Textos categorizados 'Policial'

Q & A. Sem Lei, Sem Justiça (Q & A)

Q & A. Sem Lei, Sem Justiça (Q & A), drama policial de Sidney Lumet, 1990.

Enredo: O detetive Michael Brennan (Nick Nolte) é um policial violento, mas considerado exemplar. Sua situação complica-se quando ele embosca e mata um informante a sangue frio e alega legítima defesa. O caso vai para a Corregedoria e fica a cargo do novato Procurador-Assistente Aloysius Reily (Timothy Hutton), que leva a tarefa a ferro e fogo, mas encontra a resistência do corporativismo dos colegas de Brennan, bem como de seu superior, o poderoso Kevin Quinn (Patrick O’Neal). Os três vêm de famílias de origem irlandesa que se conheciam, mas isto não impede o agravamento dos atritos. A única chance de Reily é o testemunho de Bobby Texador (Armand Assante), mas Texador é um conhecido traficante e agiota e sua palavra não tem grande valor. Tampouco sua vida, pois seu “amigo” Brennan fará de tudo para eliminar esta testemunha.

Avaliação: Eu me lembrava de ter gostado muito do filme quando o vi no cinema, mas, quando revi em DVD, não fiquei empolgado. O filme é médio, um pouco arrastado.

Trama Internacional (The International)

Trama Internacional (The International), suspense dramático e criminal de Tom Tykwer, 2009.

Enredo: Eleanor Whitman (Naomi Watts), da Procuradoria de Nova Iorque, e Louis Salinger (Clive Owen), da Interpol, investigam o banqueiro Jonas Skarssen (Ulrich Thomsen), envolvido em lavagem de dinheiro, tráfico de armas e golpes de estado. Mas, todas as pessoas que podem incriminá-lo, são mortas tão logo concordam em colaborar; nem os policiais estão a salvo… Por trás do banqueiro, um eficiente esquema, engendrado pelo seu braço direito, Francis Ehames (Jay Villiers), seu advogado, Martin White (Patrick Baladi) e por Wilhelm Wexler (Armin Mueller-Stahl), a pessoa encarregada de corromper policiais e providenciar o desaparecimento dos que se mostram obstáculos. Para isto, Wexler usa os serviços de um eficiente “consultor” (Brian F. O’Byrne), que não deixa rastros, nem faz perguntas. Uma vez mais, Whitman e Salinger estão próximos de pegar Skarssen e uma vez mais, um importante colaborador é assassinado e um policial corrupto se interpõe no caminho; de caçadores, a dupla corre o risco de tornar-se a caça. O assunto tornou-se uma questão pessoal para Salinger a ponto dele se dispor a andar à margem da lei para conseguir fazer justiça.

Avaliação: Filmaço, suspense (intrincado, diga-se) de prender na cadeira. Não há tanta ação como o trailer dá a entender, mas tudo bem. E Clive Owen é realmente, como em “Um plano Perfeito”, a alma do filme. Minha mãe e eu adoramos e a Sarah gostou apesar de achá-lo cansativo em muitos momentos. Ah, claro, fiquei me perguntando se muito do que o filme mostra não é a realidade de alguns bancos e empresas que fazem negócios com regimes corruptos.

Olho por Olho (Eye For An Eye)

Olho por Olho (Eye For An Eye), suspense dramático e criminal de John Schlesinger.

Enredo: A tragédia se abate sobre Karen McCann (Sally Field), quando um entregador de compras (Kiefer Sutherland) aproveita a entrada em sua casa, estupra e mata sua filha. O marido (Ed Harris) prefere confiar na polícia, e o encarregado do caso (Joe Mantegna) realmente consegue identificar e capturar o assassino. Mas ele tem bom álibi, bons advogados e sai livre. Inconformada, Karen resolve agir em segredo e por conta própria, comprando uma arma e unindo-se a um grupo de pessoas que já perdeu parentes nas mãos de criminosos que ficaram impunes. Ao mesmo tempo passa a seguir o assassino para alertar suas possíveis vítimas; mas ele faz mais uma e, ao perceber que está sendo seguido, ainda tripudia da mãe ferida. Para quê…

Avaliação: Ótimo, daqueles que você fica acompanhando com gosto a busca pela vingança por parte da mãe. Mas mostra que a trajetória escolhida por ela é perigosa, não servindo de incentivo… Sally Field está ótima, Joe Mantegna convence como o policial que tenta pegar o bandido, mas tem as mãos atadas pelo alcance da lei. A Sarah já viu umas cinco vezes… Ou seriam umas dez vezes?

24h Para Morrer (Oxygen)

24h Para Morrer (Oxygen), suspense policial de Richard Shepard.

Enredo: Bandido (Adrien Brody) seqüestra esposa (Laila Robins) de um milionário (James Naughton), pede resgate, mas é pego. Caso encerrado? Não, porque a vítima está literalmente enterrada num caixão que tem ar para apenas 24 horas. Ou seja, não se trata de invadir um esconderijo e matar um bandido, trata-se de fazê-lo confessar – usando apenas as armas que a lei faculta – no menor tempo possível. E o manipulador criminoso ainda consegue desestruturar a policial responsável pelo caso (Maura Tierney), pois conhece suas fraquezas, dentre elas,  seu  mau relacionamento com o marido policial

Avaliação: Sufocante, revimos este filme de 1999 em 2009. Vale a pena; não é excepcional, mas prende bem; tem uma cena mais “nojenta”, quando o bandido escapa das algemas na delegacia. Se tiver estômago mais fraco, é só evitá-la…

O Gângster (American Gangster)

O Gângster (American Gangster), drama criminal de Ridley Scott.

Enredo: Final dos anos 60. Uma exceção em seu “ramo”, negro num negócio dominado por italianos, o gangster Bumpy Johnson foi assassinado. Seu domínio sobre a distribuição de drogas no Harlem passou ao seu motorista e guarda-costas, Frank Lucas (Denzel Washington). Pregando “honestidade e integridade” nos negócios, avesso a qualquer atitude que desperte atenção para si, Lucas é violento a ponto de deixar de lado a discrição e matar a sangue frio e em meio a uma multidão quem quer que o desafie. “Empresário” de sucesso, ele expande o negócio vendendo a “Blue Magic”, uma heroína com o dobro da pureza e metade do preço dos concorrentes. Seu truque? Trazer a droga diretamente das plantações de ópio da Tailândia, escondida em caixões com corpos de militares trazidos do Vietnã. O sucesso é tanto que ele traz para junto de si os irmãos – para abrirem “fachadas filiais” – e a mãe (Ruby Dee), que vai morar em sua mansão. E associa-se a Dominic (Armand Assante), que tem os canais certos para expandir a distribuição. Com tanto sucesso, é impossível manter-se invisível e Lucas atrai a cobiça de um violento e corrupto grupo de policiais de Nova Iorque, liderados pelo detetive Trupo (Josh Brolin) e do incorruptível investigador Richie Roberts (Russel Crowe). Roberts também é uma exceção em seu meio. Ele quer se tornar advogado e, dada sua honestidade e correção, chega a ser ridicularizado pelos colegas (afinal, apreendera e entregara à Polícia um milhão de dólares em notas não marcadas…). Esta integridade rendeu-lhe o comando da recém criada força-tarefa antidrogas. Sua idéia é pegar os chefões, não a gentalha miúda que fica nas ruas. Aos poucos, e para seu espanto, ele descobre que é Frank Lucas quem ele procura, e não a máfia italiana. Mas Lucas dificilmente comete deslizes e Roberts tem que “comer pelas bordas”, capturando quem trabalha com o gângster – e, ao mesmo tempo, evitar o pessoal do corrupto Trupo.

Avaliação: Perdi este bom filme no cinema. São mais de duas horas e meia, mas fiquei preso à TV – a mesma sensação que teve minha mãe. O estilo do gângster é realmente diferente do retratado nos filmes sobre o assunto. Ele procurava não ser espalhafatoso, o que não impediu o diligente Roberts de descobrir seu papel na cadeia do tráfico. Aliás, o diálogo entre os dois, ao final do filme, é ótimo, a melhor parte. E saber do destino dos personagens também (é, é um caso real…).

Fim da Linha (Road Ends)

Fim da Linha (Road Ends), ação policial Mariel Hemingway & Peter Coyote & Dennis Hopper & Chris Sarandon & Joanna Gleason.

Enredo: Esteban Maceda (Chris Sarandon) deveria testemunhar contra seus colegas de tráfico, mas está em fuga, pois a Polícia não o protegeu adequadamente e ele está por conta própria, fugindo e matando os bandidos contratados para eliminá-lo. Mas os policiais Gene Gere (Peter Coyote) e Roger Modine (Geoffrey Thorne), que o infiltraram no grupo de traficantes, querem levar Maceda ao tribunal; o problema é que estão sempre um passo atrás do fugitivo… O criminoso chega a uma pequena cidade do interior, onde planeja “recepcionar” os capangas que estão para alcançá-lo. Poucos habitantes no local e Maceda desperta as suspeitas do xerife local (Dennis Hopper), mas cativa a dona da pousada (Mariel Hemingway). Quando os “caçadores de cabeça” chegam à cidade, os três acabam juntos na tentativa de salvar suas vidas.

Avaliação: O filme não atraiu a Sarah, então vi sozinho. É um filme de médio a bom, também um daqueles DVDs baratinhos da banca. Hopper faz um papel de xerife meio tonto, que não convence, mas Sarandon está bem convincente e a trama é bem montada, exceto por parte do tiroteio final, onde o roteiro força Peter Coyote a uma atuação tola.

Glória (Gloria)

Glória (Gloria), suspense policial de Sidney Lumet, com Sharon Stone, Jeremy Northam, Jean-Luke Figueroa, Cathy Moriarty e George C. Scott; refilmagem do filme de John Cassavetes, de filme de 1980, com a esposa dele, Gena Rowlands. D

Enredo: Gloria (Stone) sai da cadeia, onde ficou assumindo a culpa de um crime do namorado e, ao reencontrá-lo, percebe que ele está prestes a matar um menino de sete anos (Figueroa), sobrevivente do massacre de sua família, que fora morta para que o pai entregasse o disquete com os nomes de pessoas subornadas pelo chefe do namorado de Gloria.

Avaliação: Muito morgado, pouca ação, trama desinteressante. Só o que vale no filme é a boa atuação de Cathy Moriarty.

Crime na Casa Branca (Murder at 1600)

Crime na Casa Branca (Murder at 1600), suspense policial de Dwight H. Little, com Wesley Snipes e Diane Lane.

Enredo: Snipes faz um policial e Lane uma agente secreta que investigam o título.

Avaliação: Achei razoável, a Sarah é quem gostou mesmo; passou por curto tempo no cinema e perdi; queria muito ver, então peguei na locadora.

Golpe Fulminante (Knock Off)

Golpe Fulminante (Knock Off), policial de Hark Tsui, com Van Damme.

Enredo: Trama com mundo da confecção de jeans de moda, micro-bombas, Máfia russa e gangues de Hong Kong, às vésperas da devolução desta à China.

Avaliação: Eu esperava mais ação, luta, …; a Sarah quis sair no meio, pedi para esperar ver se melhorava, mas … nada. Trama confusa, filme médio, apenas “assistível”. Paul Sorvino faz uma ponta, parece até um triste ocaso.

Fomos ver só porque o ganhador do Oscar (Caráter) ainda não tinha entrado.

Tempestade (Hard Rain)

Tempestade (Hard Rain), suspense policial e dramático de Mikael Salomon.C

Enredo: Durante uma enchente provocada por uma chuva torrencial (idéia super-diferente, tomada de um evento ocorrido em Mississipi, se não me engano), com ameaça de ruptura de uma represa, um bandido (Morgan Freeman), que quer se aposentar com o último assalto, ataca um carro-forte que está retirando os últimos milhões do banco da cidade, que pode sumir sob a água. O carro-forte é dirigido por um tio (Eduard Asner, de Mary Tiler Moore) e um sobrinho (Christian Slater) a quem arrumou o emprego. Mas o sobrinho consegue fugir com o dinheiro. Aí começa a perseguição, onde aparecem jet-skis, o xerife (Randy Quaid), uma restauradora (Minnie Driver) e um casal de velhinhos que não arreda o pé da cidade (super-simpáticos, dão um toque de humor no filme, e são a melhor parte dele).

Avaliação: Ótimo,muito agitado e diferente. E olhe que o trailer não me impressionou.

Máquina Mortífera 4 (Lethal Weapon 4)

Máquina Mortífera 4 (Lethal Weapon 4), ação policial de Richard Donner.

Enredo: Desta vez, é a Máfia chinesa contra os policiais Martin Riggs (Mel Gibson) e Roger Murtaugh (Danny Glover). Ainda com o trambiqueiro Leo Getz (Joe Pesci) ajudando a dupla; Jet Li faz o vilão contratado para da um “fim final” nos dois policiais.

Avaliação: Citado como o melhor depois do primeiro, gostamos, mas tem aquelas de bandido que “leva e toma, mas não morre”, um detalhe dispensável; é claro que o bom mesmo é o Joe Pesci de sempre, como trambiqueiro e detetive-particular-porcaria.

Ele É o Máximo (Shaft)

Ele É o Máximo (Shaft), policial de ação de John “Os Donos da Rua” Singleton, com Samuel L. Jackson, Vanessa L. Williams, Christian Bale (o garoto de O Império do Sol, de Steven Spielberg); Toni (a mãe em “O Sexto Sentido”) Colette; e uma ponta do ator do filme de 1971, Richard Roundtree (o tio de Jackson nesta refilmagem). Com a mesma música de 1971, que deu o Oscar a Isaac Hayes (muito boa, bem ao estilo da época, lembra um Barry White/Marvin Gaye, encaixa bem com a ação).

Enredo: John Shaft (Jackson) é um detetive honesto e “meio” violento que prende um “filhinho de papai” (Bale), que matou um jovem negro que provocara num bar (ótima cena da reação do jovem à provocação). Shaft precisa convencer uma testemunha do crime a depor, mas ela some, assim como o criminoso, ao ser solto sob fiança. Dois anos depois, ele reaparece, achando que vai ficar impune. Enquanto Shaft volta a procurar a testemunha, o criminoso é protegido pelo pai, mas briga com este e resolve se aliar a um traficante, que precisa dos seus conhecimentos na alta sociedade. Policiais corruptos, criminosos pesados, drogas e violência compõem o quadro da ação.

Avaliação: Um filme muito bom, agradou a nós e até a meus pais. Uma trama sem sofisticação, mas com ação que prende bem.

Alta Freqüência (Frequency)

Alta Freqüência (Frequency), com Dennis Quaid. Ficção científica e policial de Gregory Hoblit.

Enredo: Policial, filho de bombeiro (Quaid), descobre sem querer um jeito de se comunicar com o pai, 30 anos no passado, às vésperas do falecimento deste, numa operação de salvamento. Desta forma, o filho passa a alertar o pai sobre coisas que ainda irão acontecer. Mas mudar o passado não é simples. Cada mudança que o filho provoca gera outras inesperadas, que o obrigam a tomar outros passos… 

Avaliação: A idéia é interessante, mas o filme não é nada de especial (mas tem uma boa sacada sobre o Yahoo). A Sarah gostou bastante, mas eu talvez não estivesse num bom dia para cinema.

Uma Paixão em Florença (Up in the Villa)

Uma Paixão em Florença (Up in the Villa), drama com toques de suspense policial, de Philip Haas, baseado em livro de William Somerset Maugham, com Kristin “O Paciente Inglês” Scott Thomas, Sean “ex-Madonna” Penn, Anne Bancroft, James Fox e Jeremy Davies.

Enredo: Na Florença de 1938, a vida fútil dos estrangeiros ricos em Florença começa a tomar rumos novos sob os fascistas, principalmente com o novo e arrogante chefe de polícia; a situação fica mais perigosa com a aproximação dos pobres que vêm do campo; mas nada parece abalar suas vidas e as fofocas. A jovem e bonita Mary (Kristin S. Thomas) fica de pensar se aceita o convite para casar com o velho amigo (James Fox), um político e nobre bem mais velho que ela, a quem não ama, mas que pode lhe trazer estabilidade financeira, perdida pelas dívidas deixadas pelo marido suicida, viciado em jogo e bêbado. Mas, inspirada na amiga rica e fútil (Anne Bancroft), resolve que quer uma vida com mais aventuras; um envolvimento aventuroso vai lhe dar grandes dores de cabeça ao ocorrer um crime, que pode arruinar com a carreira do político, envolvido na trama sem saber. E a paixão surge com Sean Penn, um rico americano que costuma trair a esposa, de quem não gosta nem um pouco e que parece querer ajudar Mary a todo custo.

Avaliação: Um pouco arrastado, mas razoavelmente bom.

Vovó… zona (Big Momma’s House)

Vovó… zona (Big Momma’s House), comédia policial de Raja Gosnell, com Martin Lawrence, Nia Long e Paul Giamatti.

Enredo: Agente do FBI (Lawrence) quer capturar perigoso assaltante de banco que fugiu da cadeia. Para isto, ele vai até a casa da avó da namorada do bandido, suspeita de ser cúmplice do assalto. Ele sabe que a neta aparecerá com o filho pequeno por lá. Mas a avó tem que partir de repente e alguém tem que assumir o papel dela, para reter a neta até a chegada do assaltante e prendê-los. Aí começa a comédia…

Avaliação: O trailer praticamente mostrou tudo o que havia para ser mostrado. É média, vale mais pela cena da aula de caratê das velhinhas e pela boa idéia que tiveram ao traduzir o título.

O Colecionador de Ossos (The Bone Collector)

O Colecionador de Ossos (The Bone Collector), suspense criminal de Philip Noyce, com Denzel Washington, Angelina (“Corações Apaixonados”) Jolie (filha de Jon Voight) e Queen Latifah (a enfermeira).

Enredo: Após um acidente de trabalho, um perito policial (Denzel) fica quadriplégico, preso a uma cama cheia de controles, por onde, através de seu único dedo com movimento, ombros e voz, controla todos equipamentos que o mantêm e ajuda nas investigações em que lhe pedem ajuda. Uma destas aparece agora, quando um casal chega a NY, pega um táxi, some e o marido aparece morto. Por acaso, Jolie é quem foi chamada para ver o corpo, por estar próxima ao local. Aí começa a caçada ao criminoso, que vai atuando com requintes de crueldade, deixando pistas que Denzel e sua aprendiz (a contra-gosto) irão usar para montar o quebra-cabeças. E, é claro, tendo contra si um capitão “ranheta” e incompetente, que assumiu o lugar de Denzel, após o acidente.

Avaliação: Um filme bem ao tipo de “O silêncio dos inocentes” e “Seven”, pesado, com uma ótima trama e que prende bem. Cuidado só quem tiver estômago fraco, pois a atuação do criminoso é bem nojenta.

Refém do Silêncio (Don’t Say a Word)

Refém do Silêncio (Don’t Say a Word), suspense policial de Gary Fleder, com Michael Douglas, Famke “Celebridades” Janssen, Dakota Fanning, Brittany Murphy, Sean “Ronin” Bean e Oliver “Os Três Mosqueteiros” Platt. C

Enredo: Nathan Conrad (Michael Douglas), um dos maiores psiquiatras de Nova York, está se preparando para o feriado que se aproxima, que passará com a mulher, Aggie (Famke Janssen), e a filha Jessie (Dakota Fanning). Mas… Louis (Oliver Platt), seu colega, pede-lhe ajuda para descobrir o que há com Elisabeth Burrows (Brittany Murphy), que passa de médico em médico há dez anos, sem solução para seu caso; ela é agressiva e vai ser enviada a uma instituição penal. Bem no feriado, Nathan e Aggie descobrem que a filha sumiu, mas o seqüestrador (Sean Bean) logo faz contato, ameaçando matar a garota se o psiquiatra não conseguir extrair de Elisabeth um segredo que ela guarda em sua mente – relacionado a um crime cometido há alguns anos. Os movimentos do casal são todos observados e, para piorar, Aggie está com a perna engessada e sem ação e Elisabeth não larga seu estado de silêncio absoluto. Aliás, se o fizesse, nem ela nem o casal e nem a filha valeriam mais nada para o seqüestrador… Em paralelo, e trazida ao caso por outros motivos, uma policial (Jennifer Esposito) faz sua investigação.

Avaliação: A Sarah e eu adoramos, a trama está ótima, o “mocinho” é diferente do normal, nada heróico, só usa a cabeça (se bem que achei que o Michael Douglas ou não convenceu muito como psiquiatra ou algo assim, pois ele parecia conseguir as coisas meio sem dificuldades, não sei dizer direito). E achei que a policial podia ter participação maior. Mas o filme realmente prende.

Na teia de Aranha (Along Came a Spider)

Na teia de Aranha (Along Came a Spider), suspense policial de Lee Tamahori, com Morgan “Beijos que Matam”/”Conduzindo Miss Daisy” Freeman, Monica “Patch Adams”/”Mero Acaso” Potter, Michael Wincott, Penelope “Um Tira no Jardim da Infância” Miller e Mika Boorem. Este filme, apesar de feito depois, é precursor do ótimo “Beijos que Matam”.

Enredo: O psicólogo e policial Alex Cross (Freeman), afastado voluntariamente da polícia após perder a parceira num caso com desfecho violento, é induzido a entrar no caso do seqüestro da filha de um senador pelo próprio autor do crime, um professor da menina no exclusivo colégio onde ela estuda. Ele passa a trabalhar com o FBI, chamado ao caso. Sua nova parceira (Potter) é justamente a responsável pela segurança dos alunos VIP, que considera ter falado na proteção a eles. O seqüestrador tem um perfil psicológico estranho e não parece querer dinheiro, somente fama. Mas o caso vai ficar mais complicado, pois, estranhamente, a menina não tem o perfil que possa trazer a fama desejada. Quando dinheiro entra na negociação, a situação fica mais incoerente ainda.

Avaliação: Um ótimo suspense, com várias reviravoltas, apesar de talvez com alguns pontos difíceis de entender ou de se aceitar.

Sob Suspeita (Under Suspicion)

Sob Suspeita (Under Suspicion), drama policial de Stephen Hopkins, produção executiva de Morgan “Conduzindo Miss Daisy” e “Beijos Que Matam” Freeman e Gene “O Destino do Poseidon” e “Operação França” Hackman, com ambos e com Monica “Malena” Bellucci.

Enredo: Duas adolescentes são encontradas estupradas e mortas em San Jose (Porto Rico). Ambos os corpos são encontrados pelo rico e influente advogado Henry Hearst (Gene Hackman), durante seus “coopers”. O detetive Victor Benezet (Morgan Freeman), amigo do advogado, não crê em coincidência e, pior, os álibis do advogado não convencem. O filme mostra o interrogatório não oficial do advogado e as revelações involuntárias das intimidades de sua vida: a esposa, bem mais jovem, que dorme separada dele, seu estranho relacionamento com a cunhada e o concunhado, suas misteriosas saídas noturnas pelos bairros mais “barra-pesada” da cidade e até seu hobby, a fotografia, que traz mais complicações para suas alegações de inocência. E um auxiliar de Benezet aproveita qualquer ausência sua para exercer pressões psicológicas e até físicas para obter a confissão de Hearst, por quem não nutre simpatia alguma. A situação fica mais pesada quando a esposa vem à delegacia para ver o que está ocorrendo.

Avaliação: A Sarah achou bom, eu achei muito arrastado, pois o filme se concentra unicamente na pressão exercida sobre Hearst e nas revelações que vão surgindo. Mas o final é interessante e mostra que coisas estranhas pessoas sob pressão psicológica podem fazer.

Traffic (Traffic)

Traffic (Traffic), drama policial de Steven “Erin Brockovich” Soderbergh, com Michael Douglas, com Benicio del Toro, Don Cheadle, Steven “A Hora da Vingança” Bauer, Dennis “ex-Meg Ryan” Quaid, Luiz “O Estranho” Guzmán, Amy “Bossa Nova” Irving, Catherine “Zorro” Zeta-Jones e Albert “Erin Brockovich” Finney. C

Enredo: Três estórias correm em paralelo:

1) Um policial mexicano (del Toro) da fronteira como os EUA luta contra a corrupção, que tende a “sugar” todos os envolvidos no combate ao tráfico. Ele sonha com a melhoria das condições de vida dos conterrâneos, imaginando que pequenas medidas, tais como pequenos estádios iluminados à noite, possam afastar os menos privilegiados das drogas. Muito eficientes em descobrir pontos de tráfico na fronteira, ele e o colega são cooptados pelo poderoso general que combate o cartel de Obregón, a fim de capturar os traficantes. Mas o general também é uma pessoa muito suspeita e violenta (do tipo que gosta de se fingir de paternalista com seus prisioneiros). As cenas destes trechos do filme são filmadas num colorido tipo sépia, muito desbotado, quase um preto-e-branco, o que faz a gente sentir bem o clima vivido pelos personagens.
2) Uma dupla de policiais do DEA (Guzmán e Cheadle) arma um flagrante e captura um traficante ligado a um milionário americano; em toca de abrandamento da pena, o traficante será protegido e irá testemunhar contra o milionário. Mas esta proteção não será tão fácil assim. Já a esposa do milionário vê seu mundo ruir quando o marido, denunciado pelo traficante, é preso; grávida e já com um filho, ela vê os amigos a abandonarem, dívidas serem cobradas com ameaças ao filho, seus passos serem vigiados pelo DEA e ela sem saber o que fazer, pois desconhecia os negócios do marido, envolvido com Obregón. Para agravar a situação, o advogado do marido quer ajudá-la em troca de “favores sexuais”. Aos poucos, porém, ela se torna senhora da situação, inteirando-se e conduzindo os negócios com a mesma eficiência que o marido o fazia.

3) Um juiz (Michael Douglas) rigoroso com traficantes é indicado para presidir o organismo anti-drogas norte-americano e procura aliar-se ao general mexicano. Ele já pensa em várias medidas, mas, em contraste com posições até então vigentes no combate, preocupa-se também com a recuperação dos viciados. O que ele não sabe é que sua própria filha faz reuniões com colegas de escola em casa, nas quais todos os tipos de droga correm soltos. A esposa do juiz está ciente dos problemas da filha, mas ele mesmo não enxerga um palmo adiante do nariz. O filme aborda internações mal sucedidas em clínicas de recuperação, recaídas cada vez mais profundas, com a filha se envolvendo com gente cada vez mais perigosa e com a prostituição.

Avaliação: Éramos dois casais, elas não gostaram muito, nós sim. A Sarah achou o filme cansativo, eu achei que ele prendeu minha atenção o tempo todo (e são cerca de 2,5h de filme). É uma fantástica mostra de como os métodos de combate ao tráfico estão cheios de falhas e hipocrisias, de como estes métodos muitas vezes são apenas “perfumarias” ineficientes. Criticam-se a corrupção da polícia e alguns tipos de tratamento dos viciados (pareceu-me que o filme toma posições definidas, dizendo que os pais devem estar presentes o mais possível no tratamento dos filhos e não só colocá-los numa clínica, por exemplo). O legal é que o filme tem uma mensagem de esperança, mostrando finais positivos para cada estória.

O Observador (The Watcher)

O Observador (The Watcher), suspense policial de Joe Charbanic, com James “Sexo, Mentiras e Videotape” Spader, Keanu Reeves e Marisa “Meu primo Vinnie” Tomei.

Enredo: O detetive Joel Campbel (Spader) mudou-se de LA para Chicago, ao aposentar-se por invalidez, por ser dependente de remédios para dor, pressão alta e outros problemas; ele se submete a sessões com uma analista (Marisa Tomei), na esperança de exorcizar suas más lembranças, obtidas após não conseguir salvar mais uma vítima de um maníaco (Keanu Reeves), que matava quase que ritualmente, sem que ninguém tivesse idéia do seu rosto. Mas o maníaco, obcecado por Campbel, segue-o e começa a fazer vítimas agora em Chicago, no mesmo horário e com os mesmos métodos de antes; pior ainda: ele anuncia as próximas vítimas, moças solitárias e carentes, enviando fotos delas ao policial. Campbel é obrigado a voltar para o caso e correr contra o tempo, para salvar as vítimas das mortes anunciadas.

Avaliação: Bom filme, nada de excepcional, mas prende.

O Homem Que Não Estava Lá (The Man Who Wasn’t There)

O Homem Que Não Estava Lá (The Man Who Wasn’t There), drama tipo policial “noir” dos irmãos Ethan e Joel Coen (“Fargo”), com Billy Bob  “Um Plano Simples”/”Armageddon” Thornton (marido de Angelina Jolie), Frances “Fargo” McDormand (esposa de Joel Coen), Michael Badalucco, James “Família Soprano” Gandolfini, Tony “M.I.B.” Shaloub , Katherine Borowitz e Jon Polito.

Enredo: Num clima de filme noir dos anos 50 (época em que inclusive se passa a estória), os irmãos Coen contam a estória de Ed Crane, que trabalha como “segundo barbeiro” na barbearia do irmão (Michael Badalucco) da mulher (Frances McDormand) e é tão quieto e impassível que é quase como “se não estivesse lá”. Mas ele desconfia que a esposa, com quem tem um relacionamento distante, o trai com o dono da loja de departamentos onde ela trabalha e resolve chantagear o patrão dela, para, assim, obter o dinheiro que precisa para mudar sua vida monótona e, seduzido por um sujeito com jeito de trambiqueiro,  ter sua própria empresa. Ele só não pode prever os rumos que este plano vai tomar (e os espectadores muito menos…). Tem reviravoltas estranhas, muito doidas (p. ex, a da filha do advogado amigo de Crane, um desenrolar à parte, mas que acaba se misturando com a estória principal).

Avaliação: Muito bom, uma estória que vai tomando rumos bem inesperados, com muitas reviravoltas e que prende a gente. Thornton está muito bem no papel do sujeito que não transmite emoção alguma e Tony Shaloub está muito engraçado no papel do advogado caro e famoso que tem saída para tudo.

Dia de Treinamento (Training Day)

Dia de
Treinamento (Training Day), policial dirigido por Antoine Fuqua, com Denzel Washington, Ethan Hawke, Scott Glenn e ponta de Tom Berenger. 

Enredo: Jake Hoyt (Ethan Hawke) consegue entrar na Narcóticos de Los Angeles e será treinado por Alonzo Harris (Denzel Washington). Harris é famoso e bem visto, mas é independente, seu carro e ele formam sua própria Delegacia. O  filme todo retrata um dia, e este dia começa com Harris dizendo ao aprendiz que este deve “provar” o produto que acabam de apreender; ele vacila, mas prova, e, claro, acaba de se meter em encrenca, pois está literalmente drogado. E isto é só o começo. Harris o leva para todos os cantos da cidade e Hoyt passa a conhecer o método de ação do veterano: “pequenos” crimes merecem uma “bronca” e um “você quer ir para casa ou para cadeia”? E assim vai: são pequenos furtos que Harris comete contra bandidos “pé-de-chinelo”, amigos “da pesada” que ele apresenta ao novato, gente pobre que ele presenteia com produtos apreendidos pela Polícia e outras infrações que vão causando espanto em Hoyt. Um ponto importante é que, para Harris, tudo é justificado, pois ele crê que está deixando passar coisas pequenas para se concentrar nos grandes crimes e as “amizades” com os bandidos são um mal necessário para que ele cumpra seus objetivos. Harris pensa que as pessoas a quem ele presenteia o respeitam, quando, na verdade, o odeiam ou desprezam, pois ele se acha dono dos locais que freqüenta. Mas Harris tem um problema: brigou com alguém da máfia russa e ele tem que pagar o preço. Este preço é alto e Harris envolve o novato na busca da solução do seu problema. Cada vez mais enrascado e caindo nas armadilhas do veterano, Hoyt fica sem saber se foge dele ou se entra no esquema.

Avaliação: Uma boa pedida; é um filme pesado e tenso, mas prende e a idéia é ótima; afinal, o veterano não estaria realmente fazendo justiça por caminhos (muito) tortos? O que é certo e o que é errado quando se tenta cumprir a lei? Sarah achou chato, minha mãe e eu gostamos muito e meu pai nem emitiu opinião.

PS: não entendi por que E. Hawke concorreu ao Oscar como coadjuvante, quando ele aparece tanto ou mais que Denzel W.

Alto Risco (When the Sky Falls)

Alto Risco (When the Sky Falls), drama policial de John Mackenzie, com Joan “A Conspiração” Allen, Patrick ”Jogos Patrióticos” Bergin, Liam Cunningham, Kevin Mcnally e ponta de Pete “Em nome do Pai” Postlewaithe.

Enredo: Baseado na história real da jornalista Veronica Guerin, repórter policial que combateu o tráfico de drogas em Dublin, capital da Irlanda. No filme, ela tem o nome mudado para Sinead Hamilton (Joan Allen) e é uma ex-relações públicas que, a contragosto do marido e do filho pequeno, transforma-se numa repórter policial e resolve denunciar o tráfico de drogas em sua cidade. Como ela parece ter bons informantes e sabe como denunciar como ninguém, as vendas do jornal onde trabalha crescem e ela torna-se famosa. Seu principal informante parece estar muito envolvido com o chefão local das drogas e nem os policiais gostam dela, porque ela parece atrapalhá-los e desmoralizá-los. E ela, que não tem simpatias pelo IRA (e vice-versa), resolve “aliar-se” a eles quando se trata de atacar traficantes, já que o grupo também os detesta (e os “maltrata” bem, quando resolve pegá-los). Mas o chefão local do tráfico conseguiu abreviar sua estada na prisão e, sob protestos do furioso chefe de Polícia (Patrick Bergin) que o prendeu, vai para as ruas reassumir seus “negócios” (e tornar a vida da repórter mais perigosa) e tentar escapar das armadilhas que o policial lhe prepara (algumas, digamos, à margem da lei). Quanto a Sinead, ela escapa de tentativas de assassinato e sofre agressões físicas, finalmente consegue o apoio do chefe de Polícia e vence a resistência de seu marido, mas acaba pagando com a vida pelas suas investigações.

Detalhes:
1. Após a morte de Veronica, algumas brechas da lei foram fechadas e houve um endurecimento em relação a diversos tipos de crimes. Um pouco tarde, mas…
2. O título em inglês do filme se refere a uma frase talhada na fachada do tribunal, dizendo que, “mesmo que o céu caia”, a justiça deve ser feita.

Avaliação: Um policial acima da média, com bons desempenhos de Joan Allen e Patrick Bergin, mostra como a lei, como ocorre no Brasil, tem brechas que dão aos bandidos chance de escapar bem.

A Testemunha (The Witness)

A Testemunha (The Witness), suspense policial dramático de Peter Weir, com Harrison Ford, Kelly “Top Gun” McGillis e Danny “Máquina Mortífera 1/2/3/4″ Glover. C

Enredo: Um menino amish (os amish são cristãos protestantes descendentes de holandeses, que seguem uma linha muito tradicional do cristianismo e que formam uma comunidade pacífica, que vive isolada em alguns locais dos EUA) testemunha um assassinato no banheiro da estação de trem. Ele conta para a mãe (Kelly McGillis), que resolve ir à Polícia, onde o detetive Boker [será que me lembrei mesmo do nome do personagem?] (Harrison Ford) fica espantado quando o menino, ao invés de reconhecer o assassino (Danny Glover) num álbum de fotografias de criminosos, o reconhece numa foto de policiais destacados. Pior, além de condecorado, o assassino é muito bem conceituado e tem muitos contatos. Começa aí a batalha de Boker para proteger sua testemunha, o que passará a ser uma necessidade de proteger também a si mesmo, já que ele, de perseguidor, vira perseguido. E é assim que ele vai se refugiar entre os amish, onde sua presença provoca discórdias sobre ser ou não possível se admitir alguém de fora e sobre os perigos que sua presença traz para a comunidade, caso os criminosos descubram que ele está lá e resolvam persegui-lo; além disto, a jovem viúva, mãe da testemunha, já tem pretendente, e a presença de Boker a faz vacilar, pois lhe desperta sentimentos que há muito não tinha.

Avaliação: Eis um filme clássico, de 1985, uma daquelas maravilhas do cinema que ficam para sempre. A cena do menino vendo um rabino ortodoxo, (vestido de preto com ele) na estação ferroviária e achando que é alguém se sua seita é uma boa “sacada”. E a cena do menino apontando o retrato do policial corrupto na Delegacia de Polícia e a cara de espanto de Harrison Ford nunca saíram da minha cabeça, são de arrepiar – um suspense sutil, mas muito forte. E, claro, a sensual mas inocente cena do banho de McGillis, observada por Ford. Além da idéia diferente do filme, que se passa todo numa comunidade Amish. Imperdível, um dos melhores suspenses policiais já feitos.

Showtime (Showtime)

Showtime (Showtime), comédia policial de Tom “Bater ou Correr” Dey, produzido e estrelado por
Robert De Niro, com Eddie Murphy, Renée “O Preço de Um Resgate” Russo e ponta de William “Jornada nas Estrelas” Shatner (parodiando seu próprio papel no seriado “Carro Comando”).

Enredo:
Mitch Preston (Robert De Niro) é um detetive trabalhando sob disfarce; numa operação, ele é confundido com bandidos pelo atrapalhado Trey (Eddie Murphy) – um policial das ruas e candidato frustrado a ator e detetive – e seu trabalho vai para o lixo. Pior ainda é ter que enfrentar uma equipe de TV que gruda em toda ação da Polícia. Aí já é demais e o estressado Mitch atira na câmara do cinegrafista “caroço” que o persegue. Pronto, Mitch é agora manchete dos jornais!

A produtora Chase Renzi (Renée Russo) precisa de uma idéia para dar dinheiro ao seu canal de TV e resolve fazer um reality show ao estilo de “Cops” ou “Plantão Médico”, usando Mitch Preston como ator e acompanhando sua jornada de trabalho e até sua vida em casa. O pior é que o retraído e discreto Preston é obrigado a aceitar sua participação no programa, para evitar um processo pelo tiro no cinegrafista. Pior ainda: a produtora vê uma “atuação” policial do palhaço Trey e se convence de que ele deverá ser o parceiro de Mitch Preston, que tem que “engolir” mais esta, atuar justamente com quem o atrapalhou!
Câmaras são instaladas na casa de Mitch, que é “transformada” para ficar mais adequada ao seriado. Para completar, ele ganha, além da reforma na casa e do parceiro, um cão policial “viciado” em pó… E ele começa a receber lições de atuação para aprender a rolar sobre capôs de carros, ser mais expressivo e sorrir ao falar “Showtime”.

E o trabalho que a dupla tem é investigar que arma poderosa e desconhecida foi usada para matar um dos fugitivos do trabalho de Mitch que Trey frustrou.

Avaliação: Se “Máfia no Divã” e “Entrando Numa Fria” foram boas comédias de de Niro, desta vez ele, que se afastou dos filmes sérios, produziu e estrelou uma comédia pouco mais que razoável. Vai ver está querendo só se divertir, sem se preocupar com qualidade (nem as cenas filmadas e que foram cortadas do filme, aquelas que aparecem depois dos créditos, foram grande coisa). Dá para dar umas risadas, mas não muitas. Fomos em quatro, três de nós se divertiram razoavelmente, mas acho que dei azar: segundo filme em dois dias que dava raiva e sono na exigente Sarah. Obs.: Lembrar-me de escolher bem o próximo filme.

Um Ato de Coragem (John Q),

Um Ato de Coragem (John Q), suspense policial dramático e filme de protesto contra o sistema dirigido por Nick “De Bem com a Vida” Cassavetes, com Denzel “Dia de Treinamento” Washington,  Kimberly Elise, Robert “Um Dia de Fúria” Duvall, James “As Virgens Suicidas” Woods, Anne “Sete Dias, Sete Noites” Heche, Ray “Inesquecível” Liotta, Daniel Smith e Paul Johansson. 

Enredo: A firma de John Quincy Archibald (Denzel Washington) cortou metade de suas horas de trabalho, sua esposa Denise (Kimberly Elise) é caixa de supermercado. John Q. deve ao banco, que toma o carro de sua mulher. Para piorar, seu filho Mike (Daniel Smith) desmaia num jogo de beisebol e eles descobrem que ele tem um problema cardíaco muito grave, que exige transplante, pois, de outra forma, ele pode apenas viver com remédios para amenizar os sintomas e esperar sua morte, em questão de dias, semanas ou meses, quem sabe? A administradora do hospital onde Mike é internado, Rebecca Payne (Anne Heche) descobre que o plano de saúde de John não cobre transplantes deste porte (US$250.000); ele não entende porquê, mas sua firma o informa: ao ter suas horas de trabalho cortadas, seu plano também teve redução de benefícios. O mais grave é que Denise mal começou a trabalhar no supermercado e ainda não tem direito a plano de saúde. Os Archibald vão vendendo seus poucos bens, arrecadando dinheiro com amigos e na Igreja. John preenche mais formulários, para que seu plano de saúde cubra o caso do filho, mas não adianta: a administradora não considera isto suficiente e manda o cardiologista do garoto, Dr. Turner (James Woods), lhe dar alta. Nem na lista de espera por um coração o garoto pode entrar sem um adiantamento de US$75.000! É a hora do desespero: como podem ser tão insensíveis e mandar o garoto, que vive ligado a aparelhos, ir para casa para morrer?

John toma uma atitude desesperada, invade o hospital e faz do Dr. Turner seu refém, para que ele opere seu filho. Como estão na sala de emergência, várias pessoas acabam se tornando reféns, mesmo sem a vontade de John. A polícia coloca o veterano tenente Frank Grimes (Robert Duvall) para negociar, mas seu superior, o fútil e inexperiente capitão Monroe (Ray Liotta), adora uma câmara de TV, está em véspera de eleições e quer liqüidar logo o assunto, mandando a equipe de elite eliminar John o mais rápido possível. O caso vai ganhando alcance nacional, ainda mais quando o apresentador Tuck Lampley (Paul Johansson), que havia achado o caso do garoto pouco interessante para ser levado à TV  e nem se mexera para ajudar John, resolve aproveitar-se da situação para aumentar sua audiência. Arruma imagens exclusivas da sala os reféns e monta um dramalhão. Enquanto isto, o drama dos reféns se desenrola  (aí vêm os velhos clichês…): uma grávida está em trabalho de parto, um playboy racista com ferimentos leves quer ser atendido antes dos casos mais graves  (e que certamente, para felicidade do diretor, dá na gente vontade de vê-lo apanhando)  e o Dr. Turner é obrigado a operar um recém-chegado baleado, que corre risco de morte. É muita coisa para John Q. controlar de uma vez: reféns problemáticos, a polícia querendo invadir o local e, mesmo que consiga cobertura para o filho, há pouco tempo para se arrumar um coração compatível. Será que ele consegue administrar tudo isto?

Avaliação:
Um filme muito bom, com bons momentos de suspense e um drama bem montado. Pena que, em alguns momentos, apele para o sentimentalismo exagerado. O filme serve para o diretor criticar o sistema de saúde americano (colocando discursos na boca de seus personagens e mostrando trechos reais de falas a respeito do sistema de saúde, apresentadas por Hillary Clinton, Jay Leno, David Letterman e outros), que só serviria a quem tem dinheiro, e o poder do dinheiro – o playboy racista e despreocupado com quem tem problemas mais graves que o seu e o cardiologista que só se preocupa com seus jogos de golfe e com seu clube de campo servem de modelo dos típicos ricos – acomodados e folgados. Uma visão meio maniqueísta demais, que mostra também os médicos como pertencendo a duas categorias: os dedicados e que criticam o sistema de saúde, que procura dispensar pacientes que não podem pagar, mesmo que isto implique em dispensar-lhes cuidados insuficientes; e os acomodados, que faturam em cima do sistema prestam o juramento de “Hipócrita”, em vez do de Hipócrates. Não era preciso expor as coisas deste jeito, isto faz o filme parecer tolo em alguns momentos.

Cálculo Mortal (Murder by Numbers)

Cálculo Mortal (Murder by Numbers), suspense policial de Barbet “Medidas Desesperadas”/”Mulher Solteira Procura” Schroeder, com Sandra Bullock (que também produz o filme), Ben “Dominação” Chaplin, Ryan Gosling, Michael “Psicopata americano” Pitt e Chris “A Hora do Rush”/”Cães de Aluguel” Penn.

Enredo:
Cassie Mayweather (Sandra Bullock) é uma policial muito eficiente, não deixa passar nenhuma pista no local do crime e pega qualquer mancada que o suspeito dê. Ela é conhecida por sua frieza e a apelidam de hiena (por causa de certa característica das fêmeas da espécie…). Ela e o promotor se detestam, o capitão tenta refrear as atitudes mais exaltadas da detetive e ninguém quer trabalhar com ela. Seu novo parceiro, o tranqüilo e diligente Sam Kennedy (Ben Chaplin), logo descobre porquê, quando, logo depois de começarem a trabalhar juntos, ela o seduz, para, em seguida, despachá-lo da cama e tratar o fato com desprezo e ironia. Algo no passado dela a leva a fazer isto e ele quer saber o quê, já que se envolveu com ela pessoal e profissionalmente. Eles continuam juntos num caso intrigante: uma moça foi morta e abandonada num pântano da cidadezinha onde eles vivem. As pistas vão levando a um suspeito, Ray (Chris Penn), um vendedor de drogas que é funcionário no colégio dos assassinos. Mas Cassie desconfia dos dois estudantes que fingem se desprezar, mas que, na verdade, parecem atuar em dupla. Na verdade, eles queriam simplesmente cometer o crime perfeito e seguiram todas “instruções do manual”, escolhendo uma vítima totalmente ao acaso. Justin (Michael Pitt) é inteligente e desprezado pelos colegas – ele leu tudo sobre o assunto e sabe como eliminar as provas e incriminar outros; Richard Haywood também é inteligente e é um tirânico e conquistador “filhinho de papai”, que domina o frágil Justin. Indo contra o óbvio, contra a determinação dos superiores e contra o poder econômico do pai de Richard, Cassie luta para convencer o parceiro a prosseguir com as pistas que levam aos dois estudantes. O problema é que todos na polícia, até o relutante Sam, estão caindo no jogo dos assassinos. Cassie vai ter que prosseguir sozinha e arriscar a vida, pois os dois não vão permitir que seu plano “fure”.

Avaliação:
Muito interessante, porque mostra um crime pelo lado mais técnico, como coleta de provas, medicina forense e outros aspectos que poderiam parecer chatos mas que, na atuação de Sandra Bullock, soam interessantes. Aliás, interessante mesmo é que, desde o começo, se sabe quem são os assassinos; o truque está em descobrir como a policial (muito bem interpretada pela atriz), usando seus conhecimentos e teimosia, vai conseguir incriminá-los.

PS: revi este filme de 2002 em 2009 e a caixa do DVD aponta um detalhe interessante: que o filme se baseia em caso real, que teria inspirado Alfred Hitchcock a filmar “Festim Diabólico”.

Insônia (Insomnia)

Insônia (Insomnia), suspense policial dirigido por Christopher ”Amnésia” Nolan, com Al Pacino, Robin Williams, Hillary ”Meninos Não Choram” Swank, Martin “O Oposto do Sexo” Donovan e Maura “Instinto” Tierney. C

Enredo: Uma jovem foi brutalmente assassinada numa cidadezinha do Alasca e o nome de um policial de Los Angeles, Will Dormer (Al Pacino) é recomendado para a solução do crime. Ele vai com seu parceiro Hap Eckhart (Martin Donovan) e é recepcionado pela sua admiradora, a policial Ellie (Hillary Swank). Para Will e Hap, a ida ao Alasca os afasta do clima ruim por que estão passando em L. A., já que a Corregedoria está investigando Hap por aceitar suborno de traficantes e o principal investigador do caso vai querer fazer de tudo para a acusação respingar em Will e acabar com ele.

O suspeito do crime é um estudante que namorava a vítima, mais suspeito ainda porque se sabe que ele a traía com sua melhor amiga (dela) e nem pareceu sentir a morte dela. Mas o detalhista a atento Will Dormer começa a seguir outras pistas e vai em direção a um escritor recluso, Walter Finch (Robin Williams), que vive na região e de quem a vítima era grande fã e possuía livros autografados. Will prepara uma emboscada para o suspeito, espalhando a notícia de que a polícia ainda não conseguira pegar um dos vestígios esquecidos pelo criminoso. Este cai na armadilha, mas consegue fugir na neblina, não sem antes ser o único testemunhar um incidente que provoca a morte de Hap e que complicará muito a vida de Will Dormer. Aí começa o jogo, onde Will tem que se submeter às regras que o assassino vai criando, de modo a que o pequeno segredo de ambos não seja revelado. Enquanto Will tenta incriminar o assassino sem infringir as regras que este lhe impõe, a policial Ellie desconfia de que há algo de errado com Will e ele vai se complicando. E o pior é ter que trabalhar com insônia, já que o sol quase nunca se esconde no verão do Alasca e qualquer fresta no quarto de Will colabora com seu drama de consciência e acaba com seu sono…

Avaliação: Ótima idéia de filme (mas é um remake), com ótimos desempenhos: Robin Williams como o suspeito está muito bom (cansou dos papéis de bom sujeito? – pois caiu muito bem neste), mas Al Pacino, como Will Dormer, está demais. Ele realmente parece um zumbi, de tão pouco sono que consegue ter nas noites de verão do Alasca. E ele nasceu para o papel de policial – tem tudo a ver com ele. E as “sacadas” de Will Dormer em sua investigação são bem legais. Boa pedida.

Dívida de Sangue (Bloodwork)

Dívida de Sangue (Bloodwork), ação policial de Clint “As Pontes de Madison” Eastwood, com o próprio Eastwood, Jeff “Velocidade Máxima”/”A Vida em Preto e Branco” Daniels, Wanda de Jesus, Tina Lifford e ponta de Anjelica “Família Adams” Huston.

Enredo: Clint Eastwood é um agente do FBI que, apesar de negá-lo, gosta dos “holofotes da mídia”; seu último caso é um serial killer que gosta de deixar mensagens cifradas com números para ele. Numa perseguição ao bandido, o agente o fere, mas sofre um infarto e tem que parar a perseguição. Dois anos depois, de coração novo, morando num barco e aposentado, surge uma moça que vem lhe pedir um favor, que ele tem que encarar como uma “dívida de sangue”: descobrir o assassino da irmã; ele procura recusar, mas os argumentos são muito fortes e ele acaba desafiando as ordens de sua médica (Anjelica Huston) e vai investigar o assassinato que a desconhecida lhe pediu. Com a ajuda relutante de uma antiga amiga policial (Tina Lifford), que ela fora promovida graças à ajuda dele num caso, mas isto não significa arriscar a carreira para ajudar alguém que está “correndo por fora”), ele conecta o assassinato a outro recente que ocorreu na jurisdição da amiga e começa a ver o que os policiais não tinham visto: os crimes foram cometidos por um serial killer. Recém-operado, mas cada vez mais envolvido pela desconhecida, para sair atrás das pistas ele é obrigado a recrutar a ajuda de um desocupado que vive num barco próximo ao seu (Jeff Daniels) e a envolver cada vez mais sua amiga policial no caso.

Avaliação: Gostamos bastante; creio que Clint Eastwood já fez filmes de ação mais interessantes ultimamente, mas este é bem legal e mostra um Eastwood diferente, fisicamente mais indefeso, o que vai contra sua imagem de “machão” – mas ele não deixa de se caracterizar como um policial esperto e que vê o que os outros deixam passar…

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