Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049)

Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049), suspense dramático de ficção científica de Dennis Villeneuve, produzido por Ridley Scott, 2017.  D

ENREDO: Na Los Angeles distópica e deprimente de 2049, os humanos convivem em harmonia com replicantes da geração Nexus-9, androides quase humanos, mas desprovidos de sentimentos, e, assim, incapazes de revoltas como as promovidas por espécimes das gerações Nexus-6 a Nexus-8, fabricados pela Tyrell Corporation.
K (Ryan Gosling), um policial caçador de androides (“blade runner”), é enviado pela superior (Robin Wright) para “aposentar” mais um replicante rebelde remanescente da geração mais antiga (Dave Bautista) e descobre que, 30 anos antes, uma dessas androides (Sean Young) teria tido um filho com um humano, um sinal de que a linha divisória entre eles estaria rompida, um potencial caos para a civilização. As pistas levam K ao aposentado e recluso blade runner Richard Deckard (Harrison Ford).
Para o poderoso Niander Wallace (Jared Leto), fabricante dos Nexus-9, a existência de androides capazes de procriar seria extremamente útil para aumentar sua linha de produção, mas o segredo desta capacidade reprodutora havia sido destruído com a falência da Tyrell e o apagão digital de 2022. Agora Wallace é quem está atrás do que Deckard poderia revelar.

TRAILER: https://youtu.be/9Kfc8mo5XG8

AVALIAÇÃO: Os efeitos visuais não parecem ganhar nada com o 3D, a trilha sonora lembra em algo a original, de Vangelis, mas é mais barulho mesmo. Dennis Villeneuve fez um ótimo “A Chegada”, mas uma arrastada versão de “O Caçador de Androides”. Se não tivesse quase 3 horas, talvez desse para encarar. Para ver e se entediar. Ou até dormir.

OBS.: Uma explicação sobre o título: https://en.wikipedia.org/wiki/Blade_Runner_(a_movie).

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Churchill (Churchill)

Churchill (Churchill), drama biográfico e de guerra de Jonathan Teplitzky, 2017. 

ENREDO: No dia 6 de junho de 1944, o Dia D, foi lançada a operação Overlord, a invasão das praias da Normandia, na França, maior campanha já realizada pelos aliados contra os nazistas. A história não contada é que o primeiro-ministro (e também ministro da defesa) britânico, Winston Churchill (Brian Cox) foi contra a ofensiva, pois previa um desastre, baseado em sua malfadada experiência no ataque a Galípoli, na Turquia, na Primeira Guerra, com 250.000 baixas aliadas. Entusiastas ardentes da operação, o general americano “Ice” Eisenhower (John Slattery), comandante das forças aliadas, e os marechais britânicos Brooke (Danny Web) e Montgomery (Julian Wadham) pedem a ajuda do rei George VI (James Purefoy) para convencer Churchill a ceder. Não que a operação fosse deixar de acontecer sem seu aval, mas o discurso de apoio do carismático primeiro-ministro, considerado um herói pelo povo, seria essencial. Mas, aparentemente, nem com a ajuda do grande amigo e companheiro de lutas de Churchill, o marechal Jan Smuts (Richard Durden) ou de sua esposa, a firme e decidida Clemmie (Miranda Richardson), o primeiro-ministro será convencido.

TRAILER: https://youtu.be/VSFzA97tQp8

AVALIAÇÃO: O filme mostra um Churchill como nunca se imaginaria, alguém bem diferente daquele que com o “V de “vitória” foi consagrado como o responsável pela retirada de Dunquerque (de certo modo, uma grande vitória), pela resistência britânica contra os foguetes lançados pelos alemães e pelo famoso discurso “We shall never surrender”.
Aqui ele é um homem imobilizado pelo trauma de um pesado fracasso do passado, refugiado na bebida, posto de lado pelo alto comando aliado e constantemente repreendido pelo amigo mais próximo e pela esposa (que não é tão sutil quanto o amigo). Humano, com seus vícios e momentos de covardia, Churchill é retratado com afinco por Brian Cox que, além disso, a uma certa distância é a reprodução perfeita do herói britânico.
O único porém desta boa cinebiografia é que 100 minutos talvez tenham sido um pouco excessivos para retratar os quatro dias.

 

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Mãe! (Mother!)

Mãe! (Mother!), drama com toques de suspense e horror escrito e dirigido por Darren Aronofsky, 2017.  D

ENREDO: “Mãe” (Jennifer Lawrence, da cinessérie Jogos Vorazes) sente-se ótima ao abrir a porta de casa e ver o belo campo que cerca seu lar, isolado de tudo e de todos. Ela quer fazer do lugar um paraíso para “Ele” (Javier Bardem), reconstruindo o que um incêndio havia posto abaixo. Mas nem mesmo todo esse carinho faz com que “Ele” pareça feliz ou ao menos recupere a inspiração para compor um novo poema. Apesar do sucesso de sua obra anterior, Ele carece de reconhecimento, e a chegada do misterioso admirador “Homem” (Ed Harris) começa a preencher esse vazio. Pouco tempo depois, chega a mais misteriosa ainda “Mulher” (a sempre bela Michelle Pfeiffer). A impertinente visita põe-se a bisbilhotar o mundo d’Ele, sob os protestos de Mãe, mas é a chegada dos filhos do Homem e da Mulher (os atores irmãos Domhnall e Brian Gleeson) que vai destruir qualquer vestígio de sossego do lar. A partir de então, as visitas serão cada vez mais numerosas e incessantes – para alegria crescente d’Ele, que quer abrir a casa a novas pessoas e novas ideias, e para desespero dela, que vê seu lar sendo destruído e seus pesadelos se tornando cada vez mais reais.

TRAILER: https://youtu.be/ugn1gqGl7rs
EXPLICAÇÕES (com SPOILERS!): https://youtu.be/eUaZatZG17I

AVALIAÇÃO: Aronofsky, do intrigante Pi e dos ensaios sobre compulsão autodestrutiva Réquiem para Um Sonho e Cisne Negro, fez um filme que começa entediante, depois adquire um ritmo frenético (mas muitas vezes artificial, como nas cenas das brigas físicas), mas cruel. Dá para entender porque tem dividido público e também a crítica. Uma boa alegoria, com metáforas interessantes, mas que poderia (e deveria) ter sido desenvolvida de maneira diferente, poupando o espectador do festival de violência em que mergulha na segunda e asquerosa parte.

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Polícia Federal: A Lei é Para Todos (Os Bastidores da Operação Lava Jato)

Polícia Federal: A Lei é Para Todos (Os Bastidores da Operação Lava Jato), suspense policial e ação baseado em fatos reais de Marcelo Antunez, 2017.

Polícia Federal - A Lei é Para Todos

ENREDO: No final dos anos 90, o maior doleiro do país, Alberto Youssef (Roberto Birindelli), foi pego no chamado “Escândalo do Banestado” e fez seu acerto com a Justiça. Dez anos depois da CPI que investigou o assunto, uma operação da Polícia Federal contra traficantes de cocaína desemboca num Lava Rápido que lavava dinheiro e tinha por trás a figura de dois doleiros. Um deles é novamente Alberto Youssef. E desta vez, não há como escapar da prisão. Assim, a equipe comandada pelo delegado Ivan Romano (Antonio Calloni), decepcionada com tanto prende-solta e com as poucas punições obtidas com o caso Banestado, tem novo ímpeto para se juntar e iniciar mais uma investigação. Ivan, seus subordinados Bia (Flávia Alessandra), Vinicius (João Baldasserini), Julio Cesar (Bruce Gomlevsky) e Edu (Samuel Toledo) e os procuradores Pedro Henrique (Leonardo Franco) e Ítalo Agnelli (Rainer Cadete, fazendo um personagem baseado no procurador Deltan Dallagnol) mal têm ideia de que um tal de Paulo Roberto Costa (Roney Facchini), arrogante e até então obscuro ex-diretor da Petrobras, será apenas a primeira das personalidades do mundo político a cair na malha fina da operação. Daí para frente, com a operação se aproximando do ex-presidente Lula (Ary Fontoura), a equipe sabe que as tentativas de sabotagem serão cada vez maiores.

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=WdgD4g-JfFA

AVALIAÇÃO: Suspense policial e ação de primeira, que faz frente aos de Hollywood. O filme já começa com o irônico aviso de que trata de fatos “ocorridos entre abril de 1500 e o ano de 2016”.
O roteiro se encarrega de criar cenas de ação e perseguição muito boas e deixa bem explicada a parte investigativa (muitas vezes na narração do personagem de Antonio Calloni, baseado no delegado federal Igor Romário de Paula).
O personagem mais marcante é certamente o impetuoso e esquentado Júlio Cesar (Bruce Gomlevsky), policial hábil em desvendar o fluxo do dinheiro do esquema criminoso, revoltado com os obstáculos colocados contra a operação, e que tem que lidar também com pesados dramas pessoais: o câncer da mãe (Iaçanã Martins) e a oposição do pai (Genésio de Barros), defensor do governo petista.
Quanto às semelhanças com personagens reais, Ary Fontoura pode não ser a cara e a voz de Lula, mas caracteriza bem a prepotência e o desprezo do desbocado ex-presidente. Roberto Birindelli lembra muito Alberto Youssef, Roney Facchini é a cópia de Paulo Roberto Costa. E Marcelo Serrado, a do circunspecto juiz Sérgio Moro. Mas o campeão de semelhanças é o ator que faz o “japonês da federal”, pena que numa curtíssima aparição.
Um dos momentos mais marcantes do filme é o da entrevista coletiva na qual o delegado vivido por Antonio Calloni tem que ressaltar que as falcatruas nos contratos da Petrobras não atingiram 59 milhões, mas sim 59 bilhões de reais.
Recomendação: ficar até a hora dos créditos finais, quando aparecem cenas dos depoimentos reais.
Esse filme vai até a condução coercitiva de Lula e tem as partes 2 e 3 já programadas.

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Os Meninos Que Enganavam os Nazistas (Um Sac de Billes)

Os Meninos Que Enganavam os Nazistas (Um Sac de Billes), drama, aventura e suspense autobiográfico e histórico de guerra, de Christopher Duguay, 2017.  
Os Meninos Que Enganavam Nazistas

ENREDO: No início, a vida na França ocupada pelos nazistas ainda era aceitável para o barbeiro Roman Joffo (o cantor e ator Patrick Bruel), sua esposa Anna (Elza Zylberstein) e os quatro filhos, os adolescentes Henri e Albert (César Domboy e Ilian Gergala) e os garotos Maurice (Batyste Fleuria) e Joseph (Dorian Le Clech). Com as medidas discriminatórias, como a proibição de manter negócios e a obrigação de portar a vergonhosa estrela amarela e as lembranças de sua juventude em meio aos pogroms na Rússia e a ordem do pai para ele fugir para Paris, Roman percebe que é hora de todos partirem. Com instruções para confiar em umas poucas pessoas e seguir rigidamente o caminho traçado, a família se divide na fuga, para não despertar suspeitas nos vizinhos. O destino final: a casa de parentes em Nice, na França Livre, administrada pelo governo colaboracionista e antissemita do marechal Pétain, mas ainda livre do jugo nazista. Para o Joseph, a fuga dá a sensação de estar livre, mas eles estarão sempre fugindo de algo e os momentos de alívio serão efêmeros.

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=aN1ur-MpbHA

AVALIAÇÃO: “É melhor tomar um tapa que machuca do que perder a vida por ter medo de tomar um”, diz o pai ao jovem Joseph ao prepará-lo para a dura jornada que terá pela frente, tendo que esconder sua religião a todo custo. Na série de aventuras, desventuras, torturas e assassinatos que presenciam ou vivenciam os garotos, temos uma visão de vários aspectos da França sob o regime nazista:
• O papel da Igreja católica na proteção dos judeus (deixando de lado eventuais críticas ao comportamento da Igreja como um todo).
• A resistência francesa, em oposição às milícias colaboracionistas do marechal Pétain, antigo herói francês da Primeira Guerra, adepto do ideal dos franceses “puros” e aliado de Hitler.
• As separações, prisões, fugas das famílias dos judeus, o alistamento de seus homens para os trabalhos forçados, as deportações para os campos de extermínio.
• A fanática burocracia nazista tentando pegar “traços judeus” em qualquer suspeito, e forçando judeus a entregar judeus, acrescentando humilhação ao terror (nas pesadas cenas com o ator Christian Clavier).
A trilha sonora de Armand Amar dá um tom triste a esse filme arrasador, baseado no relato autobiográfico de Joseph Joffo, de 1973 (e que já teve outra versão para o cinema, em 1975), com interpretações cativantes dos jovens protagonistas Dorian Le Clech e Batyste Fleurial.
Com Adeus, Meninos, de Louis Malle, de 1987, e o atual A Viagem de Fanny, tem-se uma excelente trilogia sobre a ocupação nazista na França através do testemunho das jovens vítimas. Filmaço para ver e se comover, uma lição de vida e uma aula de história imperdíveis.

 

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Mulher-Maravilha (Wonder Woman)

Mulher-Maravilha (Wonder Woman), aventura e ação de ficção baseada em personagem da DC Comics, de Patty Jenkins, 2017.

ENREDO: Hipólita (Connie Nielsen), rainha das imortais amazonas, sempre evitou que a filha Diana (Lilly Aspell) fosse preparada para o combate. Mas como vencer a vontade da jovem? Assim, ela é treinada pela tia, a valorosa Antíope (Robin Wright). Agora uma adulta, Diana (Gal Gadot) é a melhor guerreira entre as amazonas e está ciente de que caberá a ela derrotar Ares, o deus da guerra – quando chegar a hora certa.
E ela chegou… É a Primeira Guerra Mundial, a “guerra para acabar com todas as guerras”, e o piloto americano Steve Trevor (Chris Pine), perseguido pelos alemães, cai nas águas da ilha de Temiscira e é resgatado por Diana. Submetido ao laço da verdade das amazonas, ele revela que estava em missão de espionagem contra os alemães e que havia roubado da Dra. Isabel Maru (Elena Anaya) a fórmula para a fabricação da arma biológica mais poderosa já inventada. Para Diana, está claro que esta é a guerra que teria que lutar um dia e ela deixa o conforto da ilha e parte junto de Trevor para a frente de batalha. Antes, eles terão que passar por Londres e convencer Sir Patrick Morgan (David Thewlis) de que o armistício proposto pelas Potências Centrais jamais vingará, pois a Dra. Maru e seu chefe, o, General Erich Ludendorff (Danny Huston) estão prestes a criar uma versão mais potente ainda da fórmula roubada pelo piloto. Para Diana não há mais dúvida: o General Ludendorff é o temível deus da guerra a quem cabe a ela derrotar para que a paz reine entre os humanos.

TRAILER: https://youtu.be/I6Gj8Fvukk4

AVALIAÇÃO: Uma boa explicação sobre a origem da Mulher-Maravilha, depois muita ação e aventura (talvez com algum excesso de cenas em câmera lenta) e vilões bem escolhidos. Gal Gadot e Chris Pine se bastariam como o lado “do bem” e os papeis dos seus companheiros de luta, Sameer (Said Taghmaoui), Charlie (Ewen Bremner) e O Chefe (Eugene Brave Rock) acabaram soando supérfluos e nem chegam a criar empatia. É também a dupla protagonista que dá os simpáticos toques cômicos, quando o piloto tenta disfarçar a flagrante falta de ambientação da deusa com a agitada Londres e o mundo dos humanos.
Quanto aos efeitos da sala de cinema, o 3D ajuda, mas o 4D, proporcionado pelas cadeiras vibratórias, parecia um tanto aleatório e não encaixava bem com as cenas.

 

 

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Sobrevivi ao Holocausto

Sobrevivi ao Holocausto, documentário dramático e biográfico de Marcio Pitliuk e Caio Cobra, 2014.


ENREDO: Passado dos 90 anos, o ainda ativo Julio Gartner, polonês de origem judaica e um dos últimos sobreviventes do Holocausto, viaja com a jovem Marina Kagan para revisitar os locais onde viveu até os 15 anos, onde esteve cativo e, finalmente, por onde passou enquanto se recuperava dos sofrimentos físicos causados pelos 6 anos de perseguição e torturas diárias a que foi submetido, assim passando por Polônia, Áustria, Itália, França até voltar ao Brasil. Ele visita, por exemplo, Plaszow, povoado nos arredores de Cracóvia que recebeu um campo de concentração e para onde eram levados os judeus que sobreviveram ao extermínio do Gueto de Cracóvia, na Polônia; esse campo, dirigido pelo carniceiro Amon Göth, foi retratado no filme “A Lista de Schindler”.
Julio Gartner passou, entre outros, por Auschwitz e Mauthausen, locais que revisita, assim como a fazenda onde ficou escondido por alguns meses – até decidir se juntar ao seu irmão no gueto de Cracóvia – e onde reencontra o proprietário atual, que reconhece em Julio o judeu que abrigara.
Em meio a estas visitas, ele narra aquilo pelo que passou em cada lugar. Por exemplo, na Áustria, ele carregava inutilmente pedras morro acima, apenas para ter que carregá-las novamente morro abaixo, tal qual o mitológico castigo de Sísifo. Era a ideia nazista de humilhar física e moralmente para então chegar à aniquilação dos judeus.

 

AVALIAÇÃO: Brilhante projeto de Marcio Pitliuk, a filmagem nos leva a uma excursão de três semanas, onde vemos um Julio Gartner que não consegue expressar através de lágrimas seus sentimentos (e ele só veio narrar suas experiências em 2007), mas que, com uma narrativa muito objetiva, nos dá uma noção (noção! Porque algo além disso somente os que passaram pela experiência podem ter) do que significa ter sido prisioneiro dos nazistas. Cabe à jovem Marina Kagan, com aproximadamente a mesma idade que Julio tinha ao fim da guerra (22 anos), expressar os sentimentos que decerto são os da plateia que assiste a este dramático relato.
Eu temia não suportar a narrativa, mas ela acaba soando mais didática que dramática (ainda bem!) e, do jeito que é levada, o tempo flui quase sem ser percebido.
Vejam mais em http://www.sobrevivi.com.br/sobre.html

 

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Veja SP – Seja o crítico

Album de Familia - comentario de Roberto Blatt na Veja SP 29jan14
Seja o critico - Veja SP 20ago14 - Juntos e Misturados

Seja o critico - Veja SP 22abr15 - Risco Imediato

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It: A Coisa (It)

It: A Coisa (It), suspense de terror dramático baseado em Stephen King, dirigido por Andy Muschietti, 2017.

ENREDO: 1989. Os walkie-talkies ainda não haviam dado lugar aos celulares e o fliperama era a diversão dos adolescentes. Na pequena e (hmmmm) pacata cidade de Derry, o índice de mortes é seis vezes maior do que no país todo e o de crianças, maior ainda. Uma cidade amaldiçoada por uma praga recorrente – e que agora voltou e fez sua primeira vítima, Georgie Denbrough (Jackson Robert Scott). Diferentemente dos pais, que estão certos de que ele morreu, Bill (Jaeden Lieberher), seu irmão mais velho, tem a certeza de que George está perdido no sistema de esgotos da cidade. E ele se junta a seis amigos para, com a coragem que nem imaginam ter, descobrir o mal que atingiu a cidade, algo talvez mais arrepiante e aterrorizador do que o bullying feito pelos adolescentes que os perseguem, ou das agressões ou indiferença que alguns sofrem em casa. Vão topar com Pennywise (Bill Skarsgård), o palhaço que se alimenta das próprias fobias dos garotos.

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=dD264ZjfKlk

AVALIAÇÃO: Passado no final dos anos 80, quando não havia o celular, mas havia os walkie-talkies e o fliperama era a diversão dos adolescentes, o filme tem a seu favor a abordagem da importante questão do bullying (em casa e na rua) e das fobias autoalimentadas. Tem também um quê de romance, na figura de Berverly e de seus dois pretendentes, e traz um alívio cômico, na forma como apresenta os terrores dos protagonistas, os losers da escola:
1. Bill (Jaeden Lieberher) sofre com a gagueira e está inconformado com a perda do irmão menor, que saiu para brincar na chuva com um barco de papel que ele lhe fez.
2. Ben (Jeremy Ray Taylor) é o gordinho recém-chegado à cidade e não tem amigos – é ele quem investiga o misterioso passado do local.
3. Beverly (Sophia Lillis) é a menina que é tratada como “fácil” pelos colegas, apenas porque sabe bem o que quer e é mais liberal. No fundo, seu comportamento talvez seja reflexo do que sofre com o pai (Stephen Bogaert).
4. Richie (Finn Wolfhard) é o nerd de óculos fundo-de-garrafa; talvez o personagem mais engraçado de todos.
5. Mike (Chosen Jacobs) ainda tem pesadelos com o incêndio que matou os pais e sua impotência para salvá-los.
6. Eddie (Jack Dylan Grazer) é o hipocondríaco, cuja doença é alimentada pela mãe. Não vive sem sua bombinha para asma. Um personagem talvez tão cômico quanto o Richie de Finn Wolfhard.
7. Stanley (Wyatt Oleff), mesmo sendo filho de um rabino, nem ao menos sabe as rezas para a cerimônia de sua maioridade religiosa, o Bar Mitzvah. Vive atormentado pela imagem de uma mulher com o rosto distorcido, que seria sua mãe.

O problema é que o filme fica muito dependente de efeitos visuais e especiais e, exceto pelo primeiro susto (e que susto!), os outros não são tão fortes. Comparar com a telessérie da década de 90, tendo visto apenas alguns teasers, é difícil, mas o Pennywise de Tim Curry parecia bem mais assustador…

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O Jantar (The Dinner)

O Jantar (The Dinner), drama roteirizado e dirigido por Oren Moverman, 2017.  D

ENREDO: Um jantar exclusivo, três meses para se conseguir uma reserva. E, agora que o prestigiado deputado e candidato a governador Stan Lohman (Richard Gere) a tem, sua cunhada Claire (Laura Linney) não quer perder a oportunidade. Difícil é convencer o recluso marido, Paul (Steve Coogan, de Philomena) a aceitar o convite, mas a missão tem sucesso. E agora, os três, mais a segunda esposa de Stan, Katelyn (Rebecca Hall), vão ter que lidar com um tema espinhoso, que envolve um crime que teria sido cometido pelos filhos adolescentes dos casais Lohman (Charlie Plummer, Seamus Davey-Fitzpatrick e Miles J. Harvey). Para Claire, tudo não passa de um acidente e “o que foi feito, está feito”. E ela, centralizadora e dominante, quer poupar o marido, fragilizado por transtornos psiquiátricos. Mas Stan está disposto a largar a candidatura e fazer justiça, o que agrava os já agudos conflitos com o irmão, já que sua decisão pode definir o futuro das duas famílias.

TRAILER: https://youtu.be/bc8oaL_kZMg

AVALIAÇÃO: Laura Linney e Richard Gere, a dupla de protagonistas do sensacional suspense A Última Profecia, é reunida 15 anos depois neste drama pretensioso e arrastadíssimo, que só tem como mérito o forte dilema moral que é o centro da trama e que só ganha algum pique no final. De resto, um filme tão pomposo e indigesto como é o jantar para os dois casais.

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Dupla Explosiva (The Hitman’s Bodyguard)

Dupla Explosiva (The Hitman’s Bodyguard), comédia de ação de Patrick Hughes, 2017. 

ENREDO: Michael Bryce (Ryan Reynolds, de Deadpool) é um bem-sucedido “agente de proteção executivo AAA” de personalidades, digamos, não tão limpas. Depois de perder um cliente para um tiro certeiro, sua carreira ruiu e ele transformou-se em guarda-costas de aluguel.
Vladislav Dukhovich (Gary Oldman), o impiedoso ex-ditador da Belarus que exterminou populações inteiras, foi finalmente levado a julgamento na Corte de Haia, na Holanda. Para que ele não volte ao poder, é crucial o testemunho do matador de aluguel encarcerado Darius Kincaid (Samuel L. Jackson), que aceita fazê-lo mediante um acordo para que sua esposa (Salma Hayek) seja libertada da prisão.
A missão da Interpol: levar Kincaid da Inglaterra a Holanda em segurança, o que não será nada fácil, já que o ditador colocou dezenas de capangas atrás dele e, assim, a agente da Interpol Amelia Roussel (Elodie Yung) e o próprio Kincaid são os únicos sobreviventes do comboio que segue para Haia. Percebendo que alguém do seu meio “entregou” a missão para Dukhovich, Roussel sabe que só pode confiar no seu ex-namorado, Michael Bryce, que se afastou dela porque sempre a culpou pela ruína da carreira. Mas, pior que reencontrá-la, é descobrir que o alvo de sua proteção será justamente seu antigo desafeto profissional…

TRAILER: https://youtu.be/t7Q0Lr_bTfk

AVALIAÇÃO: Uma dupla de “mocinhos, mas nem tanto” que se detesta mas tem que lutar unida e escapa de tiros, explosões e perseguições, um capanga indestrutível (Yuri Kolokolnikov) – o clichê dos filmes de ação é repetido sem parar nesse filme. Mas, opa, este não é somente um filme de ação, é uma comédia de ação, inverossímil, improvável e… perfeita, como já anunciava o trailer. O veterano Gary Oldman faz uma ponta, mais uma vez no papel de vilão impiedoso que lhe cai tão bem, e Salma Hayek está perfeita como a desbocada e boa de briga namorada do desbocado e bom de briga Darius Kincaid (Samuel L. Jackson). Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson têm uma química perfeita, dois protagonistas de ficha não tão limpa, mas, claro, como era de se esperar, duas boas pessoas.
Os grandes pontos cômicos do filme são as expressões de surpresa de Samuel L. Jackson e os cortes precisos na trilha sonora, que vai desde a melosa “I’ll always love you”, de Whitney Houston (certamente não por coincidência utilizada em “O Guarda-Costas”), passando por Lionel Richie e outros sucessos melosos e arrematada pela dançante “Dancing In The Moonlight”, de King Harvest.

 

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