Textos categorizados 'Ficção Científica'

Inimigo Meu (Enemy Mine)

Inimigo Meu (Enemy Mine), drama de ficção científica de Wolfgang Petersen, com Dennis Quaid e Louis Gossett Jr.

Enredo: Inimigos que nem sabe por que se combatem, os humanos e os Dracons se enfrentam no espaço, no final do séc. XXI. Após um combate, as naves de um humano (Quaid) e de um Dracon (Gossett) caem num planeta inexplorado; inicialmente, eles se combatem, depois são obrigados a se unir para enfrentar a natureza selvagem do lugar – acabam descobrindo ter mais coisas em comum do que penavam e nada que os oponha realmente, a não ser o ódio irracional. O temo passa e eles não conseguem escapar do planeta, o Dracon, um ser assexuado, dá luz a um filho e as forças das circunstâncias levam o humano a cuidar dele, fazendo aparecer mais do que a amizade – o amor paterno.

Avaliação: Filme muito recomendado pelo meu amigo Dimas (por tratar da amizade, antes de ser uma ficção), mas achei a estória fraca, infantil e sem atrativos; a Sarah, então…

PS 2008: Mas o filme é referência de peso, pois um trecho seu foi usado numa das matérias que tive no MBA/FGV.

Linha do tempo (Timeline)

Linha do tempo (Timeline), ficção científica e ação de Richard Donner, com Paul Walker, Frances Connor, Gerard Butler e Billy Connoly. D

Enredo:
O cientista que lidera uma escavação arqueológica num local que fora palco de uma decisiva batalha entre franceses e ingleses some. Seu filho e seus assistentes acham um pedido de socorro que lê parece ter deixado no local; o estranho é que eles acham o pedido à medida que escavam, ou seja, ele deve ter deixado o pedido no passado distante, o que parece ser confirmado pela data de 1357 no bilhete. Indo atrás do cientista, os jovens descobrem que ele fez uma viagem pelo tempo, patrocinada por uma empresa que experimentava com teletransporte. Agora, eles embarcam para o passado, mas apenas com roupas e armas da época, e descobrem que estão presos entre ingleses e franceses, no dia da batalha final. E mais, parece haver outros motivos pelos quais eles foram enviados ao passado – haveria mais alguém a ser procurado lá?

Avaliação: Filme tipo Sessão da Tarde, como disse a Sarah; mas em versão bem fraca. Não empolga, não prende, não nos faz torcer pelos personagens, que não são bem construídos.

20.000 Léguas Submarinas (20,000 Leagues Under the Sea)

20.000 Léguas Submarinas (20,000 Leagues Under the Sea), aventura de ficção científica de Rod Hardy.

Enredo: O jovem Prof. Pierre Arronax (Patrick Dempsey) detesta ser a sombra do famoso pai (John Bach). Já este despreza as teorias cientificas do filho e nutre por ele uma antipatia, por ter perdido a esposa no seu parto. Quando o jovem Arronax lança sua teoria de que seria um monstro de origem pré-histórica que estaria atacando e destruindo navios em alto-mar, recebe o desprezo de boa parte da platéia do evento onde faz o anúncio, inclusive do pai. Mas uma companhia marítima resolve bancar uma expedição com o jovem, pois o tal monstro já havia causado muitos prejuízos. O almirante McCutcheon (Peter McCauley) conduz a expedição e eles finalmente topam com o inimigo e percebem tratar-se, ao contrário do que supunha o cientista, de um grande submarino, com uma couraça intransponível. No confronto que se segue, Arronax e dois companheiros de viagem (Bryan Brown e Adewale Akinnuoye-Agbaje) caem no mar e são salvos e acabam prisioneiros do capitão Nemo (Michael Caine), que comanda o submarino Nautilus. Dados por mortos pela tripulação do almirante, eles passam meses como hóspedes involuntários de Nemo, ora presos, ora podendo circular com certas restrições. Ned Land (Bryan Brown) quer fugir de qualquer jeito, mas os outros nem tanto. Pierre Arronax passa a admirar cada vez mais seu captor. Nemo quer atingir sua base no mar Ártico, mas o almirante McCutcheon, apoiado pelo pai de Pierre Arronax, foi incumbido de destruir o Nautilus.

Avaliação: O original, com James Mason, era mais fiel ao livro e bem melhor. Este fica chato, pois estende demais a estadia no submarino, exagera nas inovações científicas do capitão Nemo (a mão mecânica e outras baboseiras) e, se bem me lembro do original, inventa demais ao mostrar a Atlântida como a base de Nemo e ao criar uma filha para ele (Mia Sara) para ele. Começa bem, enrola-se e acaba chato…

13º andar (The Thirteenth Floor)

13º andar (The Thirteenth Floor), suspense de ficção de Josef Rusnak, com Craig Bierko, Gretchen Mol, Vincent D’Onofrio, Dennys Haysbert e Armin Mueller Stahl.

Enredo: Quando seu chefe (Stahl) aparece assassinado, o pesquisador Douglas Hall (Bierko) torna-se o principal suspeito e resolve ir atrás da pista que ele deixou – um recado do chefe falando sobre um bilhete que lhe deixara. Ir atrás disto significa “fazer download” num personagem no mundo da realidade virtual inventado pelo chefe e desenvolvido por Douglas e Whitney (D’Onofrio), seu assistente. Mas o invento está em fase experimental e isto seria um risco. Mas a chegada de uma desconhecida (Mol) que diz ser Jane Fuller, filha do chefe aumenta o mistério e a necessidade de se buscar pistas no mundo virtual. Mas esta viagem a este mundo faz com que surjam questionamentos sobre o que seria virtual ou real – por que Hall vê seu chefe e seu assistente no outro mundo, por que querem matá-lo? Este mundo seria real? A cada ida e volta, Hall fica mais confuso, seus lapsos de memória pioram, e a presença e os sumiços de Jane só agravam isto.

Avaliação: A Sarah desistiu de ver no começo, achou chato demais. Eu gostei, mas não tanto, porque, apesar de a idéia ser ótima, a trama é muito difícil de acompanhar.

O Clone (À Ton Image)

O Clone (À Ton Image), suspense de ficção científica de Aruna Villiers.

Enredo: Mathilde (Nastassja Kinski) perdeu um filho pequeno num acidente e acabou se separando do marido. Ela não pode mais engravidar e também fechou as portas para o amor até que o médico Thomas (Christopher Lambert) apareceu em sua vida. Ele quer um filho e convence Mathilde a deixar um colega a aplicar novas técnicas com ela. Thomas sabe, mas ela não, que se trata na verdade de clonagem, não de inseminação artificial. E ela só consegue estranhar que a filha Manon (Audrey DeWilder) cresce cada vez mais parecida com ela. E, quando Manon começa a disputar as atenções de Thomas com a mãe, esta começa a enlouquecer, não consegue entender o porquê da realidade e como a filha parece saber de coisas do passado de Mathilde que nem Thomas ficou sabendo. Manon torna-se uma ameaça a todos e só o cientista (Andrzej Seweryn) que a gerou parece saber de algo mais.

Avaliação: Filme difícil de se conseguir na locadora… Todas as cópias tomadas… Ele realmente é bom, apesar de investir na receita de sempre, mostrando possíveis perigos da clonagem – ás vezes (creio) com exageros. É bom, gostamos, vale a visita.

Quarteto Fantástico (Fantastic Four)

Quarteto Fantástico (Fantastic Four), aventura de ficção científica de Tim Story, baseada nos quadrinhos de Stan Lee, da Marvel.

Enredo: O Professor Reed Richards (Ioan Gruffudd, que lembra um pouco Jeff Goldblum) já afundou suas firmas algumas vezes, mas, desta vez, ele sente que não pode deixar de concluir seu projeto de estudar a influência no DNA humano de uma nuvem solar que está para passar perto da Terra. Para isto, ele e seu fiel escudeiro, o piloto espacial Ben Grimm (Michael Chiklis), têm que recorrer ao desagradável cientista, o milionário Vincent van Doom (Julian McMahon). Pior ainda para Reed é encontrar sua antiga amada, Susan (Sue) Storm (Jessica Alba, uma mistura de Angeline Jolie e Charlize Theron) como colaboradora e candidata a namorada de Doom. Humilhado, e com a condição de ceder quase todo o lucro da pesquisa para Doom, Reed recebe seu financiamento. Os cinco tripulantes da missão são Richards, Sue, seu irmão Johnny Storm (Chris Evans, a cara e o sorriso debochado de Sam Rockwell), Ben Grimm e van Doom. Mas algo de errado ocorre, a nuvem chega antes do previsto e os cinco quase morrem. Resgatados, eles voltam à Terra e vão percebendo que ganharam poderes especiais. Reed pode se transformar em borracha, Sue fica invisível quando estressada, Ben vira “O Coisa”, um homem de pedra, forte, pesado e disforme (e é o único dos quatro que parece não ter o dom de voltar ao normal) e Johnny vira uma tocha humana. Aos poucos, van Doom percebe que ele também tem poderes, ele vai se transformando em titânio e é capaz de absorver toda a energia elétrica ao seu redor. Mas, se o quarteto começa a agir para o bem, van Doom quer destruir Richards, porque ele e Sue estão se apaixonando novamente e porque van Doom culpa Richards pelo fracasso da empreitada e pela ruína da empresa. Aliás, não só Richards – van Doom quer destruir o quarteto e todos que ele achar que se opõem a ele. Se consegue? Já dá para adivinhar…

Avaliação: Fomos em cinco e gostamos todos (Léa, Tati, Dan, Sarah e eu). Eu sempre gostei do Quarteto e do Homem Aranha, então… Os personagens estão bem caracterizados: o “Coisa” com seus dramas pessoais por não pode voltar a ser quem era; van Doom carregando o poder junto com o desejo de vingança e Johhny Storm com sua língua afiada e apreciando o poder de uma forma imatura, mais preocupado com o sucesso. Mais uma adaptação feliz dos quadrinhos.

A Guerra dos Mundos (War of the Worlds)

A Guerra dos Mundos (War of the Worlds), suspense de ficção científica de Steven Spielberg

Enredo: Ray (Tom Cruise) separou-se da mulher (Miranda Otto) e agora vive só, podendo deixar sua casa bagunçada e sem mantimentos. Seu hobby são os motores de carros e isto exige mais bagunça… As coisas têm que mudar quando sua ex viaja com o marido e deixa os filhos Robbie e Rachel (Justin Chatwin e Dakota Fanning) para Ray cuidar. Justamente no dia em que a Terra é invadida por ET’s cuja única intenção é destruir os humanos. E, enquanto vão passando pelas mais diversas situações, vão encontrando tipos enlouquecidos, ponderados, desesperados, egoístas, altruístas. E Ray vai ter que mostrar sua criatividade para fugir do ataque e defender os filhos. Só que ele vai descobrir que não era um pai tão bom assim: o conflito do pai ausente com o filho adolescente vai aumentando e este pai descobriu somente após alguns anos que a filha pequena é claustrofóbica, tem várias alergias e que o irmão mais velho é quem faz o papel de pai. Estes dias difíceis servirão para uni-los? Eles conseguirão escapar?

Avaliação: A Sarah e eu achamos ótimo, começa a prender a atenção nos primeiros minutos, logo nas estranhas e arrepiantes tempestades. Nosso sobrinho Rodrigo e o Danon gostaram bastante e a Nancy, razoavelmente. E as narrações inicial e final de Morgan Freeman são curtas, mas bastam para prender. Critiquem como quiserem o personagem de Tom Cruise, mas achamos ótimo, o filme prende do início ao fim. Isto foi unânime.

A Ilha (Island)

A Ilha (Island), ficção cientifica dramática e de ação de Michael Bay

Enredo: Lincoln Six Echo (Ewan McGregor) e Jordan Two Delta (Scarlett Johansson) vivem num paraíso monótono. É lá que estão os sobreviventes de uma contaminação que teria acabado com os habitantes da Terra em meados do século 21. Eles e os milhares de habitantes acordam sempre na mesma hora, vestem todos o mesmo uniforme, fazem trabalhos repetitivos diariamente, sem saber nem por que o fazem. Eles são proibidos de manter contato muito íntimo e, assim aquilo que Jordan e Lincoln parecem sentir um pelo outro fica represado – se é que eles entendem o que seja que sentem… A vida de todos só tem uma alegria: esperarem o sorteio diário para serem levados para a “Ilha”, da qual só conhecem imagens paradisíacas. Mas Lincoln não pensa só nisto; ele tem pesadelos que o assustam e que deixam preocupado o médico responsável pelo complexo, o Dr. Merrick (Sean Bean). Lincoln começa a desconfiar deste paraíso e compartilha suas dúvidas com Jordan. Sempre curioso, ele procura saber mais notícias do  lado de fora com McCord, um funcionário do “mundo contaminado” que presta serviços por lá. As descobertas de Lincoln o deixam assustado e decepcionado e, quando Jordan é sorteada para ir à Ilha, ele resolve fugir com ela. E “fuga” é a palavra certa, pois parece que Merrick não quer deixar as pessoas saírem do “paraíso”. E, para isto, ele contrata um truculento agente (Djimon Hounsou) para perseguir o casal.

Avaliação: A Sarah achou ótimo, eu gostei bastante. A ação é muito boa, apesar de alguns excessos de “marmeladas”, com os heróis escapando de perigos mortais a toda hora. Um pouco de exagero na ação e um pouco de carência da exploração do tema da clonagem, que aqui é retratada como algo sem escrúpulos (exagerado o enredo não teria graça se não fosse assim), mas de uma maneira interessante. E deixa um dilema moral (em algumas cenas por vezes impressionantes): o do uso de clones para fins terapêuticos e o seu descarte.

O Som do Trovão (A Sound of Thunder)

O Som do Trovão (A Sound of Thunder), suspense de ação e ficção científica de Peter Hyams, baseado em conto de Ray Bradbury.

Enredo: Em cerca de 50 anos, o homem seria capaz de fazer viagens no tempo. E é com isto que Charles Hatten (Ben Kingsley) estará ganhando muito dinheiro. A regra para os viajantes é não deixar nem trazer nada do passado. Mas pequenas falhas de manutenção geram falhas em equipamentos, que, por sua vez, geram problemas numa das viagens, o que, por sua vez, afeta o passado e… Fica a cargo da equipe chefiada por Travis Ryer (Edward Burns) vencer as ondas de tempo, voltar ao passado, descobrir o que deu errado, se alguém deixou ou trouxe algo de lá e corrigir o futuro que, a cada onda, sofre alterações cada vez mais violentas, o que poderá fazer com que a humanidade deixe de existir – ou assuma outras formas de vida.

Avaliação: Idéia muito legal, trama não muito cativante. Ou até é, mas os personagens não o são, pois a trama não nos envolve. As situações são meio rápidas demais para isto. Vale a visita, mas não espere nada além de um bom passatempo. Sobre alterar passado e futuro, “O Efeito Borboleta” é que dá um espetáculo.

Efeito Borboleta 2 (Butterfly Effect 2)

Efeito Borboleta 2 (Butterfly Effect 2), suspense de ficção científica de John R. Leonetti.

Enredo: Eric Lively e Erica Durance substituem Ashton Kutcher e Amy Smart nesta nova estória sobre um rapaz que tem o poder de voltar ao passado – à custa de muito sofrimento – e alterar o futuro, de modo a “corrigir” erros que tenha cometido. O primeiro erro é, na verdade, a idéia que o protagonista tem de voltar mais cedo ao trabalho, já que sofre a pressão de um chefe insuportável. Esta volta implica em estragar um fim de semana agradável com a namorada e um casal de amigos e mais, significa um acidente na estrada, que provoca a morte dos três companheiros de passeio. No hospital, ele percebe que pode voltar ao passado, mas, a cada volta, ele altera um pequeno detalhe que tem implicações maiores do que ele poderia imaginar e, assim, as situações vão ficando cada vez mais críticas. Até que…

Avaliação: Nas palavras do Danon: “achei mais organizado… mas a Nancy, por conta daquele tremor da tela, voltou para casa tonta… porém eu, que costumo ser mais suscetível a este tipo de coisa, voltei normal…”. A Sarah achou muito bom e também gostou da organização, mas, para mim, foi esta seqüência certinha demais que fez perder muito da graça. A trama intrincada do primeiro e o fato de que ele começa “do meio”, fizeram daquele um dos melhores filmes de ficção que já vi e um filme que me fez ficar pensando muito. Danon, Nan e Sarah gostaram muito, mas, como eu disse, fiquei esperando mais. De certo modo, é o que aconteceu com a comedia “Click”: uma idéia ótima, mas pouco aproveitada e metida a esperta.

O Fim dos Tempos (The Happening)

O Fim dos Tempos (The Happening), suspense de ficção científica de M. Night Shyamalan.

Enredo: Central Park, Nova Iorque. As pessoas ora param, paralisadas, ora repetem frases ou falam coisas desconexas para, então, suicidarem-se. Depois, o fenômeno espalha-se nas imediações. Mais tarde ainda, num parque da Filadélfia. Ao longo do dia, toda a costa nordeste dos EUA está nos noticiários. Já são milhares os que se suicidaram e as teorias indicam que uma toxina espalhada pelas plantas é a causadora do evento. Talvez aliada a um eventual vazamento de algum experimento químico da CIA… As pessoas vão fugindo em direção ao sul e ao oeste, mas é difícil alcançar a região que não foi atingida, pois as estradas estão congestionadas e todas as cidades ao longo do caminho são atingidas. Primeiramente, as grandes cidades; depois, parece que as plantas aproveitam o vento para “atacar” as menores. Enquanto foge com a esposa (Zooey Deschanel) e a sobrinha (Ashlyn Sanchez), o professor de ciências Elliot Moore (Mark Wahlberg) vai tentando entender o porquê do evento e como escapar dele. Mas ele está bem no “olho do furacão”, no centro da região atingida.

Avaliação: A Sarah achou que serve como passatempo. Mas eu, mais uma vez, decepcionei-me com Shyamalan. Depois do fantástico “O Sexto Sentido” e do interessante “Corpo Fechado”, o diretor errou feio com “Sinais”, fez algo com final misto de decepcionante com interessante em “A Vila” (não vi “A Dama da Água”) e, agora… O filme parece tentar copiar algo de “Os Pássaros”, mas se dá mal… O Suspense não prende muito, os problemas do casal são tratados de maneira muito superficial (dispensável), há cenas de sangue exageradas e dispensáveis, não há personagem ou suspense que cative. E o filme está ou esteve no topo da bilheteria nos EUA! Deve ser saldo do sucesso de “O sexto Sentido”. De qualquer jeito, só para garantir, vou ficar de olho nas minhas plantas…

Invasores

DVD

Invasores (The Invasion), suspense de ficção científica de Oliver Hirschbiegel.

Enredo: Uma cápsula espacial retorna à Terra contaminada por esporos trazidos do espaço. O primeiro a se contaminar é o cientista Tucker Kaufman (Jeremy Northam) do Centro de Controle de Doenças. Durante o sono, ele é envolvido por um casulo e, ao acordar, é outra pessoa. Mesma aparência, mas sem personalidade, sem humor, sem carinho, ele é um ser que quer apenas que todos sejam igualmente contaminados e se tornem como ele. Rapidamente, toda a cidade vai sendo contaminada, pois basta um pouco de fluido do sujeito contaminado para espalhar a doença. Quem resiste ao contágio ou mostra possuir emoções (e, portanto, não ter sido transformado), é atacado pela turba. Alguns têm imunidade… E devem ser mortos por isto. Afinal, o que estas novas versões dos humanos oferecem é um mundo sem emoções e, portanto, sem guerras. Por que recusar? Por que resistir, se é só dormir e acordar outra pessoa, num processo indolor? Mas há gente que resiste, sim. A psiquiatra Carol Bennell (Nicole Kidman) vê seus pacientes tornarem-se estranhamente passivos, o próprio ex-marido deixa de brigar com ela e passar a querer ficar mais com o filho (Jackson Bond) – e isto a assusta. Com a ajuda dos colegas Ben Driscoll (Daniel Craig) e Stephen Galeano (Jeffrey Wright), ela vai tentar descobrir como lidar com a situação e como salvar o filho.

Avaliação: Muito bom, suspense que prende mesmo. Particularmente, como vi as duas versões anteriores do “Invasion of the Body Snatchers (Invasores de Corpos)”, vou compará-las (apesar de tê-las visto há muitos anos). A de 1978, de Don Siegel, com Donald Sutherland e Brooke Adams, era mais assustadora ainda, que me lembre. A de 1957, de Don Siegel, com Kevin McCarthy e Dana Wynter, tinha um final mais… (não vou estragar). Deve ser caso raro, três versões e as três muito boas.


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