A Sétima Vítima (Darkness), suspense de terror de Jaume Balagueró, com Ana Paquin, Lena Olin, Iain Glen, Fele Martinez, Stephan Enquist e Giancarlo Giannini.
Enredo: Há quarenta anos, algo terrível ocorreu numa casa na Espanha, algumas crianças desapareceram num ritual macabro, mas uma delas conseguiu fugir, ficou traumatizaada e não conseguiu explicar à polícia o que ocorreu – o mistério permaneceu sobre o destino das outras. Agora, uma família muda-se dos EUA para esta casa, sem saber do histórico dela, que foi mantido em segredo. Maria (Olin) é uma auxiliar de enfermagem que se dedica a colocar a casa em ordem e reclama que ninguém a ajuda. Seu marido Mark (Glen) parece feliz em poder voltar para perto do pai, o médico Albert (Giannini). Regina (Paquin), a filha do casal, está namorando um espanhol (Martinez), gosta dele, mas não se sente à vontade na Espanha e preferiria voltar para seus amigos nos EUA. Seu irmão menor Paul (Enquist) está apático em relação à mudança e ainda assustado com a ida à nova escola. Mas este é só o começo, pois Paul passará a ver vultos no escuro e objetos se movendo em seu quarto, além de aparecer constantemente com machucados pelo corpo e Mark vai ter recaídas de sua doença de anos atrás e passar a ter surtos de violência, controlados apenas com muitos remédios. Se a mãe só enxerga no filho reações de auto-mutilação contra a nova vida e consola-se com as explicações do sogro de que tudo está sob controle com o marido, a filha Regina vê nisto tudo algo de sinistro e envolve o namorado na busca de explicações. Os surtos de Mark ficam mais freqüentes, assim como as visões e os machucados de Paul. E agora, a própria Regina começa a ver coisas estranhas na casa, os vultos de crianças são cada vez mais freqüentes no escuro, as luzes piscam sempre, mas, apesar de tentar convencer a mãe de que algo está errado, nunca tem a compreensão dela, cada vez mais perdida e achando que a filha está passando por uma fase perturbada da adolescência. A descoberta do passado da casa fica cada vez mais importante, mas cada vez mais perigosa e cada noite traz mais tensões, ainda mais com a aproximação do anunciado eclipse do sol, que pode ser decisivo para os que habitam este lugar.
Avaliação: Não gosto de filmes de terror sem suspense elaborado, nem de menções a magia negra e coisas assim, que já perderam a graça para mim, exceto em casos como o deste filme, que mistura terror e rituais macabros com um suspense de prender o fôlego, além de dar bons sustos. A estória é bem amarrada, exceto pelos furos tais como: ninguém nunca se preocupou em saber por que não se conhecem os donos anteriores da casa, o passado de quem vendeu o imóvel e coisas assim; de repente, surgem estas dúvidas, mas elas como que “caem” no meio do filme. E o final do filme é demais, o terror vai substituindo o suspense, a magia entra cada vez mais, mas de uma maneira interessante, e os personagens são mostrados cada vez mais esquisitos; as cenas são cada vez mais velozes, conduzindo ao auge da trama de desespero e impotência – um final estranho e assustador. Porém, este mesmo final decepcionou a Sarah, o Alberto e a Nancy. A Sarah, que nem estava gostando do filme, já que ele é sempre escuro, passou a gostar no final, mas perdeu o gosto com o desfecho da trama (o mesmo desfecho que me fez ficar pensando no filme por horas), ou seja, só aproveitou uns 20 minutos e detestou o resultado. Voto solitário, eu adorei e recomendo; não é “Os Outros” ou “O Sexto Sentido”, mas é muito inteligente e assustador. E está saindo de cartaz, deve acabar ficando apenas no Shopping Santa Cruz, com seu estacionamento “criminoso” e caro.