Textos categorizados 'Espionagem'

A Espiã (Black Book/Zwartboek)

A Espiã (Black Book/Zwartboek), drama de espionagem e de guerra com toques de suspense e de romance de Paul Verhoeven, 2006. C

Enredo: 1956. Israel. Um grupo de turistas visita um kibutz. Ronnie (Halina Reijn) reencontra Rachel (Carice van Houten), agora professora neste kibutz. Elas se recordam dos tempos em que estiveram juntas na Holanda. Mas isto traz lembranças amargas a Rachel.

Final de 1944. Segunda Guerra Mundial. Parte da Holanda ainda está sob o jugo nazista. É onde está escondida a cantora judia holandesa Rachel Stein. Quando a fazenda que a abrigava é destruída por bombas – “Aviões alemães descarregando excesso de carga”, diz o rapaz com quem Rachel conversava – ela se refugia com seu salvador num celeiro abandonado, onde são contatados por Van Gein (Peter Blok), da resistência, que lhes propõe juntar-se a um grupo que vai cruzar o rio para o sul da Holanda, já libertado. Para tanto, ela contata o advogado da família, para reaver parte dos recursos custodiados por ele. Ela reencontra a família no momento da travessia, mas os perde para sempre quando uma patrulha alemã metralha os passageiros e saqueia o barco. Somente ela sobrevive. Escondida pelo grupo da Resistência liderado por Gerben Kuipers (Derek de Lint) com a identidade de Ellis de Vries, Rachel aceita participar das ações do grupo. A primeira é o contrabando de armas, que a leva a viajar com o aliado do grupo Hans Akkermans (Thom Hoffmann) – no trem, ela conhece o oficial alemão Ludwig Müntze (Sebastian Koch), chefe da inteligência local – que fica seduzido por ela. Quando um acaso expõe parte do grupo da resistência, Ellis aceita a missão de aproximar-se de Müntze, seduzi-lo, implantar uma escuta no quartel alemão e ajudar na libertação do filho de Kuipers e de seus companheiros. Ela tem sorte, pois o nazista a emprega e é seduzido por ela. De lá para as festas e recepções, o passo é rápido. E o reencontro com o oficial nazista que trucidara sua família (Waldemar Kobus) também. Seguem as primeiras ações apoiadas pela presença de Rachel no quartel inimigo. Mas os revezes vão se acumulando. Haveria alguém infiltrado no grupo? Um de seus contatos estaria trabalhando para os dois lados? A própria Rachel, agora emocionalmente envolvida com o nazista, torna-se suspeita e alvo dos dois lados.

Avaliação: “Baseado em fatos reais”, é o que se lê no início do filme. É bem possível, pois muitos eventos como os narrados no filme certamente ocorreram: resistência, colaboracionismo, subjugação, traições, ações heróicas.

Um filme de 2,5 horas, que passa rápido e provoca muitos momentos de tensão. Além de ser um drama cativante e um “suspensaço” com muito conteúdo, o filme mostra dois fatos que raramente têm vez neste tipo de filme: a punição dos colaboracionistas e o triste pragmatismo dos aliados, ao preservar diversos oficiais nazistas como fontes de informação que pudessem afetar os interesses soviéticos. Pois é, muitos oficiais nazistas de alta patente foram poupados das devidas punições (se é que haveria punição suficiente para eles…) porque seus conhecimentos serviram para deter o avanço do que viria a ser o novo inimigo dos americanos e de seus aliados europeus: os comunistas.

Outra feliz dica de DVD dos amigos Carlinhos e Gisele, este filme já fora indicado pelo nosso amigo Rubens à época em que esteve em cartaz, mas acabamos não o vendo no cinema. 

PS: Minha mãe e irmão viram depois e também adoraram.

Rede de Mentiras (Body of Lies)

Rede de Mentiras (Body of Lies), suspense dramático de ação e espionagem de Ridley Scott.

Enredo: O alvo do agente da CIA Roger Ferris (Leonardo DiCaprio) é o misterioso grupo de Al-Saleem (Alon Aboutboul), que ceifou muitas vidas em atentados de grande porte na Europa. Ferris tem sangue-frio e coragem, mas não é o típico agente frio; ele tem um quê de idealista, quer proteger aqueles que o ajudam em suas missões, ainda mais os que se arriscam com ele. Já seu chefe e tutor, Ed Hoffman (Russell Crowe), que o comanda atrás de uma mesa de escritório ou quando está levando os filhos à escola, não tem envolvimento emocional algum com as missões e, para ele, todos são descartáveis e manipuláveis. Após um incidente numa missão no Iraque, Ferris vai chefiar o escritório da CIA na Jordânia. Lá, ele resolve trabalhar de uma maneira inusitada para os padrões da CIA: dividir segredos e requisitar homens do nº 1 do serviço secreto jordaniano, Hani (Mark Strong). Hoffman e Hani concordam com a idéia, mas a exigência de Hani é a de sempre: que nunca mintam para ele… Sempre a um passo de se encrencar com o violento Hani por causa de seu ardiloso chefe, Ferris arquiteta um plano que exige máxima discrição e o coloca em situação mais crítica ainda com o jordaniano. Se der certo, ele terá aniquilado o grupo de Al-Saleem. Se não der, ele estará arriscando não somente sua vida como a da enfermeira Aisha (Golshifteh Farahai), com quem está se envolvendo. É difícil poder confiar em qualquer um nesta “rede de metiras”.

Avaliação: Minha mãe e um casal de amigos haviam gostado muito e recomendado o filme. A Sarah protestou que não gostaria de vê-lo, porque sabia se tratar de um filme violento – e eu realmente não imaginava as cenas que veria no final… Ela detestou (mesmo!) o filme. Nossos amigos Flavio e Rose o classificaram como médio. Eu gostei (ponto). Achei um pouco longo demais e que a trama às vezes ficava um pouco complicada demais (a profusão de nomes atrapalha). Na linha suspense, ação, drama e espionagem prefiram “Jogo de Espiões”, de Tony Scott, irmão de Ridley, este, sim, um filmaço (Brad Pitt faz o papel equivalente ao de DiCaprio e Robert Redford faz a versão “boa” do agente Hoffman).

Inimigo do Estado (Enemy of the State)

Inimigo do Estado (Enemy of the State), suspense e ação de espionagem de Tony Scott, com Will Smith (MIB), John Voight (novamente num personagem mau caráter) e Gene Hackman. C

Enredo: Os bandidos de sempre, um órgão do governo agindo paralelamente a ele, mas a idéia de uma pessoa que sabe demais e que vai sendo “apagada” do sistema (sem conta corrente, sem cartão de crédito, procurado também pela polícia, etc.) é a inovação.

Avaliação: A idéia do “apagamento da identidade” ficou super bem. Eletrizante, de prender na poltrona. Gene Hackman tem uma breve, mas ótima aparição. Pena que a Sarah, em viagem, não tenha podido vê-lo. Este filme, de 99, representou o que “O Chacal”, com Bruce Willis, representou em 98. Imperdível.

O Alfaiate do Panamá (Tailor of Panama)

O Alfaiate do Panamá (Tailor of Panama), paródia de suspense de espionagem de John “Excalibur” Boorman, com livro e roteiro de John “O espião que veio do frio” Le Carré, com Pierce “007″ Brosnan, Geoffrey “Contos do Marquês de Sade” Rush, Jamie Lee “True Lies” Curtis e Harold Pinter.

Enredo: Brosnan é um espião do MI-6 britânico que cometeu falhas em sua última operação e, como castigo, é enviado ao Panamá, para acompanhar o desenlace da devolução do canal pelos americanos e defender os interesses britânicos. Para conseguir dados a respeito do processo e tomar decisões, ele chantageia um alfaiate inglês, que vive no país e é casado com uma americana, filha de um dos engenheiros que construiu o canal e que assessora o presidente panamenho. A chantagem: contar para a esposa do alfaiate que ele nunca trabalhara numa grande firma inglesa, mas que ele aprendera o ofício na cadeia (para onde fora enviado depois de incendiar a loja do tio, a pedido deste, para ganhar o dinheiro do seguro) e que o dinheiro da herança dela fora dilapidado num investimento mal sucedido numa fazenda. Como o alfaiate tem uma funcionária e um amigo que tinham sido presos por fazerem oposição ao ex-ditador Noriega e faz roupas para toda a elite política, ele é a pessoa indicada para obter os dados. Mas ele não tem tanta influência assim e é coração mole demais para se envolver em espionagem, então passa a inventar uma trama que impressione o espião; isto lhe rende a amizade do espião e dinheiro, que o ajuda e aos amigos. Só que a farsa foge ao seu controle, vira uma “bola de neve” e o espião vai passando os dados aos ingleses e americanos.

Avaliação: O filme é médio, vale mais pela farsa, para ver como uma mentira que começa pequena cresce, fica fora do controle de quem a gerou, e vai sendo mais e mais manipulada e reinventada pelas partes interessadas como convém aos seus propósitos.

Jogo de Espiões (Spy Game)

Jogo de Espiões (Spy Game), suspense/ação de espionagem de Tony ”Inimigo de Estado” Scott, com Robert Redford, Brad Pitt, Catherine ”Coração Valente” McCormack e ponta do veterano David “Gladiador” Hemmings. C

Enredo: Alguns conselhos que o veterano agente da CIA Nathan Muir (Robert Redford) deu ao seu pupilo Tom Bishop (Brad Pitt): “guarde seu dinheiro para aposentadoria e use apenas para si mesmo; jamais me desobedeça e não espere minha ajuda caso você faça alguma ação por conta própria”. Estamos em 1991 e Bishop acaba de ser preso numa mal sucedida operação para tentar resgatar alguém numa prisão chinesa, em desobediência aos conselhos de Muir. Muir, que já fora informado sobre o ocorrido, é chamado numa reunião com a cúpula da CIA, para se tentar descobrir o que Bishop fazia na China. Bem no seu último dia de trabalho, quando ele já estava sonhando com a residência que ia comprar para sua aposentadoria, numa ilha paradisíaca do Caribe…     Enquanto ele conta aos outros a história de como conheceu e treinou Bishop e das missões em que participaram juntos, ele percebe que não estão lhe contando todos os detalhes sobre o episódio e que há alguma espécie de acordo em movimento entre os EUA e a China, o que torna  Bishop descartável; ninguém quer negociar sua libertação, ainda mais por ele estar atuando por conta própria. Muir tem algumas perguntas: o que estariam escondendo dele? Por que Bishop não receberá ajuda? O que Bishop foi fazer na China? E mais: como salvar o amigo, que vai ser fuzilado em 24h, ainda mais sem contar com a ajuda de ninguém, a não ser uns poucos contatos da “velha guarda”? Cheio de artimanhas, Muir começa a fugir da pressão dos superiores, ao mesmo tempo em que corre contra o relógio e pensa num plano para libertar Bishop, sabendo que não terá apoio algum dos colegas.

O filme se passa a maior parte do tempo em flash-backs, desde quando Bishop foi indicado a Muir no Vietnã e treinado por ele, das missões em que participaram juntos e do caso entre Bishop e uma voluntária no Líbano, algo arriscado e que provocara a ruptura entre ele e Muir. 

Avaliação: Ótimo! Fomos em quatro e todos gostamos. Pode até parecer arrastado em alguns momentos, mas a trama é bem construída e o final, muito bem montado, surpreende e vale o filme. Alem de ser uma estória bem legal e diferente do que se espera de um filme sobre espiões: um veterano calejado, durão e esperto (Redford, excelente) vai contra tudo o que pregou e tenta salvar a vida de um indisciplinado pupilo.

Enigma (Enigma)

Enigma (Enigma), suspense de espionagem dirigido por Michael “007 – O Mundo não é o Bastante”, “/”Na Montanha dos Gorilas” Apted, com Dougray ”MI 2″ Scott, Kate “Titanic” Winslet, Jeremy ”Assassinato em Gosford Park” Northam e produção de Mick Jagger. D

Enredo: Bletchley Park, na Grã-Bretanha, era o local onde os melhores cérebros aliados procuravam desvendar os códigos usados pelos alemães na máquina Shark, que gerava as mensagens secretas da marinha alemã. O segredo da máquina anterior, a Enigma, fora quebrado, mas os alemães descobriram que um dos exemplares da  máquina tinha caído em mãos dos aliados. Tom Jericho (Dougray Scott) era o melhor dos decifradores, mas envolvera-se com a colega Claire, que o largara, provocando nele um colapso nervoso. Convocado a voltar à ativa, quando os Aliados conseguiram um exemplar da Shark, Tom se envolve no trabalho mas, com a ajuda da colega de quarto de Claire, Hester (Kate Winslet), procura saber onde está Claire, desaparecida há uns dias. Teria ela sido assassinada? Dois dramas se desenrolam ainda: o segredo da Shark tem que ser desvendado logo, antes que os submarinos alemães escondidos no Atlântico destruam um comboio que está se dirigindo com suprimentos para a Inglaterra; e o agente da contra-espionagem britânica Wigram (Jeremy Northam) tem pressa em descobrir se suas suspeitas têm fundamentos e se há um espião no local.

Avaliação: Chato, confuso e, como disse outra pessoa no cinema, só vale pela música. O filme mostra, mas não explica nada, os processos para desvendar os códigos. Cheguei a dormir e umas cinco opiniões de pessoas na sala (inclusive as nossas) foram de que o filme é chato e confuso (chato); e quem me conhece sabe que durmo mesmo em palestras e eventos que não me agradam, mas é muito difícil  eu dormir no cinema. Não desta vez.

Em Má Companhia (Bad Company)

Em Má Companhia (Bad Company), comédia de aventura de espionagem de Joel “8mm”;/”Batman Eternamente” Schumacher, com Anthony “O Silêncio dos Inocentes”/”O Homem Elefante” Hopkins, Chris “A Enfermeira Betty” Rock, Matthew Marsh

Enredo: Gaylord Oakes (Antony Hopkins) perde seu agente Kevin Pope (Chris Rock) quando este está para concluir uma transação com um mafioso russo, que lhe venderia uma maleta com um artefato nuclear em Praga. Os assassinos são iugoslavos (será que eles merecem ser os “vilões da hora”?. ISto acaba virando moda…) que também queriam a maleta – para detoná-las nos EUA – e acreditavam que Pope realmente fosse um colecionador de artes querendo uma “peça” valiosa. Jake Hayes é o irmão gêmeo malandro e envolvido no câmbio negro de ingressos e que não teve as oportunidades de estudo de Pope, pois este fora parar numa família adotiva rica e que lhe deu toda educação possível, ao passo em que Hayes estava com os pais naturais, que não tinham dinheiro. O pior é que Hayes, que nem sabia da existência do irmão, estranha o convite pra trabalhar na CIA e completar a missão de Pope.

E o superior de Oakes está disposto a deixar Hayes morrer facilmente, desde que ele cumpra a missão. Serão nove dias de treinamento, nos quais Hayes aprenderá a ter modos finos, a falar de arte, a conhecer os hábitos dos vizinhos de Pope e, pior, a falar checo com uma certa facilidade. Aí, então, começam o plano para pegar a maleta, as emboscadas, as perseguições, etc. E o pior para Hayes é que, não importa com quem esteja a maleta, só a leitura de sua íris permitirá acesso ao botão detonador…

Opinião: Boas cenas de humor, como as de Rock aprendendo checo e acordando de madrugada para os treinamentos, e com diálogos afiados entre Hopkins e Rock, mas os últimos trinta minutos são dispensáveis; dava para deixar de ficar inventando novas situações de perigo. Além do que, não acho Chris Rock um comediante tão bom quanto Eddie Murphy, Martin Lawrence ou Chris Tucker – ele não me convenceu ainda.

A Supremacia Bourne (The Bourne Supremacy)

A Supremacia Bourne (The Bourne Supremacy), ação e suspense de espionagem de Paul Greengrass, com Matt Damon, Joan Allen, Brian Cox, Julia Stiles, Karl Urban e Franka Potente.

Enredo: Ainda sem ter recuperado sua memória, Jason Bourne (Damon) procura viver sua vida com a namorada (Potente), que o salvara de ser morto (primeiro episódio); mas parece que ainda o querem morto: um mafioso russo, que precisa eliminar qualquer um que possa ter alguma informação contra si, bota um assassino (Urban) para acabar com Bourne. E, além disto, arma um atentado ao escritório da CIA em Berlim, plantando uma prova contra Bourne. Este escapa do assassino, mas não sua amada.  E, mais uma vez, tem que ir atrás do seu passado, começando pela mesma analista da CIA (Stiles) que estudara seu perfil (primeiro episódio). E uma agente da CIA (Allen), que crê que Bourne seja um criminoso, começa a investigar o ultrasecreto projeto Threadstone, do qual só tem conhecimento um de seus superiores (Cox), projeto este que criara Bourne e outros assassinos. Começa um jogo e gato e rato, ela trás de Bourne e ele atrás dela e da analista, para descobrir porque está sendo perseguido, quem matou a namorada dele e quem era ele. Pouco a pouco vai descobrindo seu passado, mas há traidores e  há mais gente atrás dele, querendo matá-lo e talvez não haja tempo para descobrir nada.

Avaliação: O excesso de perseguição de veículos não ajudou a empolgar, pelo contrário, irritou. Os personagens não envolvem, não nos identificamos com Bourne, mal dá para torcer para ele. Aliás, o primeiro filme era bom, mas não nos deixou muitas lembranças sobre Bourne, ou seja, ele não parece ser um personagem marcante.


 

O Bom Pastor (The Good Shepherd)

O Bom Pastor (The Good Shepherd), suspense dramático de espionagem de Robert de Niro.

Enredo: O filme aborda a história da CIA através de um personagem fictício, Edward Wilson (Matt Damon), um sujeito sem emoções, praticamente incapaz de um sorriso, que carrega a mágoa de não ter se envolvido o suficiente com sua paixão (Tammy Blanchard) e por ter se casado com a irmã (Angelina Jolie) de um colega, depois de uma noite de sexo rápido que resultou numa gravidez indesejada. Mas Edward Wilson pertencera à fraternidade Skulls and Bones da faculdade, o que lhe abriu caminho para ser abordado por um agente do FBI (Alec Baldwin) para trabalhar para a OSS, precursora da CIA, criada para combater os nazistas (depois os comunistas). Calado, fiel ao seu país, eficiente. O perfil ideal para um agente da CIA; mesmo que seu pai (Timothy Hutton) tenha sido suspeito de traição à Pátria – e se suicidado por conta da acusação –, esta “mancha” não era pesada o suficiente para colocar em dúvida a lealdade de Wilson. Até que, por ocasião do fracasso da invasão da Baía dos Porcos (Cuba, 1961), uma gravação clandestina feita pela CIA revela que houve uma inconfidência quanto aos preparativos para a invasão – que, a história nos ensina – foi um fiasco total. Mas a gravação é fraca, inconclusiva, os peritos não conseguem nem ver nem ouvir direito quem era o casal e o que eles falavam. Como lhe ensinou seu mentor, o general Bill Sullivan (Robert de Niro), Wilson terá que desconfiar de todos – quem foi o responsável pelo vazamento? Com o apoio de Sam Murach (Baldwin) e do seu ajudante-de-ordens, o sargento Brocco (John Turturro), Wilson sai à caça… Mas não faltam suspeitos: Phil Allen (William Hurt), com suas contas bancárias suspeitas? Valentin Mironov (John Sessions), o espião russo desertor que entregou muitas informações à CIA? O próprio Wilson? Enquanto isto, sua relação familiar afunda…

Avaliação: Este filme vi sozinho (mas, como sempre, tive uma fiel ajuda na crítica à crítica), na TV a cabo. Quis ver no cinema, perdi… É um filme longo, às vezes enfadonho – e o personagem sem vida de Matt Damon não ajuda a aliviar a sensação (mas faz parte do roteiro…). Porém, o clima de suspense e a lição de história da espionagem conseguiram me cativar. Ainda bem, porque a revelação final cai como uma bomba. Até deu para adivinhar pouco antes quem era o culpado, mas o roteirista Eric Roth teve uma idéia diferente. Além do suspense, o filme é interessante por mostrar o drama da paixão de Wilson pela colega de faculdade, os anos de afastamento da esposa e do filho, devido ao serviço de espionagem na Inglaterra da 2ª Grande Guerra. E, claro, o submundo sujo da espionagem, as relações de confiança e desconfiança que se instalam em todos os espiões, o contato – muitas vezes para proveito mútuo – com espiões russos, as sujeiras do final da 2ª Guerra, quando os serviços de espionagem americano e soviéticos tentaram angariar cientistas nazistas para trabalhar para seus respectivos países.

Segunda Indentidade

Segunda identidade (Second Nature), suspense de espionagem de Ben Bolt.

Enredo: Alec Baldwin interpreta um sujeito que descobre que o mundo em que vive é uma mentira e que ele faz parte de um projeto do governo que procura transformar criminosos em cidadãos comuns, ao mexer com suas mentes. Na busca de sua identidade, ele não poupará ninguém.

Avaliação: Trama boa, mas não prende tanto assim. Meio banal.

 


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