A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory), fantasia cômica de Tim Burton.
Enredo: Johnny Depp (Willy Wonka) fechou sua fábrica após ver suas receitas famosas sendo roubadas e copiadas. Anos depois, quando a reabriu, não recontratou nenhum dos funcionários, nem Vovô Joe (David Kelly), o avô materno de Charlie Bucket (Freddie Highmore). Quem faz a fábrica andar agora são os pequenos e misteriosos Oompa Loompa (Deep Roy), da não menos misteriosa Lompalândia. Quando, por razões que ainda descobriremos, Willie Wonka resolve esconder cinco bilhetes premiados em seus chocolates, a procura por eles aumenta e, claro, os mais ricos conseguem encontrar os prêmios, após comprarem centenas ou milhares de barras. Mas Charlie Bucket dá a sorte grande e é um dos cinco premiados. O troféu: uma visita à fábrica, na companhia do próprio Wonka.
No dilema entre vender o bilhete e ajudar a paupérrima família (os pais, Helena Bonham Carter e Noah Taylor, e os avós, David Kelly, Eileen Essell – a hilária velhinha de “Duplex”, aqui num papel pacatíssimo -, Liz Smith e David Morris), Charlie é persuadido a realizar seus sonhos e assim, vai com seu avô Joe à fábrica, na companhia de quatro crianças mimadas (Annasophia Robb, Julia Winter, Jordan Fry e Philip Wiegratz), cada uma com um de seus pais (Missi Pyle, James Fox, Adam Godley e Franziska Troegner), culpados pela má educação das crianças. Serão todos castigados por esta má educação.
Avaliação: Neste filme, ao contrário do original, Charlie tem o pai vivo, não há o vilão querendo que as crianças roubem a receita da “bala sem fim”, os “pecadilhos” dos nossos heróis não aparecem como no original, o que faz falta e tira um pouco do charme do final original, mas, em compensação, vemos contado aos poucos o interessante passado de Willie Wonka e como seu pai dentista (Christopher Lee), um fanático anti-cáries, moldou o comportamento de Wonka. Fomos em quatro, gostamos muito, mas a Sarah, o Clinton e eu, que vimos também o original, preferimos o de 1971. Johnny Depp está ótimo, seus trejeitos são realmente engraçados, mas Gene Wilder com sua entrada triunfal e seu Willie Wonka mais desagradável é imbatível. Nesta nova filmagem, o truque dos esquilos é um show à parte e os Oompa-Lompas (todos interpretados por Deep Roy,um ator de 1,32m que dá um show de dança e interpretação e atinge o auge na cena do analista de Wonka), numa brilhante montagem de cenas de Tim Burton (imagino), ficaram muito engraçados. Mas os da filmagem original tinham um também o seu charme; podiam não ser engraçados, mas eram mais simpáticos.