Textos categorizados 'Documentário'

Viagens (Voyages)

Viagens (Voyages), documentário de Emmanuel Finkiel.
D

Enredo: O destino de sobreviventes do Holocausto em três histórias que vão se interligando. Mostra o que ocorreu com cada um dos personagens principais ao ser separado da família, o que a Diáspora provocada pela II Guerra provocou às pessoas (o que é triste).

Avaliação: Um filme muito lento, com um final estranho. Só vale pela atuação da atriz (que nem atriz era) do terceiro trecho. No geral, achamos fraco.

Um Dia em Setembro (One Day in September)

Um Dia em Setembro (One Day in September), documentário de Kevin Mcdonald, vencedor do Oscar de 2000. Fantástico, mostra o assassinato dos 11 atletas israelenses na Olimpíada de Munique, em 1972. Mostra falhas imperdoáveis e as sujeiras nos bastidores do seqüestro, além de uma entrevista com o único terrorista sobrevivente (cinco morreram na malsucedida operação de resgate, dois caçados pelo Mossad, que matou também outros dois suspeitos de serem os cérebros por trás da operação); tem entrevista com mãe e filha (recém-nascida a época) e filmes da família do esgrimista Andre Spitzer, o que dá um tom mais pessoal e trágico ao documentário.C

Sujeiras:

1. Os alemães orientais mostraram aos seus aliados palestinos a Vila Olímpica (reconhecimento prévio).

2. A imprensa recebeu noticias do fim do resgate avisando que os atletas tinham sido salvos (morreram todos, exceto o atirador que fugiu para onde ficavam hospedados os romenos do tiro). Imaginem a dor das famílias ao receber o desmentido!

3. O comitê olímpico suspendeu por pouquíssimo tempo os jogos e depois deu continuidade a eles; deveria tê-los cancelado! Pelo menos, não houve cerimônia de encerramento, só musica fúnebre.

4. Esta é nova, parece que foi revelada no documentário: poucos meses apos o evento, o governo alemão soltou os três terroristas presos ao final da operação, numa troca por um avião alemão seqüestrado. O que o documentário revela, e que um general alemão entrevistado afirmou que poderia ser verdade, é que o seqüestro foi uma armação: parece que havia apenas 13 passageiros no avião seqüestrado; não havia mulheres e crianças; a negociação foi rapidíssima. Com isto, o governo alemão estava dando uma moeda de troca para se prevenir contra futuros atentados palestinos em seu território.

Besteiras da tragicomédia:

1. Os israelenses, especialistas em contraterrorismo, foram proibidos pelos alemães de participar do resgate.

2. O Exercito alemão, pelo que era previsto pela Constituição alemã do pós-guerra, não poderia participar (“caxias” demais, não?). Estudos daqui, estudos dali e foi decidido que quem poderia participar como atiradores de elite próximos ao prédio onde estavam as vítimas e captores seriam apenas os guardas de fronteira. O pior: nenhum deles era bom atirador, quanto mais de elite.

3. Os atiradores “de elite” postados nas imediações do prédio foram flagrados pelos cinegrafistas da televisão da Alemanha Oriental, o que acabou por expô-los e forçar sua retirada.

4. No aeroporto onde os helicópteros deixaram terroristas e cativos, os atiradores de elite (desta vez eram mesmo) estavam em número insuficiente (só 5, contra 8 terroristas, já que o numero destes só foi descoberto em cima da hora – por que não deixaram mais atiradores posicionados?), tinham armas inadequadas, não tinham sua posição conhecida pelos policiais que se juntaram à operação (o que fez com que dois atiradores fossem confundidos com terroristas e gravemente feridos) e não estavam bem posicionados (um deles ficou um tempão sem poder atirar e só o fez uma vez, pelo menos atingindo seu alvo).

5. Esqueceram de enviar previamente ao aeroporto os blindados de apoio; quando o fizeram, as estradas estavam congestionadas por curiosos, pessoal da TV, etc. Claro que eles chegaram com atraso. Fogo cruzado, ninguém sabia das posições, nem que eram 8, então só levaram 5; armas inadequadas.

6. A falsa tripulação (composta de policiais para o resgate) que estava no avião que pretensamente levaria os terroristas e atletas para fora da Alemanha debandou, parece que assustada com a hipótese de morrer no confronto com os terroristas; o avião vazio despertou a suspeita por parte dos criminosos e deve ser o que deflagrou o confronto.

7. Tudo isto acima levou a um tiroteio de 2 (isto mesmo, duas) horas, durante as quais os atletas, amarrados pelos pulsos e uns aos outros, ficaram sem ação e foram mortos nos dois helicópteros onde estavam (um atingido por granadas, o outro por rajadas de metralhadora).

Resultados:

1. Famílias arrasadas, ainda mais por terem nutrido falsas esperanças.

2. Os alemães mostraram como eficiência e obediência irrestrita as regras às vezes não funcionam; pelo contrario, desta vez esta obediência teve mais a ver com estupidez.

3. Os palestinos conseguiram o que queriam: atrair o foco da atenção mundial para seu problema.

4. Os alemães montaram uma equipe anti-seqüestro (se não me engano, o general entrevistado e que critica severa e ironicamente o desenrolar da ação de resgate, era o chefe desta equipe).

5. As Olimpíadas de Munique, feitas para tentar minimizar a associação da Alemanha ao nazismo, deixaram outro tipo de lembrança, não menos pesada (e foi demais perceber que os policiais alemães que corriam pra la e pra cá usavam capacetes iguais aos dos nazistas).

6. Seria cômico, se não fosse trágico – os alemães fizeram papel de palhaços e gravaram para sempre, nos registros da História, um exemplo de incompetência absoluta.

Avaliação: IMPERDÍVEL!

Homo Sapiens 1900 (Homo Sapiens 1900)

Homo Sapiens 1900 (Homo Sapiens 1900), documentário de Peter “Arquitetura da Destruição” Cohen.

Enredo: Achamos que o documentário fosse mostrar como o programa de extermínio nazista se baseava em teorias racistas absurdas; mas este é apenas um de tantos aspectos focalizados no filme, que mostra desde as primeiras teorias sobre a “Eugenia”, tanto “positiva” (criar uma raça superior) como “negativa” (eliminar as “inferiores”). Na Alemanha, a ênfase era no corpo, na antiga URSS, na mente; uma era darwinista, a outra lamarckiana, mas ambas tiveram seus seguidores e estudiosos, que acreditavam mesmo nestas idiotices. Nem os EUA do início do século escaparam, tendo tido até programas de esterilização forçada, pseudo-estudos sobre a eutanásia como meio de eliminar bebês deformados e outras “maravilhas científicas” do tipo. Pior ainda a Suécia, terra do autor, que até uns 30 anos atrás ainda tinha leis tratando sobre tal esterilização. E afirmar com orgulho que somos seres racionais…

Avaliação: Um filme elucidativo, apesar de, às vezes, ser um pouco técnico demais. E é bom que se conheça um pouco de história, para “se localizar” nas épocas mencionadas na narrativa.

Nos Braços de Estranhos (Into The Arms Of Strangers: Stories of the Kindertransport),

Nos Braços de Estranhos (Into The Arms Of Strangers: Stories of the Kindertransport), de Mark Jonathan Harris; Oscar de documentário longa metragem de 2000, produzido por Spielberg. C

História: Mostra depoimentos de algumas das 10.000 crianças que o Reino Unido se dispôs a salvar das garras nazistas às vésperas da 2ª Guerra (1938/9). Os depoimentos começam com o que se sucedeu às famílias dos depoentes desde a subida de Hitler ao poder e vai até o fim da guerra.

São mostrados casos de pessoas de vários países, pessoas que sofreram mais ou menos para arrumar onde ficar, pessoas que foram trazidas para trabalhar como empregados de quem os abrigou ou para serem tratados como filhos de seus salvadores. Mostra os esforços dos filhos para tirar os pais/irmãos de seus países de origem, alguns casos onde houve reencontro com os pais durante a guerra, após a guerra, as reações no reencontro; mostra também o interessante caso de uma mulher que foi tirada do trem na hora do embarque para Inglaterra, pois o pai não agüentaria ficar sem a filha. Um pouco de tudo.

Avaliação: pegamos em vídeo; é ótimo, sem comentários, imperdível.

Promessas de um Mundo Novo (Promises)

Promessas de um Mundo Novo (Promises), documentário de Justine Shapiro, Carlos Bolado e B. Z. Goldberg, com apresentação deste último

Assunto: Trata-se de um documentário israelense rodado em quatro anos, mostrando as opiniões que crianças palestinas – radicalmente anti-Israel ou favoráveis a contatos e diálogos com israelenses, habitantes de campos de refugiados e do bairro árabe de Jerusalém – e israelenses – ortodoxos antiárabes ou não e laicas que até entendem a reação árabe contra Israel, mesmo não aceitando os métodos. Elas contam seus dramas pessoais em relação a parentes amigos ou mortos pelo outro lado, dão suas opiniões sobre se deve haver ou não e sobre como fazer o diálogo entre as partes. Muito espertas, a maioria esclarecida, algumas teimosamente radicais, algumas delas aceitam serem postas em contato e chegam a brincar e trocar idéias.

Avaliação: Muito interessante. A Sarah achou ótimo e imparcial. Eu achei pró-palestino (principalmente no início), mostrando mais os sofrimentos nos campos de refugiados e a humilhação nos checkpoints, no qual muitos palestinos são barrados e nunca podem, entrar em Israel, do que os problemas de atentados que se sofre em Israel. Mas, ao longo do documentário, os diretores vão aos poucos mostrando pelo menos um pouco do drama pelo qual também passam os israelenses e creio que acabam ficando imparciais na parte mais interessante do filme, o encontro dos campos opostos (das crianças mais abertas ao diálogo, pois algumas crianças já têm “estampada” a idéia de não dialogar com a outra parte, mesmo que considerem a idéia de uma acordo possível).

Um Passaporte Húngaro

Um Passaporte Húngaro, documentário de Sandra Kogut.

Enredo: Narração das peripécias pelas quais passou a diretora para, como neta de húngaros, tentar obter seu passaporte húngaro. Informações desencontradas por parte dos funcionários húngaros (e a gente que pensa que isto ocorre só no Brasil e não em países desenvolvidos…) e outros obstáculos tais como a mudança de nome da família da diretora ao longo das épocas de perseguição religiosa atrasaram-na em seu projeto. Ela filmou seus diálogos nos consulados húngaros (RJ, Paris) e em repartições públicas na Hungria, no Arquivo Nacional do RJ (os funcionários mais eficientes e atenciosos no filme e que davam as melhores e mais interessantes informações), com sua avó no Rio (refugiada aqui desde 1938) e com seus parentes em Budapeste (eles também com sobrenomes trocados ao longo do tempo). Fica evidente o desencontro de informações entre Paris e Rio, com os funcionários húngaros de uma cidade predizendo inúmeras dificuldades, bem ao contrário dos da outra. Nesta odisséia, vamos aprendendo um pouco da história dos judeus húngaros ao longo do último século, da discriminação racial aos momentos de relativa tranqüilidade, bem como dos momentos que precederam a II Guerra aos dias de hoje.

Avaliação: Meus pais e eu achamos o documentário razoável, eu gostei, mas achei que poderia ser um pouco mais curto e a Sarah gostou bastante. Perdoada a qualidade não muito boa de parte das filmagens, afinal foram feitas em ambientes diversos e não previamente preparados, o que realmente critico são os diálogos da cineasta com a avó, pois não era muito fácil de se entender o que esta dizia (acústica pobre, talvez – e, no caso dela, não havia legendas).

Super Size Me (Super Size Me)

Super Size Me (Super Size Me), documentário de Morgan Spurlock. O autor resolveu passar por uma avaliação médica e ela nutricionista e, então, abordar o problema da obesidade nos EUA. Ele começa mostrando como os americanos estão cada vez mais gordos e, para mostrar como isto ocorre facilmente e com incentivo das grandes redes de fast food, resolve fazer um mês de “dieta McDonalds”, três refeições por dia, experimentando todo o tipo de refeição pelo menos uma vez e aceitando a oferta do Super Size toda vez que ela lhe fosse empurrada. Conseguiu com isto o alerta de que seu fígado estava sendo destruído tanto como se ele fosse viciado em bebida, alem de um excesso de peso indesejável e colesterol e triglicérides aumentados – uma surpresa até para os médicos… O documentário é recheado por conversas com gente da indústria alimentícia, com os médicos e a nutricionista e fisiologista que o supervisionam, com sua namorada vegetariana, com advogados que processam a indústria do fast food, lobistas da indústria de alimentos, gente do governo (Médico-chefe dos EUA e órgãos que cuidam da alimentação nas escolas) e com gente da rua e intercalado por cenas onde aparecem os gordos, realmente gordos exemplares da “geração sedentarismo e fast food“. Ah, o pessoal do McDonalds não atendeu a seus pedidos de entrevista…

Avaliação: Gostamos bastante (a Sarah achou um pouco cansativo, eu me diverti bem) e o autor realmente sabe como introduzir cenas engraçadas, desenhos explicativos idem e situações mais ainda. Mas a gente fica realmente assustado como uma serie de refeições típicas do coitado alcançam o dobro do desejado, ou seja, 5.000 calorias por dia, e ainda transforma seu fígado, nas palavras de sue médico, num patê. O filme pode ser tendencioso, mas é educativo, ainda mais quando se vê a alimentação que muitas escolas fornecem aos alunos. Mas, em suma, nós quatro que o assistimos achamos que os processos não cabem, pois cada um deve decidir o que come – se bem que o autor mostra como somos bombardeados por propagandas que superam em tempo aquilo que um pai transmite ao filho sobre alimentação correta e ele levanta a questão sobre o quanto a comida poderia viciar ou não. Em suma, dá margem para muita discussão.

Na Captura dos Friedmans (Capturing the Friedmans)

Na Captura dos Friedmans (Capturing the Friedmans), documentário dramático de Andrew Jarecki. C

Enredo: o documentário usa imagens do diretor e dos vídeos amadores de David, o filho mais velho de Arnold Friedman, para mostrar o drama que se abateu sobre a família Friedman, de um bairro de classe média alta perto de Long Island, Nova Iorque. O que começou com uma investigação sobre envio de literatura pedófila em meados dos anos 80, acabou com a captura de Arnold, um professor brilhante e pianista talentoso e de Jesse, o filho mais novo, acusados de molestarem sexualmente seus jovens alunos de computação, nas aulas dadas no porão da casa. Contra os dois Friedmans pesava o fato de que a sala de aula era inacessível até à esposa, a farta literatura pedófila descoberta, vários depoimentos de alunos e o passado de ruptura familiar de Arnold que o levara a experiências pedófilas quando era mais jovem. Para agravar, uma juíza traumatizada com uma experiência de julgamento de pedófilos e com a intenção de atuar duramente. A favor dos acusados (mas algo que parece não ter sido levado em conta no julgamento) o fato de que muitos depoimentos foram tomados com os policiais induzindo os alunos a terem que responder “sim” ou “não”, ao invés de pedirem descrição dos acontecimentos – por vezes, os policiais “forçavam a barra” dizendo que um colega de turma havia narrado que sofrera abusos  e esperando uma mesma “confissão” de outra jovem testemunha; mais ainda, alguns ex-alunos foram entrevistados e acharam um absurdo este tipo de acusação contra os dois. 

Os depoimentos dos policiais que fizeram as investigações, de ex-alunos, dos advogados e do promotor só servem para aumentar as dúvidas. O filme mostra a desagregação familiar, o espanto da mãe, Elaine, com as revelações, o que a levou a nunca interceder a favor do marido e o que a fez ser hostilizada pelos filhos. O filme mostra também a tentativa de acordo com os promotores – o pai tentando se incriminar para salvar o filho mais novo. Os depoimentos de Howard (irmão de Arnold) e de David (o filho mais velho) mostram uma defesa vigorosa de Arnold; os de Jesse mostram alguém que não parece acreditar (ou ter consciência?) na situação e que esperava ser absolvido. Elaine, a mãe, por vezes se recusava a ser entrevistada, mas, regra geral, parecia culpar o marido e não entender porque os filhos sempre foram tão mais ligados ao pai. Seth, o filho do meio, recusou-se a gravar depoimentos e Arnold aparecia, mas, “apagado”, mal falava.

Avaliação: Excelente! O documentário mostra a desagregação familiar que já existia de forma latente devido ao relacionamento dos filhos e do pai com a mãe e que aumentou com a acusação de pedofilia. Tantas situações e depoimento conflitantes nos deixaram realmente confusos, com a Sarah e a Marjory (que – agradeço – nos recomendou que fôssemos ver o filme) defendendo pai e filho e  comigo defendendo o filho e questionando a culpa do pai; difícil de se tirar conclusões… É um filme que tem que ser visto!

A Marcha dos Pingüins (La Marche de L’Empereur)

A Marcha dos Pingüins (La Marche de L’Empereur),
documentário sobre a natureza de Luc Jacquet.
C

Enredo: O documentário mostra um ritual de milhares de anos, no qual os pingüins imperadores marcham por dezenas de quilômetros, partindo do mar, onde passaram três meses se “empanturrando” de comida, até um local com gelo firme – longe do mar e dos blocos de gelo que se soltam e ao abrigo dos piores ventos da Antártida – onde se acasalarão.

“Vestidos em seus trajes de gala”, estes emplumados seres não voam e passam boa parte do tempo mergulhando e fugindo das focas, seus predadores naturais, e de aves que comem seus filhotes. Durante nove meses, passarão pelo inverno absurdo, ventos gelados e nevascas. Vão escolher e se acasalar com um único parceiro, gerar um único ovo e “chocá-lo” por dois meses, revezando-se pai e mãe nesta tarefa delicada – enquanto um anda dezenas de quilômetros para recuperar o peso perdido no ritual e no frio, o outro cuida para que o ovo e, depois, o pequeno filhote, não congelem. Ano a ano repetirão este encontro, cada vez com um par novo. Serão momentos tristes (o frio matando ovos e filhotes num pequeno momento de descuido dos pais; filhotes que não mais verão seus pais, mortos em busca de comida; mães que perdem seus filhotes e querem roubar o de outras), de suspense (a passagem do ovo da mãe para o pai e depois de volta, pois eles têm que se revezar para buscar comida e o ovo tem que ficar cuidadosamente armazenado entre as patas e a barriga dos bichos) e de alegria, ternura e prazer (as “músicas” do acasalamento, o piar gostoso dos filhotes, as “trocas de carícias”, o cuidado com os filhotes).

Avaliação: Estes pingüins parecem que não vivem para outra coisa que não procriar e cuidar do filhote. Vida dura e sofrida, muito bem narrada pelos documentaristas, que prepararam o projeto pro dois anos e passaram um ano acompanhando a vida destas simpáticas figuras. A versão em DVD ainda tem um documentário de cerca de 50 min sobre a filmagem do documentário principal. Imperdível, sem dúvida mereceu o Oscar.


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