Textos categorizados 'Desenho Animado'

Era do Gelo 3 (Ice Age 3 – Dawn of the Dinosaurs)

Era do Gelo 3 (Ice Age 3 – Dawn of the Dinosaurs), desenho animado cômico e de aventura de Carlos Saldanha, 2009.

Enredo: O casal de mamutes Ellie e Manny vai ter um filho. O tigre-de-dente-de-sabre Diego está sentindo-se cada vez mais deslocado e resolve afastar-se por entender que não fará parte da família. Manny considera que o amigo o está abandonando, mas Ellie acha que é tudo questão de uma boa conversa – que não surte efeito… Já o bicho-preguiça Sid, tonto como sempre, não se dá conta da nova situação e inicialmente acha que nada vai mudar. Quando se convence de que não será parte integrante da nova família, sai à procura de uma que possa chamar de sua e acha três ovos de tiranossauro em meio à Era do Gelo. Ele os adota, mas mamãe tiranossauro está à procura dos ovos – e não vai querer saber de dividir a maternidade… É assim que Sid entra numa encrenca no mundo perdido dos dinossauros – bom, ele pediu por isto… E, claro, Manny, Ellie e Diego, apesar de todos os riscos, correm para ajudar o amigo, desta vez com o valioso apoio da doninha Buck, uma espécie de Tarzan local. Enquanto isto… Enquanto isto… O esquilo Scrat encontra uma simpática esquila, mas não sabe se vai atrás dela ou se disputa a famosa avelã… Rola um romance?

Avaliação: Fomos em quatro. Ana Paula, Sergio e Ana acharam médio, o Sérgio, em particular, achou – com razão, a meu ver – que este filme ficou com enredo mais voltado para crianças do que os anteriores. E o que eu gosto nestes desenhos animados é que eles normalmente divertem adultos e crianças. Há cenas divertidíssimas, como as do esquilo Scrat (sempre ele) e sua “namorada”, a “saga” de Sid desajeitadamente cuidando dos ovos, a bagunça no “quarto de brinquedos” da futura cria elefante e o novo personagem, a doninha Buck (bem dublada no original por Simon Pegg); mas, ao fim do filme, percebi que tinha me divertido em momentos esparsos e ficado cansado em diversos outros. Encaixaram mais clima de aventuras do que “sacadas” curtas e engraçadas. É bom, mas… parece que foi feito visando os efeitos em 3D, o que pode ter comprometido o enredo em si.

Ratatouille (Ratatouille)

Ratatouille (Ratatouille), desenho animado cômico de Brad Bird e Jan Pinkava.

Enredo: O rato Remy tem alguns talentos especiais: seu paladar é refinado, seu faro é extremamente aguçado (daí ser encarregado pelo pai para verificar se as comidas não estão envenenadas) e consegue ler e entender o que os humanos dizem. Resolvido a aprender todos os truques e receitas do famoso Chef Gusteau, passa a “freqüentar” a casa de uma senhorinha para ler o livro de receitas e ver o programa de televisão do chef, que, para sua decepção, perdeu uma estrela no mais prestigiado guia gastronômico e morreu de desgosto (e sua morte provocou a perda de mais uma estrela…). Acasos daqui e dali, Remy perde-se dos companheiros e é “guiado” pelo que julga ser o espírito do chef Gusteau. Acaba por cair no restaurante do falecido, agora dominado pelo tirânico chef Skinner, que está mais preocupado em vender sua linha de enlatados. Enquanto isto, o recém-contratado responsável pela limpeza da cozinha, Linguini, está tentando fazer dar certo algumas receitas para, quem sabe, poder tornar-se cozinheiro. Espectador ultrajado com a “mão errada” de Linguini, Remy põe-se a ajudá-lo. Pronto! Após alguns desacertos iniciais, Remy e Linguini farão uma dupla perfeita, para descrença total do chef, cujas obsessões passam a ser provar que viu um rato pela cozinha (e pior, conversando com Linguini) e impedir que Linguini descubra ser o filho e herdeiro de Gusteau (que morrera sem saber que era pai). Pode esquecer, o tolo Linguini tem um assistente muito esperto…

Avaliação: Assim como Homem de Ferro, um que hesitei em ver no cinema e que deixei passar (a Sarah não foi atraída pela estória e preferiu não ver também o DVD). Mas perdi uma comédia bem legal. Os primeiros 15-30 minutos, com a descoberta dos talentos de Remy, seus diálogos com o pai e com o irmão e a fuga para não levar um tiro da senhorinha são muito engraçadas; depois, o filme fica um pouco mais “sério”. Mas sempre com boas sacadas, como o hábito de Remy de não andar de quatro, hábito que reprova nos outros ratos, afinal, como podem usar as mesmas patas para andar e comer, estragando o gosto especial dos alimentos? Ou Remy e Linguini treinando diversos comandos através de puxões de cabelo para que Remy passe as instruções de cozinha para o desastrado aprendiz de cozinheiro. Ou os ratos tendo que tomar banho e lavar as mãos para ajudar Remy na cozinha… Ou a visita do inspetor da vigilância sanitária, ou… Chega, assistam e riam. E curtam a qualidade da textura dos desenhos – a água do canal parece verdadeira, assim como muitas cenas de prédios e as que mostram apenas os sapatos das pessoas. Mais uma feliz recomendação dos amigos Carlinhos e Gisele.

Madagascar: Escape 2 Africa (Madagascar 2)

Madagascar: Escape 2 Africa (Madagascar 2), desenho animado cômico de Eric Darnell e Tom McGrath.

Enredo: O leão Alex (voz de Ben Stiller), a zebra Marty (Chris Rock), a girafa Melman (David Schwimmer) e a hipopótamo-fêmea Gloria (Jada Pinkett Smith) pegam um vôo improvisado da “Penguin Air” e partem de Madagáscar com destino ao seu saudoso zoológico. Mas, claro, com os atrapalhados pingüins no comando, o avião cai novamente na África, mas, desta vez, na terra natal de Alex, que vai acabar reencontrando seus pais (vozes de Bernie Mac e Sherri Shepherd) e enfrentando o velho rival de seu pai, Zuba (voz de Alec Baldwin), que continua querendo assumir o lugar de leoa alfa. Gloria vai encontrar seu par romântico Moto Moto (Will i Am), o que vai deixar Melman de coração partido e Marty vai encontrar milhares de zebras como ele. Mas, como o avião era cortesia do rei Julien (voz de Sacha Baron Cohen), eles têm um companheiro de viagem do qual não conseguem se livrar. E Julien vai “dominar” o lugar… Enquanto isto, os pingüins, recrutando os macacos (…), tentam recuperar o avião.

Avaliação: Vi sozinho, em DVD… O primeiro filme foi bem melhor, mas este tem cenas boas – como todas as que envolvem os pingüins, as da velhinha ousada, que sempre dá uma surra em Alex e as do Rei Julien (na impagável voz de Sacha Baron Cohen, que lembra o burro dublado por Eddie Murphy em Shrek). As referências ao seriado “Viagem ao Fundo do Mar”, à cena do duende e de John Lithgow em “No Limite da Realidade” (“Twilight Zone”, do Spielberg e outros) e a outros filmes dão mais um toque engraçado ao desenho. E, não há como negar, a qualidade da imagem é demais, o mar parece até filmado! Mas, no geral, o filme é mediano (ainda bem que a Sarah não viu).

Shrek

Shrek – desenho animado cômico de Andrew Adamson, Vicky Jenson.

Enredo: Um ogro (dublado por Mike “Austin Powers” Myers) e um burro (dublado com perfeição por Eddie Murphy) que não larga de seu pé vão para o castelo do príncipe Lord Farquaad, pois querem se livrar dos personagens de contos de fadas que se alojaram no pântano do ogro, expulsos pelo príncipe (na voz pomposa de John “Harry and the Hendersons” e “Cliffhanger” Lithgow). Sem querer, acabam se envolvendo numa disputa para ver quem vai salvar uma bela princesa (na voz suave alternada com autoritária de Cameron Diaz) da torre vigiada por um dragão, para que o príncipe possa casar com ela e tornar-se rei. O príncipe, um covarde, não quer cumprir ele mesmo esta missão e promete ao ogro devolver-lhe o pântano livre dos personagens. O filme é engraçado, porque acaba com os estereótipos dos contos de fadas e até com personagens como Robin Hood (numa das cenas mais engraçadas); o príncipe tem cara de príncipe, mas é mau, baixinho (e não admite isto, o que torna as cenas a respeito mais engraçadas), os heróis do filme são um ogro (com jeito de ruim, mas de bom coração) e um burro, em vez de um príncipe e seu cavalo, a princesa Feiona, ops, Fiona, é boa de luta, mas dá “umas desbocadas” e se comporta por vezes como homem. Não sei como ficou com o Bussunda na versão dublada, mas o Eddie Murphy pareceu-me indispensável.

Avaliação: Nada de excepcional, mas é divertido (a Sarah achou “passável”), vale também, pelo desenho em si, as paisagens parecem fotografias, são muito realistas. E, apesar de algumas tiradas mais “pesadas”, vale para crianças de qualquer idade (que tenham, pelo menos, uma boa noção de contos de fadas, para entender melhora idéia do filme).

A Era do Gelo (Ice Age)

A Era do Gelo (Ice Age), desenho animado cômico de Chris Wedge e do brasileiro Carlos Saldanha. C

Enredo:
Scrat é um esquilo que só se mete em confusões (bolas de neve, avalanches, explosões de vulcões, …), na tentativa de enterrar sua preciosa avelã, como se fosse um cachorro. Sid é uma preguiça mais preguiçosa que as outras e que, assim, acabou perdendo a partida dos companheiros. Manfred é um mamute que tem suas razões para estar sozinho. Diego é um tigre dente-de-sabre que é incumbido pelo líder do bando, Soto, de pegar um bebê humano desgarrado, como vingança pelo fato de os humanos terem matado diversos tigres. Eles e todos os outros bichos e humanos estão fugindo da “Era do Gelo” – Sid será a companhia chata do sisudo Manfred e Diego os acompanhará, fingindo indicar o caminho da fuga, mas, na verdade, tentando levá-los a uma armadilha preparada por Soto, para poderem se apoderar do bebê, que está sob a guarda do mamute, que pretende devolvê-lo ao pai.

Avaliação:
Engraçadíssimo, acho que (até este desenho de 2002) só me diverti tanto num desenho moderno com Aladim. O esquilo Scrat aparece poucas vezes, mas, sempre que surge, é pra fazer morrer de rir. E a dublagem arrastada e divertida de Tadeu Mello para a preguiça Sid está demais! Bom, “há discordâncias” quanto à avaliação: a opinião feminina é de que o filme é apenas “bom” (se bem que nossa Sarah não tem gostado de nenhuma animação cômica). Mas, em compensação, nossa pequena convidada Gabi, de quatro anos, que estava vendo o filme pela segunda vez, deu umas risadas muito gostosas… Vale a pena! É uma idéia diferente, nada a ver com os tradicionais contos-de-fadas, etc.

A Bela e a Fera (Beauty and the Beast)

A Bela e a Fera (Beauty and the Beast), reapresentação de desenho animado da Disney.

Enredo: Trata-se da lenda do príncipe sem coração que é transformado num a fera e que assim deve permanecer até que aprenda a ver nas pessoas não só a beleza exterior como a interior; mas ele tem um prazo para isto, senão ficará para sempre nesta forma; e é então que o acaso leva a seu castelo solitário uma moça, que, quem sabe, o livrará do encanto, apaixonando-se por ele e ele por ela.

Avaliação: Gostamos muito, a animação é muito bem feita, os objetos do castelo têm vida, são divertidos e o balé deles é muito bem feito. Os mais simpáticos personagens talvez sejam o relógio, o candelabro e, principalmente, o bule e a pequena xícara. A qualidade do som da sala (UCI) ficava tão boa que, quando a fera falava grosso, o som saía forte demais, o que podia assustar as crianças (ocorreu conosco).

Procurando Nemo (Finding Nemo)

Procurando Nemo (Finding Nemo), desenho animado de aventura e comédia da parceria Disney-Pixar, dirigida e roteirizada por Andrew Stanton. C

Enredo: Marlin e sua esposa são dois pequenos peixes-palhaço apaixonados que vivem na costa dos EUA; ela dá a luz a mais de 400 filhotes, mas é morta, assim como toda sua cria, por uma barracuda. Quer dizer, toda cria, não – um filhote sobrevive: é Nemo, que tem um pequeno defeito, uma nadadeira menor que a outra. Por isto, e por ser o único sobrevivente, o pai passa a lhe dar uma superproteção. No primeiro dia de escola, Marlin acompanha o filho e lhe enche de recomendações; mas Nemo percebe que os outros coleguinhas são mais independentes que ele e resolve segui-los, desafiando as instruções do pai. Nemo acaba caindo na rede de um mergulhador e, daí, no seu aquário, em seu consultório de dentista, em Sydney, na Austrália, do “outro lado do mundo”. Aí começa a aventura de Marlin para recuperar o filho; para isto, ele contará com a ajuda de diversos peixes e aves, que, sabendo do seu drama, vão espalhando a notícia. A maior ajuda vem de Dory, uma “peixinha” inteligente (sabe até ler…) e dedicada à causa, mas que sofre de perda da memória recente. E, enquanto isto, os companheiros de aquário de Nemo procuram ajudá-lo a fugir, tentando aproveitar para fugir juntos e escapar da visita semanal da odiosa sobrinha do dentista.

Avaliação: A Pixar “deu uma dentro” mesmo, num filme para crianças que, creio, vai agradar mais ainda aos adultos; o filme é muito engraçado (os pelicanos, as tartarugas, a lula que literalmente se borra, a figura caricata da terrível sobrinha do dentista; a peixinha Dory, então, está demais – e a dublagem dela ficou ótima) e também muito comovente.

O desenho do mar às vezes parece real e os seres humanos, exceto quando mostram seus rostos, idem – num primeiro momento, fiquei me perguntando se não seria uma mixagem de filme com desenho. Só lamentei que nossa cópia, dublada, começasse com o som baixo – ou nos acostumamos, ou melhoraram o som, sei lá (foi no Belas Artes).

A Sarah perdeu, não quis ver o filme; fui com uma amiga levar a filha de um amigo, de 5 anos. Nós, adultos, adoramos; e pensei que a pequena não fosse gostar, que fosse complexo para ela, mas ela gostou e acompanhou a estória que nós, adultos, concordamos que foi por vezes complexa (por ex, a parte dos tubarões dos “Peixólicos anônimos”, procurando largar o “péssimo vício” de comer peixes, não é para qualquer criança). E a parte da superproteção serve de mensagem para os adultos (apesar de todo o problema de Nemo começar quando desafia o pai, ele só o desafia porque o pai exagera na proteção).

Os Incríveis (The Incredibles)

Os Incríveis (The Incredibles), desenho de aventuras de Brad Bird, com versão excelentemente dublada.

Enredo: Depois de impedir um suicídio e de um salvamento que gerou muitos prejuízos à cidade, Roberto Pêra, o super-herói Sr. Incrível, tem que adotar uma identidade secreta, fornecida pelo departamento de proteção a testemunhas do governo, retirar-se de sua carreira e virar um burocrata numa cia. de seguros. Casado com  a Super-heroína Mulher-Elástica, também aposentada, eles têm três filhos, dois dos quais com superpoderes que são obrigados a esconder (a menina é tímida e, claro, tem o poder de ficar invisível; o menino do meio é extremamente veloz, mas é proibido pelo pai de ganhar competições no colégio; já o bebê, este tem o incrível poder de ser um dos mais agitados do mundo). Roberto engordou e leva uma vida de tédio, sempre ameaçado de perder o emprego, pois sempre joga a favor dos segurados. A esposa é uma dona de casa preocupada com o quadril crescente. Quando surge um convite para atuar secretamente como super-herói, Roberto Pêra vê surgir a chance de sua vida. Perde o emprego, mas passa até a ganhar dinheiro com a nova vida. Claro que despertará suspeitas em casa e vai se meter em encrencas, tendo que ser ajudado pela esposa e filhos. Mas o páreo que arrumam é duro, e nem os quatro juntos dão conta; é aí que volta outro aposentado, o Gelado. Mas, mesmo assim…

Avaliação: Mais uma “dentro” da dupla Disney-Pixar, com mais de duas horas de pura diversão para adultos e crianças. Os personagens são ótimos, a dublagem está excelente (principalmente a de Edna Moda, a estilista que fabrica as roupas dos super-heróis). A temática adulta cai como uma luva nos dramas do dia a dia de muitos – o trânsito de enlouquecer, o chefe chato, o burocrata entediado e barrigudo, a dona de casa igualmente entediada e “tanajura”. A ação é eletrizante e as cenas de humor são muito simpáticas, cativantes. Você vai se empolgar e querer ver duas vezes, assim como eu, que, desta vez, pareço ter convencido a Sarah a ir ver o filme com outro de nossos “sobrinhos”. Tenho o DVD…

Shrek 2

Shrek 2, desenho animado cômico de Andrew Adamson, Kelly Asbury e Conrad Vernon, com as vozes de Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, John Cleese, Julie Christie, Jennifer Saunders e Rupert Everett. C

Enredo: No Filme Shrek, vimos que a princesa Fiona (Diaz), que sofrera um encanto e fora isolada pelos pais desde muito cedo num castelo guardada por um dragão, teve este encanto quebrado, mas tornou-se tão feia quanto seu marido, o ogro Shrek (Myers/Bussunda). Agora, Shrek e Fiona recebem o convite para visitar os pais dela (Andrews e Cleese), reis do reino Muito, Muito Distante, onde eles pretendem celebrar o casamento dos dois. Mal sabem eles que Shrek é um ogro e que o encanto de Fiona foi “desfeito ao contrário”. Para piorar, o rei é chantageado pela malvada(!) fada-madrinha (Saunders), que quer que Fiona case com seu filho, o príncipe Encantado (Everett) -  é, “Encantado” é o nome do príncipe… Shrek hesita em aceitar o convite, com medo da rejeição, mas Fiona é uma mulher de fibra e dobra o marido. Enquanto isto, um assassino cruel, o Gato de Botas (Banderas/Alexandre Moreno) é contratado pelo rei para se livrar de Shrek a atender à exigência da fada. Nossos heróis Shrek, Fiona e o Burro falante (Murphy/Mário Jorge) terão que contar com a ajuda do Pinóquio, Lobo Mau, Três Porquinhos e outros para se livrar da Fada e do chato príncipe.

Avaliação: A Sarah, que não gosta deste tipo de filme, adorou. A nossa “sobrinha” Gabi viu e riu pela segunda vez. Eu achei nota 1000, desde que vi os trailers. Estamos de acordo com a opinião geral, é bem melhor que o primeiro, que já era bom. As referências ao horrível príncipe Charles (comparado com o ogro), um Pinóquio meio suspeito, um Lobo Mau nem tão mau, um Gato de Botas com sotaque “latin lover” e que engasga com bola de pelos (excelentemente interpretado por Moreno na versão dublada e parece que igualmente ótimo na versão original) dão um caráter mais “terreno” e adulto ao filme (a cena da blitz policial e o gato de Botas sendo flagrado é um ótimo exemplo). E algumas cenas têm paisagens tão reais que parecem filme, não desenho. Arrasador, de rir do começo ao fim, IMPERDÍVEL. Agora, quero ver a versão legendada e esperar por Shrek 3 (previsto para 2006).

A Nova Onda do Imperador (The Emperor’s New Groove)

A Nova Onda do Imperador (The Emperor’s New Groove), desenho animado de Mark Dindal.

Enredo: O jovem imperador Cuzco reina sem se importar com os súditos. Ele não está nem aí se seu fútil projeto imobiliário vai desalojar os camponeses. Mas, se ele parece mau, Yzma, sua conselheira, é pior ainda. Feia e malvada como uma bruxa, ela está sempre tentando exercer o poder, mas, flagrada por Cuzco, é demitida. Juntamente com seu mais novo amante, o atlético, jovem e burro Kronk, ela prepara uma vingança, um jantar envenenado para Cuzco. A poção não o mata, mas sim o transforma numa lhama. Kronk recebe a incumbência de “completar o serviço”, mas falha (e, afinal, ele é burro, mas não tão malvado). E para onde o acaso conduz Cuzco? Para as mãos de Pacha, o mesmo camponês que recebera a notícia do desalojamento da vila para o tal projeto… Será que Pacha conseguirá salvar Cuzco e reconduzi-lo ao trono? E fazê-lo desistir do projeto e transformá-lo num governante decente?

Avaliação: Desenho? A Sarah não quis nem ver… Nem no cinema, nem em casa. Pena, perdeu um filme divertido, engraçadíssimo e que até tem uma lição de moral e algumas abordagens mais adultas. Tem bons personagens e os duelos verbais entre Cuzco e Pacha são 10! E mais, a cópia dublada está muito boa.

Robôs (Robots)

Robôs (Robots), desenho animado de Chris Wedge e Carlos Saldanha.

Enredo: Dois robôs resolvem “ter um filho”, isto é, montam um menino… Ops, uma menina, até que o pai descubra porque parece que ficou sobrando uma peça… O menino Rodney Lataria cresce, vira um gênio e tenta inventar coisas que ajudem o pai, que trabalha como escravo em sua função de máquina de lavar louça. Mas o pai percebe que o talentoso filho não tem futuro nesta cidadezinha e o despacha para Robópolis, onde o jovem e promissor Rodney descobre que o Grande Soldador, que lhe servia de inspiração, foi aposentado, já que a idéia agora não é mais consertar, mas sim substituir – e quem não tiver dinheiro para o upgrade que vire sucata. A grande corporação é dominada por Dom Aço e pela “eminência parda”, a mãe de Aço. Mas Rodney não desiste de seus projetos e, junto dos novos amigos, tentará entrar na empresa e provar que robôs velhos também podem ser úteis e salvar seu pai, que está ficando sem peças de reposição. Mas, para isto Rodney precisa convencer o Grande Soldador a voltar à ativa.

Avaliação: Não é um “Shrek” ou um “Nemo”, nem uma “Era do Gelo”, dos mesmos diretores, mas diverte bem, tem um enredo interessante, para adultos e crianças. Éramos seis (dois pequenos) e gostamos todos, em maior ou menor grau.

O Espanta Tubarões (Shark Tale)

O Espanta Tubarões (Shark Tale), desenho animado de Bibo Bergeron, Vicky Jenson e Rob Letterman.

Enredo: Oscar trabalha num lava-rápido de baleias – e é obrigado a escovar cada língua suja! Ele não é lá muito disciplinado, fica dando em cima da funcionária Angie, está sempre endividado e encrencado com seu gerente e credor, Sykes, que está a ponto de mandar seus capangas, as águas-vivas Ernie e Bernie, eliminarem-no, lembrando-o de que Oscar “está lá embaixo na cadeia alimentar”. Lenny é um tubarão delicado, sensível e vegetariano. E é por isto que seu pai, o mafioso Dom Lino, quer que Frank, irmão de Lenny, o ‘eduque’. Os irmãos saem à caça dos peixes, mas um acidente mata Frank e todos pensam que Oscar é o autor da façanha. Ele se aproveita disto como pode, e seu novo ‘empresário’, Sykes, também. Agora, a imprensa adula Oscar e a bela, sedutora e interesseira peixinha Lola descobriu que ele é um bom partido. Tudo bem, até que Dom Lino resolve mandar seus capangas (os que ainda têm coragem) pegarem o tal ‘matador de tubarões’. Vai ser difícil para Oscar manter seu segredo e ainda manter escondido o amargurado Lenny, que se sente responsável pela morte do irmão e que, assim, não pode voltar para casa.

Avaliação: Como a Sarah não gosta de desenhos, vi este sozinho. Oscar não é um personagem cativante como Nemo ou Shrek ou os de Monstros S.A., a estória não é tão legal, mas a sacada de um tubarão que ’se esconde no armário’ e as tiradas ao longo do desenho, como a dos camarões que estão para ser devorados e clamam por suas vidas… Vale a pena por estes momentos.

Atlantis – A Volta de Milo

Atlantis – A Volta de Milo – desenho com três episódios da Disney.

Avaliação: Não gostamos, é chato; mas as crianças que estavam conosco gostaram.

The Simpsons Movie (Os Simpsons)

The Simpsons Movie (Os Simpsons), desenho animado cômico de David Silverman, baseado na série de Matt Groening e James L. Brooks. C

Enredo: Bem que Lisa Simpson fez seu papel em prol da natureza e contra a poluição. Mas a lição não fez efeito em casa, pois, ao adotar um porco que ia virar hambúrguer na lanchonete do palhaço Krusty, Homer Simpson destrói todo o trabalho da filha – os dejetos do porquinho e de Homer entopem o silo que Homer preparou para recolhê-los. O descuidado Simpson resolve limpar o dito cujo no lago de Springfield, provocando uma poluição devastadora. Russ Cargill (ôps, Cargill, a firma de máquinas e insumos agrícolas, numa tiradinha irônica), o chefe da Agência de Proteção Ambiental, força o Presidente Arnold Schwarzenegger (!!!) a optar pela destruição de Springfield, que é isolada por um domo (!!!), para evitar a fuga de seus habitantes. Os Simpsons, responsabilizados pelo episódio, conseguem fugir para o Alasca (!!!). Mas voltam e Homer é quem tem que fazer a cidade voltar ao normal.

Avaliação: Vimos e nos divertimos muito com o Sergio e a Alia. Tem muita ironia, referências enviesadas a empresas como a Cargill (na figura do diretor da Agência de Proteção Ambiental) a Arnold Schwarzenegger (presidente dos EUA…). Sempre detestei os traços disformes dos Simpsons (minha amiga Tania, fanática por eles, sabe como), mas comecei a vê-los com mais atenção com a Sarah, outra fã, e aprendi a me divertir muito com os personagens, principalmente com Homer.

Vimos no cinema, mas está toda hora no cabo e, creio, na TV. São ironias adultas e espertas, para públicos de qualquer idade.

A Era do Gelo 2 (Ice Age – The Meltdown)

A Era do Gelo 2 (Ice Age – The Meltdown), animação de Carlos Saldanha. C

Enredo: O tigre-de-dente-de-sabre Diego, o mamute Manny e o bicho-preguiça Sid estão num “acampamento de bichos” e, quando recebem os primeiros sinais do derretimento do gelo e do aquecimento global, resolvem partir com os outros, pois estão num dos locais mais sujeitos a inundações. Manny já não tem muito ânimo, pois pensa ser o último de sua espécie, até que encontra Ellie, uma mamute fêmea que anda com dois castores e que pensa ser sua irmã… A preguiça Sid está cansada de levar bronca dos outros dois pelos erros que comete e sonha em ser líder e respeitada. Skrat, o esquilo, sonha em recuperar sua noz, mas, a cada tentativa, provoca uma catástrofe. E assim seguem todos, para longe das águas que sobem cada vez mais.

Avaliação: O Esquilo Skrat ganhou uma participação maior. “Bola dentro”, pois ele é ótimo, a melhor coisa do filme. Mas o filme não deixa de ter uma estória, além do ótimo humor. É o que se sente o “último dos moicanos” e tem a premência de preservar sua espécie, sem saber como. É o “tonto”, que sempre se sente rejeitado e que, vibra quando tem a chance de ser o “rei” dos seus (a preguiça Sid, nas hilariantes cenas com as “preguicinhas”). O filme vale também pelo alerta contra o aquecimento global. Em suma, diverte e educa… E conseguiu agradar não só à nossa querida Gabi, e a mim, como à pessoa que mais tem se recusado a ver as estes desenhos no cinema, a Sarah, que, aliás, adorou e riu muito com o filme. NÃO PERCAM! De tão bom, a Gabi viu duas vezes, quase seguidas.

Shrek 3 (Shrek the Third)

Shrek 3 (Shrek the Third), animação cômica de Chris Miller e Raman Hui.

Enredo: Seu sogro está doente e Shrek deverá assumir o reinado do Reino-Muito-Muito-Distante. Mas Lee não quer deixar seu adorado pântano por nada neste mundo e, assim, resolve preparar o jovem Arthur para se tornar o rei (Rei Arthur, claro…) e impedir o desagradável candidato a usurpador Príncipe Charmoso – ajudado pela sua mãe, a Fada não tão fada – a tomar o reino para si.

Avaliação: O mais fraco dos três, com mais ação, mas sem muita graça; e ação não é o que esperávamos de um filme da série.

Madagascar (idem)

Madagascar (idem), desenho animado de Eric Darnell e Tom McGrath.

Enredo: Inspirado pelos pingüins que estão cavando um túnel para fugir do zoológico de Nova Iorque e voltar à Antártica, a zebra Marty resolve fugir de volta à natureza, na África. Mas sua fuga pode complicar a vida do leão Alex, da do hipopótamo fêmea Gloria e da girafa Melman, seus melhores amigos. E são eles quem vão procurar recapturar Marty. De volta ao zôo, eles acabam encaixotados para a África de qualquer jeito, pois um grupo bem intencionado quer devolvê-los à natureza. Mas os pingüins da fuga original estão no mesmo navio e amotinam-se (esta é boa…) e… Nossos heróis vão parar em Madagascar, onde uma tribo de pequenos símios acolhe os recém-chegados e pretende usar a presença física do leão para afugentar os inimigos. Mas Alex só quer saber de voltar para o zôo e comer seus bifes – aliás, qualquer um na frente dele agora tem jeito de bife. Ops…

Avaliação: Quando vi o trailer, não quis ver o filme, então vi no cabo. Muito divertido, bem dublado, um passatempo gostoso, pena que a Sarah não o tenha visto. O mais engraçado mesmo são os pingüins; quem assistia ao seriado “Viagem ao Fundo do Mar” vai se sentir em casa quando ouvir o rígido “comandante” dos pingüins chamando seu auxiliar Kowalski. E o filme tem uma boa “sacada” quando faz diversas referências a filmes diversos (do clássico “A História de Elza” (“Born Free”), à câmara lenta de “Carruagens de Fogo”, à bola de basquete de “O Náufrago”, e daí em diante).


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