Colossal (Colossal)

Colossal (Colossal), comédia com toques dramáticos escrita e dirigida por Nacho Vigalondo, 2016.

ENREDO: Depois de um ano sem emprego e entregue à bebida, Gloria (Anne Hathaway) fica sem o namorado (Dan Stevens) e a moradia e tem que se mudar de Nova Iorque para a casa abandonada e malcuidada que os pais mantêm em sua monótona cidade natal. Lá ela reencontra Oscar (Jason Sudeikis), um velho amigo de escola, que lhe oferece um emprego em seu bar. Não é grande coisa, mas pelo menos ela tem onde morar e trabalhar. O problema são os ciúmes do depressivo Oscar, que não admite que a moça tenha uma queda por Joel (Austin Stowell), amigo dele que frequenta o bar.
Enquanto isso, um monstro tão aterrorizador quanto Godzilla se materializa do nada e aterroriza Seul, noite após noite. Aos poucos, Gloria começa a perceber que ele só aparece quando ela está no parque onde ela passava a infância e que o todos os gestos dele… são exatamente iguais aos seus. Está na hora de parar de beber, ou ela vai destruir de vez a capital coreana…

TRAILER: http://www.imdb.com/title/tt4680182/videoplayer/vi2507650585?ref_=tt_ov_vi

AVALIAÇÃO: História doida e o trailer desencoraja… mas também gera curiosidade, então restou experimentar. E não é que no fim a história até faz sentido e tem um final bem bolado (e até redentor)? Simpático, vale a visita…

Publicado em Comédia, Drama, Ficção Científica, Filmes, Romance, Suspense | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

O Cidadão Ilustre (El ciudadano ilustre)

O Cidadão Ilustre, (El ciudadano ilustre), comédia dramática de Gastón Duprat, Mariano Cohn, 2016.

ENREDO: O discurso do escritor argentino Daniel Mantovani (Oscar Martínez) ao receber o Nobel de Literatura é um discurso de rejeição ao prêmio. Assim, dá para entender as recusas às homenagens que lhe são oferecidas ao redor do mundo nos anos seguintes. Ele acaba cedendo a uma delas em particular e aceita receber a Medalha de Cidadão Ilustre da prefeitura de Salas, seu vilarejo natal, de onde havia “escapado” havia quase 40 anos e ao qual nunca mais retornara, mas que serviu de pano de fundo para seus romances. Em breve, o antissocial escritor está desfilando no carro de bombeiros, ministrando palestras sobre literatura para um público cada vez menor, atuando como jurado do (medíocre) concurso de pintura da cidade, participando da inauguração de seu busto e de infinitos almoços e jantares em sua homenagem. Há também o lado bom: rever sua antiga amada, Irene (Andrea Frigero), e ser seduzido por uma tiete (Belén Chavanne) que tem idade para ser sua filha.
Mas a pequena Salas continua modorrenta e sem opções – o fato de Irene estar casada com seu velho e bronco amigo Antonio, o “Titi” (Dady Brieva), é sinal evidente disso. Daniel começa a perder a paciência com a cidade e o povo e a revelar toda sua arrogância – ele é agora o “artista despeitado, que em toda sua obra calunia sua própria comunidade”. De cidadão ilustre a elemento estranho em pouco tempo. É hora de partir.

TRAILER: http://www.imdb.com/title/tt4562518/videoplayer/vi4076714265?ref_=tt_ov_vi

AVALIAÇÃO: Enredo simples, mas muito esperto. “Um sujeito bem-sucedido e arrogante e que odeia sua cidade natal é convencido, por alguma razão, a retornar a ela, onde será homenageado. Lá chegando, encontra honrarias, mas também despeito e um ódio crescente”. É essa a essência do filme, mas as situações que este enredo rende são inúmeras. Se no início o ritmo é tão lento quanto a própria cidade e o filme chega a cansar, lá pelo meio começa uma tensão crescente e o filme torna-se uma boa diversão. Oscar Martínez está muito bem, mas Dady Brieva é quem rouba a cena como seu velho amigo cérebro-de-ostra.

Publicado em Comédia, Drama, Filmes | Marcado com , , , | Deixe um comentário

A Múmia (The Mummy)

A Múmia (The Mummy), ficção de ação, aventura e terror de Alex Kurtzman, 2017.

ENREDO: O sargento Nick Morton (Tom Cruise) e o cabo Chris Vail (Jack Johnson) são peritos em “levar suvenires” de cada descoberta arqueológica que presenciam nas missões contra extremistas no Iraque. Até que, após um bombardeio, encontram algo bem maior do que esperavam: a cripta com o sarcófago de Ahmanet (Sofia Boutella), uma princesa egípcia esquecida pelos livros de história. Para ficar com o trono, a “gentil” moça havia matado o pai, a mãe e o irmão recém-nascido e feito um pacto com o deus da morte, Anúbis. Capturada antes de cumprir o pacto, ela havia sido mumificada e enterrada viva longe do Egito. Mas agora, com o sarcófago sendo transportado para Londres, ela ficará livre para completar seu plano. E, por alguma estranha razão, Nick Morton está agora intimamente ligado a ela.

TRAILER: http://www.imdb.com/video/imdb/vi981711129?playlistId=tt2345759&ref_=tt_ov_vi

AVALIAÇÃO: 18 anos depois do início da moderna franquia de A Múmia, com seu toque bem cômico (estrelada por Brendan Fraser, Rachel Weisz e John Hannah), surge essa nova versão. Muitos efeitos visuais (mas o 3D nem deveria fazer falta), muuuuita ação, e um roteiro que mistura uma adaga e um cristal com poderes malignos, cavaleiros medievais, a cruel herdeira de um faraó, zumbis e um patologista de nome Dr. Jekyll (Russell Crowe) que, claro, tem sua versão Mr. Hyde. E mais, para humanizar o personagem do aproveitador protagonsita, ele faz par romântico com uma arqueóloga (Annabelle Wallis). Confuso? Até que não, pois o roteiro consegue dar liga para esses elementos. O tempo passa rápido e o filme, apesar da história cheia de invenções e exageros, funciona como passatempo – é esquecível, mas divertido.

 

 

Publicado em Drama, Ficção Científica, Filmes, Sobrenatural, Suspense, Terror | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

Animais Noturnos (Nocturnal Animals)

Animais Noturnos (Nocturnal Animals), suspense dramático roteirizado e dirigido por Tom Ford, 2016.

ENREDO: “Eu fiz algo terrível para ele”, comenta Susan Morrow (Amy Adams, de A Chegada) sobre seu ex-marido Edward (Jake Gyllenhaal, de Vida). Sua mãe (Laura Linney) havia avisado a ela que ele era fraco, sem motivação, um escritor fadado ao fracasso e que não poderia dar certo o casamento com alguém tão diferente dela – ou delas, porque, por mais que negue, Susan acaba sempre por copiar o comportamento da mãe. Agora, passados vinte anos, é o segundo casamento da moça que dá sinais de esgotamento, o que fica mais evidente quando recebe de Edward o manuscrito da sua obra, sobre o qual ele quer que ela opine. Trata-se de uma viagem por uma estrada deserta que vai acabar em tragédia para os personagens: Tony (também Jake Gyllenhaal), sua mulher, Laura (Isla Fisher) e a filha adolescente, India (Elle Bamber). Uma história de indecisões, medo, perdas e vingança, da qual, por uma razão que somente em seu íntimo Susan sabe, ela não consegue desgrudar.

TRAILER: http://www.imdb.com/title/tt4550098/videoplayer/vi3656758809?ref_=tt_ov_vi

AVALIAÇÃO: A história dentro da história é um suspense violento, que consome quase todo o filme. E é o que mais vale nele, pois são os personagens de Jake Gyllenhaal, Michael Shannon e Aaron Taylor-Johnson que mais cativam; a camada externa, conduzida pela personagem sofrida de Amy Adams, apesar de guardar uma surpresa no final, quase fica sobrando. Um filme que deixa vários questionamentos, gerando sites e vídeos com explicações na internet.

Publicado em Criminal, Drama, Filmes, Suspense | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Mulher-Maravilha (Wonder Woman)

Mulher-Maravilha (Wonder Woman), aventura e ação de ficção baseada em personagem da DC Comics, de Patty Jenkins, 2017.

ENREDO: Hipólita (Connie Nielsen), rainha das imortais amazonas, sempre evitou que a filha Diana (Lilly Aspell) fosse preparada para o combate. Mas como vencer a vontade da jovem? Assim, ela é treinada pela tia, a valorosa Antíope (Robin Wright). Agora uma adulta, Diana (Gal Gadot) é a melhor guerreira entre as amazonas e está ciente de que caberá a ela derrotar Ares, o deus da guerra – quando chegar a hora certa.
E ela chegou… É a Primeira Guerra Mundial, a “guerra para acabar com todas as guerras”, e o piloto americano Steve Trevor (Chris Pine), perseguido pelos alemães, cai nas águas da ilha de Temiscira e é resgatado por Diana. Submetido ao laço da verdade das amazonas, ele revela que estava em missão de espionagem contra os alemães e que havia roubado da Dra. Isabel Maru (Elena Anaya) a fórmula para a fabricação da arma biológica mais poderosa já inventada. Para Diana, está claro que esta é a guerra que teria que lutar um dia e ela deixa o conforto da ilha e parte junto de Trevor para a frente de batalha. Antes, eles terão que passar por Londres e convencer Sir Patrick Morgan (David Thewlis) de que o armistício proposto pelas Potências Centrais jamais vingará, pois a Dra. Maru e seu chefe, o, General Erich Ludendorff (Danny Huston) estão prestes a criar uma versão mais potente ainda da fórmula roubada pelo piloto. Para Diana não há mais dúvida: o General Ludendorff é o temível deus da guerra a quem cabe a ela derrotar para que a paz reine entre os humanos.

TRAILER: https://youtu.be/I6Gj8Fvukk4

AVALIAÇÃO: Uma boa explicação sobre a origem da Mulher-Maravilha, depois muita ação e aventura (talvez com algum excesso de cenas em câmera lenta) e vilões bem escolhidos. Gal Gadot e Chris Pine se bastariam como o lado “do bem” e os papeis dos seus companheiros de luta, Sameer (Said Taghmaoui), Charlie (Ewen Bremner) e O Chefe (Eugene Brave Rock) acabaram soando supérfluos e nem chegam a criar empatia. É também a dupla protagonista que dá os simpáticos toques cômicos, quando o piloto tenta disfarçar a flagrante falta de ambientação da deusa com a agitada Londres e o mundo dos humanos.
Quanto aos efeitos da sala de cinema, o 3D ajuda, mas o 4D, proporcionado pelas cadeiras vibratórias, parecia um tanto aleatório e não encaixava bem com as cenas.

 

 

Publicado em Ação, Aventura, Épico, Drama, Filmes, Quadrinhos, Romance, Suspense | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Corra! (Get Out)

 

Corra! (Get Out), suspense de terror de Jordan Peele, 2017.

ENREDO: Passar o fim de semana na bela e confortável casa dos pais da namorada branca (Allison Williams) não deveria ser nada de mais para Chris (Daniel Kaluuya). Ele é negro, mas os pais dela (Catherine Keener e Bradley Whitford) são dois esclarecidos e bem-sucedidos médicos – Rose é psiquiatra e Dean é um neurocirurgião. Mas Chris logo percebe que eles se encaixam no perfil dos brancos que não admitem carregar uma dose de racismo – e Dean é quem fica mais desconfortável (“se pudesse, teria votado em Obama uma terceira vez”). E por que os empregados da casa são dois negros tão calados e submissos, Georgina (Betty Gabriel) com seu sorriso carregado de sofrimento e Walter (Marcus Henderson) com seu mau humor quase eterno?
Apenas por pouco tempo, Alisson consegue segurar as pontas, pois, após uma sessão involuntária de hipnose com Rose para fazê-lo parar de fumar, Chris sente-se mais desconfortável ainda, com lembranças dolorosas aflorando do passado. Com a chegada do agressivo irmão de Allison (Caleb Landry Jones) e dos convidados do fim de semana, Chris já sabe que tem que correr para fora daquele lugar.
Enquanto isso, seu brother Rod Williams (Lil Rel Howery), um escolado agente da TSA (agência de segurança dos transportes americana) começa a ficar paranoico com a falta de contato de Chris e…

Trailer: http://www.imdb.com/title/tt5052448/videoplayer/vi2005186073?ref_=tt_ov_vi


AVALIAÇÃO: A primeira cena tem uma tensão crescente, então vemos o jovem casal amoroso e pouco depois recomeça o clima de tensão, chegando a um suspense psicológico assustador, com uma surpresa reservada para o final, mas é justamente aí que, ao seguir os passos do recente “A Cura”, o filme quebra o encanto. Para que ninguém reclame da falta de aviso, o trailer já anuncia que virá uma boa dose de violência. Somando e subtraindo, vale pelo suspense bem forte de boa parte do filme, pelo assustador sorriso de Betty Gabriel e pelas cenas do engraçado e esperto Rod Williams (Lil Rel Howery). E, claro, pela crítica ao racismo.

Publicado em Drama, Filmes, Suspense, Terror | Marcado com , , , | Deixe um comentário

O Dia do Atentado (Patriots Day)

O Dia do Atentado (Patriots Day), suspense dramático e histórico dirigido e corroteirizado por Peter Berg, 2016.

ENREDO: 15 de abril de 2013. Duas explosões quase simultâneas matam, mutilam e ferem centenas de pessoas que assistem à chegada dos corredores na tradicional Maratona de Boston. A análise dos restos da explosão permite concluir que se tratava de duas bombas caseiras e, a partir de então, o FBI assume o caso. Porém, as pistas que levam aos autores são tênues, pois as imagens das câmeras de segurança do entorno não são muito nítidas ou conclusivas. Mas finalmente se têm dois suspeitos, os irmãos de origem chechena Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev (Themo Melikidze e Alex Wolff), e a caçada se inicia. E ela deve ser concluída rapidamente, pois os irmãos estão de posse de material para mais bombas.

Trailer: http://www.imdb.com/title/tt4572514/videoplayer/vi3173430809?ref_=tt_ov_vi

AVALIAÇÃO: O policial protagonista e sua esposa (papeis de Mark Wahlberg e Michelle Monaghan) são personagens fictícios, mas o personagem de Wahlberg talvez até ajude a dar uma liga para os eventos que se desenrolam. Já os outros personagens responsáveis pelas investigações e perseguição aos terroristas, representados por Kevin Bacon, John Goodman e J. K. Simmons são reais e aparecem em depoimentos ao final do filme, assim como várias das vítimas também representadas na trama.
Quase em estilo documentário, o filme mostra a preparação do atentado, o drama das vítimas, as famílias separadas em hospitais diferentes e sem informações um do outro e, depois, a perseguição aos terroristas, que tinham planos e material para novos ataques. Nesse meio tempo, há sempre o conflito de posições entre governador, prefeito e organismos como a polícia de Boston e o FBI a respeito do caminho a seguir e das decisões a tomar, tais como revelar ou não os nomes dos suspeitos antes de obter provas mais concretas (para evitar criar uma paranoia anti-islâmica ou atrapalhar a investigação ainda incipiente).
Apesar de o trailer parecer prenunciar mais um filme com algum exagero patriótico e de uma fala dispensável sobre amor ao próximo que não encaixa com o personagem de Mark Wahlberg, o filme é um ótimo suspense e uma boa história de superação e união.

 

Publicado em Drama, Filmes, História, Policial, Suspense | Marcado com , , , , | 2 Comentários

Sobrevivi ao Holocausto

Sobrevivi ao Holocausto, documentário dramático e biográfico de Marcio Pitliuk e Caio Cobra, 2014.


ENREDO: Passado dos 90 anos, o ainda ativo Julio Gartner, polonês de origem judaica e um dos últimos sobreviventes do Holocausto, viaja com a jovem Marina Kagan para revisitar os locais onde viveu até os 15 anos, onde esteve cativo e, finalmente, por onde passou enquanto se recuperava dos sofrimentos físicos causados pelos 6 anos de perseguição e torturas diárias a que foi submetido, assim passando por Polônia, Áustria, Itália, França até voltar ao Brasil. Ele visita, por exemplo, Plaszow, povoado nos arredores de Cracóvia que recebeu um campo de concentração e para onde eram levados os judeus que sobreviveram ao extermínio do Gueto de Cracóvia, na Polônia; esse campo, dirigido pelo carniceiro Amon Göth, foi retratado no filme “A Lista de Schindler”.
Julio Gartner passou, entre outros, por Auschwitz e Mauthausen, locais que revisita, assim como a fazenda onde ficou escondido por alguns meses – até decidir se juntar ao seu irmão no gueto de Cracóvia – e onde reencontra o proprietário atual, que reconhece em Julio o judeu que abrigara.
Em meio a estas visitas, ele narra aquilo pelo que passou em cada lugar. Por exemplo, na Áustria, ele carregava inutilmente pedras morro acima, apenas para ter que carregá-las novamente morro abaixo, tal qual o mitológico castigo de Sísifo. Era a ideia nazista de humilhar física e moralmente para então chegar à aniquilação dos judeus.

 

AVALIAÇÃO: Brilhante projeto de Marcio Pitliuk, a filmagem nos leva a uma excursão de três semanas, onde vemos um Julio Gartner que não consegue expressar através de lágrimas seus sentimentos (e ele só veio narrar suas experiências em 2007), mas que, com uma narrativa muito objetiva, nos dá uma noção (noção! Porque algo além disso somente os que passaram pela experiência podem ter) do que significa ter sido prisioneiro dos nazistas. Cabe à jovem Marina Kagan, com aproximadamente a mesma idade que Julio tinha ao fim da guerra (22 anos), expressar os sentimentos que decerto são os da plateia que assiste a este dramático relato.
Eu temia não suportar a narrativa, mas ela acaba soando mais didática que dramática (ainda bem!) e, do jeito que é levada, o tempo flui quase sem ser percebido.
Vejam mais em http://www.sobrevivi.com.br/sobre.html

 

Publicado em Documentário, Drama, Filmes, História | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

Veja SP – Seja o crítico

Album de Familia - comentario de Roberto Blatt na Veja SP 29jan14
Seja o critico - Veja SP 20ago14 - Juntos e Misturados

Seja o critico - Veja SP 22abr15 - Risco Imediato

Imagem | Publicado em por | Marcado com , | Deixe um comentário