Textos categorizados 'Aventura'

Era do Gelo 3 (Ice Age 3 – Dawn of the Dinosaurs)

Era do Gelo 3 (Ice Age 3 – Dawn of the Dinosaurs), desenho animado cômico e de aventura de Carlos Saldanha, 2009.

Enredo: O casal de mamutes Ellie e Manny vai ter um filho. O tigre-de-dente-de-sabre Diego está sentindo-se cada vez mais deslocado e resolve afastar-se por entender que não fará parte da família. Manny considera que o amigo o está abandonando, mas Ellie acha que é tudo questão de uma boa conversa – que não surte efeito… Já o bicho-preguiça Sid, tonto como sempre, não se dá conta da nova situação e inicialmente acha que nada vai mudar. Quando se convence de que não será parte integrante da nova família, sai à procura de uma que possa chamar de sua e acha três ovos de tiranossauro em meio à Era do Gelo. Ele os adota, mas mamãe tiranossauro está à procura dos ovos – e não vai querer saber de dividir a maternidade… É assim que Sid entra numa encrenca no mundo perdido dos dinossauros – bom, ele pediu por isto… E, claro, Manny, Ellie e Diego, apesar de todos os riscos, correm para ajudar o amigo, desta vez com o valioso apoio da doninha Buck, uma espécie de Tarzan local. Enquanto isto… Enquanto isto… O esquilo Scrat encontra uma simpática esquila, mas não sabe se vai atrás dela ou se disputa a famosa avelã… Rola um romance?

Avaliação: Fomos em quatro. Ana Paula, Sergio e Ana acharam médio, o Sérgio, em particular, achou – com razão, a meu ver – que este filme ficou com enredo mais voltado para crianças do que os anteriores. E o que eu gosto nestes desenhos animados é que eles normalmente divertem adultos e crianças. Há cenas divertidíssimas, como as do esquilo Scrat (sempre ele) e sua “namorada”, a “saga” de Sid desajeitadamente cuidando dos ovos, a bagunça no “quarto de brinquedos” da futura cria elefante e o novo personagem, a doninha Buck (bem dublada no original por Simon Pegg); mas, ao fim do filme, percebi que tinha me divertido em momentos esparsos e ficado cansado em diversos outros. Encaixaram mais clima de aventuras do que “sacadas” curtas e engraçadas. É bom, mas… parece que foi feito visando os efeitos em 3D, o que pode ter comprometido o enredo em si.

Exodus (Exodus)

Exodus (Exodus), drama, aventura, romance e ação de Otto Preminger, 1960. C

Enredo: 1947. Na então colônia britânica do Chipre ficam os campos de refugiados judeus saídos da Europa após o término da 2ª. Guerra Mundial para chegar à terra de seus ancestrais, Palestina, também colônia britânica. Diversos deles tentam chegar ilegalmente e são deportados de volta para o Chipre. Todos aguardam o momento em que a recém fundada ONU decididirá sobre o fim do mandato britânico na Palestina e a partilha da terra entre um estado judeu e outro árabe. Neste meio tempo, mais 611 refugiados judeus chegam ao Chipre no Star-of-David e são levados ao campo de refugiados, onde há carência de todas as ordens (remédios, médicos, alimentos). É este grupo que o decidido Ari Ben Canaan (Paul Newman) quer retirar clandestinamente do campo e levar de navio para a Palestina, para mostrar ao mundo a precária situação dos refugiados e expor a urgência na definição sobre um estado judaico. Os cipriotas também almejam a independência, o que, inclusive, acabaria com a imposição de abrigar os judeus. Junte-se a isto a compreensão do problema dos judeus e o pagamento pelos seus serviços e tem-se um fiel aliado no cipriota Mandria (Hugh Griffith). Cabe a ele fornecer os meios para Ari realizar seu ousado plano. Enquanto isto… A enfermeira americana Kitty Fremont (Eva Marie Saint) está no Chipre para visitar o general Sutherland (Ralph Richardson), responsável pela colônia palestina e companheiro de longa data do marido de Kitty, fotógrafo de guerra falecido no cumprimento de seu ofício. Ela toma contato com a realidade dos refugiados e oferece-se para ajudar no campo, onde conhece a esperta e irrequieta adolescente Kate Hansen (Jill Haworth). A amizade e a carência – Kate perdeu a mãe na guerra e não sabe o paradeiro de seu pai e Kitty abortara com o choque da perda do marido – as aproximam.

O filme tem essencialmente duas partes: a primeira é a saga do novo “Moisés”, Ari Ben Canaan, que está prestes a conseguir seu intento quando os ingleses descobrem seu plano e começa uma queda de braço entre os refugiados a bordo do navio, apropriadamente batizado de Exodus. A bordo, estão também Kitty, Kate e o rapaz de quem ela se aproxima, Dov Landau (Sal Mineo). Em terra, o general Sutherland, que sempre acreditou no direito dos judeus terem seu lar nacional, mas que cumpre ordens de Londres.

A segunda parte trata dos poucos refugiados que chegam a Israel às vésperas da partilha da ONU, quando já se prevê um massacre dos judeus por parte da maioria árabe muçulmana, provavelmente sob o olhar complacente dos ingleses. É então que tomamos contato com organizações como a Haganá (que queria alcançar a independência por meio das conversações, mas sem deixar de cuidar da efetiva proteção dos judeus), sua rival Irgun (resultado da cisão da Haganá e classificada pelos britânicos como terrorista) e o Palmach (força de combate da Haganá). Abordam-se ainda o atentado ao Hotel King David (que abrigava os soldados ingleses) e os planos do grão Mufti de Jerusalém (aliado de Hitler) em desocupar os árabes de suas vilas e cidades, para deixar o terreno livre para a liquidação completa dos judeus, com o apoio de especialistas militares trazidos dentre os nazistas derrotados (então os árabes voltariam com o “terreno já limpo”…).

Avaliação: Baseado no best-seller homônimo de Leon Uris (roteirizado por Dalton Trumbo, do também excelente “Spartacus”), que conta a saga do navio Exodus e da fundação do Estado de Israel, este filme, além de ótimo passatempo (tem 3,5 horas, que nem se percebem passar), dá um apanhado geral sobre o drama dos sobreviventes do Holocausto, que preferiram o caminho da Palestina sob mandato britânico, e do ano que antecedeu à proclamação do Estado de Israel. Toca também a questão do Holocausto, daqueles que perderam toda ou quase toda família e de quem se tentou eliminar toda a dignidade (o filme aborda isto de uma maneira muito forte e pontual com um dos sobreviventes das filas de seleção para câmara de gás e do Sonderkommando de Auschwitz, o grupo de judeus obrigado a levar os correligionários à câmara de gás, recolher os dentes de ouro dos cadáveres, enterrá-los). Narra ainda a verdadeira amizade que havia entre diversos judeus e árabes, no caso, o líder Taha (John Derek), grande amigo de Ari e de seu pai, Barak (Edward G. Robinson).

O filme tem excelentes personagens (dando oportunidade de mostrar as várias partes envolvidas no evento do Exodus e na fundação de Israel), drama, ação, aventura, romance, toques de suspense e para arrematar, o belo e significativo discurso final pela paz e a linda música-tema (a trilha ganhou Oscar). Mais uma vez agradeço à Gisele e ao Carlinhos pela sugestão; um filme que eu vira há uns 25 anos e a Sarah ainda não vira.

Austrália (Australia)

Austrália (Australia), aventura e drama romântico de Baz Luhrmann, 2008.

Enredo: A estória é contada pelo pequeno Nullah (Brandon Walters), que, juntamente com seu avô, o aborígene King George (David Gulpilil), é perseguido pela polícia australiana por suspeita de serem cúmplice e assassino do fazendeiro Maitland Ashley. Contra King George pesam os fatos de que a lança que matou o fazendeiro é do tipo usada pelos aborígenes e de que ele não gosta de brancos. Neste meio tempo, Lady Sarah Ashley (a bela, belíssima Nicole Kidman) está partindo da Inglaterra para visitar o marido. Ao chegar à Austrália, ela acaba tendo que assumir a fazenda do falecido Maitland, Faraway Downs – o último lote de terra que falta para o ambicioso King Carney (Bryan Brown) dominar o norte do país. O desafio de Sarah está em fazer renascer uma fazenda quase acabada e que, como descobre através de Nullah, é roubada pelo seu administrador, Neil Fletcher (David Wenham) –como ficamos sabendo, ele é o verdadeiro assassino de Maitland Ashley –, que ela prontamente demite. Neil leva embora seu pessoal e cabe à Sarah, com a ajuda dos despreparados empregados que permaneceram, conduzir suas cabeças de gado à cidade de Darwin antes que King Carney venda seu rebanho ao exército. A jornada é longa, traiçoeira e Fletcher, agora aliado a Carney, vai recorrer a todos os meios para impedi-los de chegar a Darwin. Mas Sarah tem a seu lado “Drover” (Hugh Jackman), o melhor condutor de rebanhos do local.

Segunda parte: Nullah, discriminado tanto pelos brancos como pelos aborígenes, por ser mestiço (“Creamy”, ou “café-com-leite”, como o chamam pejorativamente), sonha em fazer o walkabout, caminhada ritual, com seu avô. Fletcher sonha em dobrar Lady Ashley e ficar com a Faraway Downs, e, para isto, compromete-se a “vender” a liberdade de Nullah a Sarah, impedindo que os missionários ou a polícia o levem. Mas, estoura a segunda guerra na Austrália e, com os japoneses aproximando-se, novos dramas atingem a todos nas províncias do norte.

Avaliação: Muito criticado pelo excesso de pretensão e poucos resultados, este longo filme (2,5h) é muito empolgante, muito bom… São praticamente duas estórias. Quando você pensa que a entrega do gado é o auge do filme, aí vem a parte da 2ª Guerra e o ataque japonês. Os dois trechos são bem diferentes, ambos emocionantes. A química dos protagonistas é muito boa, dá para aprender um pouco da história da distante Austrália – e ficar revoltado por saber que, à semelhança da África, os colonizadores tratavam os aborígenes como categoria inferior, transformando as mulheres em criadas e levando as crianças nativas para serem “civilizadas” nas missões religiosas – daí a chamada “geração roubada”. Triste, muito triste…

Homem de Ferro (Iron Man)

Homem de Ferro (Iron Man), ação de Jon Favreau.

Enredo: O playboy mulherengo Tony Stark (Robert Downey Jr.) herdou o gênio, as habilidades e a fábrica de armamentos sofisticados de seu pai. Até que ele crescesse, ela foi tocada pelo fiel amigo Obadiah Stane (Jeff Bridges). Numa missão de vendas no Afeganistão, o comboio de Stark cai numa armadilha e ele é capturado e torturado para passar o segredo do seu míssil Jericó a uma milícia ao que , aparentemente, acaba cedendo. Com a ajuda de outro cativo, ele ludibria os captores e constrói uma armadura que lhe possibilita fugir. De volta aos EUA, e lembrando-se de que vira suas armas na posse dos guerrilheiros que dizimavam vilas inteiras, decide que as indústrias Stark não mais fabricarão armas e torna-se um homem correto. Isto o afasta de Obadiah, que, por seu lado, afasta Tony do comando das indústrias, a pretexto de que ele estaria sob estresse pós-traumático. Pelo contrário, Stark sabe bem o que quer e constrói uma armadura ainda melhor para ir ao Afeganistão investigar o caminho percorrido por suas armas e assim, destruí-las. Vai ter que enfrentar o “amigo” Obadiah, que, de posse dos restos da armadura anterior, a utiliza como modelo para fazer a arma mais mortífera já produzida pela Stark. Decidido a manter segredo do seu invento, Tony poderá contar apenas com sua fiel ajudante Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) e seu grande amigo, o coronel Rhodes (Terrence Howard).

Avaliação: O roteiro acima soou meio tolo? Pois é, mas o filme é bom. Um daqueles que vacilei para ver no cinema (como a Sarah não se interessasse, deixei passar…) e que acabei vendo no cabo. No cinema, os efeitos e o visual da armadura seriam melhores; apesar disto, é filme para se ver em casa… Interessantes exemplos de realidade virtual na construção das armaduras dão água na boca para quem é ligado no estado da arte da tecnologia.

Homem Aranha (Spider Man)

Homem Aranha (Spider Man), filme de ação de Sam “Os Flintstones” Raimi, com  Tobey “Regras da Vida” Maguire, Kirsten “As Virgens Suicidas” Dunst, Willem “O Paciente Inglês” Dafoe, James “Nunca Fui Beijada” Franco, Rosemary “Sunshine” Harris, Cliff “Trágica Obsessão” Robertson e J. K. “A Mexicana” Simmons.

Enredo: Para explicar o filme, melhor explicar os personagens:

Peter Parker (Tobey Maguire) – é um “cdf” típico, magrela e de óculos, maltratado pelos “fortões”, ignorado pelos demais colegas e que adora ciências e fotografia. Órfão de pais, ele vive com seus tios Ben (Cliff Robertson) e May (Rosemary Harris). É apaixonado pela colega e vizinha Mary Jane (Kirsten Dunst), que nunca reparou nele. Assim como Peter, Mary Jane vive numa casa modesta, mas, diferentemente dele, que vive num ambiente harmonioso,  ela convive com um  pai bêbado e briguento; namora o pior desafeto de Peter e é cobiçada por todos.

Harry Osborne (James Franco), único e ótimo amigo de Peter, a quem procura sempre defender dos colegas, é filho do cientista milionário Norman Osborne, por quem é humilhado, não deixando, no entanto, de admirá-lo e obedecê-lo; retraído, também gosta de Mary Jane.

Norman Osborne (Willem Dafoe): cientista ambicioso e genial, vive afastado do filho; admira a genialidade de Peter Parker. Ele é o principal fornecedor do exército americano, mas está para perder o contrato, porque sua experiência com um novo spray não atendeu as expectativas. No desespero, resolve testar o experimento em si mesmo: dá certo e, usando uma “prancha voadora” que projetou, ele se torna um ser invencível. Mas seu principal assessor o avisou – há efeitos colaterais: este novo ser, o “Duende Verde”, é criminoso e violento e o cientista passa a ter dupla personalidade. Claro, a personalidade do Duende vai se sobrepondo à do cientista, que já não era das melhores. Tio Ben (Cliff Robertson) e tia May (Rosemary Harris) tratam o sobrinho Peter como o filho que não tiveram e é um episódio envolvendo tio Ben que fará com que Peter passe a assumir suas responsabilidades de super-herói e deixe de usar seus poderes para futilidades.

Jameson (J. K. Simmons) – o tirano diretor do jornal onde Peter Parker vende suas fotos do Homem-Aranha; dono de um tablóide irresponsável, Jameson tem os furos de reportagem do Homem-Aranha e o escolhe como inimigo da cidade – acha que o herói é aliado do Duende Verde – ou, pelo menos, coloca as coisas assim para vender mais jornais.

Como surgiu o Homem-Aranha? Bom, eis que, numa visita com a escola a um museu, Peter Parker é picado por uma aranha geneticamente modificada. Ele passa a poder se agarrar nas paredes, além de ficar musculoso, com visão aguçada e ter quase o dom de prever o que está para lhe acontecer. Ele vai “domando” seus poderes, deixa de ser o inofensivo aluno e bate no colega que mais o maltratava. Disposto a ganhar dinheiro para poder comprar um carro e conquistar Mary Jane, Peter Parker usa a força recém-adquirida num desafio que, por “coincidência do destino”, lhe trará uma desgraça – e é isto que o fará usar seus poderes de forma responsável. Mas ele ainda vai querer conquistar o coração de Mary Jane.

Enquanto isto, ele e seu amigo Harry vão se mudar para a cidade grande para fazer a faculdade. E as noites vão sendo o palco de atuação do Homem-Aranha que, apesar de combater o crime, é visto por muitos como um vilão. Nesse meio tempo, o Duende Verde vai se vingando dos sócios que o querem fora da firma e do general que quer dar o contrato à firma rival, enquanto procura fazer do Homem-Aranha seu aliado. Não vai dar certo… Nem fazendo mal às pessoas que o Homem-Aranha ama ele o cooptará.

Enredo: Meus quadrinhos preferidos, criação de Stan Lee, da Marvel, o Homem-Aranha era melhor que os outros heróis porque era o mais “humano”, vulnerável e mais carregado de ironia (inteligente e engraçada). A adaptação foi muito feliz, mas, ao contrário do que se esperaria, a segunda é a melhor das três feitas até 2008.

Pantanal

Pantanal, novela dramática dirigida por Jayme Monjardim, com roteiro de Benedito Ruy Barbosa.

Avaliação: Não sou fã de novelas. Falta paciência para a morosidade do seu desenrolar e para as tramas (pelo menos da maioria que observei até hoje) fracas, sem atrativos – quando não furadas. Porém, devo abrir uma honrosa, mas muito honrosa exceção. Acompanhando a Sarah, que aproveitou para rever, em 2008, no SBT, “Pantanal”, sucesso do início dos anos 90 na infelizmente extinta TV Manchete, descobri que existe vida no mundo das novelas. Cláudio Marzo e Jussara Freire arrasaram como os pantaneiros José Leôncio e Filó, o par romântico principal, que foge ao figurino dos jovens apaixonados. E dificilmente o diretor poderia ter contado com um vilão melhor do que o abominável Tenório, muito bem interpretado por Antonio Petrin. Claro, a novela tem os ingredientes de sempre: paixões de jovens, ciúmes, desentendimentos, violência entre rivais, disputas por terras, personagens com experiências de vida tristes, etc. Mas tem uma mensagem ecológica permanente – e que de modo algum satura – além de críticas políticas bem fundamentadas ao governo (período Collor), à corrupção, à inflação descontrolada e ao sistema eleitoral (mas que por vezes cansam). Se muitos acharam a dupla principal (Marcos Winter e Cristiana Oliveira) o “motor” da novela, eu fiquei com a bom caráter e pouco estudada (mas não ingênua) Filó e com o discreto e poderoso José Leôncio, que sabe ponderar justiça, rigidez, amor e dedicação. Sua saga e a de seus três filhos (Marcos Winter, Paulo Gorgulho e Marcos Palmeira) é realmente cativante. Aliás, todo o elenco está muito bem – e a novela não precisou de mais do que uns vinte personagens para caprichar no romance, suspense, drama, adicionando um toque de sobrenatural tão bem dosado que não afasta nem mesmo os mais incrédulos. De mais a mais, as lindas paisagens, a excelente fotografia, a trilha sonora e até as lendas pantaneiras emprestam um grande diferencial à trama.

Ah, como toda novela, tem uns “merchan” descarados – outros nem tanto – fazendo propaganda de perfumes, botas, ração para gado e até da falecida construtora Encol, à época um modelo de sucesso.

Mar de Fogo (Hidalgo)

Mar de Fogo (Hidalgo), aventura e romance dramático de Joe Johnston. C

Enredo: Com o final da guerra civil americana, o batedor do exército Frank T. Hopkins (Viggo Mortensen), um cavaleiro hábil e de bom coração, vai trabalhar com Buffalo Bill Cody. Mas deixa a trupe de Bill para aceitar um desafio: participar com seu cavalo mustangue Hidalgo de uma corrida nos desertos do Oriente Médio, na corrida “mar de fogo”, onde estrangeiros e cavalos que não fossem os puros-sangues árabes não entravam até então. Um páreo muito difícil, mas as dificuldades não serão só as de Hidalgo, desacostumado com as condições do local; Hopkins terá que enfrentar tempestades de areia, a falta de água, traições, uma concorrente desleal que o admira (Louise Lombard), rivalidades entre tribos do deserto, o seqüestro de uma princesa e outros “pequenos” contratempos. Como ingredientes, um revólver tão rápido como o de Wyatt Earp, um livro com os segredos da melhor linhagem de cavalos árabes, uma bela princesa aguerrida (Zuleikha Robinson) o pai (Omar Shariff) que quer entregá-la a um sheik covarde e traiçoeiro e (ufa!) mais uns tantos príncipes traiçoeiros.

Avaliação: Quando passou no cinema, o tema não me interessou. Acabei vendo na TV – ainda bem. E depois, revi com a Sarah. Baseado em fatos históricos (o que eu nem imaginava), este filme prende a atenção, empolga mesmo, tem romance e aventura; agradou-nos bastante e certamente pode agradar a todas as idades. Um belo filme sobre a amizade e sobre o amor do homem pelo animal – e vice-versa.

Zorro (The Mask of Zorro)

Zorro (The Mask of Zorro), aventura de Martin Campbell, com Antonio Banderas, Catherine Zeta-Jones, Anthony Hopkins. C

Enredo: Hopkins faz o estilo Sean Connery, virando mestre do herói, como em “Highlander” e “Os Intocáveis”. Eu não sei se é a versão correta da estória, com um Zorro aposentado ensinando um seu antigo “adorador-mirim”, mas o enredo da saga do justiceiro é este.

Avaliação: Muito engraçado (Banderas sabe como fazê-lo), principalmente pelas cenas da festa, muita ação. Mas vale mesmo, é ótimo!

6 dias, 7 noites (six Days Seven Nights)

6 dias, 7 noites (six Days Seven Nights), aventura romântica com toques de comédia de Ivan Reitman, com Harrison Ford e Anne Heche.

Enredo: Um acidente com um pequeno avião e dois náufragos no Tahiti (ou nas bandas) terão que se virar e deixar de lado as picuinhas que os separam

Avaliação: Bom passatempo, que prende bem e tem lances engraçados.

Armaggedon (Armaggedon)

Armaggedon (Armaggedon), aventura de ficção científica de Michael Bay, com Bruce Willis, Liv Tiler, Ben Affleck, Steve Buscemi, Billy Bob Thornton.

Enredo: Somente os “cavadores de petróleo” do personagem de Willis e sua filha (Liv Tyler) podem “dinamitar” um asteróide que foi atingido por um cometa e que segue para a Terra.

Avaliação: Já começa agitado, com destruição, gostei das explicações técnicas (que cansaram a Sarah, é claro; estavam em excesso), mas é muito enrolado, fica até chato, estraga uma boa trama. Como consolo, o Steve Buscemi está bem engraçado.

Perdidos no Espaço (Lost in Space)

Perdidos no Espaço (Lost in Space), aventura de ficção científica de Stephen Hopkins, refilmagem do clássico seriado de TV dos anos 60, com William Hurt (Prof. Robinson) e Gary Oldman (Dr. Smith). D

Avaliação: Não que eu tivesse muitas saudades do original, de que eu não era muito fã (prefiro mesmo o Jornada nas Estrelas), mas resolvi assistir, pois as outras opções de filmes lotaram; “forcei” a Sarah, coitada; é bobo, tem mais monstro do que esperava, pensei que fosse ser mais tipo “Dr. Smith sabotador” e só, mas…

As Panteras (Charliés Angels)

As Panteras (Charliés Angels), comédia de ação de Joseph McGinty Nichol, co-produzida por Drew Barrymore e por um dos produtores da série original, Leonard Goldberg, com Drew “ET” Barrymore, Cameron “Quem vai ficar com Mary” Diaz, Bill Murray, Kelly Linch e Tim Curry (o cientista dono da Red Star, engraçado só de olhar).

Enredo: Elas têm um pouco de tudo: românticas, engraçadas (Lucy Liu como massagista, como “auditora” na Red Star – a mais engraçada do filme, Drew B. caindo pelo jardim, C. Diaz na discoteca,…), desastradas (Diaz), inteligentes e também eficientes lutadoras e agentes secretas. Contratadas por uma empresária (Linch), sua missão é resgatar e proteger um jovem e brilhante inventor, sócio de Linch, seqüestrado por um rival que quer roubar sua invenção.

Avaliação: É só não esperar muito da trama, pois o filme vale pela aventura, lances engraçados e pelo charme das três. Uma boa diversão. Trilha sonora de época do seriado original (anos 70).

Cowboys do Espaço (Space Cowboys)

Cowboys do Espaço (Space Cowboys), aventura dramática de Clint Eastwood, com Clint Eastwood, Donald Sutherland, James Garner, Tommy Lee Jones, Marcia Gay Harden, William Devane e James Cromwell. C

Enredo: Tommy Lee Jones (“Hawk”) é o piloto sempre ousado, levando os aviões que testa com Clint Eastwood (“Frank Corvin”) ao limite e, logo na primeira cena destruindo um. Eastwood é antipático e meio egoísta. Eles estão sempre brigando e acabam sendo preteridos para serem os primeiros a irem ao espaço pelo chefe de seu projeto, Cromwell. Em seu lugar, irá Mary-Anne, uma chimpanzé. Eastwood nunca perdoa Cromwell por isto. Quarenta anos depois, uma cientista (Marcia Gay Harden) comunica ao chefe (Cromwell, novamente) que um satélite de comunicações russo está para cair na Terra. Só que este satélite estranhamente possui um sistema igual ao do americano Skylab, projetado por Eastwood. Para impedir a queda, só mesmo alguém do tempo das válvulas, então Cromwell chama a contragosto Eastwood, que só topa assumir a empreitada junto de sua antiga equipe: o agora viúvo Tommy Lee Jones, que ganha a vida levando gente num biplano, que pilota como doido; Donald Sutherland, um engenheiro mulherengo, que projeta e testa montanhas russas e James Garner (“Tank”), o antigo navegador da turma, agora um pastor batista, desajeitado na profissão e sem grande público. Cromwell quer que seus pupilos mais jovens suguem o conhecimento da velha turma e fazer com que estes sejam reprovados no exame médico; assim, os novos iriam sozinhos cumprir a missão e ele ainda conseguiria encobrir o porquê de o sistema de Eastwood estar num satélite russo.

Avaliação: Um filme de aventura, suspense (nas muito boas cenas no espaço), dramas pessoais, comédia (principalmente no início – como quando a manchete do jornal faz trocadilho com “The Right Stuff”, o livro de Tom Wolffe que fala sobre os primórdios da conquista do espaço, e depois por conta de Sutherland), sobre amizade e companheirismo (tocante) e com um leve toque de romance. E, como mensagem mais forte, me parece que fica a que diz que idade não é empecilho para realizações. Mais uma vez, Eastwood tirou aquela imagem de cowboy de western-spaguettis e policial violento e acertou na mosca; incluiu de tudo e fez um filme que prende atenção e emociona. De uma idéia aparentemente sem graça, ele fez um trabalho de gênio.

Aproveitando, eu queria que alguém me explicasse como conseguiram fazer o Clint Eastwood e o James Cromwell quando jovens parecerem tanto com eles como adultos. Não reparei nos letreiros, mas parece que não eram outros atores, e seria impossível arrumar gente tão parecida. Fizeram montagem com filmes ou fotos antigas ou (mais provável, eu creio), manipularam os rostos no computador?

U-571 (U-571 – A Batalha do Atlântico)

U-571 (U-571 – A Batalha do Atlântico), suspense dramático com tons de aventura – de Jonathan Mostow, com Matthew “Contato” McConaughey, Harvey Keitel e Jon Bon Jovi. C

Enredo: Baseado em fatos reais, mostra a captura da máquina codificadora Enigma, que os alemães usavam em sua comunicações secretas com os seus submarinos na II Guerra. Com ela, suas comunicações não eram entendidas e os aliados estavam perdendo muitos navios no Atlântico. Mas, diferentemente do que mostra o filme, a primeira delas foi capturada pelos ingleses, não pelos americanos, o que rendeu muitas críticas ao filme (o letreiro explicativo no fim do filme é insuficiente).

Um submarino americano é disfarçado como alemão, para enganar um submarino alemão avariado, que está à espera de peças para seu conserto. A idéia é abordá-los, dominar a tripulação e capturar a máquina, sem que os alemães se dêem conta do que aconteceu. Mas, como sempre, nem tudo sai como planejado e os americanos têm que “fazer mágicas” para escapar das armadilhas do destino, ainda mais porque não basta fugir com a máquina, eles têm que evitar a qualquer custo que os alemães perceba que ela foi capturada, para que estes não mudem seus códigos.

Avaliação: Suspense do início ao fim (a Sarah achou meio parado, às vezes, mas eu fiquei grudado na cadeira).

Mar em Fúria (Perfect Storm)

Mar em Fúria (Perfect Storm), de Wolfgang “O Barco, Inferno em Alto Mar” Petersen, com George Clooney e Mark Wahlberg. Suspense dramático/aventura, baseado em caso real, ocorrido em 1991.

Enredo: George Clooney, Mark Wahlberg, John C. Reilly e pontas (significativas) de Mary Elizabeth Mastrantonio e Michael “Scanners” Ironside. ALém de o autor da música do filme ser James Horner, o mesmo de Titanic, e de se tratar de uma história real, estes filmes compartilham o mesmo tipo de desenvolvimento de ação: início lento, cenas de mar violento e suspense forte ao final. Um grupo de pescadores que trabalha num barco de uma frota cujo dono (Ironside) não quer nem saber e paga-lhes muito pouco mesmo se chegam com pouco peixe, sai ao mar numa tentativa de conseguir arrumar mais um pouco de dinheiro, já que, nesta temporada, obtiveram pouco peixe; mas o capitão (Clooney) resolve ir numa região perigosa, apesar de toda a tripulação ser contra (e alguns já eram contra até sair cansados ao mar). E a “Perfect Storm” (assim chamada pelo homem do tempo da TV, por ser a confluência “ideal” de três tipos de tempestade bem pesadas, algo só existente na imaginação dos meteorologistas) está a caminho.

Avaliação: A Sarah não gostou muito e eu, que nem gostei do Titanic (pois é…) achei este melhor, mas meio arrastado no início; os dramas pessoais mostrados e os conflitos entre a tripulação não conseguem equilibrar o filme, que mostra cenas demais da pesca. A trama só fica interessante quando alguns problemas começam no barco e quando aparecem os primeiros sinais da tempestade e os primeiros dramas de resgate.


 

A Praia (The Beach)

A Praia (The Beach), suspense e aventura de Danny Boyle, com Leonardo de Caprio D

Enredo: Um suicida doidão, vizinho de quarto do aventureiro interpretado por di Caprio, numa espelunca na Tailândia, lhe deixa um mapa de uma ilha paradisíaca (e é mesmo!), na Tailândia. Di Caprio e um casal de jovens franceses vão atrás da ilha, que é um paraíso tipo hippie, proibido de se expandir, por um ‘acordo de vizinhos’. Mas di Caprio deixara cópia do mapa para que ouros pudessem vir. Bonzinho, né? Só que isto pode ser a desgraça deles.

Avaliação: As cenas de aventura do trailer davam a impressão de muito mais perigos, mas o filme é chato, a comunidade é alegre, mas é chata e o filme, idem, uma babaquice. E nem mostra tanto as paisagens da Tailândia.

Parque dos Dinossauros III (Jurassic Park III)

Parque dos Dinossauros III (Jurassic Park III), aventura dirigida por
Joe Johnston, com Sam Neill (do primeiro filme e de “O Piano”), Téa (“Um Homem de Família) Leoni, William (“Magnólia” e “Deu a Louca nos Astros” H. Macy e uma ponta de Laura Dern (do primeiro filme).

Enredo: Desta vez, vou reproduzir os comentários do GuiaSP.com.br, que estão perfeitos, dão um ótimo resumo, sem revelar detalhes (os links anexos do Estadão revelam um pouco demais, mas também estão muito bons). Aí vai:

“Você se lembra da Ilha Nublar? Foi lá que John Hammond viu o sonho de seu parque de dinossauros virar um pesadelo. Bem do lado estava Sorna, onde alguns dinos haviam sobrevivido e de onde levaram um Tiranossauro Rex para San Diego. O paleontólogo Alan Grant (Sam Neill) jurou que, depois dos apuros que passou em Nublar, jamais colocaria os pés na ilha vizinha. Mas um casal de milionários consegue convencê-lo a mudar de idéia.

Paul (William H. Macy) e Amanda (Téa Leoni) Kirby querem um presente de casamento especial: um vôo rasante pela Ilha Sorna, e estão dispostos a pagar o que for preciso para ter Alan como guia. Só quando chegam ao local, o cientista descobre que a história está mal-contada. E é fácil descobrir o que vem depois: eles têm problemas e ficam presos na ilha dos dinossauros. Lá estão, lutando pela sobrevivência contra os adoráveis bichinhos, Alan, seu aluno Billy, os Kirby e a pequena tripulação do avião. Sai o matemático Ian Malcolm, interpretado por Jeff Goldblum nos dois primeiros filmes, e volta Alan Grant, protagonista de Parque dos Dinossauros. A seqüência caça-níqueis Jurassic Park III apenas repete a fórmula dos longas de 1993 e 1997, ou seja: os personagens vão à ilha achando que tudo vai dar certo, mas algo dá errado e eles precisam enfrentar os bichos maus. Dessa vez, as estrelas (do lado dos répteis) são os pterodáctilos – dinos voadores – e o Spinosaurus, que encara o T-Rex de igual para igual. Junto com os tradicionais velociraptores, eles dão bons sustos na platéia.

Avaliação: O filme é uma boa diversão e, se não quis assistir ao segundo por achar que seria apenas violento, este me interessou porque voltou a ter Sam Neill que, junto com Jeff Goldblum, eram a essência do filme, a meu ver. Gostamos, mas só achei o final meio tolo, “cavalaria-salva-mocinho” demais, era perfeitamente dispensável.

Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia)

Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia), épico biográfico de David “Dr. Jivago” e “A Ponte do Rio Kwai” Lean, com Peter “O último Imperador” O’ Toole, Omar “Dr. Jivago” Shariff, Anthony “Zorba” Quinn, Alec “A Ponte do Rio Kwai” Guinness e Anthony Quayle.

Enredo: A saga do militar inglês T. E. Lawrence (O’Toole), que liderou os árabes na sua luta contra os turcos, a partir da luta dos ingleses contra o Império Otomano e os alemães, na I Guerra.

Avaliação: Filmaço, ótima dica, cenário e atuações magníficos, compensam (e como!) a longa duração do filme.

O Conde de Monte Cristo (The Count of Monte Cristo)

O Conde de Monte Cristo (The Count of Monte Cristo), romance capa-e-espada de Kevin Robin Hood, o Príncipe dos Ladrões” Reynolds, com
Jim “Crimes em Primeiro Grau”/”Olhar de Anjo” Caviezel, Guy “A Máquina do Tempo”/”Amnésia” Pearce, Richard “Harry Potter” Harris, Albie “Lancelot” Woodington, Dagmara Dominczyk, Luis “Traffic” Guzmán James “Sunshine, o Despertar de um Século” Frain, Henry Cavill e Michael Wincott. Baseado no conto de Alexandre Dumas (autor do também “n” vezes filmado “Os Três Mosqueteiros”)

Enredo: Europa, 1814. Napoleão foi preso na ilha de Elba e lá aportam Edmond Dantes (Jim Caviezel), o segundo imediato de um navio mercante, e seu amigo, o conde Fernand Mondego (Guy Pearce). Dantes quer que os ingleses, que guardam a ilha, cuidem do seu capitão, que está em coma. Quem providencia os cuidados é o próprio Napoleão, através de seu médico particular, mas o capitão não sobrevive. O imperador deposto gosta de ver a dedicação de Edmond a seu capitão e lhe confia uma carta, que deverá ser entregue somente a uma pessoa, que irá procurá-lo quando voltar à França. De volta a Marselha, Edmond recebe o reconhecimento do seu patrão e é agraciado com o posto de capitão, o que desagrada seu superior, o primeiro-imediato Danglars (Albie Woodington), sucessor natural do falecido capitão. De família pobre, esta promoção representa para Edmond a possibilidade de casamento com Mercedes (Dagmara Dominczyk), a amiga de infância dele e Fernand Mondego. Este já dá “a dica” a Edmond, que não a “pesca”!: a amizade dos dois não poderá durar para sempre… Isto porque, apesar de rico e culto, Fernand não tem Mercedes. Sabendo que Edmond havia recebido a carta de Napoleão, Mondego arma um conluio com o imediato Danglars, que denuncia Edmond ao promotor Villefort (James Frain); este, assustado com o conteúdo da carta, que envolve gente importante numa tentativa de fazer Napoleão voltar à Europa, faz com que Edmond seja preso como traidor, mesmo que este não saiba ler, nem tenha idéia do conteúdo da carta e a tenha trazido de boa fé. Edmond é enviado ao castelo de If, a prisão dos que tem que ser escondidos do público, por “razões de Estado”. Mondego, aliado de Villefort, finge que está lutando pela libertação de Edmond, que, pelo seu crime, ninguém pode saber onde está. Mas, passado um tempo, surge a notícia de que o “traidor” Dantes morreu. Enquanto Edmond passa anos recebendo sua “tortura de aniversário” por cada ano de prisão na masmorra, o imediato Danglars, auxiliado por Mondego, ficou dono da cia. de navegação, afastando o antigo patrão. Mondego “consolou” Mercedes pela “morte” de Edmond e casou-se com ela. Quase dez anos após a prisão de Edmond, o abade Faria, desertor do Exército de Napoleão, tenta fugir, mas cai na cela de Edmond. Eles traçam juntos seu plano de fuga e com o abade, Edmond aprende a ler – e estuda Ciências, Economia e diversos idiomas -, a comportar-se como um nobre e a manejar a espada. Além, disto, o abade lhe diz onde encontrar o tesouro que seu antigo patrão enterrou.

Claro, a fuga vai ocorrer e Edmond vai pegar o tesouro. dará de cara com contrabandistas, lutará pela vida e, como num tradicional romance de capa-e-espada, acabará tendo seu fiel escudeiro, Jacopo, e armará sua vingança, começando uma vida nova. Edmond, ou “Zatarra”, como o chamavam os contrabandistas, agora está rico, se apresenta como o misterioso Conde de Monte Cristo e arma planos para os que o traíram: Mondego, Danglars, Villefort e – ele acredita – até Mercedes. Cada um deverá sofrer muito, pois o que o fez sobreviver na prisão foi justamente o desejo de vingança, e uma vingança armada lentamente… O amor de Mercedes ainda será o suficiente para convence Edmond de que ela não o traiu?

Avaliação: Não é nem de longe tão interessante como uma refilmagem de “Os 3 Mosqueteiros”, tem várias “barras forçadas” na trama (bom, é um romance capa-e-espada, dá para aceitar isto) mas é um passatempo. A opinião feminina foi bem diferente, o filme agradou muito. Mas, como eu não esperava mesmo muito pelo trailer, nem posso reclamar – só acho que 1,5h em vez de 2h já bastavam.

O Pacto dos Lobos (Le Pacte des Loups)

O Pacto dos
Lobos (Le Pacte des Loups), aventura com suspense de Christopher Gans, com
Samuel Le Bihan, Mark Dacascos, Monica ”Sob Suspeita”/”Malena” Bellucci, Vincent “Elizabeth” Cassel (acho que é o marido da Bellucci) e Emilie Dequenne.
C

 Enredo: Baseado numa lenda que existiu na França do século XVIII (sobre a Besta de Gevaudan, que foi, na verdade, um lobo que fez dezenas de vítimas), o filme faz suspense sobre um animal grande e forte, algo como um lobisomem, que estaria atacando no campo e matando principalmente mulheres. O filme coloca na pista do bicho um cientista francês, Grégoire de Fronsac (Samuel Le Bihan), e seu ajudante índio Mani (o lutador de artes marciais Marc Dacascos), um iroquês cuja família fora eliminada num massacre pelos europeus e que Grégoiretrouxe do Canadá como seu protegido. Logo no começo, eles salvam uma mulher e seu pai de ser morta por soldados, por ela ser acusada de bruxaria. Isto já mostra o cientista como alguém distante das crenças e superstições da época. Ele está cumprindo uma missão a mando do famoso e nobre naturalista Buffon (que existiu mesmo) e do rei, já que a inquietação causada pelo bicho à população, inclusive aos nobres do local, é muito forte. Os personagens são diversos: o cientista é um galanteador e conquistador, que se apaixona por Marianne (Emilie Dequenne), filha do senhor de terras local e é ajudado por Thomas, irmão dela, em sua busca elo “lobisomem”. Mani, o assistente de Grégoire, é retraído mas eficiente e, por ser índio, é desprezado e discriminado pela elite local e pelos camponeses, mas, excelente lutador de artes marciais e mestre da cura com extratos vegetais, acaba atraindo a atenção para suas habilidades. O terceiro filho do nobre local, Jean-François, perdeu um braço no seu esporte predileto, as caçadas, tem um certo complexo por isto, mas procura mostrar um ar de superioridade e tem um jeito meio cruel e muito estranho. Caçadas são feitas ao monstro, mas, por mais que o cientista e Mani duvidem da natureza sobrenatural do bicho, as provas indicam o contrário. Nenhuma medida funciona e o rei, cansado de ser ridicularizado em obras clandestinas que circulam em Paris pela falta de resultados, resolve que o bicho terá que ser encontrado e morto, de qualquer jeito, mesmo que ele precise ser fabricado e Grégoire afastado… O tempo se esgota e parece que há muita gente querendo atrapalhar o cientista, vindas de Paris ou memso morando pela região. Monica Bellucci faz Sylvia, uma prostituta italiana que ajuda Grégoire com os segredos que obtém com suas fontes misteriosas. 

Avaliação: É, acabamos vendo em Campinas, porque o filme já saiu de São Paulo… Eu tinha pensado em não ver este filme, mas fomos com um casal que queria ir ao cinema e este era o único filme que faltava ver naquelas salas. Valeu a pena e olhem que ele é longo (2h). Nós dois gostamos muito, tem ação, suspense, aventura, artes marciais bem coreografadas (e sem exagero). Pena que o outro casal não gostou…

Em Má Companhia (Bad Company)

Em Má Companhia (Bad Company), comédia de aventura de espionagem de Joel “8mm”;/”Batman Eternamente” Schumacher, com Anthony “O Silêncio dos Inocentes”/”O Homem Elefante” Hopkins, Chris “A Enfermeira Betty” Rock, Matthew Marsh

Enredo: Gaylord Oakes (Antony Hopkins) perde seu agente Kevin Pope (Chris Rock) quando este está para concluir uma transação com um mafioso russo, que lhe venderia uma maleta com um artefato nuclear em Praga. Os assassinos são iugoslavos (será que eles merecem ser os “vilões da hora”?. ISto acaba virando moda…) que também queriam a maleta – para detoná-las nos EUA – e acreditavam que Pope realmente fosse um colecionador de artes querendo uma “peça” valiosa. Jake Hayes é o irmão gêmeo malandro e envolvido no câmbio negro de ingressos e que não teve as oportunidades de estudo de Pope, pois este fora parar numa família adotiva rica e que lhe deu toda educação possível, ao passo em que Hayes estava com os pais naturais, que não tinham dinheiro. O pior é que Hayes, que nem sabia da existência do irmão, estranha o convite pra trabalhar na CIA e completar a missão de Pope.

E o superior de Oakes está disposto a deixar Hayes morrer facilmente, desde que ele cumpra a missão. Serão nove dias de treinamento, nos quais Hayes aprenderá a ter modos finos, a falar de arte, a conhecer os hábitos dos vizinhos de Pope e, pior, a falar checo com uma certa facilidade. Aí, então, começam o plano para pegar a maleta, as emboscadas, as perseguições, etc. E o pior para Hayes é que, não importa com quem esteja a maleta, só a leitura de sua íris permitirá acesso ao botão detonador…

Opinião: Boas cenas de humor, como as de Rock aprendendo checo e acordando de madrugada para os treinamentos, e com diálogos afiados entre Hopkins e Rock, mas os últimos trinta minutos são dispensáveis; dava para deixar de ficar inventando novas situações de perigo. Além do que, não acho Chris Rock um comediante tão bom quanto Eddie Murphy, Martin Lawrence ou Chris Tucker – ele não me convenceu ainda.

Scooby Doo (Scooby Doo)

Scooby Doo (Scooby Doo), aventura infantil de Raja “Nunca Fui Beijada” Gosnell, com Freddie “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado” Prinze Jr, Sarah Michelle “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado”/”Segundas Intenções” Gellar, Matthew “Pânico” Lillard, Linda “Legalmente Loira” Cardellini e ponta de Rowan “Mr Bean” Atkinson. C

Enredo: O vaidoso Fred (Freddie Prinze Jr), a também vaidosa e “patricinha” Daphne (Sarah M. Gellar), a geniazinha Velma, os desastrados e comilões Salsicha (Matthew Lillard) e Scooby Doo (feito por animação gráfica), deixam de lado suas divergências e se unem numa nova investigação, para a qual são atraídos pelo dono de uma “Ilha da Fantasia” (Rowan Atkinson), que quer descobrir quem está fazendo lavagem cerebral em todos estudantes que vão passar uma temporada por lá, algo que poderá arruinar seu parque.

Avaliação: Além das crianças, nós rimos várias vezes no filme – até a Sarah, que preferia ir ver outro filme, gostou deste (bom, menos do que eu…). Salsicha e Scooby estão ótimos e as características dos personagens dos quadrinhos foram bem transplantadas para os atores (inclusive para o cão, criado por computação gráfica); e, melhor ainda, os dubladores são os mesmos do desenho da TV. Programão para crianças – e adultos…

Bater ou Correr em Londres (Shanghai Knights)

Bater ou Correr em Londres (Shanghai Knights),
comédia de aventura de David Dobkin, com Jackie Chan, Owen Wilson, Fann Wong.

Enredo: a dupla do primeiro filme “Bater ou Correr” (Jackie Chan, Owen Wilson) é obrigada a se juntar de novo para ir a Londres e, com a ajuda da irmã (Fann Wong) do herói Xangai Kid (Chan), vingar a morte do pai deles e recuperar a chave do selo imperial chinês, roubada da cidade Proibida pelo irmão do imperador chinês, que quer o trono, e por lord Rathbone, o décimo (que longe…) na linha de sucessão da rainha Victoria.

Avaliação: Acho que a combinação Chris Tucker e Jackie Chan (de “A Hora do Rush 1 e 2″) gera filmes mais engraçados, mas este foi muito bom, diversão garantida (mas não para todos), tudo bem que do tipo besteirol bem “light”. E tem coreografias incríveis (pra variar…) de Jackie Chan e aquelas parte final mostrando as cenas que deram errado nas gravações. E alguém teve a brilhante idéia de mencionar personagens históricos, reais ou não, no filme: Jack o Estripador, Sherlock Holmes e seu criador, John Wayne e outros, além de invenções da época, colocadas em “tiradas” muito boas: o cinema, o Zepelin, o automóvel – E tem até uma música-tema muito legal, séria e tipo “clássicos do cinema”, de Randy Edelman que agrada bem – pena que toquem pouco… Éramos dois casais, ele e eu gostamos muito e rimos o tempo todo, já elas… Bom, aí houve uma divisão: uma achou bom e a outra (não vou contar que foi a Sarah…) deu uma ou duas risadas, já que este filme não faz definitivamente o estilo dela.

Hulk (The Hulk)

Hulk (The Hulk), aventura dramática de Ang Lee, com Eric Bana, Jennifer Connelly, Nick Nolte, Sam Elliott, Josh Lucas e uma vergonhosa “micro-ponta” de menos de 5seg de Lou Ferrigno (o monstro verde na série de TV; foi algum estúpido prêmio de consolação?)

Enredo: David Banner é um cientista que faz experiências para tratar a regeneração de ferimentos em soldados. Quando as experiências tomam um rumo perigoso e são proibidas pelo general que comanda o centro de pesquisas (Sam Elliott), ele resolve usar a si mesmo como cobaia, o que faz com que as mutações que se provoca passem para o filho que acaba de gerar. Cada vez mais enlouquecido e preocupado com as conseqüências que seus experimentos transmitirão ao filho, o cientista provoca uma grande destruição no local, e faz com que seu filho Bruce tenha sua identidade perdida (faltou explicação melhor no roteiro) e seja adotado por uma família que não sabe sobre o pai cientista. Mas, por coincidência (é mesmo?), o filho (Eric Bana) cresce e segue o caminho do pai, indo trabalhar com a filha (Jeniffer Connelly) do general no mesmo campo de pesquisas. Seu passado não ficará esquecido, pois seu enlouquecido pai (Nick Nolte) volta sorrateiramente para vê-lo. As coisas se complicam após um acidente no laboratório, através do qual Bruce sofre radiação gama, passando a ficar verde e gigante – o Hulk – quando emocionalmente descontrolado. Ele passa a ser vítima da perseguição de uma corporação que quer tomar o lugar do exército nas pesquisas e que quer acrescentá-lo às cobaias, firma comandada por um inescrupuloso civil (Josh Lucas); Hulk também é perseguido pelo próprio pai, que tem outros planos para ele e pelo general, que acha que ele é muito perigoso para ficar solto e quer destruí-lo, para que não siga o caminho do pai. Em fuga, Bruce só poderá contar com a ajuda da companheira de pesquisas.

Avaliação: Eu pouco conhecia a estória do Hulk, nunca fui fã dele, mas sei que Bruce Banner era um cientista que desafiou seus limites e experimentou consigo mesmo, até que uma dose de radiação gama interferiu em seus experimentos e, cada vez que ele ficava nervoso, transformava-se no Hulk, um monstro verde com aparentemente frio e insensível, mas que demonstrava por vezes ter compaixão e evitava matar os humanos que o perseguiam, procurando apenas afastá-los de seu caminho, apesar de sua fúria destruidora. Aqui, colocaram a figura do pai, que até achei que foi bem interpretado por Nick Nolte, com sua adequada barba por fazer e cara de louco. Mas não teriam alterado demais o original do Hulk?

Fomos em quatro, eu gostei do drama, ma achei que exageraram nos monstros e vilões (os cães, vai lá, mas as cenas com o pai dele passaram do limite e o vilão de Josh Lucas fica até ridículo). Dava para cortar pelo menos um quarto das mais de duas horas do filme (um exagero!). A Sarah e duas amigas que foram conosco adoraram; meus pais se decepcionaram. Eu, não muito, mas não posso dizer que tenha gostado grande coisa, exceto, como disse, do drama vivido pelo personagem de Bruce Banner, que tem bom coração e boas intenções, mas que não consegue controlar o que carrega dentro de si.

PS: vendo as trincas no asfalto da cidade de São Francisco provocadas pelo Hulk do filme, pergunto-me: será que as trincas no asfalto de São Paulo também não seriam provocadas por ele e acusamos injustamente a Prefeitura?

Procurando Nemo (Finding Nemo)

Procurando Nemo (Finding Nemo), desenho animado de aventura e comédia da parceria Disney-Pixar, dirigida e roteirizada por Andrew Stanton. C

Enredo: Marlin e sua esposa são dois pequenos peixes-palhaço apaixonados que vivem na costa dos EUA; ela dá a luz a mais de 400 filhotes, mas é morta, assim como toda sua cria, por uma barracuda. Quer dizer, toda cria, não – um filhote sobrevive: é Nemo, que tem um pequeno defeito, uma nadadeira menor que a outra. Por isto, e por ser o único sobrevivente, o pai passa a lhe dar uma superproteção. No primeiro dia de escola, Marlin acompanha o filho e lhe enche de recomendações; mas Nemo percebe que os outros coleguinhas são mais independentes que ele e resolve segui-los, desafiando as instruções do pai. Nemo acaba caindo na rede de um mergulhador e, daí, no seu aquário, em seu consultório de dentista, em Sydney, na Austrália, do “outro lado do mundo”. Aí começa a aventura de Marlin para recuperar o filho; para isto, ele contará com a ajuda de diversos peixes e aves, que, sabendo do seu drama, vão espalhando a notícia. A maior ajuda vem de Dory, uma “peixinha” inteligente (sabe até ler…) e dedicada à causa, mas que sofre de perda da memória recente. E, enquanto isto, os companheiros de aquário de Nemo procuram ajudá-lo a fugir, tentando aproveitar para fugir juntos e escapar da visita semanal da odiosa sobrinha do dentista.

Avaliação: A Pixar “deu uma dentro” mesmo, num filme para crianças que, creio, vai agradar mais ainda aos adultos; o filme é muito engraçado (os pelicanos, as tartarugas, a lula que literalmente se borra, a figura caricata da terrível sobrinha do dentista; a peixinha Dory, então, está demais – e a dublagem dela ficou ótima) e também muito comovente.

O desenho do mar às vezes parece real e os seres humanos, exceto quando mostram seus rostos, idem – num primeiro momento, fiquei me perguntando se não seria uma mixagem de filme com desenho. Só lamentei que nossa cópia, dublada, começasse com o som baixo – ou nos acostumamos, ou melhoraram o som, sei lá (foi no Belas Artes).

A Sarah perdeu, não quis ver o filme; fui com uma amiga levar a filha de um amigo, de 5 anos. Nós, adultos, adoramos; e pensei que a pequena não fosse gostar, que fosse complexo para ela, mas ela gostou e acompanhou a estória que nós, adultos, concordamos que foi por vezes complexa (por ex, a parte dos tubarões dos “Peixólicos anônimos”, procurando largar o “péssimo vício” de comer peixes, não é para qualquer criança). E a parte da superproteção serve de mensagem para os adultos (apesar de todo o problema de Nemo começar quando desafia o pai, ele só o desafia porque o pai exagera na proteção).

Seabiscuit – Alma de Herói (Seabiscuit)

Seabiscuit – Alma de Herói (Seabiscuit), drama com toques de aventura de Gary Ross, com Tobey Maguire, Jeff Bridges, Chris Cooper, Elizabeth Banks, William H. Macy, Gary Stevens e Eddie Jones.

Enredo: Nos idos de 1910, três histórias caminham em paralelo: Charles Howard (Jeff Bridges), um mecânico que conserta bicicletas, torna-se milionário quando um acaso o leva ao conserto de automóveis e daí a um império de venda deste “aparelho”, que era, então ainda uma novidade; Red Pollard (Tobey Maguire), um rapaz culto e que carrega um talento inato para jóquei, e, por último, Tom Smith (Chris Cooper), um treinador de cavalos solitário que realmente ama os bichos e que é capaz de fazer de tudo para dar uma segunda chance mesmo aos que seriam sacrificados.

A quebra da bolsa em 1929 vai alterar a vida de todos, principalmente a de Red, que acaba tendo que optar por ser jóquei para ganhar a vida; mas, por uma besteira ou outra, acaba sempre perdendo as corridas e passa a tentar a vida como lutador de boxe amador (também sem sucesso…). Uma tragédia familiar  muda também a família de Howard e ele resolve dar a si mesmo um novo começo de vida. Será também um recomeço para um jóquei e boxeador fracassado, para um treinador de cavalos tido como estranho (mas que tem talento para descobrir talentos) e para um cavalo refugado para corridas. Com o incentivo de Marcela (Elizabeth Banks), esposa de Howard, eles formam uma equipe de azarões que terá muitas vitórias, apesar de alguns obstáculos que vão surgindo e que aparentemente são intransponíveis – mas não para eles… Na narração de “Tick-Tock” McGlaughlin (William H. Macy) estas vitória têm um sabor especial.

Avaliação: Um filme baseado em eventos reais, que fala sobre se dar uma segunda chance – e ver como isto vale a pena. É a história de um cavalo e um jóquei azarões que foram um exemplo para os americanos na década de 30, eles que estavam tão carentes de um incentivo após o “crack” da Bolsa em 1929. É também a história de gente honesta e de bom coração, batalhadora e persistente – o exemplo que gostaríamos que qualquer um seguisse. Vencendo obstáculos físicos e psicológicos, o trio central do filme dá uma lição de vida. Gary Stevens faz o papel de George Woolf, que, apesar de competir contra Red Pollard nas corridas, mas que mostra ser um amigo de valor extremo. E William Macy dá um show interpretando um engraçado narrador das corridas do jóquei. A Sarah achou excelente, ainda mais porque adora cavalos e corridas de cavalos. Eu gostei muito, pois, apesar de longo (2h10), prende a atenção, e, apesar de sabermos sobre a história de sucessos, ela não se limita apenas a isto e empolga bastante.

Obs: mal entrou e já saiu de cartaz.

Tudo por Uma Esmeralda (Romancing the Stone)

Tudo por Uma Esmeralda (Romancing the Stone), comédia de aventura e ação de Robert Zemeckis, produzida e estrelada por Michael Douglas, com Kathleen Turner, Danny DeVito, Manuel Ojeda,  Zack Norman e ponta de Mary Ellen Trainor.

Enredo: Joan Wilder (Turner), famosa escritura de romances de aventura “água-com-açúcar” tem que ir atrás da irmã Elaine (Trainor), refém dos criminosos Ira (Norman) e Ralph (DeVito) na Colômbia; eles querem um mapa que o marido da irmã deixou antes de ser cruelmente assassinado. Mal chegando no país, a pobre Joan é quase seqüestrada por Zolo (Ojeda), um mLilitar corrupto e vilão rival dos outros. Salva involuntariamente pelo aventureiro Jack T. Colton (Douglas), ela o colocará, também involuntariamente, em inúmeras encrencas, mas quem disse que ele recusaria ajudar uma bela mulher, ainda mais quando descobre que ela tem um mapa do tesouro? E lá vão eles, enfrentando a desastrada dupla Ira e Ralph e policiais e militares corruptos (estereótipos latino-americanos? É, hoje em dia, isto não pegaria bem…)

Avaliação: Passatempo de aventura e ação digno de Zemeckis, para assistir e relaxar, com algumas boas tiradas de humor e diversas situações engraçadas – este filme não perdeu a juventude, apesar de vinte anos passados do seu lançamento. A Sarah não quis rever este filme, pena. Pegue na locadora, assista com filhos, namorado(a), esposo(a) ou sozinho, como eu.

Os Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl)

Os Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl), aventura e ação com comédia de Gore Verbinsky, baseada na atração da Disney de mesmo nome, com Johnny Depp, Orlando Bloom, Geoffrey Rush, Keira Knightley e Jonathan Pryce.

Enredo: Quando o pirata Jack Sparrow vem roubar um navio em Port Royal, ele consegue se envolver na vida de Elizabeth (Knightley, a filha do governador (Pryce), prometida em casamento ao comodoro, o líder da Marinha local; consegue envolver-se também com Will Turner, um fabricante de espadas, único sobrevivente de uma ataque de piratas e que fora salvo pelo navio do governador quando pequeno. Sparrow salva Elizabeth de um afogamento, duela com Turner, vai para prisão aguardar seu enforcamento, mas (ufa!) escapa no meio da invasão da ilha pelos piratas de seu desafeto, o capitão Barbossa (Rush). Barbossa e os seus procuram completar a coleção de moedas que roubaram do tesouro de Cortés, para escapar da maldição que caíra sobre eles ao roubar o tesouro, e que os transformara em mortos-vivos. A ultima das moedas faltantes estivera com Turner, mas Elizabeth a pegara quando o salvaram. Mas não basta a moeda para quebrar a maldição, é necessário também o sangue de algum parente do ex-companheiro de Sparrow e de Barbossa, o grande Will Turner (pai). E lá vão Sparrow e Turner em busca de Elisabeth, que acabou “retida” no navio dos piratas, como parte do saque da ilha.

Avaliação: Talvez um pouco longo, mas uma aventura que agradou até à Sarah. Divertido, cheio de ação e com um Johnny Depp dando um show de interpretação, como um pirata cheio de trejeitos, largado e “nem um pouco aí”. Para a família toda.

Os Incríveis (The Incredibles)

Os Incríveis (The Incredibles), desenho de aventuras de Brad Bird, com versão excelentemente dublada.

Enredo: Depois de impedir um suicídio e de um salvamento que gerou muitos prejuízos à cidade, Roberto Pêra, o super-herói Sr. Incrível, tem que adotar uma identidade secreta, fornecida pelo departamento de proteção a testemunhas do governo, retirar-se de sua carreira e virar um burocrata numa cia. de seguros. Casado com  a Super-heroína Mulher-Elástica, também aposentada, eles têm três filhos, dois dos quais com superpoderes que são obrigados a esconder (a menina é tímida e, claro, tem o poder de ficar invisível; o menino do meio é extremamente veloz, mas é proibido pelo pai de ganhar competições no colégio; já o bebê, este tem o incrível poder de ser um dos mais agitados do mundo). Roberto engordou e leva uma vida de tédio, sempre ameaçado de perder o emprego, pois sempre joga a favor dos segurados. A esposa é uma dona de casa preocupada com o quadril crescente. Quando surge um convite para atuar secretamente como super-herói, Roberto Pêra vê surgir a chance de sua vida. Perde o emprego, mas passa até a ganhar dinheiro com a nova vida. Claro que despertará suspeitas em casa e vai se meter em encrencas, tendo que ser ajudado pela esposa e filhos. Mas o páreo que arrumam é duro, e nem os quatro juntos dão conta; é aí que volta outro aposentado, o Gelado. Mas, mesmo assim…

Avaliação: Mais uma “dentro” da dupla Disney-Pixar, com mais de duas horas de pura diversão para adultos e crianças. Os personagens são ótimos, a dublagem está excelente (principalmente a de Edna Moda, a estilista que fabrica as roupas dos super-heróis). A temática adulta cai como uma luva nos dramas do dia a dia de muitos – o trânsito de enlouquecer, o chefe chato, o burocrata entediado e barrigudo, a dona de casa igualmente entediada e “tanajura”. A ação é eletrizante e as cenas de humor são muito simpáticas, cativantes. Você vai se empolgar e querer ver duas vezes, assim como eu, que, desta vez, pareço ter convencido a Sarah a ir ver o filme com outro de nossos “sobrinhos”. Tenho o DVD…

Garfield, o Filme (Garfield, the Movie)

Garfield, o Filme (Garfield, the Movie), comédia de aventura de Peter Hewitt, com Breckin Meyer, Jennifer Love Hewitt e Stephen Tobolowsky, com Bill Murray fazendo a voz de Garfield

Enredo: Jon (Meyer) leva para casa um cãozinho doado pela veterinária (Hewitt) de Garfield. Como poderia ele negar isto a ela, se é apaixonando por ela desde o colégio? Mas quem disse que Garfield aceita seu novo companheiro, Odie? Ainda mais quando Odie, após ter aprendido a dançar com Garfield (que, na verdade, procurava fazer o pobre cão de bobo), ganha o prêmio de uma exposição canina. Garfield procura se livrar de Odie… E consegue. Odie acaba caindo nas mãos do inescrupuloso Dr. Feliz, apresentador de comercial de ração para cães e gatos. E lá vão, cada um por seu lado, a dupla Jon e veterinária e Garfield e seus amigos trás de Odie. Mas Garfield não está acostumado a sair de sua vizinhança, assim sua aventura estará cheia de carrocinhas e outros perigos.

Avaliação: A Sarah não gostou grande coisa, eu nem esperava muito, tive uma diversão razoável. Vale mais por mostrar as características engraçadas do Garfield das tirinhas, bem mantidas no filme: preguiçoso, amante de lasanhas, dono do seu mundo, tratando o dono como bobo.

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