Querido Embaixador

Querido Embaixador, drama histórico e biográfico de Luiz Fernando Goulart, 2017.

ENREDO: 1922. O aristocrático e galanteador Luiz Martins de Souza Dantas (Norival Rizzo) fez jus ao almejado posto de embaixador na França, o que lhe permite viver na sua amada Paris; é o auge da carreira diplomática de todo diplomata. E agora, pelos seus feitos junto à Liga das Nações (a precursora da ONU), a imprensa o denomina “Mito Souza Dantas”.
1929. “A História já revelou que loucos, fanáticos e assassinos tomam as ruas em tempos de vacas magras. Mas isso não seria problema, não fosse a massa de idiotas disposta a segui-los”.
O crash da Bolsa de Nova Iorque é o prenúncio de uma calamidade que Souza Dantas sabe que se abaterá sobre a Europa. Com seus recursos financeiros também afetados, ele aceita a “corte” da milionária viúva francesa Elise Stern (Miriam Mehler) e casa-se com ela.
Elise sabe que não pode competir com a jovem namorada do embaixador, a atriz Madeleine Carlier (Alice Assef), e permite a ele manter a companhia da jovem, propondo-se até a cuidar para que ela tenha proventos que compensem o ocaso de sua carreira artística. O importante é ter a seu lado aquele por quem nutre uma paixão há tempos. Para Madeleine, isso é um choque brutal.
1939. A Segunda Guerra eclode. Mesmo ciente das diretivas do ditador Getúlio Vargas contra imigrantes “indesejáveis”, tais como os “semitas”, Souza Dantas não consegue deixar de cumprir o que lhe ordena seu senso de justiça e humanidade e passa a emitir cada vez mais vistos aos perseguidos pelos nazistas.
1940. Com a tomada de Paris pelos alemães, a embaixada brasileira é transferida para a cidade de Vichy, na França Livre. As diretivas contra a concessão de vistos a judeus vão sendo reforçadas.
Para o secretário da embaixada, o conselheiro Martins Leta, os judeus que pedem vistos são pessoas que em nada contribuirão com o Brasil e, com simpatias pela Nova Ordem Mundial proposta pelo nazismo, considera os temores de Souza Dantas exagerados e insubordina-se cada vez mais contra o chefe, encaminhando denúncia sobre os vistos ao superior, o ministro das Relações Exteriores, Oswaldo Aranha (Gustavo Ottoni). Agora, talvez nem a simpatia de Aranha por Dantas seja capaz de manter o embaixador no cargo.
1943. Com a declaração de guerra do Brasil à Alemanha, é a vida de Souza Dantas que começa a correr perigo.

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=T5vRfWMYDOk

AVALIAÇÃO: Baseado no livro “Quixote das Trevas”, de Fabio Coifman, esse excelente misto de cinebiografia dramática e documentário intercala, de maneira muito feliz, trechos de vídeos dos anos 20 a 40 (alguns, sobre a perseguição aos judeus, são realmente fortes, mas necessários) com depoimentos de gente (e descendentes) que faz parte das mais de 1.000 pessoas que foram salvas por Souza Dantas. Alguns nem chegaram a pisar no Brasil, como o poderoso financista americano Feliz Rohatyn, que apenas sabe que foi salvo por intermédio do brasileiro.
Souza Dantas foi um dos dois brasileiros (juntamente com Aracy de Carvalho Guimarães Rosa) agraciados com o título de Justo Entre as Nações, concedido pelo museu Yad Vashem, de Israel, aos não judeus que arriscaram suas vidas para salvar os judeus do Holocausto.

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A Morte de Stalin (The Death of Stalin)

A Morte de Stalin (The Death of Stalin), comédia dramática de erros com fundo histórico de Armando Ianucci, 2017.

ENREDO: Início de março de 1953. O tirano genocida Joseph Stalin (Adrian McLoughlin) sofre um AVC, perde a consciência, mas não morre. Em volta da poça de urina onde ele é encontrado, a cúpula do regime soviético está dividida entre as lágrimas de crocodilo pela iminente perda do líder e a lenta e burocrática decisão sobre quem irá sucedê-lo. Ou se é que isto deve ser decidido agora, pois, caso ele se recobre e descubra que se urdia essa sucessão, poderá destinar mais gente para as famosas listas de desafetos a prender, torturar ou matar. Aliás, é difícil até se reunir médicos para se atestar a morte do líder, já que os mais consagrados foram mandados aos exilo nos campos do Gulag soviético, acusados de tentarem envenenar Stalin.
A morte chega e o torturador e estuprador Lavrenti Beria (Simon Russell Beale), chefe da NKVD, o temido Comissariado do Povo para Assuntos Internos, toma a dianteira e atrai para seu lado o número 2 do ditador, o assustadiço Georgi Malenkov (Jeffrey Tambor), e o Viatcheslav Molotov (o Monty Phyton Michael Palin), submisso à burocracia do partido. O (aparentemente) bobo-da-corte Nikita Kruschev (Steve Buscemi) recebe dos colegas da cúpula a entediante tarefa de cuidar dos pomposos funerais do ditador. Mas ele tem outros planos e, para isso, conta com a ajuda do marechal Georgy Zhukov (Jason Isaacs), o “Herói da União Soviética”, desafeto de Beria. Nesta luta pelo poder, os protagonistas tentam cooptar os demais membros da elite dirigente, os oportunistas e volúveis Nikolai Bulganin (Paul Chahidi), Lazar Kaganovich (Dermot Crowley), e soar como benfeitores para Svetlana (Andrea Riseborough), a filha de Stalin, e administrar o inconveniente bebum e mimado Vasily (Rupert Friend), seu irmão.

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=8VnadbFnQAE

AVALIAÇÃO: O clima de terror é bem retratado desde o início, quando, para atender à demanda do ditador por uma gravação da recém-tocada obra de Mozart, o produtor da rádio (Paddy Considine) tem que se virar para impedir que saiam da sala a orquestra, o maestro, a pianista (Olga Kurylenko) e o público.
Em outra cena insólita, constatando-se que não há mais bons médicos que possam atender ao moribundo (já que ele mandou matar todos, por alegado complô contra si), caçam-se os que puder entre os recém-formados e os veteranos aposentados.
Ridendo castigat mores (“rindo criticam-se os costumes”) e, assim, essa é uma bela e merecida “homenagem” ao sanguinário Stalin. O filme não chega a ser ótimo, mas diverte, além de ser uma aula de história sobre essa transição de poder, burocrática e cheia de reviravoltas. E os atores estão muito bem, principalmente Simon Russell Beale como o sinistro Beria, disparando ordens tais como “mate-o, mas primeiro dê um tiro na esposa na sua frente” e o sempre cômico Steve Buscemi, como o cara de bonachão (mas só cara) Kruschev.

O QUE É REAL E O QUE NÃO É NO FILME: https://slate.com/culture/2018/03/whats-fact-and-whats-fiction-in-the-death-of-stalin.html

 

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Vidas à Deriva (Adrift)

Vidas à Deriva (Adrift), drama romântico e de suspense de Baltasar Kormákur, 2018.


ENREDO: Tami Oldham (Shailene Woodley, de A Culpa É das Estrelas) viaja o mundo sustentando-se com bicos. No Taiti, ela conhece Richard Sharp (Sam Claflin), que cruza os oceanos com seu veleiro e tem os mesmos sonhos que ela. Por vários anos eles velejam felizes, mas agora estão em meio ao seu maior pesadelo: atingidos pelo furacão Raymond, estão perdidos, Richard está muito ferido, o rádio não permite comunicação e a água e mantimentos estão no fim. Tami vai ter que navegar quase que sozinha e com o veleiro praticamente destroçado.

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=z9Go4kXOtX4

AVALIAÇÃO: Na linha de seu Evereste, o diretor lança mais um filme de protagonistas que, surpreendidos por uma catástrofe natural, tentam sobreviver em meio ao nada e sem saber se serão localizados antes (ou mesmo depois) de morrer. É bom, ainda mais quando se sabe que também é uma história real, mas desta vez o diretor não fez algo tão cativante como o primeiro, e o filme às vezes cansa. Talvez por ter só uma dupla de protagonistas perdidos no mar, o que não rende como Evereste, com suas múltiplas subtramas.

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Bombástica: A História de Hedy Lamarr (Bombshell: The Hedy Lamarr Story)

Bombástica: A História de Hedy Lamarr (Bombshell: The Hedy Lamarr Story), documentário biográfico de Alexandra Dean, 2017.


ENREDO: Vinda de uma família de classe alta, Hedwig Eva Kiesler nasceu em Viena em 1914 e conseguiu convencer seus pais a deixá-la seguir a carreira no cinema. Mas a ascensão do nazismo, as cenas ousadas que protagonizara em Ecstasy (as primeiras cenas de nu e simulação de orgasmo na telona) e a origem judaica de ambos os pais (apesar de a mãe ter se convertido ao catolicismo e educado a filha como tal) fizeram com que Hedy tivesse que partir. Seu destino: os EUA. Lá, aquela que foi considerada por muitos a atriz mais bonita do mundo usou de toda argúcia para convencer Louis B. Mayer (da MGM) a pagar-lhe bem e entregar-lhe bons papéis, e o esperto Mayer sabia como aproveitar o renome da jovem, que agora adotara o nome artístico de Hedy Lamarr. Nem tudo foram flores na carreira, e algumas escolhas erradas (como a tentativa frustrada de se tornar produtora) e atritos com Mayer fizeram com que ela passasse por altos e baixos. Mas não foram apenas a beleza, o talento ou papéis como a da sedutora Dalila, do blockbuster Sansão e Dalila, do poderoso diretor Cecil B. DeMille, que a tornaram célebre. Tendo conhecido gente do mundo da tecnologia ao lado de seu primeiro marido (o fabricante de armas Fritz Mandl), ela ficou fascinada pela área e acabou por tornar-se autora de invenções diversas, entre as quais algumas na área de telecomunicações, como a técnica de spread spectrum, que teria criado juntamente com o compositor George Antheil e que muito ajudou os aliados na Segunda Guerra. E que ainda hoje é a base para a telefonia celular e as tecnologias Bluetooth e Wi-Fi.

TRAILER: https://youtu.be/d5Rox3Ez2ZQ

AVALIAÇÃO: O documentário baseia-se principalmente num depoimento telefônico dado pela então reclusa e idosa atriz a um repórter e nas falas de um dos filhos, e tem também intervenções de gente que conviveu com ela e de admiradores como Mel Brooks, que protagoniza uma curta e hilária intervenção (Detalhe: ele usou o nome Hedley Lamar para um vilão em Banzé no Oeste e foi processado pela atriz), e a atriz Diane Kruger, que vai produzir e protagonizar uma telessérie sobre Lamarr. No geral, tem-se um panorama bem traçado da vida da multitalentosa atriz e inventora, passando pelo relacionamento com gente do cinema, fracassos e sucessos na tela e pela conturbada vida amorosa, com seis casamentos, quase todos lhe dando a sensação de sufocamento, e um caso com o milionário e inventor Howard Hughes, a quem teria ajudado a aperfeiçoar modelos de aviões. Vale a visita.

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Sobrevivi ao Holocausto

Sobrevivi ao Holocausto, documentário dramático e biográfico de Marcio Pitliuk e Caio Cobra, 2014.


ENREDO: Passado dos 90 anos, o ainda ativo Julio Gartner, polonês de origem judaica e um dos últimos sobreviventes do Holocausto, viaja com a jovem Marina Kagan para revisitar os locais onde viveu até os 15 anos, onde esteve cativo e, finalmente, por onde passou enquanto se recuperava dos sofrimentos físicos causados pelos 6 anos de perseguição e torturas diárias a que foi submetido, assim passando por Polônia, Áustria, Itália, França até voltar ao Brasil. Ele visita, por exemplo, Plaszow, povoado nos arredores de Cracóvia que recebeu um campo de concentração e para onde eram levados os judeus que sobreviveram ao extermínio do Gueto de Cracóvia, na Polônia; esse campo, dirigido pelo carniceiro Amon Göth, foi retratado no filme “A Lista de Schindler”.
Julio Gartner passou, entre outros, por Auschwitz e Mauthausen, locais que revisita, assim como a fazenda onde ficou escondido por alguns meses – até decidir se juntar ao seu irmão no gueto de Cracóvia – e onde reencontra o proprietário atual, que reconhece em Julio o judeu que abrigara.
Em meio a estas visitas, ele narra aquilo pelo que passou em cada lugar. Por exemplo, na Áustria, ele carregava inutilmente pedras morro acima, apenas para ter que carregá-las novamente morro abaixo, tal qual o mitológico castigo de Sísifo. Era a ideia nazista de humilhar física e moralmente para então chegar à aniquilação dos judeus.

 

AVALIAÇÃO: Brilhante projeto de Marcio Pitliuk, a filmagem nos leva a uma excursão de três semanas, onde vemos um Julio Gartner que não consegue expressar através de lágrimas seus sentimentos (e ele só veio narrar suas experiências em 2007), mas que, com uma narrativa muito objetiva, nos dá uma noção (noção! Porque algo além disso somente os que passaram pela experiência podem ter) do que significa ter sido prisioneiro dos nazistas. Cabe à jovem Marina Kagan, com aproximadamente a mesma idade que Julio tinha ao fim da guerra (22 anos), expressar os sentimentos que decerto são os da plateia que assiste a este dramático relato.
Eu temia não suportar a narrativa, mas ela acaba soando mais didática que dramática (ainda bem!) e, do jeito que é levada, o tempo flui quase sem ser percebido.
Vejam mais em http://www.sobrevivi.com.br/sobre.html

 

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Veja SP – Seja o crítico

Album de Familia - comentario de Roberto Blatt na Veja SP 29jan14
Seja o critico - Veja SP 20ago14 - Juntos e Misturados

Seja o critico - Veja SP 22abr15 - Risco Imediato

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Sem Amor (Nelyubov/Loveless)

Sem Amor (Nelyubov/Loveless), drama com toques de suspense de Andrey Zvyagintsev, 2017.

ENREDO: Zhenya (Maryana Spivak) e Boris (Aleksey Rozin) ainda não se divorciaram, mas estão tratando de reconstruir suas vidas. Ela namora um sujeito bem de vida (Andris Keiss) e que a trata com carinho, e ele engravidou a namorada (Marina Vasileva) e está preocupado em não perder o emprego, pois o rígido código de conduta da firma onde trabalha não tem bons olhos para divorciados. Para o casal, o filho de 12 anos, Alyosha (Matvey Novikov), fruto de uma gravidez indesejada, é quase invisível – eles nem percebem que o menino se deu conta da situação e sofre profundamente com ela. A ficha só cai para eles quando Alyosha já está desaparecido há dois dias e o colégio os comunica do fato. Como para a polícia se trata apenas mais um caso de um adolescente com hormônios em efervescência fugido e que retornará assim que precisar do conforto do lar, o casal recorre a Ivan (Aleksey FateevI, que lidera um grupo de voluntários que cuida de casos semelhantes e que parece estar mais preocupado com o destino do garoto do que Zhenya e Bris.

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=RwUTUkfPIOM

AVALIAÇÃO: Novamente Zvyagintsev, diretor de Leviatã (2014), concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro – e não levou. Ele nos envolve numa situação que parece comum, mas que toma um peso insuportável. Assim como em Leviatã, mais angustiante e superior e esse, há uma menção (ainda que não tão forte) ao estado atual da política russa. E igualmente não se espere do filme um final fácil.

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Uma Quase Dupla (em Ação contra a Chatice)

Uma Quase Dupla (em Ação contra a Chatice), comédia policial de Marcus Baldini, 2018.

ENREDO: Quando um assassinato ocorre na pacata e turística fluminense (ou carioca, como preferem alguns) Joinlândia, onde tudo é “joinha”, o delegado (Ary França) aciona a polícia do Rio de Janeiro, já que ninguém no departamento local tem experiência no assunto. Assim, para fazer dupla com o inexperiente subdelegado Claudio (Cauã Reymond), chega a investigadora Keyla (Tatá Werneck). O contraste não poderia ser maior: ela é desbocada, despachada e precipitada e experiente a ponto de tirar conclusões das cenas do crime apenas farejando ou lambendo (argh!) o local. Ele nunca usou a arma, é gentil e muuuito mimado pela mãe (Louise Cardoso), que quer fazer dele a imagem do falecido pai, também policial. Contrastes à parte, eles vão ter que se juntar para resolver o que agora se tornou um caso de serial killer. Se não se matarem antes…

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=dUuIxIUtMoc

AVALIAÇÃO: Cauã Reymond até ficou engraçado na pele de um policial bigodudo pilotando um Opalão da polícia – bem anos 70-80 –, um sujeito com pinta de machão, mas que ainda vive sob a influência da mãe (“Claudio! Para de mexer com arma na sala, meu filho”). Mas é Tatá Werneck quem comanda o show: as caretas, as falas rápidas (e como são rápidas!), as cenas de ação amalucadas…
Só que o filme não tem muito a apresentar e as piadas por vezes se tornam repetitivas (o público não precisa ver tantas vezes o talento da policial para periciar o crime por meio de farejadas e lambidas) ou nascem sem graça. Nem de longe tem a graça do último filme dela, TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva. Dá tranquilamente para esperar passar na TV.

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Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdom)

Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdom), ação e aventura de ficção científica de J. A. Bayona, 2018.

ENREDO: A ilha Nublar, que abriga o Mundo dos Dinossauros, está para ser destruída por uma explosão vulcânica. Claire Dearing (Bryce Dallas Howard), agora protetora de animais, e o treinador Owen Grady (Chris Pratt) são contratados por Eli Mills (Rafe Spall), curador da fortuna do milionário Benjamin Lockwood (James Cromwell, de Babe), sócio do criador dos clones de dinossauros, para salvar diversos espécimes da ilha, entre eles a velociraptor Blue, que fora treinada por Owen. Mas a dupla logo vai perceber que os planos de Mills vão além dos de Lockwood e da salvação dos bichos – com a ajuda do sinistro Mr. Eversol (Toby Jones), ele quer vender os dinossauros para milionários do submundo e, através da manipulação genética, criar uma poderosa arma jurássica. Vai sobrar para a meiga e feroz Blue.

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=KDvnZvKHFTM

AVALIAÇÃO: Novamente produzida por Steven Spielberg, esta continuação do Jurassic World (de 2015), que, por sua vez, reiniciou a cinessérie Jurassic Park. Quando você vê Jeff Goldblum no começo, pensa que ele, que fez o melhor papel na cinessérie inicial, vai reaparecer. Mas não… O enredo é um tanto fraco, com bandidos estereotipados e dois heróis-coadjuvantes sem carisma, um nerd (Justice Smith) e uma veterinária (Daniella Pineda). E claro, tem a netinha do milionário (Isabella Sermon), que também será perseguida pelos vilões… São os dinossauros que convencem, especialmente a velociraptor Blue, que chega a comover pela ligação com o humano que a treinou (Chris Pratt, o melhor do elenco). E o filme tem tensão e ação em dose razoável, o que faz o tempo passar.

 

 

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