Risco Duplo (Double Jeopardy), suspense criminal de Bruce Beresford, 1999.C
Enredo: Libby (Ashley Judd) e Nick Parsons (Bruce Greenwood) formam um casal rico e feliz. Ou, pelo menos, é o que pensa Libby até se descobrir suja de sangue do marido, que sumiu no barco onde estavam e ser acusada de matá-lo para ficar com o dinheiro do seguro. Sem ter a quem recorrer, pede à amiga Angie (Annabeth Gish) que cuide do filho pequeno (Benjamin Weir). Presa, julgada e condenada, um acaso a leva a descobrir que seu marido pode estar vivo e que sua morte pode ter sido um golpe. Libby consegue a condicional e escapa do oficial responsável, Travis Lehman (Tommy Lee Jones, em mais um papel de policial “caxias”), um sujeito que está nesta função contra a vontade, por ter provocado um acidente ao dirigir bêbado. Mas é recapturada. Mesmo acreditando que ela possa estar contando a verdade a respeito do marido, Travis tem um dever a cumprir. Mas Libby não desiste e tenta nova fuga.
Avaliação: Vi com a Sarah a primeira vez e, como “Olho Por Olho” e “Prenda-me, Se For Capaz”, é um daqueles que a televisão volta e meia repete – e a Sarah volta e meia assiste. E com razão, pois é muito bom, muito esperto e prende bem. Eu mesmo já o revi uma ou duas vezes. Na primeira vez, achei meio clichê, mas é interessante ver como a heroína busca desvendar este imbróglio. Clichê ou não, o filme prende.
O “double jeopardy” do título em inglês refere-se a uma figura jurídica do direito americano e de outros (creio que seria a “exceção da coisa julgada“), pela qual não se pode condenar uma pessoa duas vezes pelo mesmo crime (vejam a análise jurídica em http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=9099, mas atenção, porque este link revela detalhes da trama). Tem lá suas forçadas, como a heroína ser condenada por um assassinato sem que haja corpo ou testemunhas, apenas sangue em suas mãos.
