Textos categorizados 'Terror'

Olhos de Gato (Cat’s Eye)

Olhos de Gato (Cat’s Eye), suspense de terror de Lewis Teague, baseado em contos de Stephen King, 1985. C

Enredo: Três estórias unidas por um gato preto, que se faz presente em todas elas, até tornar-se o protagonista da terceira. Na primeira, um fumante (James Woods) resolve seguir a dica de um amigo e largar o vício com os métodos pouco convencionais do Dr. Monatti (Alan King), que usa e abusa de ameaças, aliando-as por vezes a medidas violentas, não poupando nem a família do viciado. Na segunda, um tenista (Robert Hays) torna-se amante da esposa de um mafioso viciado em apostas (Kenneth McMillan) e, pego, vai ter que entrar numa perigosa aposta para salvar sua vida. A terceira mostra nosso gato preto em ação, adotado por uma menininha (Drew Barrymore) a contragosto dos pais dela, que inventam desculpas para se livrar do bichano: alegar que ele pode roubar o ar da pequena enquanto dorme é uma delas. Porém, a menina insiste em dizer que um duende que saiu da parede é quem está roubando seu ar. Pra quê…

Avaliação: A primeira estória é de dar raiva da clínica, que, para um bom objetivo, usa métodos insólitos e abomináveis. A segunda é razoável, mas não me empolgou muito nem na primeira vez que assisti ao filme. A terceira é genial, empolgante, muito bem bolada, o gatinho e Drew Barrymore dão um show. Não há quem assista e não me comente que o filme é muito bom (a Sarah, inclusive, que viu por minha recomendação). O tipo de filme que eu poderia rever “n” vezes.

A Órfã (The Orphan)

A Órfã (The Orphan), suspense de terror de Jaume Collet-Serra, 2009.C

Enredo: O nascimento de Jéssica, terceira filha do casal – era muito desejada pelo casal Kate (Vera Farmiga) e John Coleman (Peter Sarsgaard). Mas Kate perde o bebê e é submetida a uma cirurgia que a impede de ter outros filhos. Após um período de depressão que a leva à bebida, liberta-se do vício com ajuda da psiquiatra Dra. Browning (Margo Martindale). É o momento certo para adotar uma menina – e a candidata surge na figura de Esther (Isabelle Fuhrman), uma garotinha de rosto e atitudes angelicais, talentosa e retraída, trazida da Rússia para o orfanato dirigido pela irmã Abigail (CCH Pounder). A irmã Abigail demonstra satisfação com a decisão do casal, não obstante a intrigue o fato de Esther sempre estar presente a tragédias. Some-se a isto que Esther e John se deram bem logo no primeiro contato. Único conselho de irmã Abigail: não tentem tirar de Esther o lenço que usa no pescoço, pois ela reage… Na casa dos Coleman, Esther mostra talentos precoces: pinta muito bem, em pouco tempo está tocando Tchaikovsky e dominando a linguagem de surdos-mudos para conversar com a filha do casal, a pequena Max (Aryanna Engineer). As duas meninas se dão bem, mas Daniel (Jimmy Bennett) olha desconfiado para sua nova irmã e a repele, assim como quase todos os alunos da escola que freqüentam. E os problemas começam em seguida: um “acidente” com a colega que maltrata a vingativa Esther, as ameaças dela ao irmão, a pressão sobre Max para obter sua cumplicidade, as tentativas de fazer Kate e John se desentenderem e de fazer Kate voltar ao vício da bebida. Ao contrário de John, Kate, pouco a pouco, desconfia da filha e, com a ajuda da irmã Abigail, inicia a investigação dos mistérios do passado de Esther. Uma atividade arriscada e que encontra apenas a desconfiança de John, que acredita cada vez mais na ardilosa Esther e menos na esposa. Azar o dele…

Avaliação: Apesar das críticas quanto aos clichês e situações improváveis que andei lendo, e com as quais concordo em parte, não creio que estas “forçadas” atrapalhem o enredo, e o filme continua sendo um suspense de primeira. A Sarah gostou bastante. Minha mãe achou que prendeu bem mais que “O Seqüestro do Metrô” (a refilmagem de 2009), que assistira recentemente. E você fica realmente tenso o tempo todo, ainda mais porque Isabelle Fuhrman capricha na interpretação. E tem um ótimo apoio na pequena Aryanna Engineer, que, no papel de sua irmã menor e dominada, consegue expressar medo e terror com um requinte próprio e inimitável. Vale a pena ver e tremer.

Drácula, Morto Mas Feliz (Drácula: Dead and Loving It)

Drácula, Morto Mas Feliz (Drácula: Dead and Loving It), comédia de horror de Mel Brooks, 1995.

Enredo: O tabelião Renfield (Peter MacNicol) leva uma escritura para que o Conde Drácula (Leslie Nielsen) assine e se torne proprietário de uma abadia inglesa. Os dois voltam à Inglaterra, mas Renfield já está escravizado pelo olhar do Conde, cujo plano é arregimentar para seu exército de vampiros as donzelas da propriedade vizinha de sua nova aquisição. Mas um incidente com o navio que leva o conde em seu caixão o deixa sem seu criado Renfield, que é internado como louco no asilo do Sr. Seward (Harvey Korman)… que, coincidentemente, é vizinho da nova propriedade de Drácula. Sua primeira vítima é Lucy Westenra (Lysette Anthony), amiga da família Seward. Depois de algumas desastradas tentativas, para as quais depende de conseguir libertar Renfield, o charmoso Drácula consegue transformá-la em vampira. A próxima será Mina (Amy Yasbeck), a filha do Dr. Seward – mas, desta vez, o Dr. Seward e seu futuro genro (Steven Weber) passaram a crer nas teorias do Prof. Van Helsing (Mel Brooks) de que Drácula seja um vampiro e vão lidar com o conde convenientemente.

Avaliação: Que me lembre, é exatamente a estória que vi no “Drácula” de Coppola, com Gary Oldman; imagino que Mel Brooks tenha se mantido fiel ao original. Bem, quase fiel, já que aqui transforma o terror em escrachada comédia. Assisti no cinema e não me lembrava se gostara. Mas confirmei um “sim” com louvor ao vê-lo na TV a cabo em 2009. Leslie Nielsen está ótimo como o desastrado vampiro e seu duelo com o Prof. Van Helsing (Brooks) sobre quem tem a última palavra é uma piada gostosa que vai da metade até o último minuto do filme, um duelo entre dois ótimos comediantes (se bem que, mais para frente, Nielsen “cometeu” alguns filmes bem fracos). Cenas memoráveis: o engraçadíssimo cabelo do conde, a sombra com vida própria, o vampiro dançando no espelho, as tentativas de invasão dos quartos das donzelas, a tentativa atrapalhada de hipnotizar uma de suas vítimas (dez!), a aula inaugural de autopsia do Prof. Van Helsing (dez!), o Prof. Van Helsing ensinando o personagem de Steven Weber a matar um vampiro (dez!). Claro que revi sozinho, porque não é o estilo da Sarah…

A Sétima Profecia (The Seventh Sign)

A Sétima Profecia (The Seventh Sign), suspense dramático e apocalíptico de Carl Schultz, 1988.

Enredo: Abby Quinn (Demi Moore) já perdeu um bebê e também tentou um suicídio. Ela pretende tomar mais cuidados e estressar-se menos com sua atual gravidez e conta com a ajuda do dedicado marido, o advogado Russell (Michael Biehn). Mas o mundo passa por momentos difíceis: uma escalada de conflitos armados, atentados e estranhos fenômenos naturais, como neve no deserto do Negev (Israel) e rios que se transformam em sangue, espalham a morte em países diversos (aliás, o filme faz referência à Nicarágua, então em conflito civil). Em todos os eventos, está a misteriosa figura de David Bannon (Jürgen Prochnow), o mensageiro responsável pelo seu desencadeamento. A cada evento, um envelope contendo um estranho texto é deixado. No encalço desta figura e das calamidades, segue o igualmente misterioso Padre Lucci (Peter Friedman), encarregado pelo Vaticano de verificar se os eventos não configurariam as sete profecias, sinalizando que os excessos do ser humano haveriam provocado a ira de Deus e a chegada do Apocalipse. Quando David Bannon hospeda-se na casa dos Quinn, a gravidez de Abby passa por momentos difíceis e ela crê que o hóspede tenha alguma relação com isto. Ela não consegue convencer o marido e ele a julga assustada demais pela perda do primeiro bebê. Ademais, Russell está ocupado tentando desesperadamente anular a sentença de morte de um assassino confesso e perturbado, que julga ter agido “em nome de Deus”. Abby resolve agir sozinha, investigando seu hóspede e os estranhos papéis que ele mantém em casa, ao passo que seus assustadores sonhos ficam mais freqüentes, assim como os sinais de que as sete profecias estejam, uma a uma, sendo cumpridas, sem que ninguém possa impedir. Ou…

Avaliação: Eis um filme que eu assistira uma ou duas vezes, mas sem ter visto seu início. Em DVD, finalmente pude vê-lo inteiro – e valeu, pois ele vai crescendo aos poucos, num ritmo cativante. Um filme sobre fé, esperança e desesperança, que pode atrair mesmo os mais incrédulos. Aliás, os roteiristas puseram justamente como protagonista uma pessoa sem fé (a Abby, de Demi Moore) – pareceu-me até uma espécie de proselitismo, mas que em nada afetou o interesse que o filme provocou.

O Enigma do Mal (The Entity)

O Enigma do Mal (The Entity), suspense sobrenatural de Sidney Furie, 1983.

Enredo: A jovem dona de casa Carla Moran (Barbara Hershey) vive pacatamente com seus filhos até que começa a ser vítima de uma entidade que a persegue – no início, só em casa e, depois, por todos os lugares. A entidade não tem forma, voz ou cheiro, mas Carla sente o toque de mãos, empurrões, agressões mais violentas até contra o filho, que procura defendê-la. Então, o estupro. Ela fica convencida de que precisa de ajuda. Começa com um terapeuta (Ron Silver), que nada constata nos exames, pelo que, credita a narrativa da paciente à educação rígida e ao medo do sexo da mesma. Mas os eventos continuam e ela recorre a parapsicólogos, que se dão conta que estão lidando com algo realmente desconhecido e violento. Eles planejam, então, um meio para capturar a criatura, contra o que se opõe o terapeuta de Carla, devido ao iminente perigo a que ela estará sujeita. A experiência começa, mas…

Avaliação: Vi o filme em vídeo pouco depois do lançamento e o revi junto da Sarah, já em DVD, em 2009. A história é dada como real… Não creio em fantasmas, mas o filme é realmente assustador. O diretor criou um clima de tensão crescente e apavorante. Brrr…

Maldição (An American Haunting)

Maldição (An American Haunting), suspense de terror de Courtney Solomon.

Enredo: “Baseado nos eventos reais do único caso na história americana onde um espírito causou a morte de um homem.”. Tennessee, 2006. Uma adolescente (Rachel Hurd-Wood) tem constantes pesadelos com uma pessoa igual a ela, mas na forma de um fantasma. Sua mãe a conforta, e, sabendo tratar-se de algo que tem a ver com a casa onde vive com a filha, passa a investigar um diário de antepassados da família. Descobre que, cerca de 200 anos antes, John Bell (Donald Sutherland) e a sua posseira Kathe Batts (Gaye Brown) haviam tido uma discussão sobre juros num empréstimo que ele lhe fizera, a qual fora arbitrada por um tribunal religioso. Apesar de a decisão ter sido aparentemente equilibrada, Kathe Batts, tida como bruxa, ficara rancorosa e avisara Bell de que uma maldição se abateria sobre ele a e filha mais velha, Betsy Bell (novamente Rachel Hurd-Wood). E, então, terríveis fenômenos passam a ocorrer na casa dos Bell. Ruídos estranhos, lobos que uivam estranhamente, mas que não são vistos e, finalmente, Betsy é atacada por alguma entidade invisível todas as noites. Sua mãe (Sissy Spacek) e pai sentem-se impotentes e a ajuda do amigo James Johnston (Matthew Marsh), que tenta exorcizar a casa, não surte efeito algum. Pelo contrário, a entidade ataca todos os que tentam proteger Betsy. Seu professor, Richard Powell (James D’Arcy), que está apaixonado por ela e está envolvido com a família, resolve ajudar à sua maneira racional, procurando explicações cientificas para os fenômenos, mas acaba percebendo que se trata de algo além de suas possibilidades de racionalizar. O terror aumenta e John Bell resolve apelar para a “bruxa”, para que ela o puna e o livre da maldição. Mas, seja lá o que for que está na casa, a entidade parece exigir a vida do patriarca Bell. E as explicações podem ter razões mais profundas e terríveis do que a maldição de uma bruxa por causa de um acerto de dívida.

Avaliação: Quando passou no cinema (creio que em 2006), hesitei em assistir o filme e, como ele ficou pouco tempo em cartaz, nem tive muito tempo para vacilar… Passados cerca de dois anos, passou no SBT e nem me toquei que era o filme que eu quisera assistir. Como as cenas eram escuras e sombrias, a Sarah não quis vê-lo. Eu arrisquei – e gostei. As críticas que li sobre ele não foram favoráveis, mas ele assusta – e bastante. Ainda mais quando você vai logo sendo informado de que é baseado em fatos reais – ok, quando se trata de religião, sempre pode haver exageros, mas… Fiquei preso da primeira à última cena. E tem um arremate como o de “A Hora do Pesadelo”, bem montado…

O Sexto Sentido (The Sixth Sense)

O Sexto Sentido (The Sixth Sense), suspense e drama romântico de M. Night Shyamalan, com Bruce Willis, Haley Joel Osment, Toni Colette e Olivia (“Três é demais (Rushmore)”) Williams. C

Enredo: “Eu vejo pessoas mortas”… Bruce Willis interpreta um renomado psicólogo que cuida de crianças e tem uma decepção profissional muito forte, considerando que cometeu uma falha grave num de seus casos. Sua chance de voltar a ajudar num caso complicado surge com um menino (Osment) que tem visões de gente morta e é tratado como um anormal na escola e deixado de lado pelos colegas. Para complicar o caso, o pai do menino, divorciado, não o tratava bem e ele não se abre com ninguém, nem com sua carinhosa e protetora mãe (Colette), pois, cada vez que revela seus sonhos, é motivo de chacota ou repulsa. Ele tem medo da noite e cria um mundo à parte, como se fosse esquizofrênico. Enfim, um quadro que o psicólogo tenta mudar, com muito boa vontade e compreensão, enquanto procura resolver um momento de crise no casamento.

Avaliação: Para começar, Bruce Willis tem uma ótima atuação dramática (desta vez ele até chora). O filme é suspense puro, prende desde o primeiro minuto até o último, tem uma boa dose de romance; em suma, é lindo, é um poema , é arrepiante. E tem um final muito bonito e surpreendente; merecia um Oscar pelo roteiro genial.

O meu melhor filme de 1999 e um dos melhores que já vi. Para a Sarah, foi uma obra-prima, IMPERDÍVEL, talvez o melhor filme que ela já tenha assistido. A gente quase viu de novo na sessão seguinte e só não vimos no domingo seguinte porque era pré-estréia e só tinha no sábado. IMPERDÍVEL mesmo.

A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project)

A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project), suspense de terror de Daniel Myrick e Eduardo Sanchez, com Heather Donahue, Michael Williams e Joshua Leonard.

Enredo: Três cinegrafistas candidatos a cineastas aceitam a incumbência de filmar uma cidadezinha em cuja floresta muitos acreditam ter vivido uma bruxa e onde teriam morrido misteriosamente algumas pessoas.

Avaliação: A Sarah achou o pior filme que já viu e não porque eu tenha lhe contado a verdadeira história da filmagem; eu esperava pouco, ainda mais porque nosso amigo Marcelo tivesse contado que a filmagem é muito tremida. Mas a tensão crescente, as brigas que ela provoca e a atriz Heather, que não pára de filmar mesmo quando tensa (será que eles não sabiam mesmo do que se tratava?), o olhar dela no close que ela dá para a câmara nas últimas cenas, em estado de desespero (e que é uma das marcas registardas do filme), é tudo muito bom. E, quando filmado em 16mm, fica com imagem melhor. A trama é bem bolada, não há o que negar. Os três atores se envolvem tanto com isto, ainda mais ao se perderem e verem sempre marcas e ruídos estranhos, que você acompanha a tensão deles.

A Casa Amaldiçoada (The Haunting)

A Casa Amaldiçoada (The Haunting), suspense de terror de Jan De Bont, refilmagem de um filme dos anos 60.

Enredo: Liam Neeson interpreta uma cientista que leva a uma casa que mais parece um castelo assombrado três voluntários (a impressionável Lili Taylor – de “O Impostores”, a socialmente rebelde “patricinha” Catherine “Zorro” Zeta-Jones e Owen Wilson) que, por razões diversas, não dormem direito, para então efetuar um estudo sobre insônia. Mas, na verdade, ele quer estudar as reações ao medo e, então, procura apavorá-los com a estória do antigo morador da casa. Até os caseiros colaboram com isto, dizendo que não atendem aos eventuais gritos, já que dormem longe da casa, na cidade mais próxima. Mas a casa parece querer realmente assustá-los.

Avaliação: Pelo trailer, parecia legal, tipo suspense psicológico, com bons efeitos visuais, dando vida à casa. Mas a coisa é realmente uma estória de fantasmas, o que “cortou meu barato”. De qualquer maneira, tem bons momentos de suspense, de fazer todo o cinema se assustar.

Premonição (Final Destination)

Premonição (Final Destination), suspense de James Wong – Parece até inspirado no caso real do vôo que levava estudantes dos EUA a Paris e caiu no mar gelado, matando todos, em meados dos anos 90. Só que, no filme, um dos garotos tem uma visão de um acidente e quer sair do avião. Aí começa uma seqüência de visões e mortes que vão estragando um suspense que começa bem, mas fica muito no estilo mortes “à la Sexta-feira 13″, bem para adolescentes.

O Exorcista (The Exorcist)

O Exorcista (The Exorcist), suspense de terror de William “Operação França” e “Regras do Jogo” Friedkin, com Ellen Burstyn, Linda Blair (ótima em sua transformação de adolescente boazinha para endemoniada), Jason Miller, Max von Sydow e Lee J. Cobb. C

Enredo: Ruídos estranhos na casa da rica e famosa atriz, como de ratos no sótão. A filha única de 12 anos que passa a reclamar que a cama chacoalha que conversa com um misterioso amigo na mesa Ouija, sua crescente agressividade. As visitas aos médicos, que, quanto mais exames fazem, menos entendem do problema. Um padre que sabe que voltará a se encontrar com o inimigo que já enfrentara. Outro que tem problemas de consciência, por deixar a mãe velha e doente sozinha e que aposta mais em sua formação como psiquiatra do que na fé.

Avaliação: Um suspense clássico, não é aterrorizante, mas tem cenas impressionantes, muito bem feito (na época em que li o livro, lá pelos anos 70, fiquei assustado – e eu li na praia, com gente em volta, etc.!). Vale a visita. Algumas cenas fortes para estômagos mais fracos, mas nada que não dê pra agüentar (e a cena que introduziram nesta versão, da descida pelas escadas como uma aranha, é demais). Bons personagens, algumas partes mais lentas, mas tudo vai se encaixando, fielmente ao livro (o autor William Peter Blatty foi também o roteirista, e levou Oscar por isto). Gostamos muito.

Ilusões Perigosas (Haunted)

Ilusões Perigosas (Haunted), suspense de terror (ou quase isto), de Lewis “O Espião que Me Amava”/”Com 007 Só Se Vive Duas Vezes”, com Aidan “Lendas da Paixão” Quinn e Kate “Pearl Harbor”/”Escrito nas Estrelas” Beckinsale, Alex Lowe, Anthony Andrews, Anna Massey e ponta de Sir John Gielgud.
Enredo: Aidan Quinn faz um psicólogo no final da década de 20; ele adotou a profissão porque, quando pequeno, perdeu a irmã gêmea num trágico acidente, pelo qual ele erradamente se sentia culpado. Adulto, passa a dar aulas e a desmistificar falsos médiuns. Até que… ele é chamado para ajudar uma velha babá (Anna Massey), que tem visões de fantasmas e vive aterrorizada. Ela mora com as crianças de quem cuidava, agora já adultas. São dois irmãos (Alex Lowe, Anthony Andrews) e uma irmã (Kate Beckinsale), cada um com algum comportamento estranho. O mais velho parece dominar os outros; o mais novo, só faz brincadeiras infantis; quanto a ela, ela parece gostar de um jogo de sedução, seja com o psicólogo, seja com os irmãos dela. As explicações que os irmãos vão dando para os estranhos eventos da casa, tentando racionalizá-los, convencem o psicólogo, mas por pouco tempo, já que sempre surge algo que bota por terra as explicações. O que o psicólogo vai descobrindo é que nem tudo é o que parece ser e que é bom ele começar a acreditar em visões, pois talvez a velha babá tenha razão.

Avaliação: Vi uma vez pela metade na TV e gostei da idéia, o que me fez pegá-lo em DVD. Este filme de 95 é uma ótima pedida, pois você passa o filme inteiro tentando seguir as explicações e sempre aparece algo novo, e tudo volta à estaca zero.

O Chamado (The Ring)

O Chamado (The Ring), suspense de terror de Gore “A Máquina do Tempo”/”A Mexicana” Verbinski, com Naomi “Cidade dos Sonhos” Watts, Martin “Códigos de Guerra” Henderson, David “Pânico” Dorfman, Brian “A Identidade Bourne”/”Beijos Que Matam” Cox e Amber Tambly. C

Enredo: Katie (Amber Tambly) está conversando com uma amiga do colégio sobre uma fita de vídeo que anda circulando por aí e que mata em uma semana quem assiste a ela ; a pessoa assiste à fita, recebe um chamado em seguida avisando que vai morrer em sete dias e, na noite do sétimo dia, ela recebe os sinais de que a morte está chegando. E, nesta noite, faz uma semana que ela assistiu à fita e, às 10 da noite, ela não tem como fugir. Ela morre literalmente de  terror, com um derrame. No seu velório, sua tia Rachel Keller (Naomi Watts) é abordada pela prima, que pede que ela investigue como alguém pode perder uma filha daquela maneira, naquela idade. Jornalista com faro para algo “quente”, Rachel logo descobre que três colegas de Katie morreram de maneira horrível, à mesma hora. Mais: os quatro estiveram vendo uma fita de vídeo no mesmo chalé de uma pequena cidade onde estavam passando uns dias. E o filho de Rachel, Aidan (David Dorfman), tem dons psíquicos e parece saber de algo sobre o que aconteceu. Rachel vai atrás da fita e a assiste: é um  vídeo caseiro bem antigo, com imagens que parecem saídas de um sonho de uma pessoa drogada, sem nexo algum e muito doidas, mas que parecem ter até vida. Em seguida, vem o chamado telefônico e o anúncio e Rachel começa a acreditar na estória que lhe contaram. Ao mesmo tempo em que ela procura interpretar as imagens e ver se elas podem dar a pista de onde foram feitas, ela pede a ajuda do seu ex para trabalhar o conteúdo da fita e ver se descobre quem a teria produzido; ela faz uma cópia, ele também a assiste e, claro… Agora, eles têm que correr contra o tempo, pois sabe que têm hora marcada para morrer.

Avaliação: Achamos a idéia do filme genial. Eu achei um filmaço, dos melhores suspenses que já vi, de arrepiar. A Sarah  também adorou a idéia, mas não sabe se recomendaria, pois achou o filme meio forte, violento, já que ele têm realmente um pouco de terror e de cenas fortes; e ela não gostou do final do filme, que eu, por outro lado, achei bem esperto. A trama vai se desenrolando aos poucos, você tem que prestar muita atenção, principalmente no vídeo que passa no filme, para poder ir desvendando junto o mistério. Mas vale a pena, pois você se surpreende. O trailer do filme dava a impressão de que seria um terror de adolescentes, tipo “Pânico”, mas não tem nada disto. Este filme e “A Última Profecia”, com Richard Gere, foram os grandes suspenses dos últimos meses. (obs: “terror” aqui não é algo tipo “Pânico” ou “Sexta-feira 13″, é algo que provoca calafrios  violentos sem, no entanto, abusar de cenas violentas).

Premonição 2 (Final Destination 2)

Premonição 2 (Final Destination 2), suspense de terror de David Ellis, com Ali Larter, A.J. Cook, Michael Landes, David Paetkau, James N. Kirk, Lynda Boyd, Keegan Connor Tracy.

Enredo: Kimberly (A. J. Cook) prevê um terrível acidente na estrada e, assustada, faz com que o trânsito pare, o que faz com que as pessoas que estavam atrás dela sejam salvas. Baseada no que sabe sobre o acidente de um vôo que ocorrera um ano antes (no filme “Premonição”), Kimberly sabe que sua interferência só fez foi adiar a morte das pessoas por pouco tempo, inclusive a sua. Mas ela resolve juntar todos para que se defendam da Morte e vai procurar ajuda da única “sobrevivente dos sobreviventes” do vôo (Ali Larter).

Avaliação: Apesar de algumas cenas chocantes dispensáveis (tipo braços voando, cabeças esmagadas e perfuradas), o filme é bom, pois mantém a idéia do primeiro, de que não há como escapar da morte, no máximo adiá-la um pouco. Para quem acredita nisto, é um prato cheio.

A Sétima Vítima (Darkness)

A Sétima Vítima (Darkness), suspense de terror de Jaume Balagueró, com Ana Paquin, Lena Olin, Iain Glen, Fele Martinez, Stephan Enquist e Giancarlo Giannini.

Enredo: Há quarenta anos, algo terrível ocorreu numa casa na Espanha, algumas crianças desapareceram num ritual macabro, mas uma delas conseguiu fugir, ficou traumatizaada e não conseguiu explicar à polícia o que ocorreu – o mistério permaneceu sobre o destino das outras. Agora, uma família muda-se dos EUA para esta casa, sem saber do histórico dela, que foi mantido em segredo. Maria (Olin) é uma auxiliar de enfermagem que se dedica a colocar a casa em ordem e reclama que ninguém a ajuda. Seu marido Mark (Glen) parece feliz em poder voltar para perto do pai, o médico Albert (Giannini). Regina (Paquin), a filha do casal, está namorando um espanhol (Martinez), gosta dele, mas não se sente à vontade na Espanha e preferiria voltar para seus amigos nos EUA. Seu irmão menor Paul (Enquist) está apático em relação à mudança e ainda assustado com a ida à nova escola. Mas este é só o começo, pois Paul passará a ver vultos no escuro e objetos se movendo em seu quarto, além de aparecer constantemente com machucados pelo corpo e Mark vai ter recaídas de sua doença de anos atrás e passar a ter surtos de violência, controlados apenas com muitos remédios. Se a mãe só enxerga no filho reações de auto-mutilação contra a nova vida e consola-se com as explicações do sogro de que tudo está sob controle com o marido, a filha Regina vê nisto tudo algo de sinistro e envolve o namorado na busca de explicações. Os surtos de Mark ficam mais freqüentes, assim como as visões e os machucados de Paul. E agora, a própria Regina começa a ver coisas estranhas na casa, os vultos de crianças são cada vez mais freqüentes no escuro, as luzes piscam sempre, mas, apesar de tentar convencer a mãe de que algo está errado, nunca tem a compreensão dela, cada vez mais perdida e achando que a filha está passando por uma fase perturbada da adolescência. A descoberta do passado da casa fica cada vez mais importante, mas cada vez mais perigosa e cada noite traz mais tensões, ainda mais com a aproximação do anunciado eclipse do sol, que pode ser decisivo para os que habitam este lugar.

Avaliação: Não gosto de filmes de terror sem suspense elaborado, nem de menções a magia negra e coisas assim, que já perderam a graça para mim, exceto em casos como o deste filme, que mistura terror e rituais macabros com um suspense de prender o fôlego, além de dar bons sustos. A estória é bem amarrada, exceto pelos furos tais como: ninguém nunca se preocupou em saber por que não se conhecem os donos anteriores da casa, o passado de quem vendeu o imóvel e coisas assim; de repente, surgem estas dúvidas, mas elas como que “caem” no meio do filme. E o final do filme é demais, o terror vai substituindo o suspense, a magia entra cada vez mais, mas de uma maneira interessante, e os personagens são mostrados cada vez mais esquisitos; as cenas são cada vez mais velozes, conduzindo ao auge da trama de desespero e impotência – um final estranho e assustador. Porém, este mesmo final decepcionou a Sarah, o Alberto e a Nancy. A Sarah, que nem estava gostando do filme, já que ele é sempre escuro, passou a gostar no final, mas perdeu o gosto com o desfecho da trama (o mesmo desfecho que me fez ficar pensando no filme por horas), ou seja, só aproveitou uns 20 minutos e detestou o resultado. Voto solitário, eu adorei e recomendo; não é “Os Outros” ou “O Sexto Sentido”, mas é muito inteligente e assustador. E está saindo de cartaz, deve acabar ficando apenas no Shopping Santa Cruz, com seu estacionamento “criminoso” e caro.

Na Companhia do Medo (Gothika)

Na Companhia do Medo (Gothika), suspense de terror de Mathieu Kassovitz, com Hale Berry, Robert Downey Jr, Penélope Cruz, John Carroll Lynch e pontas de Charles S. Dutton e Dorian Harewood.

Enredo: A psiquiatra Miranda Grey (Berry) trabalha com presidiários, sob a chefia de seu marido, o também psiquiatra Dr. Douglas Grey (Dutton). Um dia, voltando para a casa na chuva, ela tem que pegar um atalho e tem uma visão de uma jovem aparentemente perdida e sozinha. Quando acorda, percebe que ela, Miranda, é que é agora paciente do mesmo presídio, por ter matado o marido a machadadas num surto! Não conseguindo se lembrar de nada depois da visão na estrada, ela tenta convencer seu advogado (Harewood), o xerife (Lynch) e principalmente seu colega – e agora seu médico – Pete Graham (Downey Jr.) de que é inocente e de que não precisa de tratamento. Cada vez mais atormentada pelas visões da jovem, que parecem cada vez mais reais e agressivas, Miranda só quer mesmo é fugir e investigar as circunstâncias da morte do marido; talvez ela o tenha mesmo matado – mas por quê? As visões podem trazer uma explicação ou a jovem estaria tentando matá-la? E por que a frase “não sozinha” atormenta tanto? Talvez parte da explicação esteja nas frases aparentemente sem sentido que sua ex-paciente Chloe (Cruz) sempre lhe dizia e que agora, como colega de hospital, talvez façam mais sentido. Ou alguém está querendo que ela pareça louca…

Avaliação: Apesar do tom sobrenatural, que não me agrada em suspenses, este filme, que preferimos deixar de lado no cinema, revelou-se ótimo. Apesar de a estória não ser de todo original (tem um toque de “Ecos do Além”  e de outros filmes), este suspense de prende até o fim, pois está mais para suspense do que para terror, não tendo violência gratuita, sustos bobos ou coisas assim. Vale a pena, mesmo para quem não acredita no assunto.

O Enviado (Godsend)

O Enviado (Godsend), suspense com clima de terror de Nick Hamm, com Greg Kinnear, Rebecca Romijn-Stamos, Robert de Niro e Cameron Bright.

Enredo: “Adam Duncan. Nascido: 11/12/87. Falecido: 12/12/95. Nascido 23/09/96″. Este é o tema da estória de Jessie (Romijn-Stamos) e Paul (Kinnear) Duncan, que perdem seu filho Adam (Cameron Bright) num trágico acidente, um dia após ele completar oito anos de idade. Meses depois, são abordados por um pesquisador famoso, mas envolvido em mistérios, o Dr. Richard Wells (De Niro), que, sabedor do caso, lhes oferece a clonagem do falecido filho por um novo método. Por se tratar de procedimento proibido, os Duncan mudam-se para um cidadezinha próxima ao Instituto Godsend, de Wells, onde se isolam dos antigos amigos e conhecidos, para que ninguém acompanhe o “renascimento” de Adam. Se Paul fica contra, pois o clone não seria o mesmo filho, Jessie anseia muito por ter novamente o garoto que perdeu, ainda mais porque não pode mais engravidar. Finalmente, Paul cede e o tão desejado filho renasce. Apesar de não lhe contarem de sua “existência prévia”, aos oito anos, idade em que seu “original” morreu, Adam começa a ter terrores noturnos e outros sintoma típicos de algumas crianças, mas de forma muito real e intensa e que parecem ligá-lo ao Adam que morrera. Ele parece sentir que “já existiu” e começa a passar por momentos em que “apaga” e desenha coisas terríveis com que sonha, mas que não entende. Às vezes, seu comportamento é tão estranho que ele se torna potencialmente perigoso, até para os seus pais. Por que a mudança aos oito anos? Será que, como diz o Dr. Wells, este seria o comportamento natural do “original” se tivesse passado por esta idade? E até onde esta violência potencial do garoto pode chegar?

Avaliação: Gostamos – e muito. Conhecem a expressão “frio na espinha”? Pois é, deu pra sentir alguns… Bons sustos, boa interpretação de Cameron Bright e de Rebecca Romijn-Stamos. Alguns furos: como ninguém sabe onde o casal está? Eles não têm parentes, ninguém que lhes telefone? Por que a diferença de comportamento aparece quando Adam completa a idade em que falecera seu “original” – porque ninguém sabia o que esperar a partir de então e assim pode ser que se trate apenas de um comportamento que ocorreria de qualquer forma? Não convence muito… Mas tudo bem, nada que estrague o filme, uma certa liberdade criativa admissível e compensada pelo ótimo clima de suspense.

O Grito (The Grudge)

O Grito (The Grudge), suspense de terror de Takashi Shimizu, com Sarah Michelle Gellar, Grace Zabriskie, KaDee Strickland, Ryo Ishibashi, Jason Behr e ponta de Bill Pullman.

Enredo: “No Japão, dizem que, quando uma pessoa morre com muita tristeza ou ódio [daí o "Grudge", "ressentimento"], a casa onde ela morreu guarda esta energia e ela se agarra a todos que a freqüentam, não importa para onde vão depois”. É assim que, no seu primeiro trabalho no Japão, Kate (Gellar), cujo namorado (Behr) está fazendo um curso no país, vai sofrer a maldição da casa onde mora uma senhora semi-demente (Zabriskie) e que Kate, como assistente social, vai tratar. Em flashbacks, vamos vendo como esta casa afetou a vida de uma família que sofreu uma morte violenta, um professor universitário americano (Pullman), a família da velha senhora e até os policiais que passam a investigar os estranhos acontecimentos que cercam a casa. Aos poucos, vamos entendendo os relacionamentos e o porquê de tudo – e porque será impossível livrar-se do mal que acompanha o lugar.

Avaliação: É, Eduardo, desta vez discordamos. Fomos em quatro, a Sarah e nossas amigas Léa e Aline, detestaram; havia muita gente dando risada das cenas, difíceis demais para engolir. Não, não se compara com o fantástico “O Chamado”, que tinha uma estória inteligente justificando o terror. Os seres monstruosos e seus grunhidos estranhos que aparecem aqui são ridículos e quem viu o trailer (e se empolgou, como a Sarah e eu) já viu tudo e nem deve perder tempo. Eu só não odiei porque gostei de alguns sustos que arrepiavam e principalmente do recurso de se recuar um pouco no tempo de tempos em tempos e mostrar como as vítimas da casa vão se relacionando.

O Amigo Oculto (Hide and Seek)

O Amigo Oculto (Hide and Seek), suspense de terror de John Polson.

Enredo: Psicólogo (Robert de Niro) encontra a esposa morta, vítima de suicídio. Mas a filha pequena (Dakota Fanning), que tão bem se dava com ela, também presencia o evento e fica traumatizada. Após algum tempo sob a supervisão de uma ex-aluna do psicólogo (Famke Janssen), pai e filha mudam-se para bvilarejo próximo, onde ele pretende recomeçar a vida e tentar apagar o trauma da filha. Ele trava amizade com uma moça do local (Elizabeth Shue), mas a filha vai começando a se isolar mais ainda e começa a levar a sério demais seu novo amigo oculto, Charlie. Charlie não quer que o pai “substitua” a mãe por outra mulher, e o pai nem mesmo começou a se envolver com a moça… E Charlie começa a ficar perigoso e violento, mandando mensagens acusando o pai de ser responsável pela morte da mãe, ameaçando as pessoas e começa a ordenar a menina a destruir seus bonecos e tratar mal qualquer criança que se aproxime dela… Desesperado, o pai ainda não quer que a ex-aluna reassuma o caso, ele espera que as coisas se assentem com o passar do tempo, ainda mais porque ele crê que o tal amigo oculto criado pela filha não seja o responsável pelas coisas ruins que ocorre. Ele prefere desconfiar dos vizinhos, que parecem ter um comportamento estranho. Mas ele não consegue impedir o xerife local (Dylan Baker) de começar a investigar… E a descobrir coisas.

Avaliação: OK, confesso – o filme decepcionou. Fomos em seis e fui o único que gostou, ou melhor, achou razoável. Como diz a crítica de maneira generalizada, o final decepciona. Em minha opinião, a explicação adotada até seria boa, se melhor desenvolvida. De resto, o clima de suspense não é permanente e tem momentos em que o filme, que não é longo, fica monótono. Não é nem de longe um “Não Adormeça (Don’t Go to Sleep)”, filmaço de 1982, com Dennis Weaver. Mas que o trailer assusta, isto sim.

Rota da Morte (Dead End)

Rota da Morte (Dead End), terror de Jean-Baptiste Andrea. D

Enredo (???):
Desta vez, quando o pai (Ray Wise) leva a família para passar mais um Natal com parentes, as coisas vão mal: ele quase dorme ao volante e mata a mulher, filho, filha e namorado desta. Mas as coisas pioram quando resolve pegar um atalho e pára ao ver um vulto na floresta, uma moça de branco carregando um bebê. Ele resolve parar para ajudá-la e deixa a filha esperando por lá(!!!) até trazer obter ajuda para a desconhecida. Mal sabe ele para quem deu carona – a começar pelo fato de que o bebê está morto, bem morto! E assim começa o terror, onde, a cada parada, some um membro da família.

Avaliação: Uma porcaria, detestamos; risível…

Carrie, a Estranha (Carrie)

Carrie, a Estranha (Carrie), terror-suspense de Brian de Palma, com Sissy Spacek, Amy Irving, Piper Laurie, William Katt, Betty Buckley, Nancy Allen e John Travolta. C

Enredo: Carrie White (Spacek) é uma menina diferente, espezinhada pelas colegas. Afinal, já está no colegial, está sempre quieta e isolada e não sabe nem o que significa menstruar. Isto tudo por culpa da mae (Laurie), uma mulher que, largada pelo marido ao engravidar de carrie, tornou-se uma beata fanática, que vê o pecado em tudo e acha que os poderes telecinéticos de Carrie são demonstrações da presença do demônio. Quando fica nervosa, Carrie pode mover objetos e tornar-se destrutiva. A única pessoa no colégio que demonstra compreensão pelos problemas de carrie e procura ajudá-la é a professora de ginástica (Buckley). A colega Sue Snell (Irving), uma garota que inicialmente não perde a oportunidade de gozar da pobre Carrie, resolve querer ajudá-la, oferecendo-lhe o namorado (Katt) companhia para o baile de formatura; mas um casal de colegas (Allen e Travolta) não vai perder a oportunidade de arrasar com Carrie e, para isto, convoca outros alunos. Mas mexer com a poderosa Carrie não vai dar certo.

Avaliação:
A Sarah gostou, mas não achou isto um suspense, mas sim algo mais voltado ao terror. Mas não é aquele terror tipo “Sexta-Feira 13″; é ótimo e virou realmente um clássico.

O Décimo Oitavo Anjo (The Eighth Angel)

O Décimo Oitavo Anjo (The Eighth Angel), suspense satânico, de William Bidley, com Christopher McDonald, Maximilian Schell, Rachael Leigh Cook e Stanley Tucci.

Enredo: Com dezoito anjos, uma seita de padres em uma igreja na Itália pretende dar beleza ao demônio e assim reintroduzi-lo entre os homens de uma forma aceitável que lhe facilite a dominação. Com o auxilio de um cientista perito em clonagem (uma crítica??), eles vão matando adolescentes bonitos, mas falta a 18ª vítima, para confirmar as profecias etruscas. Por meio de artifícios, eles conseguem eliminar a mãe da vítima e trazê-la, junto com o pai (McDonald) para próximo do local das experiências. Só o pai enxerga o que se passa, enquanto a filha (Cook) é seduzida pela possível carreira de modelo e não percebe os estranhos acontecimentos que se desenrolam.

Avaliação: A Sarah adorou e ficou mais presa (porém revoltada) com os últimos dez minutos. Eu achei bom, uma boa idéia, mas já vi algo bem melhor com a Demi Moore, Michael Biehn e Jurgen Prochnow em A Sétima Profecia (The Seventh Sign).

Medopontocom (Feardotcom)

Medopontocom (Feardotcom), suspense de terror de William Malone, com Natasha McElhone, Stephen Dorff e Stephen Rea. D

Enredo: Pessoas que morrem 48h após acessar um site que mostra pessoas sendo cruelmente assassinadas.

Avaliação: Muito ruim.

O Sacrifício (The Wicker Man)

O Sacrifício (The Wicker Man), suspense de terror de Neil LaBute.

Enredo: O patrulheiro Edward Malus (Nicolas Cage) ficou traumatizado ao tentar socorrer uma mãe e sua pequena filha na estrada e vê-las morrer. Ele está prestes a abandonar a Polícia quando recebe uma carta de sua ex-noiva, Willow (Kate Beahan), que o abandonara anos antes. A carta pede que ele vá ajudá-la a descobrir o paradeiro da filha dela, Rowan (Erika-Shaye Gair). Elas moram numa ilha isolada, sem comunicação telefônica e onde o único meio de acesso é um monomotor; o piloto tem que ser subornado para levar Edward a seu destino. A ilha de Summersisle pertence a uma comunidade que não quer contato com o mundo exterior, e o forasteiro Edward é um estorvo. Ele percebe, desde o primeiro momento, que aquela comunidade matriarcal fechada está ligada a rituais antigos e secretos, que ele suspeita terem relação com o desaparecimento da menina. Mas ninguém colabora, mesmo diante de sua condição de policial. Pelo contrário, todas parecem tramar contra ele, ora fazendo parecer que a menina não existe, ora que ela morreu. Todas se tratam por “irmã” e os homens parecem servir-lhes apenas de mão de obra. A ilha vive da venda do mel de abelhas, mas a última colheita foi fraca e o mel está escasso, o que exige um ritual de fertilidade para uma boa colheita. Este ritual é o que parece mais suspeito a Malus, que imagina haver sacrifícios humanos envolvidos, restos de uma cultura pagã. Sua ex-noiva, a médica do local, a professora e a líder comunitária, “irmã” Summersisle (Ellen Burstyn), apenas colaboram para aumentar o mistério. Quando Malus é informado sobre o ritual da “morte e renascimento” que está para acontecer, conclui que a situação passou dos limites e resolve agir para descobrir e salvar Rowan com urgência. Mas deverá primeiramente salvar a si mesmo…

Avaliação: Na avaliação da Sarah, o filme ia bem, mas o final foi ridículo. Eu já achei que o filme prendeu bem. Eu conhecia a versão de 1973 e somente aguardei para ver se haviam modificado o final. A idéia é ótima, achei que o final ainda ficou bem intrigante, mas o envolvimento dos personagens do policial e de sua ex-noiva não “cola”. Às vezes, tinha a impressão de que Cage não estava realmente interessado no caso. Os papéis femininos são os melhores; elas dominam o filme. No geral, discordo da Sarah, o filme é bom, me fez ficar pensando depois do fim – mas, que me recorde, passa longe do charme da versão de 1973. Aquela eu guardo até hoje a memória.

Água Negra (Dark Water)

Água Negra (Dark Water), suspense de terror de Walter Salles.

Enredo: Dahlia (Jennifer Connely) e Kyle Williams (Dougray Scott) acabam de se separar e estão brigando pela custódia da pequena Cecilia (Ariel Gade). Sem dinheiro e procurando emprego, Dahlia aceita morar longe do centro de Nova York, num apartamento caindo aos pedaços que, para agravar, tem uma poça de água negra que não pára de se formar no quarto da filha. Enquanto o corretor (John C. Reilly) e o zelador (Pete Postlethwaite) fazem um jogo de empurra-empurra, Dahlia vai percebendo que a poça que vem do apartamento de cima pode ser sinal de alguma tragédia que se abateu sobre os antigos moradores – o que ela vai confirmando com objetos e ruídos estranhos que vão aparecendo, como a pequena amiga invisível da filha… Mas a própria Dahlia tem um passado traumático com os pais e uma enxaqueca permanente. Quem sabe tudo não passe de imaginação? Com Kyle desconfiando que Dahlia esteja levando a filha a ver coisas, a guarda de Ceci fica ameaçada para Dahlia.

Avaliação: Prende bem, vale a pena. É bem na linha do “A Escuridão” e também toca no assunto (fantasmas), mas sem “viajar”. Mas não achei tão bom quanto “Escuridão”. Já a Sarah preferiu este, mas, mais uma vez, não gostou do final.

A Escuridão (The Dark)

A Escuridão (The Dark), suspense de terror de John Fawcett.

Enredo: James (Sean Bean) e Adèle (Maria Bello) estão separados. Ele mora numa casa isolada num vilarejo do País de Gales, ela em Nova York. Mas ela teve uma briga feia com a filha de ambos, Sarah (Sophie Stuckey), e percebe que não é mais capaz de cuidar da jovem sozinha. Por isto, e também porque parece ainda amar o marido, Adèle leva Sarah e vai encontrá-lo para tentar a reconciliação. Logo que chegam, Adèle começa a ter visões de acidentes com Sarah e, dias depois, a filha desaparece, aparentemente após uma queda de um penhasco para o mar. Mas Adèle sente a presença de Sarah a todo o momento e tem mais certeza ainda de que pode recuperá-la quando o empregado de James, Dafydd (Maurice Roëves), conta sobre Annwn, um lugar da mitologia celta para onde os mortos podem ir e de onde podem voltar; não é o paraíso nem o inferno, apenas um lugar de passagem. E Dafydd conta a história de Ebrill (Abigail Stone), a filha de um pregador fanático do local que, cinqüenta anos atrás, parecia ter enlouquecido; o pregador, procurando “salvá-la” da loucura, acabara por maltratá-la e matá-la. O suicídio a que ele induzira os seus seguidores seria para recuperar a filha de Annwn. E agora Adèle e James estão cada vez mais certos de que suas visões são sinal de que é também em Annwn que a filha Sarah está – e, para eles, estarem vendo Ebrill é sinal de que ela poderá ajudá-los a recuperá-la. Será?

Avaliação: O filme ficou pouco tempo no cinema e é pena, pois prende muito. Quando o clima inicial de suspense foi se transformando em terror e usar muito a lenda celta do Annwn (o mundo subterrâneo dos mortos, de onde se pode entrar e sair), eu me decepcionei. Mas foi por pouco tempo, pois a trama continuou intrigante e o final é surpreendente. A Sarah gostou muito do filme, mas, o mesmo final que me surpreendeu agradavelmente, chocou-a: não porque não fosse um final esperto, mas… E, para quem gosta de natureza, belas paisagens de penhascos e do oceano.

A Chave Mestra (The Skeleton Key)

A Chave Mestra (The Skeleton Key), suspense de terror de Ian Softley.

Enredo: Caroline (Kate Hudson) perdeu seu pai quando ele foi acometido por uma doença e ela se encontrava longe, viajando com um grupo de rock. Com remorso, ela resolveu seguir a carreira de enfermeira e, agora, o paciente de quem tão bem cuidava acaba de morrer. Em vez de ficar no clima frio da casa de repouso, ela resolve atender em domicílio e, assim atende a um chamado no jornal feito pelo advogado Luke (Peter Sarsgaard), que cuida dos interesses do velho casal Violet (Gena Rowlands) e Ben (John Hurt). Ben teve um derrame quando sofreu um choque no sótão da casa e, quase completamente paralisado, necessita de apoio constante. Aí entra Caroline. Mas a casa, isolada num pântano da Luisiana, guarda segredos sobre magia hodu, uma magia afro-americana que, dizem, só funciona se você acredita nela (não é vodu). Desconfiada de que o choque que Ben sofrera tinha relação com o sótão e pensando poder ajudá-lo a se recuperar, Caroline resolve usar a chave mestra da casa que recebeu de Violet para investigar o local. Ela descobre uma porta que nunca parecia ter sido aberta e objetos relacionados a um casal de criados que morara na casa havia 90 anos, adepto do hodu. E não são somente os objetos do sótão que despertam as suspeitas de Caroline; a frieza de Violet e seu comportamento misterioso também. Mas o único contato de Caroline é Luke, que não parece acreditar nas suas suspeitas. Aliás, inicialmente nem ela acredita no hodu; até que…

Avaliação: Como não gosto do tema vodu ou hodu (peguei o filme pensando ser de fantasmas, isto é, algum suspense de terror mais “clássico”) achei o filme mediano pelo tema e pela trama correlata, mas o final, se foi o único ponto da trama que decepcionou a Sarah, foi o que mais me impressionou no bom sentido, pela idéia. Dá para assistir, apesar de que, dos últimos filmes semelhantes de suspense que vimos, o “A Escuridão” vence fácil.

A Névoa

A Névoa (The Mist), suspense de terror de Frank Darabont.

Enredo: Primeiro, uma tempestade violenta destrói casas de uma pacata comunidade; depois, surge pela manhã uma estranha névoa. Em seguida, o Exército abandona rapidamente a base militar do local. Finalmente, um sujeito (Jeffrey DeMunn) aparece no supermercado e avisa a todos para se protegerem, pois viu gente desaparecendo e gritando em meio à nevoa. E é neste supermercado que se encontram David Drayton (Thomas Jane), seu filho (Nathan Gamble) e o vizinho deles, Brent Norton (Andre Braugher); soldados que parecem guardar um segredo, uma fanática religiosa (Marcia Gay Harden) que crê que se trate de um castigo divino e que, aos poucos, vai “convertendo” as outras pessoas que ficaram presas no supermercado, com medo de saírem enquanto a névoa persiste. Em meio a isto, surgem ataques de criaturas e David vai ser transformado em líder involuntário dos que ainda mantém a racionalidade e procurar salvar seu filho e reencontrar a esposa. Cada vez mais, ele vai perceber como isto está se tornando impossível.

Avaliação: Nas adaptações anteriores de Stephen King (“Um Sonho de Liberdade” e “À Espera de Um Milagre”), Frank Darabont foi mais sutil. Talvez por causa do próprio conto de Stephen King, “A Névoa” abusa dos efeitos especiais sanguinolentos e dos monstros grotescos. Isto não me agradou, mas o filme não deixa de manter o suspense (e talvez por isto eu tenha dado uma olhada para o relógio, não porque o tempo não estivesse passando). E tem um final perturbador, realmente perturbador, o qual eu só pude pressentir a poucos minutos das últimas cenas – o que não me aliviou nada… Um filme muito bom (excetuada a “sanguinolência” excessiva e a explicação sobre o que está se passando, que poderia ser um pouco menos fantasiosa) e que aborda muito bem os danos provocados pelo fanatismo religioso. A Sarah achou formidável, principalmente o final.


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