Textos categorizados 'Fantasia'

O Mistério da ilha (The Secret of Roan Inish)

O Mistério da ilha (The Secret of Roan Inish), fantasia de John Sayles baseada numa lenda irlandesa, com Jeni Courtney.

Enredo: Com a morte da mãe e a incapacidade psicológica do pai para cuidar dela, a pequena Fiona vai morar na aldeia de pescadores dos avós paternos. Lá, ouve falar da lenda das focas-sereia, dos “negros”, um ramo da família com características especiais e começa a descobrir melhor a explicação par ao desaparecimento do seu irmão menor, anos atrás, na ilha de Roan Inish. Sua busca pelas explicações e a impressão de que vez ou outra avista o irmão vão mudar a história da família e dar ânimo novo aos Conneely.

Avaliação: A Sarah gostou muito, eu razoavelmente.

Quero Ser John Malkovich (Being John Malkovich)

Quero Ser John Malkovich (Being John Malkovich), fantasia cômico-dramática de Spike Jonze, com roteiro de Charles Kaufman. C

Enredo: Craig Schwarz (John Cusack) quer fazer a vida com seu show de marionetes, mas nada consegue, ainda mais porque tem um rival mais poderoso no ramo. Sua esposa Lotte (Cameron Diaz, irreconhecivelmente feia) só se interessa pelos animais de que cuida, o casal não tem mais aquele carinho todo, mas ela é compreensiva com em relação aos sonhos e dificuldades do marido. Respondendo a um anúncio de jornal da empresa do Sr. Lester (Orson Bean), Craig consegue um emprego como arquivista, onde pode usar suas talentosas mãos rápidas. Lá, ele conhece e se apaixona pela fria e interesseira colega Maxine Lund (Catherine Keener). Somente quando Craig descobre no escritório uma passagem para o cérebro do ator John Malkovich (o próprio) é que Maxine se interessa por ele – afinal, ela sabe que qualquer um gostaria de ser John Malkovich e até pagariam para poder entrar na mente dele. Já Lotte experimenta e gosta de se tornar um homem como Malkovich – e esta sensação dela excita Maxine, que quer ver Lotte sempre dentro de John. Craig, por sua vez, quer entrar nele para atrair Maxine. E John, bom, se ele descobre o que fazem com ele… John pode não gostar da idéia de se ver usado neste triângulo amoroso e de ter sua cabeça e seu corpo como palco da visitação de centenas de pessoas. Não dá para fazer todos felizes, alguém tem que se dar mal, por “falta de espaço”…

Avaliação: Doido, muito doido, mas muito legal, a começar pela idéia de colocar alguém para trabalhar no andar 7½ de um prédio… Até a Sarah, que não estava esperando nada, se envolveu. O sempre imaginativo Charles Kaufman (que, em “Adaptação”, mostra-se como um roteirista em busca de inspiração – imagine se Kaufman precisa de inspiração…) deve realmente ter uma das mentes mais irrequietas do mundo; genial, mas confuso; afinal, e se John Malkovich penetrasse em sua própria mente, dava para imaginar o que sairia disto? Talvez só o roteirista mesmo conseguisse saber o resultado. Boa pedida de um filme fora do comum.

A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory)

A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory), fantasia cômica de Tim Burton.

Enredo: Johnny Depp (Willy Wonka) fechou sua fábrica após ver suas receitas famosas sendo roubadas e copiadas. Anos depois, quando a reabriu, não recontratou nenhum dos funcionários, nem Vovô Joe (David Kelly), o avô materno de Charlie Bucket (Freddie Highmore). Quem faz a fábrica andar agora são os pequenos e misteriosos Oompa Loompa (Deep Roy), da não menos misteriosa Lompalândia. Quando, por razões que ainda descobriremos, Willie Wonka resolve esconder cinco bilhetes premiados em seus chocolates, a procura por eles aumenta e, claro, os mais ricos conseguem encontrar os prêmios, após comprarem centenas ou milhares de barras. Mas Charlie Bucket dá a sorte grande e é um dos cinco premiados. O troféu: uma visita à fábrica, na companhia do próprio Wonka.

No dilema entre vender o bilhete e ajudar a paupérrima família (os pais, Helena Bonham Carter e Noah Taylor, e os avós, David Kelly, Eileen Essell – a hilária velhinha de “Duplex”, aqui num papel pacatíssimo -, Liz Smith e David Morris), Charlie é persuadido a realizar seus sonhos e assim, vai com seu avô Joe à fábrica, na companhia de quatro crianças mimadas (Annasophia Robb, Julia Winter, Jordan Fry e Philip Wiegratz), cada uma com um de seus pais (Missi Pyle, James Fox, Adam Godley e Franziska Troegner), culpados pela má educação das crianças. Serão todos castigados por esta má educação.

Avaliação: Neste filme, ao contrário do original, Charlie tem o pai vivo, não há o vilão querendo que as crianças roubem a receita da “bala sem fim”, os “pecadilhos” dos nossos heróis não aparecem como no original, o que faz falta e tira um pouco do charme do final original, mas, em compensação, vemos contado aos poucos o interessante passado de Willie Wonka e como seu pai dentista (Christopher Lee), um fanático anti-cáries, moldou o comportamento de Wonka. Fomos em quatro, gostamos muito, mas a Sarah, o Clinton e eu, que vimos também o original, preferimos o de 1971. Johnny Depp está ótimo, seus trejeitos são realmente engraçados, mas Gene Wilder com sua entrada triunfal e seu Willie Wonka mais desagradável é imbatível. Nesta nova filmagem, o truque dos esquilos é um show à parte e os Oompa-Lompas (todos interpretados por Deep Roy,um ator de 1,32m que dá um show de dança e interpretação e atinge o auge na cena do analista de Wonka), numa brilhante montagem de cenas de Tim Burton (imagino), ficaram muito engraçados. Mas os da filmagem original tinham um também o seu charme; podiam não ser engraçados, mas eram mais simpáticos.


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