.

Ele É o Máximo (Shaft)

Ele É o Máximo (Shaft), policial de ação de John “Os Donos da Rua” Singleton, com Samuel L. Jackson, Vanessa L. Williams, Christian Bale (o garoto de O Império do Sol, de Steven Spielberg); Toni (a mãe em “O Sexto Sentido”) Colette; e uma ponta do ator do filme de 1971, Richard Roundtree (o tio de Jackson nesta refilmagem). Com a mesma música de 1971, que deu o Oscar a Isaac Hayes (muito boa, bem ao estilo da época, lembra um Barry White/Marvin Gaye, encaixa bem com a ação).

Enredo: John Shaft (Jackson) é um detetive honesto e “meio” violento que prende um “filhinho de papai” (Bale), que matou um jovem negro que provocara num bar (ótima cena da reação do jovem à provocação). Shaft precisa convencer uma testemunha do crime a depor, mas ela some, assim como o criminoso, ao ser solto sob fiança. Dois anos depois, ele reaparece, achando que vai ficar impune. Enquanto Shaft volta a procurar a testemunha, o criminoso é protegido pelo pai, mas briga com este e resolve se aliar a um traficante, que precisa dos seus conhecimentos na alta sociedade. Policiais corruptos, criminosos pesados, drogas e violência compõem o quadro da ação.

Avaliação: Um filme muito bom, agradou a nós e até a meus pais. Uma trama sem sofisticação, mas com ação que prende bem.

Quantum of Solace (Quantum of Solace)

Quantum of Solace (Quantum of Solace), ação e suspense dramático de Mark Forster, com roteiro de Paul Haggis (de “Crash”) e Neal Purvis.

Enredo: James Bond, o Agente 007 (Daniel Craig), está atrás da organização e do homem que preparou a armadilha que causou a traição e a morte de sua companheira Vesper Lynd (Eva Green), por quem se apaixonara (no filme Cassino Royale). Ele conseguiu capturar um possível elo com a organização, Mr. White (Jesper Christensen, que aprecia também no “Cassino Royale”). Mas Bond e M. (Judi Dench) não conseguem extrair muita coisa dele. Outras pistas, porém, os levam a um traidor do serviço secreto MI-6, e então ao Haiti, onde o caminho de Bond por acaso cruza com o de Camille (Olga Kurylenko), que tem o acesso à Quantum, empresa de Dominic Greene (Mathieu Amalric). A fachada de Greene é uma entidade que busca a preservação da natureza em países do terceiro mundo. A verdade: ele quer dominar os depósitos aqüíferos destes países, pois água vale mais que petróleo. Para tanto, coloca e destrona lideres políticos locais, até que quem esteja no poder atenda às suas demandas, coopta até serviços secretos como a CIA, que não conhecem suas reais intenções, mas apóiam a Quantum quando a questão é colocar a “pessoa certa no poder”. Mas, se Bond já sabe que a empresa de Greene é seu alvo e que, através dela, pode chegar ao sujeito que armou a cilada para Vesper, ele ainda não sabe exatamente o porquê do envolvimento de Camille. Até que surge o General Medrano (Joaquín Cosio), que pretende retomar o poder na Bolívia com a ajuda da Quantum. As peças se encaixam, mas Bond vai deixando um rastro de mortes em seu caminho, que leva M. a cassar sua licença para matar, o acesso ao dinheiro e às armas. O 007 vai depender de antigos aliados da CIA e do MI-6 (Jeffrey Wright e Giancarlo Giannini) para levar adiante sua vingança. Mas, no entender do 007, não se trata de vingança ou de obter um pouco de alívio pela perda de Vesper (tradução aproximada de “a quantum of solace”), mas sim de necessidades do serviço…

Avaliação: Gostei (nada de especial), minha mãe (que não vira Cassino Royale) gostou bastante e a Sarah achou regular. Concordo com ela que o primeiro era muito melhor, mas este ainda tem a ação de sempre, bem feita. E, ao contrário dela, eu fiquei um pouco perdido com o “quem é quem” dos vilões. A parte final (no deserto boliviano, bem sacada) é bem legal, a vingança de Bond serve para “lavar a alma”. Dá para deixar de assistir? Até dá, mas, como se espera um terceiro filme sobre a Quantum, melhor ficar com a trilogia completa.

A Hora do Rush 2 (Rush Hour 2)

A Hora do Rush 2 (Rush Hour 2), comédia de ação de Brett Ratner, com Jackie Chan, Chris Tucker, John “O Último Imperador” Lone. C

Enredo: Dupla de policiais, um negro e um chinês, vai investigar uma explosão no Consulado americano em Hong Kong, que se suspeita ter sido feita por uma Tríade, uma Máfia chinesa.

Avaliação: O primeiro “Hora do Rush” era razoável e Chris Tucker só fazia caretas forçadas; este é muito engraçado, do princípio ao fim; a dupla de atores está ótima, Tucker desta vez está muito divertido, a ação é ótima e as cenas de Chan (sem dublê!) são muito bem feitas – e ficam mais legais quando vemos as cenas que deram errado, no fim do filme. Tucker e Chan trocam farpas politicamente incorretas, o que torna seus diálogos mais naturais, sem serem grosseiros. Até a Sarah, que não gostou do primeiro e não gosta deste tipo de filme, gostou.

A Senha: Swordfish (Swordfish)

A Senha: Swordfish (Swordfish), ação de Dominic (“60 segundos”) Sena, com Hugh (“Alguém Como Você”) Jackman, John Travolta, Don (num papel de policial parecido com o que fez em “Traffic”) Cheadle e Hale Berry.

Enredo: Hugh Jackman é Stanley Jobson (será que é para lembrar Steve Jobs, da Apple?) que, como o famoso “colega” real, o americano Kevin Mitnik, passou uma “temporada” na cadeia, por suas atividades como hacker (apesar de que o personagem se defende dizendo ter agido como “mocinho”); para complicar, arrumou um emprego chato, está proibido de tocar um teclado e de ver a filhinha, que, para agravar ainda mais o quadro, mora com a mãe, namorada e atriz de um milionário produtor de filmes pornô. O hacker recebe um convite para trabalhar com o espião Gabriel Shear (John Travolta), por sua vez envolvido com um senador americano, que quer roubar quase US$10bi de uma conta inativa do governo americano, para usá-los para fins “patrióticos”. Com medo de ser preso de novo, ele inicialmente recusa; mas é seduzido pelo dinheiro, que o ajudaria a contratar um bom advogado e reaver a guarda da filha.

Enquanto isto, um agente do FBI (Don Cheadle) que prendera Jobson tenta cooptá-lo, para poder pegar o vilão. Mas Jobson está praticamente refém do criminoso, e isto não será fácil.

Avaliação: A Sarah gostou muito e, desta vez, fui em quem não gostou muito dos filmes do fim de semana. É legal, tem muita ação, bom suspense, mas a trama é meio fraca as perseguições e ações dos criminosos são exageradas. Podem até ocorrer em algum canto do mundo, mas ficaram demais, muito “holywoodianas”. E o Hugh Jackman não me pareceu “sincero” no papel, esperava outra aparência ou jeito de agir para um hacker.

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