Textos categorizados 'Comédia'

Se Beber, Não Case (The Hangover)

Se Beber, Não Case (The Hangover), comédia com toques de suspense de Todd Philips, 2009. C

Enredo: Um quarto destruído em um hotel em um cassino de Las Vegas, um dente perdido, uma stripper (Heather Graham), um tigre no quarto, uma sova de Mike Tyson, um colchão voador, um carro de polícia roubado, um bebê, uma pulseira de hospital e um chinês enfezado e seus capangas. Um casamento perdido. Quando o futuro sogrão (Jeffrey Tambor) mandou Doug (Justin Bartha) levar sua Mercedes superestimada e divertir-se à vontade em sua despedida de solteiro (afinal, ninguém tem que se lembrar do que fez numa despedida de solteiro em Las Vegas), não imaginava a onda de destruição em que o dentista certinho Stu (Ed Helms), o professor desleixado Phil (Bradley Cooper) e seu filho desmiolado (Zach Galifianakis) iriam envolver o pobre Doug, que, para complicar, desaparece às vésperas do casamento. Através das pistas deixadas no quarto de hotel, os amigos do noivo, ainda de ressaca, vão reconstituir a trilha do desaparecido, para tentar recuperá-lo a tempo de levá-lo ao casamento.

Avaliação: Depois de ajudar na criação da estória em Borat, Todd Philips continua mostrando seu talento nesta comédia radical, politicamente não muito correta, mas engraçada demais… Quando vi o trailer com a Sarah, não nos animamos. Mas, como “Os Normais 2″ não estivesse passando no horário desejado, acabamos vendo este mesmo, com os amigos Davi e Ruth. Toda a platéia mostrava estar se divertindo, as loucuras são de arrasar e o quebra-cabeças vai sendo montado aos poucos, de maneira muito divertida. O Davi gostou, a Sarah, Ruth e eu adoramos. Ótima pedida, já estou até aguardando a seqüência do filme, que já está a caminho.

Brüno (Brüno)

Brüno (Brüno), comédia adulta e escrachada de Larry Charles, 2009.

Enredo: Neste filme da Üniversal Stüdios, O über modelo Brüno comete üma gafe monümental em desfile em süa Viena natal e assim, afünda definitivamente a carreira, o qüe inclüi a perda de üm programa qüe condüzia.. Para piorar, é abandonado por todos, inclüsive, namorado (Clifford Bañagale) Apenas o assistente (Güstaf Hammarsten) de seü assistente, cüjo nome Brüno ignora, mantém-se ao seü lado. É aí qüe o über modelo resolve tentar nova carreira nos Estados Ünidos, tal qüal, seü antecessor Schwarzenegger, “oütro gay qüe fez carreira nos EÜA”, segündo ele. Brüno fracassa no papel de ator; na apresentação de seü próprio show. Diante disto, arrisca a fama tentando pôr fim ao secülar conflito entre israelenses e palestinos obviamente, sem êxito (apesar de até compor üma música pela paz). Por fim, concebe qüe só fará sücesso se “converter-se” ao heterossexüalismo – üma tarefa impossível, à qüal se dedicam com afinco pastores, Güarda Nacional, caçadores, lütadores de vale-tüdo… Brüno deixa seüs interlocütores invariavelmente desconcertados – e não há como saber qüais diálogos são combinados oü não…

Avaliação: A Sarah abominou o filme, só riu um pouco num momento no final. Minha mãe e eu achamos médio – não há mesmo como comparar a Borat. No dia seguinte, minha mãe ainda refletiu.. e achou que o filme não foi mesmo ruim, mas, com certeza, foi o mais pesado (chulo) que já viu. Para mim, o filme perdeu muito pique a partir do momento em que Brüno procurou “converter-se” ao heterossexualismo. Tinha gente se contorcendo de rir no cinema, mas vi gente impassível. Deu para rir um pouco, mas as piadas são chulas e/ou politicamente incorretíssimas. Não são poupados o casal Angelina Jolie e Brad Pitt, Bono, Sting, o cantor Snoop Dogg, gays, judeus, palestinos, muçulmanos, israelenses, caçadores, a Guarda Nacional, pastores protestantes, a Igreja, negros, africanos, fãs de luta-livre, o mundo da moda, programas de auditório, casais que praticam swing… Sobrou alguém?

Marido por Acaso (The Accidental Husband)

Marido por Acaso (The Accidental Husband), comédia romântica de Griffin Dunne, 2008.

Enredo: O programa de rádio da Dra. Emma Lloyd (Uma Thurman) é um sucesso. Seus conselhos amorosos são levados a sério pelas ouvintes, inclusive por Sofia (Justina Machado), que acaba convencida a desfazer o noivado às vésperas do casamento. O noivo é o bombeiro Patrick Sullivan (Jeffrey Dean Morgan) – que, por acaso, ouve o programa e recebe a notícia no ar… Mas ele não deixa por menos e resolve vingar-se. Para tanto, conta com a ajuda de um amigo perito em informática e adultera os registros públicos, onde passa a constar como marido de Emma. Às vésperas do seu próprio casamento, Emma tem que descobrir quem é seu “marido” e obter sua assinatura nos papéis da anulação do casamento, que atribui a um equívoco. Patrick encontra sua oportunidade e vai intrometer-se na prova do bolo do casamento, no lançamento de seu livro e… na vida romântica doutora. Enquanto isto, o verdadeiro noivo e editor (Colin Firth) vai ficar em segundo plano.

Avaliação: Idéia interessante, filme nem tanto. Como eu temia pelo trailer, trata-se de um grande clichê, com final ruim. Fiquei olhando o relógio e o filme só tem 90 minutos. Se não eu, pelo menos minha mãe e a Sarah acharam razoável…

Era do Gelo 3 (Ice Age 3 – Dawn of the Dinosaurs)

Era do Gelo 3 (Ice Age 3 – Dawn of the Dinosaurs), desenho animado cômico e de aventura de Carlos Saldanha, 2009.

Enredo: O casal de mamutes Ellie e Manny vai ter um filho. O tigre-de-dente-de-sabre Diego está sentindo-se cada vez mais deslocado e resolve afastar-se por entender que não fará parte da família. Manny considera que o amigo o está abandonando, mas Ellie acha que é tudo questão de uma boa conversa – que não surte efeito… Já o bicho-preguiça Sid, tonto como sempre, não se dá conta da nova situação e inicialmente acha que nada vai mudar. Quando se convence de que não será parte integrante da nova família, sai à procura de uma que possa chamar de sua e acha três ovos de tiranossauro em meio à Era do Gelo. Ele os adota, mas mamãe tiranossauro está à procura dos ovos – e não vai querer saber de dividir a maternidade… É assim que Sid entra numa encrenca no mundo perdido dos dinossauros – bom, ele pediu por isto… E, claro, Manny, Ellie e Diego, apesar de todos os riscos, correm para ajudar o amigo, desta vez com o valioso apoio da doninha Buck, uma espécie de Tarzan local. Enquanto isto… Enquanto isto… O esquilo Scrat encontra uma simpática esquila, mas não sabe se vai atrás dela ou se disputa a famosa avelã… Rola um romance?

Avaliação: Fomos em quatro. Ana Paula, Sergio e Ana acharam médio, o Sérgio, em particular, achou – com razão, a meu ver – que este filme ficou com enredo mais voltado para crianças do que os anteriores. E o que eu gosto nestes desenhos animados é que eles normalmente divertem adultos e crianças. Há cenas divertidíssimas, como as do esquilo Scrat (sempre ele) e sua “namorada”, a “saga” de Sid desajeitadamente cuidando dos ovos, a bagunça no “quarto de brinquedos” da futura cria elefante e o novo personagem, a doninha Buck (bem dublada no original por Simon Pegg); mas, ao fim do filme, percebi que tinha me divertido em momentos esparsos e ficado cansado em diversos outros. Encaixaram mais clima de aventuras do que “sacadas” curtas e engraçadas. É bom, mas… parece que foi feito visando os efeitos em 3D, o que pode ter comprometido o enredo em si.

Drácula, Morto Mas Feliz (Drácula: Dead and Loving It)

Drácula, Morto Mas Feliz (Drácula: Dead and Loving It), comédia de horror de Mel Brooks, 1995.

Enredo: O tabelião Renfield (Peter MacNicol) leva uma escritura para que o Conde Drácula (Leslie Nielsen) assine e se torne proprietário de uma abadia inglesa. Os dois voltam à Inglaterra, mas Renfield já está escravizado pelo olhar do Conde, cujo plano é arregimentar para seu exército de vampiros as donzelas da propriedade vizinha de sua nova aquisição. Mas um incidente com o navio que leva o conde em seu caixão o deixa sem seu criado Renfield, que é internado como louco no asilo do Sr. Seward (Harvey Korman)… que, coincidentemente, é vizinho da nova propriedade de Drácula. Sua primeira vítima é Lucy Westenra (Lysette Anthony), amiga da família Seward. Depois de algumas desastradas tentativas, para as quais depende de conseguir libertar Renfield, o charmoso Drácula consegue transformá-la em vampira. A próxima será Mina (Amy Yasbeck), a filha do Dr. Seward – mas, desta vez, o Dr. Seward e seu futuro genro (Steven Weber) passaram a crer nas teorias do Prof. Van Helsing (Mel Brooks) de que Drácula seja um vampiro e vão lidar com o conde convenientemente.

Avaliação: Que me lembre, é exatamente a estória que vi no “Drácula” de Coppola, com Gary Oldman; imagino que Mel Brooks tenha se mantido fiel ao original. Bem, quase fiel, já que aqui transforma o terror em escrachada comédia. Assisti no cinema e não me lembrava se gostara. Mas confirmei um “sim” com louvor ao vê-lo na TV a cabo em 2009. Leslie Nielsen está ótimo como o desastrado vampiro e seu duelo com o Prof. Van Helsing (Brooks) sobre quem tem a última palavra é uma piada gostosa que vai da metade até o último minuto do filme, um duelo entre dois ótimos comediantes (se bem que, mais para frente, Nielsen “cometeu” alguns filmes bem fracos). Cenas memoráveis: o engraçadíssimo cabelo do conde, a sombra com vida própria, o vampiro dançando no espelho, as tentativas de invasão dos quartos das donzelas, a tentativa atrapalhada de hipnotizar uma de suas vítimas (dez!), a aula inaugural de autopsia do Prof. Van Helsing (dez!), o Prof. Van Helsing ensinando o personagem de Steven Weber a matar um vampiro (dez!). Claro que revi sozinho, porque não é o estilo da Sarah…

A Proposta (The Proposal)

A Proposta (The Proposal), comédia romântica de Anne Fletcher, 2009. C

Enredo: A editora Margaret Tate (Sandra Bullock) é uma megera; quando passa pelos corredores do escritório, seus funcionários escondem-se, fingem que estão compenetrados no trabalho, falam mal dela pelas costas. Entre eles, Andrew Paxton (Ryan Reynolds), o assistente-capacho de Margaret. Seu sonho é que a chefe leia um roteiro, goste e publique seu livro. Mas a bomba chega no dia em Margaret recebe a notícia de que uma viagem que fizera desrespeitara as normas para candidatos à imigração – ou seja, ela será deportada dos EUA. “Mas eu sou canadense”, rebate ela, como se isto pudesse livrá-la do infortúnio. Para proteger seu trabalho – que é o que mais preza – ela é rápida no raciocínio: Andrew é “voluntariamente” arregimentado para um casamento de fachada e, assim, livrá-la da deportação. Por outro lado… Esta é a chance dele devolver as humilhações, galgar posições e ver seu livro publicado. Bom, isto tudo se o encarregado do processo (Denis O’Hare) permitir, pois ele é meticuloso e qualquer falha na história combinada pelo casal configuraria crime … E também se a esnobe Margaret e seus saltos altos agulha sobreviverem ao fim de semana na casa dos pais de Andrew (Mary Steenburgen e Craig T. Nelson), na remota Sitka, no Alasca. E à pressão do pai de Andrew, que desconfia deste casamento, já que o filho sempre falava mal da patroa. E à presença da bela e antiga amada de Andrew (Malin Akerman). Será que vale a pena, Margaret? Ou seria melhor fazer as malas e partir para o Canadá?

Avaliação: Filmaço cômico como há tempos não víamos, de rir do começo ao fim com as peripécias do casal para fingir que se amam – Sandra Bullock e Ryan Reynolds “casam” muito bem. Cenas antológicas: a da águia caçadora de cachorros, Margaret Tate (Bullock) lembrando seus tempos de discoteca, o encontrão dos dois no quarto, as múltiplas habilidades do cantor-stripper-galanteador-funcionário do correio Ramone (Oscar Nuñez) e, claro, a vovó vivida por Betty White…

Ah, a Nancy, Danon e Tetê também viram o filme e o adoraram, acharam sensacional. Como disse o Danon, “Sandra Bullock, magnetizante e vovozinha, SENSACIONAL. Demos gargalhadas como há tempos não fazíamos num filme.”

PS: Minha mãe (que não é fã de comédias do gênero!) e meu irmão adoraram.

Noivas em Guerra (Brides War)

Noivas em Guerra (Brides War), comédia com toque romântico de Gary Winick, 2009.

Enredo: Liv (Kate Hudson) e Emma (Anne Hathaway) são melhores amigas desde a infância. Depois de irem a um casamento em junho no Plaza, elas sabem que se casarão neste mês e local. E, finalmente, ambas são pedidas em casamento! Contratam a melhor organizadora de festas, Marion St. Claire (Candice Bergen) para fazer suas recepções no Plaza, com poucas semanas de diferença, ambas em junho, como sempre sonharam. Mas um erro da secretária de Marion coloca as duas na mesma data – e não sobraram mais datas disponíveis em junho… A não ser que uma delas queira casar dali a três anos… Como nenhuma das duas quer ceder, começa um duelo, onde revelam o quão perversas podem ser; a idéia é sabotar uma a outra – fazê-la engordar, estragar o cabelo, a pele, espalhar mentiras. Ou isto ou terão que casar no mesmo dia, dividir os convidados e deixar de ser uma madrinha da outra… Se bem que, depois disto tudo, será que elas ainda admitiriam serem madrinhas?

Avaliação: Outro que hesitamos em ver na telona e acabei vendo em DVD, sem grandes perdas. Tem cenas memoráveis, como as de Emma (Hathaway) e seu noivo treinando piruetas na aula de dança de salão ou as de Emma e Liv (Hudson) no palco Clube das Mulheres (Anne Hathaway arrasa na dança sensual e na comédia); e claro, alguns golpes engraçados que uma aplica na outra. Mas dava para condensar isto num trailer e pronto.

De Repente É Amor (A Lot Like Love)

De Repente É Amor (A Lot Like Love), comédia romântica de Nigel Cole, 2005.

Enredo: Oliver (Ashton Kutcher) está entrando no aeroporto quando vê Emily (Amanda Peet) discutindo com o namorado. No embarque, ele a revê na fila e a encara, mas ela retribui seu olhar como que o “despachando”… Durante o vôo, quando ele vai para o banheiro, ela o segue e o “ataca impiedosamente”. Ele fica seduzido, no entanto, para ela, foi apenas um flerte. Pouco depois, se reencontram na rua e, conversa vai, conversa vem, vão para um bar, onde Oliver garante que, em seis anos, estará morando sozinho e tocando uma empresa de sucesso. Ao longo dos anos, eles vão se reencontrar, perceber que se gostam, mas sempre terão algum obstáculo: ora um estará envolvido com outra pessoa, ora o outro; ou será a carreira que os levará para longe. Até que…

Avaliação: Parece uma receita comum de Hollywood? Mas é mesmo… Não chega a ser ruim, mas não tem nada de novo, ainda bem que não o vi em sua (creio que) fugaz passagem pelo cinema, foi em DVD mesmo. Hollywood, vê se muda o esquema!

Ele Não Está Tão A Fim de Você (He Is Not So Into You)

Ele Não Está Tão A Fim de Você (He Is Not So Into You), “comé-drama” romântico de Ken Kwapis.

Enredo: Desde pequena, Gigi (Ginnifer Goodwin) aprendeu que receber sinais de “despacho” de um garoto é sinal de que ele está, sim, a fim dela, mas não sabe se expressar. E ela cresce interpretando – errada e erraticamente – os sinais dos homens; fica ansiosa por um telefonema do sujeito com quem saiu uma noite e com quem nem trocou um beijo; força a barra telefonando, e assim vai. Mas ela não aprende… Até que começa a receber os toques de um amigo (Justin Long) de um dos sujeitos que conheceu. Os conselhos vão contra tudo o que ela supunha saber… Enquanto isto, um casal (Ben Affleck e Jennifer Aniston) está para separar já que, depois de sete anos, ele ainda não quer casar com ela. Outro casal (Jennifer Connelly e Bradley Cooper) entra em crise porque ele está começando a ceder aos encantos de uma garota que encontrou por acaso (Scarlett Johansson); outra garota (Drew Barrymore) sente-se realizada quando consegue marcar um encontro – virtual…

Avaliação: Eu não estou tão a fim de falar deste filme… Decepcionou. Vê-lo na telona não mudaria nada. Atores de peso em papéis importantes e secundários não ajudam, tampouco a boa trilha sonora, que inclui desde hits legais do The Association até do Keane. Os únicos momentos cômicos são os iniciais, com depoimentos de mulheres pelo mundo todo, o de Drew Barrymore pegando seus recados telefônicos (mesma cena do trailer cinematográfico que me atraiu para o filme) e Jennifer Aniston entrando no casamento da irmã (cômica, mas triste, ao mesmo tempo). Pronto, acabou.

Nunca é Tarde para Amar (I Could Never Be Your Woman)

Nunca é Tarde para Amar (I Could Never Be Your Woman), comédia romântica de Amy Heckerling, 2005.

Enredo: A Mãe Natureza (Tracey Ullman) está constantemente tentando fazer Rosie (Michelle Pfeiffer) perceber que, por já ter passado dos 40 anos, não deve ficar procurando namorados de 20. Mas Rosie, linda e bem conservada, divorciou-se e acha que tem direito a refazer sua vida com quem bem entender. E ela segue seus preceitos, apaixonando-se pelo simpático ator (Paul Rudd) que acaba de contratar para a série de TV que produz. Correspondida, seu obstáculo será a sua secretária, a “duas-caras” Jeannie (Sarah Alexander), que fará de tudo para fazer Rosie crer que está sendo traída (obs.: não entendi se porque a própria Jeannie gosta do rapaz ou se por inveja, o que não muda nada…). Rosie tem outras questões a administrar: sua filha chegou à adolescência e apaixonou-se pela primeira vez e seu seriado de TV terá que melhorar para manter a audiência do público jovem.

Avaliação: A linda Michelle Pfeiffer não salva o filme – só algumas cenas com Paul Rudd são engraçadas (ele engraçado, movimenta-se bem, parece bem à vontade). Há comédias adolescentes que me agradam muito, mas esta não deu certo; talvez somente com o público adolescente…

Fala Greta Garbo (Talks Greta Garbo)

Fala Greta Garbo (Talks Greta Garbo), comédia dramática de Sidney Lumet.

Enredo: Gilbert (Ron Silver) encontra-se em um delicado momento de sua vida. Sua querida mãe (Anne Bancroft) sofre de uma doença terminal e tem pouco tempo de vida. Seu último desejo não poderia ser mais difícil de alcançar: conhecer Greta Garbo, atriz cujos filmes permearam sua vida e por quem nutre uma admiração sem igual. Cabe a Gilbert buscar realizar este sonho quase impossível.  Não bastassem as dificuldades naturais da empreitada, Gilbert não dispõe de recursos financeiros e não conta sequer com a colaboração de sua esposa para as loucuras exigidas para tanto. Esta caminhada mudará por completo a vida e o modo de ser de Gilbert, que contará com a ajuda de personagens improváveis (um “paparazzo” aposentado, um simpático “gay” assumido, uma atriz iniciante) e acumulará empregos para se aproximar de Garbo. Ah… Se ele consegue realizar o sonho da mãe? Isto não conto, vale a pena conferir!

Avaliação: Os momentos finais da mãe de Gilbert sensibilizam e, surpreendentemente, não têm nada de “piegas”. Um drama sem apelação, que emociona, cativa e ensina. A cena final é imperdível, um filme delicioso!

Recomendo. Filme sem grandes pretensões, mas que traz grandes lições, a começar pela conduta de Gilbert, que se propõe a uma busca improvável, que a maioria sequer pensaria em iniciar.

Obs: esta resenha é uma contribuição da minha querida Sarah…

Ratatouille (Ratatouille)

Ratatouille (Ratatouille), desenho animado cômico de Brad Bird e Jan Pinkava.

Enredo: O rato Remy tem alguns talentos especiais: seu paladar é refinado, seu faro é extremamente aguçado (daí ser encarregado pelo pai para verificar se as comidas não estão envenenadas) e consegue ler e entender o que os humanos dizem. Resolvido a aprender todos os truques e receitas do famoso Chef Gusteau, passa a “freqüentar” a casa de uma senhorinha para ler o livro de receitas e ver o programa de televisão do chef, que, para sua decepção, perdeu uma estrela no mais prestigiado guia gastronômico e morreu de desgosto (e sua morte provocou a perda de mais uma estrela…). Acasos daqui e dali, Remy perde-se dos companheiros e é “guiado” pelo que julga ser o espírito do chef Gusteau. Acaba por cair no restaurante do falecido, agora dominado pelo tirânico chef Skinner, que está mais preocupado em vender sua linha de enlatados. Enquanto isto, o recém-contratado responsável pela limpeza da cozinha, Linguini, está tentando fazer dar certo algumas receitas para, quem sabe, poder tornar-se cozinheiro. Espectador ultrajado com a “mão errada” de Linguini, Remy põe-se a ajudá-lo. Pronto! Após alguns desacertos iniciais, Remy e Linguini farão uma dupla perfeita, para descrença total do chef, cujas obsessões passam a ser provar que viu um rato pela cozinha (e pior, conversando com Linguini) e impedir que Linguini descubra ser o filho e herdeiro de Gusteau (que morrera sem saber que era pai). Pode esquecer, o tolo Linguini tem um assistente muito esperto…

Avaliação: Assim como Homem de Ferro, um que hesitei em ver no cinema e que deixei passar (a Sarah não foi atraída pela estória e preferiu não ver também o DVD). Mas perdi uma comédia bem legal. Os primeiros 15-30 minutos, com a descoberta dos talentos de Remy, seus diálogos com o pai e com o irmão e a fuga para não levar um tiro da senhorinha são muito engraçadas; depois, o filme fica um pouco mais “sério”. Mas sempre com boas sacadas, como o hábito de Remy de não andar de quatro, hábito que reprova nos outros ratos, afinal, como podem usar as mesmas patas para andar e comer, estragando o gosto especial dos alimentos? Ou Remy e Linguini treinando diversos comandos através de puxões de cabelo para que Remy passe as instruções de cozinha para o desastrado aprendiz de cozinheiro. Ou os ratos tendo que tomar banho e lavar as mãos para ajudar Remy na cozinha… Ou a visita do inspetor da vigilância sanitária, ou… Chega, assistam e riam. E curtam a qualidade da textura dos desenhos – a água do canal parece verdadeira, assim como muitas cenas de prédios e as que mostram apenas os sapatos das pessoas. Mais uma feliz recomendação dos amigos Carlinhos e Gisele.

Doce Trapaça (Heartbreakers)

Doce Trapaça (Heartbreakers), comédia de David Mirkin.

Enredo: Mãe (Sigourney Weaver) e filha (Jennifer Love Hewitt) formam uma dupla de golpistas de primeira: mamãe se casa com um trouxa, filhinha o seduz, mamãe o flagra, o divórcio é inevitável, tal qual a fortuna que resulta da separação. Assim, elas somem… Isto até a próxima vítima:  um sujeito meio violento (Ray Liotta) que, apaixonado por mamãe, resolve descobrir seu paradeiro e pedir que ela volte (Que amor! Mesmo tendo sido rapinado…). Só que a dupla agora está atrás de um milionário doente de tanto fumar (Gene Hackman). Problemas: a nova vítima não está tão a fim de mamãe e a filha resolveu criar seus próprios golpes. Problema maior: o obsessivo ex acaba de encontrar a dupla. Problema maior ainda: o milionário cedeu, mas morreu ao lado da golpista. É muito problema para administrar.

Avaliação: A Sarah não quis rever esta obra-prima do humor. Pena, pois perdeu a chance de relembrar o talento humorístico de Sigourney Weaver (ela “conversando” em russo com um garçom e cantando Back in USSR – é para ver e rever). E também os desastres de Hewitt tentando escapar do personagem de Jason Lee, que seduziu por engano… Bom, aí é que surge um toque de romance para o filme. Simplesmente ótimo.

Quatro Amigas e Um Jeans Viajante 2 (The Sisterhood of the Traveling Pants 2)

Quatro Amigas e Um Jeans Viajante 2 (The Sisterhood of the Traveling Pants 2), drama romântico de Sanna Hamri, 2008.

Enredo: Seqüência de um filme de 2005 sobre quatro amigas do colégio que fazem uma promessa: fazer circular um velho jeans que cai bem em todas, sempre na mesma seqüência. Ele servirá para que mantenham a conexão, mesmo quando distantes (além de ser usado também como amuleto para que realizem seus desejos…). Entrando na faculdade, cada uma segue seu rumo, mas o jeans ainda circula, se bem que, de vez em quando, uma ou outra perde o contato, deixando o “jeans viajante” temporariamente perdido até a retomada do ciclo…  Tibby (Amber Tamblyn) quer se tornar roteirista, mas não consegue sequer terminar seu primeiro roteiro e trabalha, com muita má vontade, numa locadora de DVDs. A suspeita de gravidez de seu relacionamento com Brian (Leonardo Nam) é motivo para Libby romper mais um namoro e não se envolver… O namoro de Lena (Alexis Bledel) e Kostas (Michael Rady) tinha acabado, mas, quando se revêem numa visita dela aos avós na Grécia, percebem que continuam muito apaixonados, embora não admitam, já que ele está casado. Pouco a pouco, porém, a tímida Lena começa a descobrir uma nova paixão no modelo (Jesse Williams) que posa nas aulas de pintura. Ao descobrir que as amigas estarão longe, Carmen (America Ferrera) aproveita o convite da colega de teatro Julia (Rachel Nichols) e muda-se com ela para Nova Iorque, onde estarão imersas no vibrante mundo do teatro. Mas sua baixa autoestima a fará continuar atuando nos bastidores do teatro – até que, incentivada pelo colega Ian (Tom Wisdom), faz um teste para uma peça e toma o lugar que já estava certo para a amiga Julia (ihhhhh). Pior ainda para Julia, Ian está começando a gostar da cheinha e estabanada Carmem, que não sabe como corresponder ao pretendente.  Além da tensão com Julia, Carmem vai sofrer por ter que acompanhar a gravidez e o parto da mãe (Rachel Ticotin) à distância. Bridget (Blake Lively) brigou com o pai depois que descobriu que ele ocultara as cartas que a avó (Blythe Danner) lhe escrevera após a morte da mãe (mais tarde ela até vai entender o porquê). Seu afastamento emocional do pai agora é também físico, pois ela foi estudar arqueologia na Turquia. Apesar de estar adorando a oportunidade e os colegas, uma conversa com a sua tutora a faz perceber onde ela realmente gostaria de estar.

Avaliação: Durante a primeira meia hora do filme (são duas horas) eu pensei em desistir no meio. Imaginei ser um filme voltado para adolescentes do sexo feminino, etc. Mas, que surpresa! O filme é lindo, empolgante, tem uma “senhora” estória. Os dramas de cada uma servem para mostrar o valor da amizade (apesar da distância e das reclamações pela falta de contato ou de atenção, na “hora do vamos ver”, elas estão sempre lá para se ajudarem) e a falta de valor de certas amizades (como o de Julia, que, inveja Carmem e a brinda com falsidade e rasteiras). De minha parte, achei mais bonito o drama de Bridget, que afastada da avó pelo pai, altera os rumos de sua vida para procurar a avó e acaba por entender o trauma pelo qual passara a família O tipo de filme que deixa as emoções à flor da pele. De quebra, algumas paisagens de Santorini, na Grécia. Este filmaço sobre amizades, valores e escolhas, do qual acho que nunca ouvira falar, foi dica da Stephanie – obrigado, Teté. Sarah, assista!

Treinando com Papai (The Game Plan)

Treinando com Papai (The Game Plan), comédia-família de Andy Fickman.

Enredo: Era uma vez um fútil jogador de futebol americano, Joe Kingman (Dwayne “The Rock” Johnson), que não vivia sem a riqueza, a fama e as mulheres. Até que surgiu a filha (Madison Pettis), gerada num fugaz momento, às vésperas da separação de Joe. Papai não sabia da gravidez de mamãe, mamãe estava viajando num lugar inalcançável e a pequena Peyton estava lá enquanto mamãe viajava… Adeus festas, garotas e anúncios milionários de comidas nada saudáveis… Seria o fim do mundo ou o astro poderia se acostumar com a idéia? Melhor se acostumar, pois um teste de paternidade seria um escândalo inimaginável…

Avaliação: Comecei vendo o DVD e pensando “vou dar uma chance, mas deve ser mais um daqueles filmes sem graça, alguém tentando imitar – e mal – Um Tira no Jardim da Infância (o do Schwarzenneger)”. O filme começa mesmo sem graça, mas vai ganhando charme e mostra-se um simpático filme para toda a família. Dwayne Johnson realmente é uma revelação cômica alguns tipos são muito bem feitos, como o jogador grandão-com-cara-de-bravo-mas-coração-mole (Jamal Duff) e o jogador sem cérebro (Hayes McArthur). Claro, tem o tipo inescrupuloso de sempre (no caso, a agente do jogador, interpretada por Kyra Sedgwick) e a professora de balé (Roselyn Sanchez) que critica, mas ajuda o pai sem experiência. Detalhe mais legal? A comparação, cena a cena, entre o delicado alongamento de balé e o do futebol americano. Pois é, o inesperado é que há semelhanças.

Don Juan de Marco (Don Juan de Marco)

Don Juan de Marco (Don Juan de Marco), drama romântico de Jeremy Leven. D

Enredo: Um quase suicida (Johnny Depp) vai parar nas mãos de um psiquiatra (Marlon Brando), que se propõe a curá-lo da síndrome de Don Juan (ele acredita ser um Don Juan vestido de Zorro…). Será que esta síndrome pode ser considerada loucura? Através da história de seu passado talvez “Don Juan” consiga provar ao psiquiatra que não e, de quebra, contribuir para dar vida nova ao casamento do médico.

Avaliação: Lá se vão quinze anos deste esdrúxulo filme (1994). Saí no meio, era muito ruim. Poupo-me de mais comentários…

O Melhor Amigo da Noiva (Made of Honor)

O Melhor Amigo da Noiva (Made of Honor), comédia romântica de Paul Weiland.

Enredo: Tom (Patrick Dempsey) já “traçou” todas no andar de calouras de sua faculdade. Só poupou Hannah (Michele Monaghan), que, sabedora de sua fama, recusou a investida. E é justamente por isto que se tornaram melhores amigos – tivessem “ficado”, ela teria que seguir as “regras da casa” e eles só se veriam ocasionalmente e por pouco tempo… Dez anos depois, ele começa a perceber que está apaixonado, quando o trabalho a leva a ficar algumas semanas na Escócia – eles não conseguem ficar sem se falar. Decisão tomada, ele vai declarar-se quando ela retornar. Ou, melhor, iria, porque ela volta noiva de um rico duque (Kevin McKidd). Feliz da vida e reconhecendo o valor do amigo, Hannah o designa para ser “damo-de-honra” juntamente com as três melhores amigas. Restará a Tom, com a ajuda de seus amigos, tentar cumprir a contento seu papel, enquanto procura mostrar a Hannah que está casando com o homem errado. Perdeu tempo, hein?

Avaliação: Não viu no cinema? Não tem problema, faça como eu, veja em DVD mesmo… Simpático, o filme é uma boa “sacada”, ao colocar um “damo-de-honra” para a noiva. E tem seus momentos engraçados no chá da noiva, com a atração surpresa que o incauto Tom arruma por sugestão de uma das madrinhas e, também nas cerimônias promovidas pela família do noivo em seu castelo escocês: além da fria em que Tom se mete com seu mini-kilt, os hábitos locais (que suponho serem reais) soam muito divertidos – as competições medievais, as roupas, os arranjos do cabelo da noiva, a venda do beijo da noiva no vilarejo… E foi isto o que acabou mais atraindo no filme (que vi sozinho…).

Pagando Bem, Que Mal Que Tem? (Zack and Miri Make A Porno)

Pagando Bem, Que Mal Que Tem? (Zack and Miri Make A Porno), comédia com toque romântico de Kevin Smith.

Enredo: Zack (Seth Rogen) e Miri (Elizabeth Banks) conhecem-se desde o colégio, estão sempre duros e, assim, repartem um apartamento sem nunca terem tido envolvimento algum. Água e luz cortadas, a ponto de serem despejados, eles ainda procuram manter um mínimo de aparência para o encontro de dez anos de formados da turma do colégio. Ele quer “dar uma rapidinha” com quem puder, ela quer capturar o antigo astro da turma. Zach até que se vira, depois de um ou outro fora, mas Miri descobre que tem azar, porque seu queridinho… Bom, deixa pra lá. Eles saem da festa tão perdidos quanto antes, até que Zach, inspirado num papo na festa, resolve fazer um filme pornô. Quem o financia e se torna seu “produtor” é o colega (Craig Robinson) bem (?) casado e certinho (?) do coffee shop onde trabalham. Testes daqui e dali, eles formam sua equipe de atores e cinegrafista, arrumam uma locação barata e uma idéia de roteiro engraçada e… Adeus locação, pois eles alugaram o local de um trambiqueiro… Mas tudo bem. Zach tem mais uma brilhante idéia e eles prosseguem com o plano, até que surge a hora da atuação. É só um filme, mas, na hora de Zach e Miri fazerem par, aparece aquele frio na espinha. Será que eles se gostam e nunca se deram conta disto? Eles trocariam de parceiro para atender ao roteiro do filme?

Avaliação: O filme fez certo sucesso, foi considerado uma boa surpresa, mas preferimos não vê-lo; acabei vendo sozinho (Sarah, você ia me xingar se tivesse me acompanhado…). É simpático, mas tem uma quantidade razoável de citações politicamente incorretas, muito palavrão e menção à pornografia e alguma simulação de sexo (claro que somente de gozação, mas…). Acaba soando apelativo. Não é ruim assim, Seth Rogen é bom e o filme tem alguns momentos onde se pode sorrir, mas o melhor do filme foi realmente o título em português…

A Trilha da Pantera Cor-de-Rosa (The Trail of the Pink Panther)

A Trilha da Pantera Cor-de-Rosa (The Trail of the Pink Panther), comédia criminal de Blake Edwards.

Enredo: O diamante Pantera Cor-de-Rosa foi roubado novamente. O reino de Lugash requer que o próprio Inspetor Clouseau (Peter Sellers) cuide do caso. O Inspetor-Chefe Dreyfus considera o pedido um absurdo, porque sabe que estará enviando um atrapalhado; mas ele reflete… “Quer saber, deixe que eles descubram o desastre onde estão se metendo”… Ocorre que o novo governante do país já recebeu o dinheiro pelo seguro do diamante e, pensando bem, seria melhor Clouseau não descobrir o paradeiro do diamante. E é então que, misteriosamente, o avião que leva Clouseau some sob o oceano. Cabe à repórter Marie Jouvet (Joanna Lumley) entrevistar aqueles que conheceram Clouseau: Sir Charles Litton (David Niven), sempre suspeito de ter sido o primeiro ladrão do Pantera, a esposa dele (Capucine) e que também é ex de Clouseau, o fiel mordomo e assistente Cato (Burt Kwouk), o pai do detetive (Richard Mulligan) além dos próprios companheiros de polícia, o inspetor-chefe Dreyfus (Herbert Lom) e o assistente de Clouseau, Hercule La Joy (Graham Stark). Alguns têm o que falar da sorte ou das trapalhadas de Clouseau, outros (leia-se Dreyfus) mal podem conter as risadas quando entrevistados sobre a genialidade e a bravura do desaparecido…

Avaliação: Após a morte de Peter Sellers, Blake Edwards reuniu cenas não aproveitadas e também de outros filmes da série para montar esta sexta estória do atrapalhado Clouseau. Juntou a elas entrevistas com os ex-colegas do detetive, o Fantasma (Sir David Niven, em seu último filme) e, assim, reaproveitou cenas já utilizadas. Fez uma combinação inteligente, mas que começa a perder a graça quando Clouseau some e entra a repórter. Aliás, a graça a partir deste momento reside nas lembranças de personagens como Cato (Kwouk), pois é aí que o diretor conseguiu fazer um apanhado dos melhores momentos de Sellers. Bom, a entrevista com Dreyfus, o chefe de Clouseau… A cada elogio que a repórter tece a Clouseau, o inspetor mal consegue conter as risadas (e nós também). A entrevista com o pai de Clouseau é legal porque mostra a infância também desastrada do herói. Mas legal mesmo são as cenas dos créditos, que são um apanhado dos melhores desastres perpetrados pelo detetive trapalhão.

A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa (The Revenge of the Pink Panther)

A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa (The Revenge of the Pink Panther), comédia criminal de Blake Edwards.

Enredo: Neste quinto filme da série, para não perder a lucrativa “Conexão Francesa”, um gângster francês (Robert Webber) precisa provar aos mafiosos de Nova Iorque que ainda tem poder – e a prova exigida é a morte do inspetor Clouseau (Peter Sellers), que tanto tem atrapalhado os planos dos mafiosos. Claro que o desastrado e sortudo Clouseau escapa de todos atentados – ele tem sorte até quando é assaltado… Mas todos pensam que ele morreu – e é questão de honra para os franceses que os pretensos assassinos sejam pegos. A tarefa recai sobre o (novamente) Inspetor-Chefe Dreyfus (Herbert Lom), recém-saído novamente do hospital psiquiátrico, onde estivera internado, vítima dos desastres de Clouseau. Na realidade, Dreyfus gostaria mesmo é de agradecer aos assassinos, mas vai à caça dos mesmos. A todo o momento parece encontrar o “fantasma” de Clouseau, que está sempre tentando dar a Dreyfus sinais de que está vivo. E eis que de repente o caminho de Clouseau cruza com o da ex-secretária e amante (Dyan Cannon) do mafioso, que está disposta a ajudar na sua captura…

Avaliação: Até Clouseau encontrar a secretária-amante, o filme vai muito bem. Os treinamentos-surpresa de Clouseau com seu assistente-mordomo Cato (Herbert Kwouk), a casa de Clouseau transformada em um antro do prazer pago por Cato, assim que o patrão é dado como morto, e a dupla que eles formam para capturar o mafioso são muito engraçadas. Os disfarces, trapalhadas e o sotaque (“reum” em vez de “room”, “a ‘beump’ on the head”, em vez de “bump”) são “sellerianamente” impagáveis. Os tiques e os traumas de Dreyfus, idem. Mas, a partir do momento em que Clouseau infiltra-se nos mafiosos, o filme passa a seguir uma linha tradicional demais, com explosões exageradas, perseguições-padrão, etc. Dá para assistir e estabelecer um ponto de corte tranquilamente.

A Nova Transa da Pantera Cor-de-Rosa (The Pink Panther Strikes Again)

A Nova Transa da Pantera Cor-de-Rosa (The Pink Panther Strikes Again), comédia criminal de Blake Edwards.

Enredo: Neste quarto filme da “franquia”, o inspetor-chefe Dreyfus (Herbert Lom), levado ao hospital psiquiátrico pelos desastres provocados pelo inspetor Clouseau (Peter Sellers), está prestes a receber alta quando é visitado por Clouseau, que ocupou o seu lugar. Não bastasse a dor de perder o posto para Clouseau, Dreyfus quase morre nas mãos do desastre-humano. Novamente enlouquecido, Dreyfus perde a chance de ter alta, mas consegue fugir e seqüestra um cientista para que ele monte a “Máquina do Juízo Final”, com a qual pretende destruir pedaços do mundo, a não ser que Clouseau lhe seja entregue. Não vai dar certo…

Avaliação: Desta vez, foram deixados de lado os assassinos e ladrões charmosos e, definitivamente, nada de diamante Pantera Cor-de-Rosa, cuja presença se resume ao simpático desenho de abertura. Mantidas a indispensável trilha sonora e as engraçadíssimas seqüências de luta de Clouseau com Cato (Burt Kwouk). Mas, desta vez, as asneiras de Clouseau e os danos que elas provocam (principalmente em relação ao coitado do inspetor Dreyfus) dominam o filme. E elas provam que trapalhadas podem ser repetidas e alongadas sem perder a graça, desde que bem boladas e feitas por atores de talento. Assim é que os dez primeiros minutos, com os acidentes provocados por Clouseau no hospital psiquiátrico contra o pobre Dreyfus provocam uma seqüência de risadas; idem as tentativas (novamente desastradas, é claro) de Clouseau de invadir o castelo onde está escondido Dreyfus. Afinal, como bem coloca Dreyfus, sua “Máquina do Juízo Final” parece uma pistola d’água perto das calamidades perpetradas por Clouseau.

Um Tiro no Escuro (A Shot In the Dark)

Um Tiro no Escuro (A Shot In the Dark), comédia criminal de Blake Edwards.

Enredo: Segundo filme da série de seis criada por Blake Edwards. Este filme mostra o atrapalhado inspetor Clouseau (Peter Sellers) e seu quase tão atrapalhado assistente Hercule LaJoy (Graham Stark) às voltas com um crime na mansão de Benjamin Ballot (George Sanders), onde a principal suspeita é a criada Maria Gambrelli (Elke Sommer), amante do morto.     Quanto mais mortos aparecem na casa, mais Clouseau se atrapalha. Seu chefe, o inspetor Dreyfus (Herbert Lom), acaba por tirá-lo do caso. Mas parece que alguém quer mantê-lo – afinal, um incompetente como ele pode até ajudar o criminoso…

Avaliação: Não é tão engraçado assim, nem nas cenas de sempre do criado de Clouseau, Cato (Burt Kwouk), treinando artes marciais com o patrão. Mas é neste filme que começam a aparecer os engraçados tiques do Inspetor-chefe Dreyfus, levado à loucura pelo desastrado Clouseau. E as cenas do misterioso assassino que persegue Clouseau restaurante após restaurante (sempre errando o alvo) são um clássico imitado em diversos filmes (ou este pegou carona em algum…). E, claro, além da tradicional trilha sonora da Pantera (por Henry Mancini), o sotaque de Clouseau é imbatível; invenção de Peter Sellers, que o observou num porteiro francês… Não há Clouseau como Peter Selers…

A Pantera Cor-de-Rosa (The Pink Panther)

A Pantera Cor-de-Rosa (The Pink Panther), comédia criminal com toque romântico de Blake Edwards.

Enredo: Mais um assalto onde o Fantasma (David Niven) deixou sua marca registrada, uma luva branca com sua inicial. Mais um crime, cujo culpado não será encontrado. Pouco depois, o Fantasma, ou melhor, Sir Charles Litton, está esquiando em Cortina D’Ampezzo, à espera de seu melhor golpe: o roubo do diamante Pantera Cor-de-Rosa, assim chamado por possuir uma mancha que lembra tal figura. A vítima: a princesa de Lugash (Claudia Cardinale), que está quase cedendo aos encantos de Sir Charles. Mas ele não contava com a presença fortuita do grande (grande?) inspetor Clouseau (Peter Sellers), em férias com a esposa (Capucine). Por outro lado, a esposa de Clouseau é amante do Fantasma e vai ajudá-lo – isto se o trambiqueiro e galanteador sobrinho de Sir Charles (Robert Wagner, do “Casal 20″) não atrapalhá-los…

Avaliação: O filme é bom, mas não prende tanto e não é tão engraçado. O toque deste piloto da série ainda é romântico e conta mais com o charme dos ladrões Niven e Wagner do que com o besteirol de Sellers, que ainda não tinha participação tão relevante no filme (apesar de ser listado como o principal ator). Aliás, o confuso sotaque francês de Clouseau somente ficaria realmente engraçado no segundo filme, quando também aparece Cato Fong (Burt Kwouk), seu “manservant”, mistura de treinador de artes marciais, mordomo e assistente.

Aqui já se vê o desenho da Pantera Cor-de-Rosa, mas ela não está tão malandra e o Inspetor mal aparece no desenho.

A gostosa música “Meglio Stasera”, de Henry Mancini, cantada e deliciosamente coreografada pela sensual Fran Jeffries, é a parte mais legal do filme…

Snatch, Porcos e Diamantes (Snatch)

Snatch, Porcos e Diamantes (Snatch), comédia criminal de Guy (ex-Madonna) Ritchie.

Enredo: Um diamante é roubado por Frankie Quatro-Dedos (Benicio del Toro) e Avi (Dennis Farina) não vai descansar enquanto não recuperá-lo. Mas, há mais interessados na pedra: um gângster russo (Rade Serbedzija), três ladrões pé-de-chinelo e atrapalhados com seu cachorro-barulhento-e-que-engole-tudo-que-morde e um pistoleiro profissional (Vinnie Jones) que sobrevive a todos os tiros (e dá-lhe tiros!). Quem narra a história é Turkish (Jason Statham), que recebeu este nome em homenagem à linha aérea que uma vez transportara seus pais. Ele e seu assistente Tommy (Stephen Graham) não têm nenhuma relação com o diamante, apenas se encarregam de arrumar lutadores que aceitem ser derrotados nas lutas de boxe clandestinas e com cartas marcadas de Brick Top (Alan Ford), um sádico que cria porcos para devorar os corpos dos desafetos e assim dar sumiço às provas. Mas, desta vez, Turkish e Tommy se complicam, pois o cigano irlandês que contratam (Brad Pitt) luta bem e não quer saber de perder; e, a cada vitória do cigano, Brick Top fica mais enfezado. Enquanto isto, o diamante segue uma rota insólita.

Avaliação: Na época em que passou no cinema (há nove anos, em 2000), não quis ver o filme, mas cedi e peguei na locadora, influenciado pelo meu amigo Dimas, que se divertira muito, especialmente com o sotaque cigano inventado por Brad Pitt (impagável). Trata-se de uma comédia de erros muito engraçada, que eu tive a oportunidade de rever na TV a cabo. A profusão de personagens – quase todos estranhos e com apelidos estranhos– é de deixar louco, mas aí está a graça, pois eles acabam se cruzando das maneiras mais inesperadas ao longo do filme. Bom demais, pena que a Sarah novamente não o tenha visto (bom, talvez não fosse o estilo dela…).

Eu Odeio Dia dos Namorados (I Hate Valentine’s Day)

Eu Odeio Dia dos Namorados (I Hate Valentine’s Day), comédia romântica de Nia Vardalos.

Enredo: Genevieve (Nia Vardalos, aquela do “Casamento Grego”) tem uma floricultura que faz sucesso; afinal, ela está sempre sorridente, sabe como atrair e cativar seus clientes, faz boa propaganda em todas as datas festivas e especialmente no Dia dos Namorados, quando mais vende flores. Dias dos Namorados… Ah, sim, ela tem certos traumas familiares que a fazem evitar relacionamentos que durem mais do que cinco encontros e ensina suas amigas como proceder em cada um destes cinco encontros para depois “pular fora” para não se ferirem – e apenas curtirem os bons momentos. Mas ela começa a gostar e a ser correspondida por Greg (John Corbett, parceiro de Nia também em “Casamento Grego”), que abriu um restaurante próximo da floricultura. As teorias de Genevieve parecem começar a furar consigo mesma, o que ela vai tentar evitar a todo custo. Por outro lado, ele dá mostras de ter aderido à teoria dos cinco encontros – será mesmo?

Avaliação: Minha mãe, a Sarah e eu gostamos. Eu fiquei contente, porque o trailer não me animara em nada. É alto astral, Nia Vardalos está ótima, simpaticíssima como o filme que produziu, roteirizou e dirigiu. E, como minha mãe disse, tem algumas lições. Em particular, achei alguns momentos bem bonitos, por exemplo, quando o personagem de Jay O. Sanders dá certo tom dramático ao falar da felicidade em se ter uma família. E os atores Amir Arison, Stephen Guarino e Zoe Kazan, que fazem os funcionários e a melhor amiga de Genevieve, estão muito bem.

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Confessions of a Shopaholic)

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Confessions of a Shopaholic), comédia romântica de P. J. Hogan.C

Enredo: Rebecca Bloomwood, ou Becky Bloom (Isla Fisher) trouxe um problema da infância: seus pais (John Goodman e Joan Cusack) poupavam nas compras das suas roupas e ela sentia-se mal perante as amiguinhas. Por conta disto, ao crescer, Becky virou uma maníaca por moda de alto padrão, o que a leva a compras irrefreáveis… Seus doze cartões de crédito estouram e estouram. Ela vive fugindo do cobrador de suas dívidas (Robert Stanton, “um ex-namorado que a persegue”, como alega) e experimentando maneiras de largar o vício das compras, mas nada dá certo – nem o estímulo da melhor amiga (Krysten Ritter), que a faz inscrever-se nos “viciados em compras anônimos” e ouvir programas de auto-ajuda, e tampouco o literal congelamento dos cartões são capazes de refrear sua compulsão. Seu sonho de consumo são as marcas famosas; seu sonho de carreira, a revista Alette, da poderosa Alette Naylor (Kristin Scott Thomas). A pobre jornalista não consegue realizá-lo, mas o texto de sua carta sobre uma proposta de emprego cativa o diretor (Hugh Dancy) de redação de uma revista sobre Finanças. Finanças? Ela vai ter que esconder seu vício e dívidas… para passar a dar conselhos financeiros.

Avaliação: A alma do filme é Isla Fisher (da ótima comédia romântica
Três Vezes Amor”). Davi, Ruth, Sarah, Nancy, Danon, Stephanie e Thomas adoraram o filme, algumas das mocinhas (não vamos mencionar nomes) até choraram com o par romântico de Isla Fisher e Hugh Dancy… Eu gostei bastante, apenas vacilei em alguns momentos. Os apuros pelos quais a desastrada e consumista heroína passa são muito bem bolados…

Madagascar: Escape 2 Africa (Madagascar 2)

Madagascar: Escape 2 Africa (Madagascar 2), desenho animado cômico de Eric Darnell e Tom McGrath.

Enredo: O leão Alex (voz de Ben Stiller), a zebra Marty (Chris Rock), a girafa Melman (David Schwimmer) e a hipopótamo-fêmea Gloria (Jada Pinkett Smith) pegam um vôo improvisado da “Penguin Air” e partem de Madagáscar com destino ao seu saudoso zoológico. Mas, claro, com os atrapalhados pingüins no comando, o avião cai novamente na África, mas, desta vez, na terra natal de Alex, que vai acabar reencontrando seus pais (vozes de Bernie Mac e Sherri Shepherd) e enfrentando o velho rival de seu pai, Zuba (voz de Alec Baldwin), que continua querendo assumir o lugar de leoa alfa. Gloria vai encontrar seu par romântico Moto Moto (Will i Am), o que vai deixar Melman de coração partido e Marty vai encontrar milhares de zebras como ele. Mas, como o avião era cortesia do rei Julien (voz de Sacha Baron Cohen), eles têm um companheiro de viagem do qual não conseguem se livrar. E Julien vai “dominar” o lugar… Enquanto isto, os pingüins, recrutando os macacos (…), tentam recuperar o avião.

Avaliação: Vi sozinho, em DVD… O primeiro filme foi bem melhor, mas este tem cenas boas – como todas as que envolvem os pingüins, as da velhinha ousada, que sempre dá uma surra em Alex e as do Rei Julien (na impagável voz de Sacha Baron Cohen, que lembra o burro dublado por Eddie Murphy em Shrek). As referências ao seriado “Viagem ao Fundo do Mar”, à cena do duende e de John Lithgow em “No Limite da Realidade” (“Twilight Zone”, do Spielberg e outros) e a outros filmes dão mais um toque engraçado ao desenho. E, não há como negar, a qualidade da imagem é demais, o mar parece até filmado! Mas, no geral, o filme é mediano (ainda bem que a Sarah não viu).

Sim, Senhor (Yes Man)

Sim, Senhor (Yes Man), comédia romântica de Peyton Reed.

Enredo: Carl Allen (Jim Carrey) trabalha num burocrático emprego no banco, onde vive negando empréstimos. Na vida pessoal, vive rejeitando saídas com amigos, dá desculpas furadíssimas para faltar aos compromissos, não consegue enfrentar a visão da ex, passa as noites escolhendo filmes na locadora, enfim, um s… Até que, “empurrado” por um conhecido, assiste a uma palestra de Terrence Bundley (Terence Stamp) e aprende a dizer “sim” a todas oportunidades que aparecem. Começa dando carona, emprestando celular e dando dinheiro a um mendigo… A partir de então, cada vez que diz um “não”, sobrevém algo errado– e lá vai ele desfazer o “não”. Mas ele até se dá bem: conhece uma garota legal (Zooey Deschanel), ganha uma promoção, aprende novos idiomas e passatempos. Seu “sim” não tem limites e é capaz de colocá-lo nas maiores confusões – tanto vai ajudá-lo no relacionamento com a nova amiga, como poderá destruí-lo.

Avaliação: Poupamos as mulheres, fomos só os homens… O Sérgio definiu bem: é a comédia romântica típica, com lances engraçados, romance, a ameaça do fim do romance, o ciclo de sempre. Mas não deixa de ser um bom passatempo, muito embora esperasse mais. Achei que o filme perdeu o pique em algus momentos. De qualquer jeito, Zooey Deschanel está muito simpática e as cenas como as de Terence Stamp (bom como quase sempre ele consegue ser, tanto em drama, como em comédia), e mesmo as curtas, como as da visita à fábrica de abate de frangos (eca!), as de Jim Carrey com a vendedora coreana e as do quase suicida de Luis Guzmán são dez e, se não valem o filme, proporcionam muitas risadas. E, claro, as caretas de Jim Carrey são sempre hilárias (mesmo que alguns críticos as detestem).

Marley & Eu

Marley & Eu, livro dramático, cômico e com fundo autobiográfico de John Grogan. C

O filme é ótimo – para todas as idades – e o livro, mais ainda, porque o humor e as “sacadas” irônicas e descrição de situações hilárias a que o estabanado labrador Marley submete o autor e sua família não estavam com toda sua força no filme; claro, o autor teve mais espaço no livro que no filme, e, por isto, conseguimos ler mais descrições dos locais onde morou e das peripécias do atrapalhado super-herói canino. E, também, para quem já sofreu por um bicho, é tocante demais. Parabéns ao autor e ao elenco que temperam os eventos do livro!

Uma Babá Quase Perfeita (Mrs. Doubtfire)

Uma Babá Quase Perfeita (Mrs. Doubtfire), comédia “família” com toques dramáticos de Chris Columbus. C

Enredo: Apesar de sua ex-esposa (Sally Field) ainda ter carinho por ele, depois de “pisar na bola mais uma vez” e descuidar dos filhos, Daniel Hillard (Robin Williams) perde o direito de vê-los. Inconformado, ele vê uma chance de se aproximar das crianças: assume o papel de babá. Perfeitamente travestido e com um nome inventado a partir de uma manchete de jornal, Daniel é agora Mrs. Doubtfire, uma babá de meia idade com ótima experiência. As crianças a adoram e, para o pai, é uma ótima oportunidade para manter-se próximo dos filhos e, de quebra, atrapalhar ao máximo o romance da ex com o gentil e galante namorado (Pierce Brosnan). Resta saber se Mrs. Doubtfire será descoberta…

Avaliação: Um clássico da comédia, eu o vi “apenas” duas ou três vezes. Nós dois adoramos. As seqüências do ataque de alergia de Pierce Brosnan e da babá cuidando de forno & fogão são um clássico à parte e o filme tem outras do tipo, além de um final (claro) bem “família”, para dar um toque de drama a um filme hilariante.

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