Textos categorizados 'Romance'

A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Life of Bees)

A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Life of Bees), drama roteirizado e dirigido por Gina Prince-Bythewood, 2008.

Enredo: 1964. Martin Luther King luta para que não haja mais a abominável segregação racial para o uso de banheiros, bebedouros, cadeiras nos cinemas, nos ônibus… Na Carolina do Sul, um dos estados mais segregacionistas dos EUA, vive Lily Owens (Dakota Fanning), uma garota de 14 anos que, após a perda da mãe dez anos antes, vive sob os cuidados da empregada Rosaleen (Jennifer Hudson) e as surras do pai (Paul Bettany). Sua lembrança mais freqüente são os momentos finais da mãe, a briga com o pai, o olhar de súplica da mãe para a filha, a arma caída e o disparo acidental da pequena Lily. O pai está mais preocupado em recriminar a falecida esposa e curtir a dor da sensação do abandono, ao passo que Lily lamenta o disparo que a impediu de fugir com a mãe. Cansada de apanhar e sonhar com dias melhores, a garota vê na surra que Rosaleen toma de racistas brancos a gota d’água para tomar a drástica decisão de abandonar a casa. Junto com Rosaleen, cai na estrada e vai à procura de uma cidadezinha perdida e das lembranças da mãe que ficaram numa pequena jarra de mel – lá ela espera poder descobrir se o pai tinha razão ou se sua mãe voltara para casa naquele dia fatídico apenas para buscá-la. É assim que as andarilhas acabam acolhidas pelas irmãs Boatright. Em comum, as irmãs têm a dedicação à apicultura, o sucesso financeiro e o conforto mesmo numa região onde predomina o racismo. De resto, são completamente diferentes. Auguste (Queen Latifah), a mais velha, é compreensiva e acolhedora; June (Alicia Keys) é uma culta professora e violinista, que prefere ser livre a admitir que ama e casar-se; May (Sophie Okonedo) é a “coração-mole”, sempre solícita e sorridente, mas que “carrega nos ombros o peso do mundo” após a morte da irmã gêmea e está sempre a um passo de chorar quando recebe qualquer notícia triste. É com estas irmãs que, em meio a diversos percalços, Lily vai aprender sobre o amor pela vida, pelo trabalho, pelas abelhas e seus mistérios e descobrir a paixão.

Avaliação: A Sarah não quis assistir, pois sabia que a estória era triste e violenta demais. Mas não é bem assim. O filme tem momentos onde a personagem de Dakota apanha do pai, brancos maltratam negros, mas nada que seja tão pesado (apesar de revoltante). O enredo é bom, simpático, mas não tão cativante. Das sugestões de nossa amiga Teté, eu preferi o drama romântico Quatro Amigas e Um Jeans Viajante 2 a este (apesar de que os temas são bem diferentes). Mas vale a pena; mesmo não sendo excepcional, o filme é bonito.

Marido por Acaso (The Accidental Husband)

Marido por Acaso (The Accidental Husband), comédia romântica de Griffin Dunne, 2008.

Enredo: O programa de rádio da Dra. Emma Lloyd (Uma Thurman) é um sucesso. Seus conselhos amorosos são levados a sério pelas ouvintes, inclusive por Sofia (Justina Machado), que acaba convencida a desfazer o noivado às vésperas do casamento. O noivo é o bombeiro Patrick Sullivan (Jeffrey Dean Morgan) – que, por acaso, ouve o programa e recebe a notícia no ar… Mas ele não deixa por menos e resolve vingar-se. Para tanto, conta com a ajuda de um amigo perito em informática e adultera os registros públicos, onde passa a constar como marido de Emma. Às vésperas do seu próprio casamento, Emma tem que descobrir quem é seu “marido” e obter sua assinatura nos papéis da anulação do casamento, que atribui a um equívoco. Patrick encontra sua oportunidade e vai intrometer-se na prova do bolo do casamento, no lançamento de seu livro e… na vida romântica doutora. Enquanto isto, o verdadeiro noivo e editor (Colin Firth) vai ficar em segundo plano.

Avaliação: Idéia interessante, filme nem tanto. Como eu temia pelo trailer, trata-se de um grande clichê, com final ruim. Fiquei olhando o relógio e o filme só tem 90 minutos. Se não eu, pelo menos minha mãe e a Sarah acharam razoável…

O Despertar de Uma Paixão (The Painted Veil)

O Despertar de Uma Paixão (The Painted Veil), drama com fundo histórico de John Curran, baseado em um livro de William Somerset Maugham, 2006.

Enredo: 1925. A jovem Kitty (Naomi Watts) pensa ser cedo para pensar em casamento, pois leva uma vida de luxo e confortável, com direito a festas e intensa vida social. Mas sua mãe a lembra de que o pai não irá sustentá-la para sempre – este será papel do marido. Ela sente-se pressionada e, mesmo sem corresponder, acaba cedendo ao pedido do tímido e recatado bacteriologista Walter Fane (Edward Norton), que está profundamente apaixonado por ela. Casados, Walter volta para seu posto em Xangai, na China, onde, como diz a ela, a vida social será divertida. Mas são tempos difíceis no país, pois os chineses estão cada vez mais irritados com a excessiva influência dos europeus nos rumos do país e – gota d’água – policiais ingleses acabaram de matar onze operários chineses que protestavam contra as condições das fábricas, e os nacionalistas de Chang Kai-shek estão propagando crescente ódio aos ocidentais. Sem amor por Walter, que se dedica integralmente às pesquisas e nutre uma vida monótona, Kitty é logo seduzida pelo vice-cônsul inglês (Liev Schreiber, marido de Watts na vida real). Ciente do caso, o discreto Walter resolve aceitar um posto numa cidade distante, onde poderá salvar vidas da epidemia de cólera que toma conta do país – e, ao mesmo tempo, afastar a esposa do amante. E, ao contrário do que esperava a ingênua Kitty, o amante não abandona a esposa e, sem alternativa, a não ser um escandaloso divórcio, Kitty segue o marido. Walter empenha-se em evitar o alastramento da epidemia e em salvar as crianças do convento local. Solitária e isolada, Kitty também começa a envolver-se com as crianças – e a perceber que Walter tem qualidades… Mas as cada vez mais antipáticas medidas de Walter para conter a epidemia, não parecem ser suficientes e só fazem aumentar o ódio da população, tornando mais difícil a situação do casal.

Avaliação: O filme ficou pouco tempo em cartaz, o trailer não me impressionou muito e acabamos perdendo. A Sarah acabou vendo na TV a cabo e adorou, recomendando-me. Achei a estória boa, o filme bom… Mas lento. A Sarah não gostou do final, e eu, ao contrário, o considerei bonito. Mais do que o rumo do relacionamento do casal, o que me atraiu foi o pano de fundo histórico: a epidemia de cólera, a descoberta de seu alastramento pela água consumida, as medidas para evitá-la, os problemas com a população local, suas crenças e hábitos, o panorama político, com a ascensão de Chang Kai-shek (que mais tarde viria a ser o primeiro presidente de Taiwan) e sua luta contra a excessiva influência ocidental – principalmente dos ingleses – na China, as tentativas de converter os chineses ao catolicismo por parte dos conventos, através de suas obras sociais.

Spartacus (Spartacus)

Spartacus (Spartacus), épico dramático de Stanley Kubrick, 1960. C

Enredo: 73 a.C. Em Roma, podia-se dizer haver quase tantos escravos quanto cidadãos livres. Entre os primeiros, estava Spartacus (Kirk Douglas), vindo de uma das muitas regiões conquistadas por Roma, a Trácia (região aproximadamente entre a Bulgária e a Turquia). Como tantos outros companheiros de infortúnio, seus dotes físicos o tornaram um gladiador a serviço de Lentulus Batiatus (Peter Ustinov), obrigado a lutar pela vida na arena, para diversão da plebe e dos nobres de Roma. Ávido pela liberdade, Spartacus será o líder (ou um dos líderes, segundo alguns historiadores) da revolta contra seus opressores. Excelentes táticas nos campos de batalha o levaram a inúmeras vitórias, mas diferenças de opinião com alguns de seus comandantes sobre os rumos da revolta puseram todos os ganhos em risco. Para sua sorte, os próprios romanos, envoltos em diversos conflitos dentro das fronteiras de seus domínios, não dispunham de homens preparados e suficientes para combatê-los. Joguete na luta do poder em Roma, Spartacus vitorioso interessava ao grupo de Julio César (John Gavin) e de Graco (Charles Laughton), que se opunham ao general Marco Crasso (Laurence Olivier). É então que este último seleciona seus melhores homens para o confronto final com o escravo revoltoso. Poderá ser a última chance de Spartacus estar ao lado de sua amada Varinia (Jean Simmons) e de lutar ao lado de seu fiel companheiro Antonino (Tony Curtis).

Avaliação: Assim como Exodus, mais um filme excepcional, um dos melhores que vi até hoje. Com excelente roteiro de Dalton Trumbo, vilões realmente bem caracterizados e que conseguem provocar repulsa à escravidão imposta por Roma, reforçada por um Kirk Douglas que nos cativa para sua luta em busca do direito de ser livre.

Aprendi com meu pai que há duas coisas para as quais o ser humano somente dá valor quando as perde: a saúde e a liberdade. Este filme mostra o desejo pela liberdade que todo ser humano carrega, mas do qual normalmente nem se dá conta.

A Proposta (The Proposal)

A Proposta (The Proposal), comédia romântica de Anne Fletcher, 2009. C

Enredo: A editora Margaret Tate (Sandra Bullock) é uma megera; quando passa pelos corredores do escritório, seus funcionários escondem-se, fingem que estão compenetrados no trabalho, falam mal dela pelas costas. Entre eles, Andrew Paxton (Ryan Reynolds), o assistente-capacho de Margaret. Seu sonho é que a chefe leia um roteiro, goste e publique seu livro. Mas a bomba chega no dia em Margaret recebe a notícia de que uma viagem que fizera desrespeitara as normas para candidatos à imigração – ou seja, ela será deportada dos EUA. “Mas eu sou canadense”, rebate ela, como se isto pudesse livrá-la do infortúnio. Para proteger seu trabalho – que é o que mais preza – ela é rápida no raciocínio: Andrew é “voluntariamente” arregimentado para um casamento de fachada e, assim, livrá-la da deportação. Por outro lado… Esta é a chance dele devolver as humilhações, galgar posições e ver seu livro publicado. Bom, isto tudo se o encarregado do processo (Denis O’Hare) permitir, pois ele é meticuloso e qualquer falha na história combinada pelo casal configuraria crime … E também se a esnobe Margaret e seus saltos altos agulha sobreviverem ao fim de semana na casa dos pais de Andrew (Mary Steenburgen e Craig T. Nelson), na remota Sitka, no Alasca. E à pressão do pai de Andrew, que desconfia deste casamento, já que o filho sempre falava mal da patroa. E à presença da bela e antiga amada de Andrew (Malin Akerman). Será que vale a pena, Margaret? Ou seria melhor fazer as malas e partir para o Canadá?

Avaliação: Filmaço cômico como há tempos não víamos, de rir do começo ao fim com as peripécias do casal para fingir que se amam – Sandra Bullock e Ryan Reynolds “casam” muito bem. Cenas antológicas: a da águia caçadora de cachorros, Margaret Tate (Bullock) lembrando seus tempos de discoteca, o encontrão dos dois no quarto, as múltiplas habilidades do cantor-stripper-galanteador-funcionário do correio Ramone (Oscar Nuñez) e, claro, a vovó vivida por Betty White…

Ah, a Nancy, Danon e Tetê também viram o filme e o adoraram, acharam sensacional. Como disse o Danon, “Sandra Bullock, magnetizante e vovozinha, SENSACIONAL. Demos gargalhadas como há tempos não fazíamos num filme.”

PS: Minha mãe (que não é fã de comédias do gênero!) e meu irmão adoraram.

A Espiã (Black Book/Zwartboek)

A Espiã (Black Book/Zwartboek), drama de espionagem e de guerra com toques de suspense e de romance de Paul Verhoeven, 2006. C

Enredo: 1956. Israel. Um grupo de turistas visita um kibutz. Ronnie (Halina Reijn) reencontra Rachel (Carice van Houten), agora professora neste kibutz. Elas se recordam dos tempos em que estiveram juntas na Holanda. Mas isto traz lembranças amargas a Rachel.

Final de 1944. Segunda Guerra Mundial. Parte da Holanda ainda está sob o jugo nazista. É onde está escondida a cantora judia holandesa Rachel Stein. Quando a fazenda que a abrigava é destruída por bombas – “Aviões alemães descarregando excesso de carga”, diz o rapaz com quem Rachel conversava – ela se refugia com seu salvador num celeiro abandonado, onde são contatados por Van Gein (Peter Blok), da resistência, que lhes propõe juntar-se a um grupo que vai cruzar o rio para o sul da Holanda, já libertado. Para tanto, ela contata o advogado da família, para reaver parte dos recursos custodiados por ele. Ela reencontra a família no momento da travessia, mas os perde para sempre quando uma patrulha alemã metralha os passageiros e saqueia o barco. Somente ela sobrevive. Escondida pelo grupo da Resistência liderado por Gerben Kuipers (Derek de Lint) com a identidade de Ellis de Vries, Rachel aceita participar das ações do grupo. A primeira é o contrabando de armas, que a leva a viajar com o aliado do grupo Hans Akkermans (Thom Hoffmann) – no trem, ela conhece o oficial alemão Ludwig Müntze (Sebastian Koch), chefe da inteligência local – que fica seduzido por ela. Quando um acaso expõe parte do grupo da resistência, Ellis aceita a missão de aproximar-se de Müntze, seduzi-lo, implantar uma escuta no quartel alemão e ajudar na libertação do filho de Kuipers e de seus companheiros. Ela tem sorte, pois o nazista a emprega e é seduzido por ela. De lá para as festas e recepções, o passo é rápido. E o reencontro com o oficial nazista que trucidara sua família (Waldemar Kobus) também. Seguem as primeiras ações apoiadas pela presença de Rachel no quartel inimigo. Mas os revezes vão se acumulando. Haveria alguém infiltrado no grupo? Um de seus contatos estaria trabalhando para os dois lados? A própria Rachel, agora emocionalmente envolvida com o nazista, torna-se suspeita e alvo dos dois lados.

Avaliação: “Baseado em fatos reais”, é o que se lê no início do filme. É bem possível, pois muitos eventos como os narrados no filme certamente ocorreram: resistência, colaboracionismo, subjugação, traições, ações heróicas.

Um filme de 2,5 horas, que passa rápido e provoca muitos momentos de tensão. Além de ser um drama cativante e um “suspensaço” com muito conteúdo, o filme mostra dois fatos que raramente têm vez neste tipo de filme: a punição dos colaboracionistas e o triste pragmatismo dos aliados, ao preservar diversos oficiais nazistas como fontes de informação que pudessem afetar os interesses soviéticos. Pois é, muitos oficiais nazistas de alta patente foram poupados das devidas punições (se é que haveria punição suficiente para eles…) porque seus conhecimentos serviram para deter o avanço do que viria a ser o novo inimigo dos americanos e de seus aliados europeus: os comunistas.

Outra feliz dica de DVD dos amigos Carlinhos e Gisele, este filme já fora indicado pelo nosso amigo Rubens à época em que esteve em cartaz, mas acabamos não o vendo no cinema. 

PS: Minha mãe e irmão viram depois e também adoraram.

Noivas em Guerra (Brides War)

Noivas em Guerra (Brides War), comédia com toque romântico de Gary Winick, 2009.

Enredo: Liv (Kate Hudson) e Emma (Anne Hathaway) são melhores amigas desde a infância. Depois de irem a um casamento em junho no Plaza, elas sabem que se casarão neste mês e local. E, finalmente, ambas são pedidas em casamento! Contratam a melhor organizadora de festas, Marion St. Claire (Candice Bergen) para fazer suas recepções no Plaza, com poucas semanas de diferença, ambas em junho, como sempre sonharam. Mas um erro da secretária de Marion coloca as duas na mesma data – e não sobraram mais datas disponíveis em junho… A não ser que uma delas queira casar dali a três anos… Como nenhuma das duas quer ceder, começa um duelo, onde revelam o quão perversas podem ser; a idéia é sabotar uma a outra – fazê-la engordar, estragar o cabelo, a pele, espalhar mentiras. Ou isto ou terão que casar no mesmo dia, dividir os convidados e deixar de ser uma madrinha da outra… Se bem que, depois disto tudo, será que elas ainda admitiriam serem madrinhas?

Avaliação: Outro que hesitamos em ver na telona e acabei vendo em DVD, sem grandes perdas. Tem cenas memoráveis, como as de Emma (Hathaway) e seu noivo treinando piruetas na aula de dança de salão ou as de Emma e Liv (Hudson) no palco Clube das Mulheres (Anne Hathaway arrasa na dança sensual e na comédia); e claro, alguns golpes engraçados que uma aplica na outra. Mas dava para condensar isto num trailer e pronto.

De Repente É Amor (A Lot Like Love)

De Repente É Amor (A Lot Like Love), comédia romântica de Nigel Cole, 2005.

Enredo: Oliver (Ashton Kutcher) está entrando no aeroporto quando vê Emily (Amanda Peet) discutindo com o namorado. No embarque, ele a revê na fila e a encara, mas ela retribui seu olhar como que o “despachando”… Durante o vôo, quando ele vai para o banheiro, ela o segue e o “ataca impiedosamente”. Ele fica seduzido, no entanto, para ela, foi apenas um flerte. Pouco depois, se reencontram na rua e, conversa vai, conversa vem, vão para um bar, onde Oliver garante que, em seis anos, estará morando sozinho e tocando uma empresa de sucesso. Ao longo dos anos, eles vão se reencontrar, perceber que se gostam, mas sempre terão algum obstáculo: ora um estará envolvido com outra pessoa, ora o outro; ou será a carreira que os levará para longe. Até que…

Avaliação: Parece uma receita comum de Hollywood? Mas é mesmo… Não chega a ser ruim, mas não tem nada de novo, ainda bem que não o vi em sua (creio que) fugaz passagem pelo cinema, foi em DVD mesmo. Hollywood, vê se muda o esquema!

Ele Não Está Tão A Fim de Você (He Is Not So Into You)

Ele Não Está Tão A Fim de Você (He Is Not So Into You), “comé-drama” romântico de Ken Kwapis.

Enredo: Desde pequena, Gigi (Ginnifer Goodwin) aprendeu que receber sinais de “despacho” de um garoto é sinal de que ele está, sim, a fim dela, mas não sabe se expressar. E ela cresce interpretando – errada e erraticamente – os sinais dos homens; fica ansiosa por um telefonema do sujeito com quem saiu uma noite e com quem nem trocou um beijo; força a barra telefonando, e assim vai. Mas ela não aprende… Até que começa a receber os toques de um amigo (Justin Long) de um dos sujeitos que conheceu. Os conselhos vão contra tudo o que ela supunha saber… Enquanto isto, um casal (Ben Affleck e Jennifer Aniston) está para separar já que, depois de sete anos, ele ainda não quer casar com ela. Outro casal (Jennifer Connelly e Bradley Cooper) entra em crise porque ele está começando a ceder aos encantos de uma garota que encontrou por acaso (Scarlett Johansson); outra garota (Drew Barrymore) sente-se realizada quando consegue marcar um encontro – virtual…

Avaliação: Eu não estou tão a fim de falar deste filme… Decepcionou. Vê-lo na telona não mudaria nada. Atores de peso em papéis importantes e secundários não ajudam, tampouco a boa trilha sonora, que inclui desde hits legais do The Association até do Keane. Os únicos momentos cômicos são os iniciais, com depoimentos de mulheres pelo mundo todo, o de Drew Barrymore pegando seus recados telefônicos (mesma cena do trailer cinematográfico que me atraiu para o filme) e Jennifer Aniston entrando no casamento da irmã (cômica, mas triste, ao mesmo tempo). Pronto, acabou.

Exodus (Exodus)

Exodus (Exodus), drama, aventura, romance e ação de Otto Preminger, 1960. C

Enredo: 1947. Na então colônia britânica do Chipre ficam os campos de refugiados judeus saídos da Europa após o término da 2ª. Guerra Mundial para chegar à terra de seus ancestrais, Palestina, também colônia britânica. Diversos deles tentam chegar ilegalmente e são deportados de volta para o Chipre. Todos aguardam o momento em que a recém fundada ONU decididirá sobre o fim do mandato britânico na Palestina e a partilha da terra entre um estado judeu e outro árabe. Neste meio tempo, mais 611 refugiados judeus chegam ao Chipre no Star-of-David e são levados ao campo de refugiados, onde há carência de todas as ordens (remédios, médicos, alimentos). É este grupo que o decidido Ari Ben Canaan (Paul Newman) quer retirar clandestinamente do campo e levar de navio para a Palestina, para mostrar ao mundo a precária situação dos refugiados e expor a urgência na definição sobre um estado judaico. Os cipriotas também almejam a independência, o que, inclusive, acabaria com a imposição de abrigar os judeus. Junte-se a isto a compreensão do problema dos judeus e o pagamento pelos seus serviços e tem-se um fiel aliado no cipriota Mandria (Hugh Griffith). Cabe a ele fornecer os meios para Ari realizar seu ousado plano. Enquanto isto… A enfermeira americana Kitty Fremont (Eva Marie Saint) está no Chipre para visitar o general Sutherland (Ralph Richardson), responsável pela colônia palestina e companheiro de longa data do marido de Kitty, fotógrafo de guerra falecido no cumprimento de seu ofício. Ela toma contato com a realidade dos refugiados e oferece-se para ajudar no campo, onde conhece a esperta e irrequieta adolescente Kate Hansen (Jill Haworth). A amizade e a carência – Kate perdeu a mãe na guerra e não sabe o paradeiro de seu pai e Kitty abortara com o choque da perda do marido – as aproximam.

O filme tem essencialmente duas partes: a primeira é a saga do novo “Moisés”, Ari Ben Canaan, que está prestes a conseguir seu intento quando os ingleses descobrem seu plano e começa uma queda de braço entre os refugiados a bordo do navio, apropriadamente batizado de Exodus. A bordo, estão também Kitty, Kate e o rapaz de quem ela se aproxima, Dov Landau (Sal Mineo). Em terra, o general Sutherland, que sempre acreditou no direito dos judeus terem seu lar nacional, mas que cumpre ordens de Londres.

A segunda parte trata dos poucos refugiados que chegam a Israel às vésperas da partilha da ONU, quando já se prevê um massacre dos judeus por parte da maioria árabe muçulmana, provavelmente sob o olhar complacente dos ingleses. É então que tomamos contato com organizações como a Haganá (que queria alcançar a independência por meio das conversações, mas sem deixar de cuidar da efetiva proteção dos judeus), sua rival Irgun (resultado da cisão da Haganá e classificada pelos britânicos como terrorista) e o Palmach (força de combate da Haganá). Abordam-se ainda o atentado ao Hotel King David (que abrigava os soldados ingleses) e os planos do grão Mufti de Jerusalém (aliado de Hitler) em desocupar os árabes de suas vilas e cidades, para deixar o terreno livre para a liquidação completa dos judeus, com o apoio de especialistas militares trazidos dentre os nazistas derrotados (então os árabes voltariam com o “terreno já limpo”…).

Avaliação: Baseado no best-seller homônimo de Leon Uris (roteirizado por Dalton Trumbo, do também excelente “Spartacus”), que conta a saga do navio Exodus e da fundação do Estado de Israel, este filme, além de ótimo passatempo (tem 3,5 horas, que nem se percebem passar), dá um apanhado geral sobre o drama dos sobreviventes do Holocausto, que preferiram o caminho da Palestina sob mandato britânico, e do ano que antecedeu à proclamação do Estado de Israel. Toca também a questão do Holocausto, daqueles que perderam toda ou quase toda família e de quem se tentou eliminar toda a dignidade (o filme aborda isto de uma maneira muito forte e pontual com um dos sobreviventes das filas de seleção para câmara de gás e do Sonderkommando de Auschwitz, o grupo de judeus obrigado a levar os correligionários à câmara de gás, recolher os dentes de ouro dos cadáveres, enterrá-los). Narra ainda a verdadeira amizade que havia entre diversos judeus e árabes, no caso, o líder Taha (John Derek), grande amigo de Ari e de seu pai, Barak (Edward G. Robinson).

O filme tem excelentes personagens (dando oportunidade de mostrar as várias partes envolvidas no evento do Exodus e na fundação de Israel), drama, ação, aventura, romance, toques de suspense e para arrematar, o belo e significativo discurso final pela paz e a linda música-tema (a trilha ganhou Oscar). Mais uma vez agradeço à Gisele e ao Carlinhos pela sugestão; um filme que eu vira há uns 25 anos e a Sarah ainda não vira.

Tinha Que Ser Você (Last Chance Harvey)

Tinha Que Ser Você (Last Chance Harvey), romance dramático de Joel Hopkins, 2008.

Enredo: Harvey Shine (Dustin Hoffman) é pianista e compositor. Gostaria de compor músicas, mas é com jingles que trabalha e se sustenta. Ou se sustentava? Porque ele está prestes a perder sua posição para um jovem iniciante. É assim, com a “espada na cabeça”, que Harvey viaja a Londres para o casamento da única filha, Susan (Liane Balaban). Ele não vê a filha há tempos e ela prefere que o atencioso padrasto (James Brolin) a acompanhe ao altar… O deslocado Harvey só dá gafes… E, de quebra, não pára de falar ao celular, preocupado que está em ser demitido. Intimidado e constrangido, Harvey resolve retornar a Nova Iorque antes mesmo da festa de casamento. E é neste meio tempo que seu caminho cruza com o de Kate Walker (Emma Thompson). Kate está próxima dos 50 anos, solteira, é alvo dos constantes telefonemas da mãe divorciada. Os encontros às escuras que Kate arranja nunca dão certo; ela até prefere que os relacionamentos não progridam mesmo, assim evita se machucar. E ela não está muito tentada a ceder à conversa de Harvey. Mas cede e acaba convencendo-o a ir à festa da filha. Eles farão muito bem um ao outro, mas o destino os surpreenderá.

Avaliação: Fomos em quatro, o Sergio não gostou, a Ana Paula, que queria ver um romance, gostou bastante; a Sarah considerou regular e cansativo e eu, bom – mas meio irregular; em alguns momentos dá sono, em outros (como no discurso de Hoffman), comove muito. Como bem disse o Sergio, é para uma “Sessão da Tarde”.

Nunca é Tarde para Amar (I Could Never Be Your Woman)

Nunca é Tarde para Amar (I Could Never Be Your Woman), comédia romântica de Amy Heckerling, 2005.

Enredo: A Mãe Natureza (Tracey Ullman) está constantemente tentando fazer Rosie (Michelle Pfeiffer) perceber que, por já ter passado dos 40 anos, não deve ficar procurando namorados de 20. Mas Rosie, linda e bem conservada, divorciou-se e acha que tem direito a refazer sua vida com quem bem entender. E ela segue seus preceitos, apaixonando-se pelo simpático ator (Paul Rudd) que acaba de contratar para a série de TV que produz. Correspondida, seu obstáculo será a sua secretária, a “duas-caras” Jeannie (Sarah Alexander), que fará de tudo para fazer Rosie crer que está sendo traída (obs.: não entendi se porque a própria Jeannie gosta do rapaz ou se por inveja, o que não muda nada…). Rosie tem outras questões a administrar: sua filha chegou à adolescência e apaixonou-se pela primeira vez e seu seriado de TV terá que melhorar para manter a audiência do público jovem.

Avaliação: A linda Michelle Pfeiffer não salva o filme – só algumas cenas com Paul Rudd são engraçadas (ele engraçado, movimenta-se bem, parece bem à vontade). Há comédias adolescentes que me agradam muito, mas esta não deu certo; talvez somente com o público adolescente…

Austrália (Australia)

Austrália (Australia), aventura e drama romântico de Baz Luhrmann, 2008.

Enredo: A estória é contada pelo pequeno Nullah (Brandon Walters), que, juntamente com seu avô, o aborígene King George (David Gulpilil), é perseguido pela polícia australiana por suspeita de serem cúmplice e assassino do fazendeiro Maitland Ashley. Contra King George pesam os fatos de que a lança que matou o fazendeiro é do tipo usada pelos aborígenes e de que ele não gosta de brancos. Neste meio tempo, Lady Sarah Ashley (a bela, belíssima Nicole Kidman) está partindo da Inglaterra para visitar o marido. Ao chegar à Austrália, ela acaba tendo que assumir a fazenda do falecido Maitland, Faraway Downs – o último lote de terra que falta para o ambicioso King Carney (Bryan Brown) dominar o norte do país. O desafio de Sarah está em fazer renascer uma fazenda quase acabada e que, como descobre através de Nullah, é roubada pelo seu administrador, Neil Fletcher (David Wenham) –como ficamos sabendo, ele é o verdadeiro assassino de Maitland Ashley –, que ela prontamente demite. Neil leva embora seu pessoal e cabe à Sarah, com a ajuda dos despreparados empregados que permaneceram, conduzir suas cabeças de gado à cidade de Darwin antes que King Carney venda seu rebanho ao exército. A jornada é longa, traiçoeira e Fletcher, agora aliado a Carney, vai recorrer a todos os meios para impedi-los de chegar a Darwin. Mas Sarah tem a seu lado “Drover” (Hugh Jackman), o melhor condutor de rebanhos do local.

Segunda parte: Nullah, discriminado tanto pelos brancos como pelos aborígenes, por ser mestiço (“Creamy”, ou “café-com-leite”, como o chamam pejorativamente), sonha em fazer o walkabout, caminhada ritual, com seu avô. Fletcher sonha em dobrar Lady Ashley e ficar com a Faraway Downs, e, para isto, compromete-se a “vender” a liberdade de Nullah a Sarah, impedindo que os missionários ou a polícia o levem. Mas, estoura a segunda guerra na Austrália e, com os japoneses aproximando-se, novos dramas atingem a todos nas províncias do norte.

Avaliação: Muito criticado pelo excesso de pretensão e poucos resultados, este longo filme (2,5h) é muito empolgante, muito bom… São praticamente duas estórias. Quando você pensa que a entrega do gado é o auge do filme, aí vem a parte da 2ª Guerra e o ataque japonês. Os dois trechos são bem diferentes, ambos emocionantes. A química dos protagonistas é muito boa, dá para aprender um pouco da história da distante Austrália – e ficar revoltado por saber que, à semelhança da África, os colonizadores tratavam os aborígenes como categoria inferior, transformando as mulheres em criadas e levando as crianças nativas para serem “civilizadas” nas missões religiosas – daí a chamada “geração roubada”. Triste, muito triste…

Doce Trapaça (Heartbreakers)

Doce Trapaça (Heartbreakers), comédia de David Mirkin.

Enredo: Mãe (Sigourney Weaver) e filha (Jennifer Love Hewitt) formam uma dupla de golpistas de primeira: mamãe se casa com um trouxa, filhinha o seduz, mamãe o flagra, o divórcio é inevitável, tal qual a fortuna que resulta da separação. Assim, elas somem… Isto até a próxima vítima:  um sujeito meio violento (Ray Liotta) que, apaixonado por mamãe, resolve descobrir seu paradeiro e pedir que ela volte (Que amor! Mesmo tendo sido rapinado…). Só que a dupla agora está atrás de um milionário doente de tanto fumar (Gene Hackman). Problemas: a nova vítima não está tão a fim de mamãe e a filha resolveu criar seus próprios golpes. Problema maior: o obsessivo ex acaba de encontrar a dupla. Problema maior ainda: o milionário cedeu, mas morreu ao lado da golpista. É muito problema para administrar.

Avaliação: A Sarah não quis rever esta obra-prima do humor. Pena, pois perdeu a chance de relembrar o talento humorístico de Sigourney Weaver (ela “conversando” em russo com um garçom e cantando Back in USSR – é para ver e rever). E também os desastres de Hewitt tentando escapar do personagem de Jason Lee, que seduziu por engano… Bom, aí é que surge um toque de romance para o filme. Simplesmente ótimo.

Quatro Amigas e Um Jeans Viajante 2 (The Sisterhood of the Traveling Pants 2)

Quatro Amigas e Um Jeans Viajante 2 (The Sisterhood of the Traveling Pants 2), drama romântico de Sanna Hamri, 2008.

Enredo: Seqüência de um filme de 2005 sobre quatro amigas do colégio que fazem uma promessa: fazer circular um velho jeans que cai bem em todas, sempre na mesma seqüência. Ele servirá para que mantenham a conexão, mesmo quando distantes (além de ser usado também como amuleto para que realizem seus desejos…). Entrando na faculdade, cada uma segue seu rumo, mas o jeans ainda circula, se bem que, de vez em quando, uma ou outra perde o contato, deixando o “jeans viajante” temporariamente perdido até a retomada do ciclo…  Tibby (Amber Tamblyn) quer se tornar roteirista, mas não consegue sequer terminar seu primeiro roteiro e trabalha, com muita má vontade, numa locadora de DVDs. A suspeita de gravidez de seu relacionamento com Brian (Leonardo Nam) é motivo para Libby romper mais um namoro e não se envolver… O namoro de Lena (Alexis Bledel) e Kostas (Michael Rady) tinha acabado, mas, quando se revêem numa visita dela aos avós na Grécia, percebem que continuam muito apaixonados, embora não admitam, já que ele está casado. Pouco a pouco, porém, a tímida Lena começa a descobrir uma nova paixão no modelo (Jesse Williams) que posa nas aulas de pintura. Ao descobrir que as amigas estarão longe, Carmen (America Ferrera) aproveita o convite da colega de teatro Julia (Rachel Nichols) e muda-se com ela para Nova Iorque, onde estarão imersas no vibrante mundo do teatro. Mas sua baixa autoestima a fará continuar atuando nos bastidores do teatro – até que, incentivada pelo colega Ian (Tom Wisdom), faz um teste para uma peça e toma o lugar que já estava certo para a amiga Julia (ihhhhh). Pior ainda para Julia, Ian está começando a gostar da cheinha e estabanada Carmem, que não sabe como corresponder ao pretendente.  Além da tensão com Julia, Carmem vai sofrer por ter que acompanhar a gravidez e o parto da mãe (Rachel Ticotin) à distância. Bridget (Blake Lively) brigou com o pai depois que descobriu que ele ocultara as cartas que a avó (Blythe Danner) lhe escrevera após a morte da mãe (mais tarde ela até vai entender o porquê). Seu afastamento emocional do pai agora é também físico, pois ela foi estudar arqueologia na Turquia. Apesar de estar adorando a oportunidade e os colegas, uma conversa com a sua tutora a faz perceber onde ela realmente gostaria de estar.

Avaliação: Durante a primeira meia hora do filme (são duas horas) eu pensei em desistir no meio. Imaginei ser um filme voltado para adolescentes do sexo feminino, etc. Mas, que surpresa! O filme é lindo, empolgante, tem uma “senhora” estória. Os dramas de cada uma servem para mostrar o valor da amizade (apesar da distância e das reclamações pela falta de contato ou de atenção, na “hora do vamos ver”, elas estão sempre lá para se ajudarem) e a falta de valor de certas amizades (como o de Julia, que, inveja Carmem e a brinda com falsidade e rasteiras). De minha parte, achei mais bonito o drama de Bridget, que afastada da avó pelo pai, altera os rumos de sua vida para procurar a avó e acaba por entender o trauma pelo qual passara a família O tipo de filme que deixa as emoções à flor da pele. De quebra, algumas paisagens de Santorini, na Grécia. Este filmaço sobre amizades, valores e escolhas, do qual acho que nunca ouvira falar, foi dica da Stephanie – obrigado, Teté. Sarah, assista!

Camille Claudel (Camille Claudel)

Camille Claudel (Camille Claudel), drama romântico biográfico de Bruno Nuytten.

Enredo: Camille Claudel (Isabelle Adjani) veio de uma abastada família francesa. Foi autorizada pelo pai (Alain Cuny) – depois até incentivada – a prosseguir com seus estudos e carreira de escultora. Assim, tornou-se aluna do famoso Auguste Rodin (Gérard Depardieu), contra a vontade da mãe moralista (Madeleine Robinson) e com o apoio do irmão, o escritor Paul (Laurent Grévill). Ávida pelo aval do mestre, a quem idolatrava, Camille não soube separar os estudos da paixão. Mas Rodin era casado e já possuía diversas amantes, dentre elas, a ciumenta Rose Beuret (Danièle Lebrun) que o acompanhara em momentos difíceis da carreira. Camille exigia cada vez mais exclusividade de Rodin, que, mesmo apaixonado, impôs seus limites. Os ciúmes de Camille e a exposição do seu romance a deixaram em péssima situação com a família, a sociedade e consigo mesma – ficava cada vez mais difícil distinguir imaginação da realidade, e ela passou a ter certeza de que Rodin pretendia apenas aproveitar-se do talento e prestígio dela (parece que efetivamente ele o fez, mas, pelo que mostra o filme, sempre reconhecendo e expondo o talento de Camille). No fim de sua carreira, ela pôde contar apenas com o incentivo de Eugène Blot (Philippe Clévenot), que ainda tentou organizar exposições para melhorar a autoestima e as finanças de Camille – e com o sempre carinhoso irmão Paul. Mas esta dedicação de ambos não a impediu de acabar a vida num hospital psiquiátrico, onde passou seus últimos 30 anos.

Avaliação: Filme meio longo, eu o evitara no cinema, achando que seria arrastado. Mas não é. Recomendação da Sarah, que o vira em DVD e apreciara muito. Realmente bom, ainda mais porque trata da vida de uma artista genial que teve um triste fim, e de quem não se ouve falar tanto, já que viveu à sombra de Rodin – aparentemente mais por culpa dela mesma…

Treinando com Papai (The Game Plan)

Treinando com Papai (The Game Plan), comédia-família de Andy Fickman.

Enredo: Era uma vez um fútil jogador de futebol americano, Joe Kingman (Dwayne “The Rock” Johnson), que não vivia sem a riqueza, a fama e as mulheres. Até que surgiu a filha (Madison Pettis), gerada num fugaz momento, às vésperas da separação de Joe. Papai não sabia da gravidez de mamãe, mamãe estava viajando num lugar inalcançável e a pequena Peyton estava lá enquanto mamãe viajava… Adeus festas, garotas e anúncios milionários de comidas nada saudáveis… Seria o fim do mundo ou o astro poderia se acostumar com a idéia? Melhor se acostumar, pois um teste de paternidade seria um escândalo inimaginável…

Avaliação: Comecei vendo o DVD e pensando “vou dar uma chance, mas deve ser mais um daqueles filmes sem graça, alguém tentando imitar – e mal – Um Tira no Jardim da Infância (o do Schwarzenneger)”. O filme começa mesmo sem graça, mas vai ganhando charme e mostra-se um simpático filme para toda a família. Dwayne Johnson realmente é uma revelação cômica alguns tipos são muito bem feitos, como o jogador grandão-com-cara-de-bravo-mas-coração-mole (Jamal Duff) e o jogador sem cérebro (Hayes McArthur). Claro, tem o tipo inescrupuloso de sempre (no caso, a agente do jogador, interpretada por Kyra Sedgwick) e a professora de balé (Roselyn Sanchez) que critica, mas ajuda o pai sem experiência. Detalhe mais legal? A comparação, cena a cena, entre o delicado alongamento de balé e o do futebol americano. Pois é, o inesperado é que há semelhanças.

Um Ato de Liberdade (Defiance)

Um Ato de Liberdade (Defiance), drama histórico e de guerra de Edward Zwick.

Enredo: 1941. Hitler inicia a operação Barbarossa e avança em direção à União Soviética, rompendo o acordo de não-agressão com Stalin. A Bielo-Rússia é invadida e os judeus, presos ou exterminados nas cidades e vilarejos. Entre as famílias massacradas com ajuda de simpatizantes nazistas nas “limpezas” está a dos Bielski. Os quatro irmãos sobreviventes refugiam-se na floresta próxima ao seu vilarejo e, com poucas armas e quase nenhum apoio da resistência bielo-russa e russa (muitas vezes até hostilizados por ela), vão fugindo e abrigando cada vez mais pessoas que conseguem resgatar de esconderijos ou de cidades que vão caindo. Em pouco tempo, judeus fugidos de todas as partes passam a procurar a proteção dos “Bielski”. Tuvia (Daniel Craig), o mais velho, assume a liderança da recém-formada Otriad (Brigada) Bielski e encarrega-se de vingar a morte dos pais atacando o chefe de polícia local. O impetuoso, ácido e muitas vezes imprudente Zus (Liev Schreiber) quer se juntar aos resistentes comandados pelos russos. O jovem Asael Bielski (Jamie Bell) também auxilia Tuvia, mas o irmão menor (George McKay) está traumatizado com a visão do massacre dos pais e sem fala. O tempo passa, eles vão conseguindo fugir, mas Zus junta-se definitivamente à resistência russa (que, mesmo desprezando os judeus, vê em Zus e seus homens bons combatentes). Com o crescimento do grupo de Tuvia, forma-se uma efetiva comunidade, com ensino e até um local para rezas. Mas a comida e armas obtidas de ataques e junto a poucos simpatizantes não são suficientes. Para piorar, uma epidemia de tifo põe todos em perigo. Não há remédios, o cerco nazista está cada vez mais próximo e há constantes ameaças de delação pelos aldeões. .

Avaliação: Excelente. Além da Sarah e eu, minha mãe e meu irmão haviam adorado o filme, que mostra um punhado de pessoas com poucas armas e comida (além de pouco apoio dos habitantes locais, quando não traídos por eles) que conseguiu escapar dos nazistas – que recorreram até aos bombardeios… Muitos dos que lá estavam (entre eles os Bielski mais velhos) perderam pais, esposas, filhos, casaram-se novamente (com as “esposas da floresta”, como eram chamadas as moças que conheciam no grupo), reconstituíram famílias e procuraram levar uma vida “normal” dentro do inferno a que foram submetidos. Uma história de sobrevivência, de traições, mas também de gente que, mesmo arriscando suas vidas, ajudava de coração os fugitivos. Vidas; histórias que nem o poderio e a insanidade nazista conseguiram apagar.

Don Juan de Marco (Don Juan de Marco)

Don Juan de Marco (Don Juan de Marco), drama romântico de Jeremy Leven. D

Enredo: Um quase suicida (Johnny Depp) vai parar nas mãos de um psiquiatra (Marlon Brando), que se propõe a curá-lo da síndrome de Don Juan (ele acredita ser um Don Juan vestido de Zorro…). Será que esta síndrome pode ser considerada loucura? Através da história de seu passado talvez “Don Juan” consiga provar ao psiquiatra que não e, de quebra, contribuir para dar vida nova ao casamento do médico.

Avaliação: Lá se vão quinze anos deste esdrúxulo filme (1994). Saí no meio, era muito ruim. Poupo-me de mais comentários…

O Melhor Amigo da Noiva (Made of Honor)

O Melhor Amigo da Noiva (Made of Honor), comédia romântica de Paul Weiland.

Enredo: Tom (Patrick Dempsey) já “traçou” todas no andar de calouras de sua faculdade. Só poupou Hannah (Michele Monaghan), que, sabedora de sua fama, recusou a investida. E é justamente por isto que se tornaram melhores amigos – tivessem “ficado”, ela teria que seguir as “regras da casa” e eles só se veriam ocasionalmente e por pouco tempo… Dez anos depois, ele começa a perceber que está apaixonado, quando o trabalho a leva a ficar algumas semanas na Escócia – eles não conseguem ficar sem se falar. Decisão tomada, ele vai declarar-se quando ela retornar. Ou, melhor, iria, porque ela volta noiva de um rico duque (Kevin McKidd). Feliz da vida e reconhecendo o valor do amigo, Hannah o designa para ser “damo-de-honra” juntamente com as três melhores amigas. Restará a Tom, com a ajuda de seus amigos, tentar cumprir a contento seu papel, enquanto procura mostrar a Hannah que está casando com o homem errado. Perdeu tempo, hein?

Avaliação: Não viu no cinema? Não tem problema, faça como eu, veja em DVD mesmo… Simpático, o filme é uma boa “sacada”, ao colocar um “damo-de-honra” para a noiva. E tem seus momentos engraçados no chá da noiva, com a atração surpresa que o incauto Tom arruma por sugestão de uma das madrinhas e, também nas cerimônias promovidas pela família do noivo em seu castelo escocês: além da fria em que Tom se mete com seu mini-kilt, os hábitos locais (que suponho serem reais) soam muito divertidos – as competições medievais, as roupas, os arranjos do cabelo da noiva, a venda do beijo da noiva no vilarejo… E foi isto o que acabou mais atraindo no filme (que vi sozinho…).

Pagando Bem, Que Mal Que Tem? (Zack and Miri Make A Porno)

Pagando Bem, Que Mal Que Tem? (Zack and Miri Make A Porno), comédia com toque romântico de Kevin Smith.

Enredo: Zack (Seth Rogen) e Miri (Elizabeth Banks) conhecem-se desde o colégio, estão sempre duros e, assim, repartem um apartamento sem nunca terem tido envolvimento algum. Água e luz cortadas, a ponto de serem despejados, eles ainda procuram manter um mínimo de aparência para o encontro de dez anos de formados da turma do colégio. Ele quer “dar uma rapidinha” com quem puder, ela quer capturar o antigo astro da turma. Zach até que se vira, depois de um ou outro fora, mas Miri descobre que tem azar, porque seu queridinho… Bom, deixa pra lá. Eles saem da festa tão perdidos quanto antes, até que Zach, inspirado num papo na festa, resolve fazer um filme pornô. Quem o financia e se torna seu “produtor” é o colega (Craig Robinson) bem (?) casado e certinho (?) do coffee shop onde trabalham. Testes daqui e dali, eles formam sua equipe de atores e cinegrafista, arrumam uma locação barata e uma idéia de roteiro engraçada e… Adeus locação, pois eles alugaram o local de um trambiqueiro… Mas tudo bem. Zach tem mais uma brilhante idéia e eles prosseguem com o plano, até que surge a hora da atuação. É só um filme, mas, na hora de Zach e Miri fazerem par, aparece aquele frio na espinha. Será que eles se gostam e nunca se deram conta disto? Eles trocariam de parceiro para atender ao roteiro do filme?

Avaliação: O filme fez certo sucesso, foi considerado uma boa surpresa, mas preferimos não vê-lo; acabei vendo sozinho (Sarah, você ia me xingar se tivesse me acompanhado…). É simpático, mas tem uma quantidade razoável de citações politicamente incorretas, muito palavrão e menção à pornografia e alguma simulação de sexo (claro que somente de gozação, mas…). Acaba soando apelativo. Não é ruim assim, Seth Rogen é bom e o filme tem alguns momentos onde se pode sorrir, mas o melhor do filme foi realmente o título em português…

Um Tiro no Escuro (A Shot In the Dark)

Um Tiro no Escuro (A Shot In the Dark), comédia criminal de Blake Edwards.

Enredo: Segundo filme da série de seis criada por Blake Edwards. Este filme mostra o atrapalhado inspetor Clouseau (Peter Sellers) e seu quase tão atrapalhado assistente Hercule LaJoy (Graham Stark) às voltas com um crime na mansão de Benjamin Ballot (George Sanders), onde a principal suspeita é a criada Maria Gambrelli (Elke Sommer), amante do morto.     Quanto mais mortos aparecem na casa, mais Clouseau se atrapalha. Seu chefe, o inspetor Dreyfus (Herbert Lom), acaba por tirá-lo do caso. Mas parece que alguém quer mantê-lo – afinal, um incompetente como ele pode até ajudar o criminoso…

Avaliação: Não é tão engraçado assim, nem nas cenas de sempre do criado de Clouseau, Cato (Burt Kwouk), treinando artes marciais com o patrão. Mas é neste filme que começam a aparecer os engraçados tiques do Inspetor-chefe Dreyfus, levado à loucura pelo desastrado Clouseau. E as cenas do misterioso assassino que persegue Clouseau restaurante após restaurante (sempre errando o alvo) são um clássico imitado em diversos filmes (ou este pegou carona em algum…). E, claro, além da tradicional trilha sonora da Pantera (por Henry Mancini), o sotaque de Clouseau é imbatível; invenção de Peter Sellers, que o observou num porteiro francês… Não há Clouseau como Peter Selers…

A Pantera Cor-de-Rosa (The Pink Panther)

A Pantera Cor-de-Rosa (The Pink Panther), comédia criminal com toque romântico de Blake Edwards.

Enredo: Mais um assalto onde o Fantasma (David Niven) deixou sua marca registrada, uma luva branca com sua inicial. Mais um crime, cujo culpado não será encontrado. Pouco depois, o Fantasma, ou melhor, Sir Charles Litton, está esquiando em Cortina D’Ampezzo, à espera de seu melhor golpe: o roubo do diamante Pantera Cor-de-Rosa, assim chamado por possuir uma mancha que lembra tal figura. A vítima: a princesa de Lugash (Claudia Cardinale), que está quase cedendo aos encantos de Sir Charles. Mas ele não contava com a presença fortuita do grande (grande?) inspetor Clouseau (Peter Sellers), em férias com a esposa (Capucine). Por outro lado, a esposa de Clouseau é amante do Fantasma e vai ajudá-lo – isto se o trambiqueiro e galanteador sobrinho de Sir Charles (Robert Wagner, do “Casal 20″) não atrapalhá-los…

Avaliação: O filme é bom, mas não prende tanto e não é tão engraçado. O toque deste piloto da série ainda é romântico e conta mais com o charme dos ladrões Niven e Wagner do que com o besteirol de Sellers, que ainda não tinha participação tão relevante no filme (apesar de ser listado como o principal ator). Aliás, o confuso sotaque francês de Clouseau somente ficaria realmente engraçado no segundo filme, quando também aparece Cato Fong (Burt Kwouk), seu “manservant”, mistura de treinador de artes marciais, mordomo e assistente.

Aqui já se vê o desenho da Pantera Cor-de-Rosa, mas ela não está tão malandra e o Inspetor mal aparece no desenho.

A gostosa música “Meglio Stasera”, de Henry Mancini, cantada e deliciosamente coreografada pela sensual Fran Jeffries, é a parte mais legal do filme…

Pacto Sinistro (Strangers on A Train)

Pacto Sinistro (Strangers on A Train), suspense criminal dramático de Alfred Hitchcock.

Enredo: Guy Haines (Farley Granger) é um tenista de relativo sucesso, mas com vida amorosa mal sucedida. Sua mulher, Miriam (Kasey Roger) o traiu e engravidou de um dos amantes. Neste ponto, Guy já está envolvido com Anne Morton (Ruth Roman), a filha do senador Morton (Leo G. Carroll) e quer apenas consumar o divórcio – o que Miriam lhe recusa, pois pretende aproveitar o dinheiro e a recente fama do marido (obs.: estamos nos anos 50, não havia como determinar de quem era o filho que estava por nascer).

Numa viagem de trem, Guy é abordado por Bruno Anthony (Robert Walker), que andou lendo as fofocas nos jornais sobre o caso de Guy com Anne e lhe propõe um pacto: Bruno eliminaria a inconveniente e abusada Miriam, enquanto Guy providenciaria a morte do rico pai (Jonathan Hale) de Bruno, para que este pudesse finalmente viver como playboy e sem preocupações financeiras. Seria uma troca a fim de evitar suspeitas. Obviamente, Guy recusa, mas Bruno confere outra interpretação à conversa e “faz sua parte” do pacto, passando a atormentar Guy para que ele “cumpra a sua”, sob pena de incriminá-lo. Afinal, ele está com um isqueiro de Guy, que poderia ser plantado no local do crime, e contra Guy pesam as brigas com Miriam e o fato de ter expressado o desejo de matá-la. Qual a saída? Como provar sua inocência, se seu álibi é apenas um professor bêbado e de memória apagada? Constantemente vigiado pela Polícia, Guy dependerá da dedicação da namorada e da espevitada irmã dela (Patricia Hitchcock) para resolver seu dilema.

Avaliação: Eu já tinha ouvido falar do tal pacto deste filme (aliás, reproduzido por Danny de Vito na comédia “Jogue Mamãe do Trem”), mas não imaginava que o filme fosse tão bom. Assistimos o DVD (que faz parte da coleção de clássicos da “Folha de São Paulo”) sem pretensão, mas tivemos uma ótima surpresa. Algumas cenas hoje soariam como clichês do suspense ou até não causariam surpresas (como as do carrossel desgovernado ou Guy decidindo ir à casa de Bruno – para fazer o quê?), mas são muito bem elaboradas, encenadas. O filme prende, não tanto pelo suspense, que não é de tirar o fôlego, mas simplesmente pelo excelente enredo e construção dramatúrgica.

Curiosidades:

  1. O papel da avoada mãe do assassino é por Marion Lorne, que faria também a avoada Tia Clara no seriado “A Feiticeira”.
  2. A esposa assassinada é papel de Kasey Rogers, a Louise Tate do mesmo seriado.
  3. Barbara, a irmã de Anne, foi um dos primeiros (e poucos) papéis da filha de Hitchcock, Patricia.

Eu Odeio Dia dos Namorados (I Hate Valentine’s Day)

Eu Odeio Dia dos Namorados (I Hate Valentine’s Day), comédia romântica de Nia Vardalos.

Enredo: Genevieve (Nia Vardalos, aquela do “Casamento Grego”) tem uma floricultura que faz sucesso; afinal, ela está sempre sorridente, sabe como atrair e cativar seus clientes, faz boa propaganda em todas as datas festivas e especialmente no Dia dos Namorados, quando mais vende flores. Dias dos Namorados… Ah, sim, ela tem certos traumas familiares que a fazem evitar relacionamentos que durem mais do que cinco encontros e ensina suas amigas como proceder em cada um destes cinco encontros para depois “pular fora” para não se ferirem – e apenas curtirem os bons momentos. Mas ela começa a gostar e a ser correspondida por Greg (John Corbett, parceiro de Nia também em “Casamento Grego”), que abriu um restaurante próximo da floricultura. As teorias de Genevieve parecem começar a furar consigo mesma, o que ela vai tentar evitar a todo custo. Por outro lado, ele dá mostras de ter aderido à teoria dos cinco encontros – será mesmo?

Avaliação: Minha mãe, a Sarah e eu gostamos. Eu fiquei contente, porque o trailer não me animara em nada. É alto astral, Nia Vardalos está ótima, simpaticíssima como o filme que produziu, roteirizou e dirigiu. E, como minha mãe disse, tem algumas lições. Em particular, achei alguns momentos bem bonitos, por exemplo, quando o personagem de Jay O. Sanders dá certo tom dramático ao falar da felicidade em se ter uma família. E os atores Amir Arison, Stephen Guarino e Zoe Kazan, que fazem os funcionários e a melhor amiga de Genevieve, estão muito bem.

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Confessions of a Shopaholic)

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Confessions of a Shopaholic), comédia romântica de P. J. Hogan.C

Enredo: Rebecca Bloomwood, ou Becky Bloom (Isla Fisher) trouxe um problema da infância: seus pais (John Goodman e Joan Cusack) poupavam nas compras das suas roupas e ela sentia-se mal perante as amiguinhas. Por conta disto, ao crescer, Becky virou uma maníaca por moda de alto padrão, o que a leva a compras irrefreáveis… Seus doze cartões de crédito estouram e estouram. Ela vive fugindo do cobrador de suas dívidas (Robert Stanton, “um ex-namorado que a persegue”, como alega) e experimentando maneiras de largar o vício das compras, mas nada dá certo – nem o estímulo da melhor amiga (Krysten Ritter), que a faz inscrever-se nos “viciados em compras anônimos” e ouvir programas de auto-ajuda, e tampouco o literal congelamento dos cartões são capazes de refrear sua compulsão. Seu sonho de consumo são as marcas famosas; seu sonho de carreira, a revista Alette, da poderosa Alette Naylor (Kristin Scott Thomas). A pobre jornalista não consegue realizá-lo, mas o texto de sua carta sobre uma proposta de emprego cativa o diretor (Hugh Dancy) de redação de uma revista sobre Finanças. Finanças? Ela vai ter que esconder seu vício e dívidas… para passar a dar conselhos financeiros.

Avaliação: A alma do filme é Isla Fisher (da ótima comédia romântica
Três Vezes Amor”). Davi, Ruth, Sarah, Nancy, Danon, Stephanie e Thomas adoraram o filme, algumas das mocinhas (não vamos mencionar nomes) até choraram com o par romântico de Isla Fisher e Hugh Dancy… Eu gostei bastante, apenas vacilei em alguns momentos. Os apuros pelos quais a desastrada e consumista heroína passa são muito bem bolados…

A Outra Irmã (The Other Boleyn Girl)

A Outra Irmã (The Other Boleyn Girl), drama histórico de Justin Chadwick. C

Enredo: “O amor não é nada sem poder e posição…”. É o ensinamento que a primogênita Ana Bolena (Natalie Portman) dá à sua irmã, Maria (Scarlett Johansson), quando ela é abandonada pelo seu amante, o rei Henrique VIII (Eric Bana). Elas e seu irmão George (Jim Sturgess) são frutos e vítimas da manipulação do pai (Mark Rylance), um sujeito frouxo, manipulado, por sua vez, pelo cunhado, o detestável Duque de Norfolk (David Morrissey), que as obriga a serem amantes do rei. Se a rebelde Anna, oferecida pelo seu tio ao rei numa visita à cidade da família, falha, por seu excesso de impetuosidade, a graciosa e discreta Maria pode ser o presente dos Bolena para Henrique VIII – mesmo sendo casada com o homem que ama. A pressão a faz aceitar a incumbência de cativar e tornar-se amante do rei – e eles acabam se apaixonando, o que desagrada profundamente Ana. Elas chegam à corte como damas de companhia, mas a rainha Catarina de Aragão (Ana Torrent) as enxerga como as prostitutas Bolena. Como a rainha não consegue dar um herdeiro homem ao rei, perde a posição para Maria. Mas Ana, que aprendeu muito bem a arte da manipulação com o tio, ainda consegue conquistar para si o governante da Inglaterra e fazer com que ele abandone Catarina e Maria. Daí sobrevém o divórcio a ruptura do rei com a Igreja de Roma, apesar dos riscos de a Inglaterra ficar isolada e à mercê dos protestantes. Porém, Ana também não consegue dar a luz a um filho homem e apenas uma filha, Elizabeth, é fruto desta relação. E a que situações Anna se submete para ter o filho varão…

Avaliação: O trailer não me cativou… Acabei vendo no cabo e o filme provou ser um ótimo drama de época, a Sarah até acabou “embalando” e decidiu assisti-lo. E com mais uma nota altamente positiva de minha mãe. Vemos que ser nobre não era tão fácil… Ter que aceitar casamentos forçados, ceder ao despótico rei… Que desespero por filhos homens, que estupidez… O ser humano é realmente capaz de cada coisa. E o povo gostava de ver cabeças rolando… Tanta confusão para, por fim, os ingleses terem uma rainha, Elizabeth (aquela filha de Ana e o Rei), que, aliás, provou ser uma soberana forte… E duradoura – foram décadas de reinado…

Deverá permanecer no Telecine em abril/09.

Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)

Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire), drama romântico com toques de suspense e comédia de Danny Boyle.

Enredo: Jamal Malik (Dev Patel, quando adulto) está sendo espancado e torturado por policiais, sob suspeita de fraude no concurso “Quem Quer Ser um Milionário”, da televisão indiana. Perto do prêmio máximo, de 20 milhões de rúpias (uma verdadeira fortuna), o apresentador “sorriso-nota-de-R$35″ do programa (Anil Kapoor) chega à conclusão que o auxiliar-de-atendente-de-call-center não tinha conhecimentos suficientes para ter chegado tão longe. Foi sorte? Jamal tinha um fone de ouvido escondido e lhe sopravam as respostas? E é num intervalo dos espancamentos que ele conta aos policiais sua trajetória, demonstrando que as respostas estavam todas em passagens de sua vida. Assim, vemos sua extremamente miserável comunidade de favelados (os “slumdogs” ou, em tradução literal, “cães de favela”) vivendo do e no lixo, as perseguições religiosas sofridas (já que integrava a minoria religiosa), as ligações e as divergências com o irmão Salim (Madhur Mittal, quando adulto) – que acaba escolhendo o lado do crime –, a exploração da mendicância e da prostituição infantil, os conflitos entre as gangues que dominam as favelas e o “glamour” de seus chefes. E Jamal vai crescendo, entre encontros e desencontros de seu irmão e de sua paixão de infância e companheira de infortúnios Latika (Freida Pinto, quando adulta). Seu sonho: chegar ao programa e assim ser visto por seu grande amor e, quem sabe até, ficar milionário.

Avaliação: A Sarah achou lindo, muito bom. O Sérgio, Ana Paula e eu achamos bom. Talvez eu tenha passado pela mesma situação que me narraram meus cinéfilos amigos Marjory e Marcelo, ou seja, grandes expectativas por causa do sucesso de bilheteria que já antecedia os oito Oscar que o filme levou. O filme é bom, mas, a exemplo do blockbuster Titanic, fico contra a maré e acho que não era nem para Oscar. De qualquer forma, o diretor soube aproveitar bem esta turma de cativantes atores. Como a Sarah falou, a trama em si é muito boa. E mostrou uma miséria e exploração com as quais eu só tomara contato em parte, e, mesmo assim, sem este visual perturbador. Realmente chocante (aliás, há algumas cenas muito pesadas, principalmente na parte da exploração das crianças).

Sim, Senhor (Yes Man)

Sim, Senhor (Yes Man), comédia romântica de Peyton Reed.

Enredo: Carl Allen (Jim Carrey) trabalha num burocrático emprego no banco, onde vive negando empréstimos. Na vida pessoal, vive rejeitando saídas com amigos, dá desculpas furadíssimas para faltar aos compromissos, não consegue enfrentar a visão da ex, passa as noites escolhendo filmes na locadora, enfim, um s… Até que, “empurrado” por um conhecido, assiste a uma palestra de Terrence Bundley (Terence Stamp) e aprende a dizer “sim” a todas oportunidades que aparecem. Começa dando carona, emprestando celular e dando dinheiro a um mendigo… A partir de então, cada vez que diz um “não”, sobrevém algo errado– e lá vai ele desfazer o “não”. Mas ele até se dá bem: conhece uma garota legal (Zooey Deschanel), ganha uma promoção, aprende novos idiomas e passatempos. Seu “sim” não tem limites e é capaz de colocá-lo nas maiores confusões – tanto vai ajudá-lo no relacionamento com a nova amiga, como poderá destruí-lo.

Avaliação: Poupamos as mulheres, fomos só os homens… O Sérgio definiu bem: é a comédia romântica típica, com lances engraçados, romance, a ameaça do fim do romance, o ciclo de sempre. Mas não deixa de ser um bom passatempo, muito embora esperasse mais. Achei que o filme perdeu o pique em algus momentos. De qualquer jeito, Zooey Deschanel está muito simpática e as cenas como as de Terence Stamp (bom como quase sempre ele consegue ser, tanto em drama, como em comédia), e mesmo as curtas, como as da visita à fábrica de abate de frangos (eca!), as de Jim Carrey com a vendedora coreana e as do quase suicida de Luis Guzmán são dez e, se não valem o filme, proporcionam muitas risadas. E, claro, as caretas de Jim Carrey são sempre hilárias (mesmo que alguns críticos as detestem).

O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)

O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button), drama romântico de David Fincher, com roteiro de Eric “Forrest Gump” Roth.C

Enredo: Caroline (Julia Ormond), Daisy (Cate Blanchett) e seu diário vão nos conduzir através da história do querido amigo de Daisy Benjamin Button (Brad Pitt), desde seu nascimento (que culminou com a morte de sua mãe). O rico fabricante de botões Thomas Button (Jason Flemyng), agora viúvo e horrorizado com a visão do filho – um bebê com aparência completamente envelhecida – abandona o filho na porta da casa de repouso para idosos dirigida pela gentil Queenie (a ótima Taraji P. Henson). Incapaz de gerar um filho seu, ela adota a pequena e frágil criatura. Descobre que o bebê sofre de todas possíveis doenças da idade, a começar pela artrite. Mas, espantosamente, Benjamin vai rejuvenescendo à medida que cresce. Com o passar dos anos deixa a cadeira de rodas, ganha energia e disposição para o trabalho, fica independente e se lança para a vida. Trabalha num rebocador, combate na 2ª Guerra Mundial, revê Daisy, o seu impossível amor da “infância” e, após o mundo dar algumas voltas, casa-se com ela. A esta altura estão ambos com a mesma idade, mas eles sabem que ele deverá regredir até se tornar um bebê como qualquer outro e morrer, enquanto ela se tornará mais frágil – e este conhecimento vai afetar profundamente suas vidas.

Avaliação: O roteirista soube reaproveitar bem um trecho interessante do seu Forrest Gump – o da Tom Hanks ajudando Gary Sinise no Vietnã – e convertê-lo no rebocador do Capitão Mike (Jarred Harris), onde Benjamin arruma seu primeiro e grande trabalho. Com isto, Roth colocou até ação neste filme Os protagonistas estão muito bem, a trajetória de encontros e desencontros dos dois é muito legal e os personagens são cativantes, desde a doce e gentil Queenie, que abriga o bebê, até o Thomas Button (Jason Flemyng), que, aparentemente poderia parecer um vilão, mas que o filme transformou num personagem comovente (a cena de pai e filho no cais foi, para mim, a melhor do filme; é realmente muuuuuuito tocante). Detalhe hilário: as pequenas narrativas muito bem montadas sobre o residente da casa de repouso que era campeão quando se tratava de ser atingido por raios.
Minha mãe, a Sarah e eu adoramos, e, apesar das três horas de duração, só “vacilei” num curto instante.

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