Gattaca, a Experiência Genética (Gattaca), drama de ficção científica de Andrew Niccol.
Enredo: Um futuro distante, ou nem tanto… Vincent Freeman (Ethan Hawke) vence seu irmão Anton (Loren Dean) na natação em mar aberto, o que provoca o rancor e incompreensão do “geneticamente perfeito” Anton. Vincent e seu irmão são parecidos, mas bem diferentes geneticamente, pois o perfil do primeiro é falho – ele não recebera as correções da engenharia genética, o que resultara num pouco de miopia e num defeito congênito em seu coração, que não o deixará passar dos 30,2 (!) anos de idade. E o perfil é determinante para as carreiras e para a posição social dos indivíduos. Assim, Vincent não pode almejar bons empregos.
Jerome Morrow (Jude Law) é geneticamente perfeito, mas, insatisfeito com um segundo lugar numa competição esportiva, tentara sem sucesso o suicídio, tornando-se paraplégico. Como ninguém soube da tentativa e Jerome e Vincent têm físicos parecidos, o primeiro empresta sua identidade e amostras de DNA e urina ao segundo, que assim, consegue um emprego na Gattaca Aerospace Corporation, onde terá a chance de fazer um sonhado vôo espacial. Em troca, o “in-válido” Vincent, no papel de Jerome, vai projetar o nome deste. Mas o que Vincent faz é um crime contra a “nova ordem social” – ele torna-se um “de-gene-rado”. E o risco de ser pego aumenta quando o diretor da missão espacial aparece morto, um cílio (!) de Jerome aparece no local do crime e todos na empresa passam a ser examinados por um detetive criterioso (Alan Arkin) e seu assistente, que, para azar de Vincent, é… O cerco se aperta e Vincent não sabe se será descoberto e, caso seja, se será ajudado pela colega (Uma Thurman) por quem está se apaixonando.
Avaliação: Ficção? Há onze anos, quando o filme foi feito, podia ser. Hoje, nem tanto… A idéia é ótima, uma crítica, aliás, bem atual, já que se fala em planos de saúde poderem vir a aumentar valores de apólice em função dos riscos genéticos apresentados pelos clientes. Adoramos, eu vi há pouco pela segunda vez e confirmei: é excelente, poético até. As cenas da competição dos irmãos em alto-mar, os dramas de Jerome (Jude Law), tudo muito bem feito. E fica melhor ainda com a bela trilha de Michael Nyman (também autor da trilha de “O Piano”).
