Textos categorizados 'Ficção Científica'

K-Pax, O Caminho da Luz (K-Pax)

K-Pax, O Caminho da Luz (K-Pax), drama com toques de ficção científica de Iain Softley, com Kevin “Beleza Americana” Spacey, Jeff “Starman”/”A Conspiração” Bridges, Mary McCormack e Alfre Woodard.

Enredo: Só um pedinte em sua cadeira de rodas parece perceber que Prot (Kevin Spacey) surgiu de repente na estação; já a polícia toma Prot pela pessoa que tentou roubar a bolsa de uma mulher. No distrito, não conseguem averiguar sua identidade e ele insiste em dizer que vem do planeta K-Pax e que está estudando a Terra. Claro, ele é encaminhado ao psiquiatra Mark Powell (Jeff Bridges), que tenta convencê-lo de que ele, Prot, está errado. Por um lado, algumas pistas, como a visão de Prot – sensível ao ultravioleta, mas que não suporta a luz clara – e sues conhecimentos de astronomia parecem mostrar que ele pode não ser da Terra. Por outro lado, ele pode ser um gênio estranho que parece estar tentando esquecer um trauma; acreditando nesta segunda hipótese, Powell parte em busca do passado de Prot, para achar a causa de tal trauma. Mas ele tem um prazo determinado, pois Prot tem data marcada para “voltar ao seu planeta” e Powell teme que esta data possa ser crucial para o desenvolvimento do trauma.

Enquanto isto, Prot vai, como em “Um Estranho no Ninho”, provocando uma revolução no hospital psiquiátrico, dando uma razão de viver aos internos – que querem ir com ele a K-Pax – e transformando a vida do dr. Powell, que passa a se dedicar mais à família; mas, ao mesmo tempo, Prot provoca a ira da diretora do hospital, que preferia ver este rebelde instigador numa ala onde ele pudesse ser tratado com drogas que o “acalmassem”. O filme se desenrola e o espectador fica sempre sem saber se Prot é ou não quem alega ser, até que…

Avaliação: Agradou, é uma história bonita, nada de excepcional, mas a idéia é muito boa.

Bom, minha amiga Marjory pensa um pouco diferente e, então, vou dar a avaliação dela: “O outro filme que eu queria recomendar se chama K-Pax
com os sempre ótimos Kevin Spacey e Jeff Bridges
  Foi o filme que fechou o London Film Festival, (eles sempre escolhem os melhores pra abrir e fechar o festival) e nao decepcionou. … Spacey e do Bridges introduzindo o filme … Foram aplaudidos de pé pelas 3000 pessoas quando o filme acabou! … uma super mensagem… Sabe aquele tipo de filme que depois que acaba voce ainda fica pensando em cenas anteriores pra ver se entendeu direito? (tipo Usual Suspects?) É a historia de um cara muito estranho (Spacey) que é encontrado numa estação de trem e é levado para um Instituto Psiquiátrico para ser tratado por um psiquiatra (Bridges). O problema é que esse homem diz ser do planeta K-Pax, em visita a Terra para explorar.  Parece mesmo coisa de doido, não é? Mas quanto mais o paciente fala sobre seu planeta, e sobre si mesmo, mais difícil fica duvidar que ele esteja falando a verdade. E fica a questão: ele é de outro planeta ou esta’ em outro planeta? doido ou doidos são os humanos que ele veio visitar? Super bem escrito, um show de atuação, boas risadas, lágrimas, uma mensagem linda. Nota 1000! Não perca!”

A Máquina do Tempo (Time Machine)

A Máquina do Tempo (Time Machine), ficção científica baseada no livro de H. G. Wells (também autor de “A Guerra dos Mundos”), dirigida por Simon Wells (descendente do escritor), com Guy “Amnésia” Pearce, Samantha Mumba e ponta de Jeremy “Casa dos Espíritos” Irons.”Remake” do filme de mesmo título de 1960, com Rod “Os Pássaros” Taylor. D

Enredo: Final do século XIX. Guy Pearce é Alexander Hartdegen, um “gênio maluco”, distraído e esquecido. Uma noite, distraído com um novo invento, o automóvel, atrasa-se e esquece-se de levar flores para a noiva, mas lhe faz um pedido extremamente surpreendente e agradável: pede-a em casamento. Mas uma tragédia acontece e ela perde a vida num assalto. Decidido a mudar o passado, ele passa quatro anos recluso em seu laboratório, pesquisando viagens no tempo e finalmente consegue fazer sua máquina do tempo. Mas ele descobre que mudar o passado não é tão fácil assim: escapa-se de uma armadilha para entrar em outra. A idéia, então, é viajar ao futuro e descobrir lá como funcionam as viagens no tempo. Ele vai para o ano 2030, onde descobre que uma catástrofe natural afetou a vida na Terra e que o mundo não está tão avançado a ponto de lhe fornecer as explicações que deseja. Resolve ir mais para frente, mas um acidente o faz cair no ano 802.701. Socorrido por uma moça (Samantha Mumba) e seu irmão, Alexandre acorda e percebe que a situação ficou pior ainda: nesta época o mundo voltou a ser primitivo e os Eloi, seres pacíficos servem de caça para seres do fundo da terra, os Morlock, de inteligência primitiva e que fazem o “serviço braçal” para seres mais inteligentes, que se utilizam dos Morlock como escravos e dos Eloi como gado alimentado e procriado para sua dieta. Revoltado com a falta de reação dos Eloi, Alexander resolve combater os Morlock, ainda mais para salvar a moça que o socorrera. E é este o enredo, se é que isto é um enredo.

Avaliação: Não li o livro de H. G. Wells, que devia ser revolucionário para a época, mas parece meio sem graça. A essência não muda muito entre os dois filmes, o de 1960 e este, só é contada de maneira pior no novo, que abusa ainda da maquiagem e de monstros para contar a estória. O fato de o filme se concentrar muito no futuro cheio de criaturas medonhas faz o filme perder o suspense. Assistimos em quatro e não gostamos. Perder o filme é o melhor conselho.

Minority Report – A Nova Lei (Minority Report)

Minority Report - A Nova Lei (Minority Report), ação, suspense, drama e ficção científica de Steven Spielberg, com Tom Cruise, Colin ”A Guerra de Hart” Farrell, Max ”O Exorcista” von Sydow, Samantha Morton e ponta de Lois Smith. C

Enredo: Em 2054, o Pre-Crime está em uso já há seis anos em Washington, evitando todo e qualquer assassinato na cidade. Como? Usando os serviços de três filhos de drogados que, pelo contato dos pais com as drogas, adquiriram poderes premonitórios. Eles prevêem crimes, autores e vítimas e permitem a prisão dos autores antes de os crimes acontecerem. John Anderton (Tom Cruise) perdeu o filho pequeno quando brincava com ele; sua esposa o deixou, pois “sempre que via John, lembrava-se do rosto do filho”; ele é o chefe da equipe que trabalha com os dados dos precogs e confia cegamente em suas previsões, tanto é que não há mais crimes… O Pré-Crime vai ser implantado em todo país… assim que uma audiência do senado comprove sua eficácia. é aí que surge Witwer (Colin Farrell), um investigador federal que vem verificar se o sistema é mesmo infalível. Na verdade, o que Witwer parece querer é assumir a direção em lugar de Anderton.

Problema: enquanto Anderton manipula as visões que seu equipamento recebe dos precogs, ele se vê cometendo um crime daí a 36 horas. Pior: ele nem conhece a vítima, nem o local do crime. Será uma armação de alguém da agência? E por que, se ele é o defensor nº 1 do projeto? Anderton foge, mas é perseguido pelos colegas e por Witwer; para piorar, seu chefe e mentor, Lamar Burgess (Max von Sydow) acha que ele está ficando fora de si, ainda mais porque descobre que Anderton consumia drogas para aliviar a dor da perda do filho. E como escapar, se o sistema que ele mesmo administrava monitora tudo e todos? Na fuga de Anderton, ele irá até a reclusa criadora dos precogs (Lois Smith), que lhe conta um terrível segredo, fará uma operação nos olhos (argh!) e reencontrará sua ex-esposa, enquanto procura contatar os precogs, para tentar entender o porquê da visão que o envolve. Será que os precogs são mesmo infalíveis?

Avaliação: Spielberg desta vez caprichou, já que A.I. tinha decepcionado, pois tinha partes arrastadas. Philip Dick, autor dos livros em que se baseiam este filme, “O Vingador do Futuro” (com Schwarzenegger) e “O Caçador de Andróides” era um gênio (e que gênio!) que aparentemente tinha graves distúrbios psicológicos ou psiquiátricos. Talvez isto fosse a razão de ele ter a imaginação tão criativa. Tramas inteligentíssimas e que anteviam bem o futuro. Adoramos e, apesar de ter quase 2,5 de duração, só olhei o relógio em um momento, mas o filme logo ganhou pique de novo. Bons sustos, suspense quase 100% do tempo. Atuação excelente de Samantha Morton, como a mais talentosa das precogs.

Uma questão levantada pelo filme e que foi muito bem colocada pela Sarah: cadê o benefício da dúvida quando se condena alguém por algo que iria cometer? Se se impede que se cometa um crime, então como se pode saber se ele iria ser efetivamente consumado?

E mais: com que direito a privacidade das pessoas pode ser invadida para que se cacem criminosos, mesmo que estas pessoas nada tenham a ver com o crime (como no caso da bem bolada cena das aranhas-robôs, que varrem a retina de todos moradores de um prédio para ver se identificam o procurado)? Ou mesmo: será que é interessante que a gente ande em corredores onde os outdoors nos cumprimentam pelo nome, porque nos reconheceram pela retina? Você gostaria de ter esta atenção especial ou se sentiria violentado em sua privacidade?

Legal também são as idéias futuristas que não trazem dilemas morais, como, p. ex., as rampas que os carros usam para circular; elas começam nas laterais dos prédios e vão se separando, como fitas que embalassem uma construção até o térreo (que seriam as estradas)

Bom, e o filme não deixa de fazer um merchandising ou outro: carros Lexus, relógios (se não me engano), Bulova,…

Sinais (Signs)

Sinais (Signs), ficção-suspense de M. Night “O Sexto Sentido” Shyamalan, com o próprio, Mel Gibson, Joaquin ” Gladiador” Phoenix, Rory (irmão de Macaulay) Culkin, Abigail Breslin e Cherry “Mar em Fúria” Jones.

Enredo: Graham Hess é um pastor que perdeu sua fé ao perder sua esposa seis meses antes dos eventos do filme, atropelada por um vizinho (o próprio Shyamalan) na pequena cidade onde viviam. Merrill é seu irmão mais novo, um jogador de beisebol de grande futuro, mas que se revelou um fracasso; eles vivem juntos na fazenda de Graham, com os filhos pequenos deste, Morgan (Roby Culkin) e Bo (Abigail Breslin). O filme já começa mostrando que a plantação de milho da fazenda está cheia de círculos perfeitos e outros símbolos, formados por algo ou alguém que conseguiu dobrar as plantas sem quebrá-las. É como a história dos círculos na Inglaterra e em outros países alguns anos atrás: os da Inglaterra foram feitos por dois engraçadinhos e parece que os outros foram feitos por imitadores; os do filme aparecem também no mundo todo (e é feita referência a estes que realmente apareceram), mas são acompanhados de outros sinais e de fenômenos como, p. ex, animais ficando nervosos, como se estivessem acuados. O filme joga mais para o lado sobrenatural/extraterrestre, ainda mais porque o pastor, além de ter perdido o calor no contato com os filhos, perdeu sua fá e ressalta sempre que não é mais alguém ligado à religião; ele chega inclusive a brigar com os filhos que, em determinado momento de desespero, querem rezar à mesa do jantar. Os sinais vão se acumulando e o espectador vai aos poucos vendo que os sinais podem ter algum sentido – quem sabe sinais de navegação para ET’s que estão chegando…

Avaliação: A Sarah achou fraco e chato, pior até que “Corpo Fechado”, que, por sua vez, foi pior que “O Sexto Sentido” (bom, este parece insuperável…). Eu achei bom, mas o pior dos três sucessos do diretor, com alguns momentos realmente entediantes e discussões “filosóficas” dispensáveis. É interessante ver o desempenho de Mel Gibson, porque, desta vez, ele faz o papel de um pai desiludido e sem esperanças, alguém que parece estar o tempo inteiro desprotegido, ao contrário de seu irmão mais novo. Tem alguns momentos de prender na cadeira, mas não muitos e perde muito do suspense armado pelo trailer porque logo revela a origem dos sinais, algo que deveria, a meu ver, ficar escondido durante a maior parte do filme. Há outra espécie de “sinais” retratada no filme e eles rendem a discussão que o diretor lança e que rende o intrigante final do filme (mas não esperem algo como a d’O Sexto Sentido): uma série de coincidências é só uma série de coincidências ou elas são um sinal de Deus traçando o caminho dos homens sem que eles se dêem conta disto?


Inscreva-se para receber atualizações

Arquivos

Categorias

Statcounter

free hit counter

Os mais clicados

  • Nenhuma

Technorati

Add to Technorati Favorites

Tweeter do Roby

 

Novembro 2009
S T Q Q S S D
« Out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30