O Rei do Show (The Greatest Showman)

O Rei do Show (The Greatest Showman), drama musical biográfico de Michael Gracey, 2017. 

ENREDO: Ela (Skylar Dunn), da alta sociedade. Ele (Ellis Rubin), filho do humilde alfaiate (Will Swenson) que presta serviço para o pai dela (Fred Lehne). Uma paixão adolescente, que vai se mantendo na correspondência que ambos trocam por anos. Então, o casamento, contra a vontade da família dela. Agora, Phineas Taylor Barnum, o P. T. Barnum (Hugh Jackman, quando adulto) quer dar a Charity (Michelle Williams, quando adulta) e às filhas (Austyn Johnson e Cameron Seely) o luxo que a esposa tinha em casa.
A perda do emprego é a oportunidade que surge para empreender. Ele consegue um empréstimo bancário e compra um museu de cera, mas as filhas o alertam de que um museu sem atrações vivas não vai dar certo. E com razão. E aí começa nossa história, quando Barnum resolve que seu museu terá um espetáculo à base de “aberrações”: um rapaz de estatura diminuta (Sam Humphrey) será o general Napoleão Bonaparte, montado em seu cavalo branco. Um gigante (Radu Spinghel), uma mulher barbada (Keala Settle), irmãos siameses (Yasaku Komori e Danial Son), um sujeito extremamente obeso (Daniel Everidge), um garoto-cachorro (Luciano Acuna Jr.) irmãos trapezistas (Zendaya, do recente Homem Aranha, e Yahya Abdul-Mateen II), outras excentricidades e os tradicionais animais compõem essa grande atração.
Se P. T. consegue bom público assim, por outro lado suas apresentações também trazem protestos de arruaceiros racistas e discriminadores e ele recebe do famoso crítico James Gordon Bennett (Paul Sparks) a alcunha de embusteiro, e seu museu, de “circo” – o que Phineas espertamente transforma em propaganda. E mais um lampejo: P. T. traz para junto de si Phillip Carlyle (Zac Efron), de família tradicional e cujas peças fazem sucesso na alta classe – a pessoa certa para introduzi-lo no mundo certo. (“Você tem o jeito certo para o show business”, diz Barnum a Phillip. “Para o quê???” “É uma palavra que acabo de inventar”).
O sucesso é grande e Phillip consegue um convite para se apresentarem para a Rainha Victoria (Gayle Rankin), quando eles conhecem “o rouxinol sueco”, a famosa cantora Jenny Lind (Rebecca Ferguson). Em mais uma jogada brilhante, P. T. leva a cantora para uma turnê na América, Mas e seu circo, onde fica? O que Barnum quer, mostrar para os sogros que pode ser superior a eles? Ele almeja reconhecimento do mundo todo? Ele sacrificaria a família por isso?

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=r5R6CVp_JzU e https://www.youtube.com/watch?v=PXrA0RUR6uk

AVALIAÇÃO: Romanceado, floreado com certeza, mas P. T. Barnum (Hugh Jackman) foi considerado um filantropo e, se explorava bichos e seres humanos exóticos, deve-se encarar isso com o olhar do século retrasado. E, como diz o protagonista, pelo menos com ele suas “aberrações” eram valorizadas e ganhavam um sustento (e o filme os mostra contentes por terem nos colegas uma família e um círculo de amizades que nunca haviam tido).
E não que o filme amenize de todo a discriminação social e racial, como deixam bem evidentes algumas cenas onde Barnum esconde sua trupe da alta classe ou quando Phillip (Zac Efron) hesita em se envolver com trapezista morena (Zendaya), temeroso da opinião dos pais.
Um musical de primeira, com atuações, enredo e trilha empolgantes. Dá gosto de ver o polivalente Hugh Jackman, o Logan/Wolverine, dando um show como dançarino, além de cantar. Keala Settle, Zendaya e Zac Efron estão igualmente ótimos e este último se descola dos papéis recentes, baseados em seu visual, mais que no desempenho.

 

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Jumanji: Bem-vindo à Selva (Jumanji: Welcome to the Jungle)

Jumanji: Bem-vindo à Selva (Jumanji: Welcome to the Jungle), comédia de aventura de Jake Kasdan, 2017.

ENREDO: Spencer (Alex Wolff) fez o trabalho escolar de Fridge (Ser’Darius Blain) e ambos foram pegos e mandados para a diretoria. Bethany (Madison Iseman), ávida pelos likes nas redes sociais, não desgrudou do celular nem na hora dos testes e foi mandada à diretoria. Martha (Morgan Turner) se recusou a participar da aula de Educação Física e… Como castigo e aprendizado, vão passar o dia trabalhando na área de reciclagem do colégio, onde acabam topando com um antigo videogame, que começam a experimentar. Depois que cada um escolhe seu avatar, são sugados para dentro do jogo e lançados na selva de cheia de perigos de Jumanji.
O avatar do medroso, tímido, superprotegido, alérgico e hipocondríaco Spencer agora é o Dr. Smolder Bravestone (Dwayne Johnson), arqueologia atlético e bom de briga.
O atlético Fridge perdeu 30 cm de altura e agora é o zoólogo Franklin “Moose” Finbar (Kevin Hart).
A reclusa e tímida Martha tornou-se a poderosa Ruby “Matadora de Homens” Roundhouse (Karen Gillan), hábil em artes marciais.
A bela e fútil Bethany virou um “gorducho de meia idade”, o cartógrafo Dr. Shelly Oberon (Jack Black)
Eles terão que trabalhar em equipe, usando suas habilidades do mundo real e as de seus avatares, para resgatar um cristal que está em posse do vilão van Pelt (Bobby Cannavale) e recolocá-lo no lugar de origem, salvando Jumanji da destruição. Mas eles e seus avatares também têm fraquezas e podem queimar suas vidas e… game over!!

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=y0oqJGwi42M

AVALIAÇÃO: O quarteto de protagonistas tem uma química perfeita, a aventura na selva 3D impressiona bem, mas o melhor mesmo é a metamorfose que o enredo cria para cada um dos personagens. Aventura e comédia a mil com o rechonchudo Black Jack como o avatar da garota mais cobiçada do colégio e agora um cientista com um fraco por homens fortes, o pequeno Kevin Hart e suas caras e bocas como avatar do atleta da turma, o muralha Dwayne Johnson soltando uns “oy vey” (“ai ai!”) e demorando para se tocar que não é mais uma jovem tímida e medrosa e a sensual Karen Gillan sofrendo para largar o desengonço de sua persona na vida real.

 

 

 

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Suburbicon – Bem-vindos ao Paraíso (Suburbicon)

Suburbicon – Bem-vindos ao Paraíso (Suburbicon), suspense dramático com toques cômicos, com roteiro de Ethan e Joel Coen, coproduzido, corroteirizado e dirigido por George Clooney, 2017.

ENREDO: 1959. Nada perturba a paz na simpática, idílica e pacata Suburbicon, cidadezinha composta por um condomínio de casas num provável subúrbio americano. O assassinato de Rose Lodge (Julianne Moore), após sua família ser feita refém de assaltantes em sua casa, e a investigação policial para a captura dos criminosos mudam esse quadro. O viúvo, Gardner Lodge (Matt Damon), procura refazer a vida, ajudado por Margaret (novamente Julianne Moore), irmã gêmea de Rose. Mas os assassinos (Alex Hassell e Glenn Fleshler) ainda não estão satisfeitos. E nem o inspetor de seguros (Oscar Isaac), que vem fazer diligências a respeito da apólice da falecida. Enquanto isso, a chegada dos Mayer (Kamirah Westbrook e Leith M. Burke), a primeira família negra no local, põe a cidade em ebulição. No meio da tormenta está Nicky (Noah Jupe, um dos astros-mirins de Extraordinário), filho de 12 anos dos Lodge, que começa uma amizade com o filho dos Mayer, Andy (Tony Espinosa) e que, ao mesmo tempo, descobre que há algo muito mal explicado no assassinato da mãe.

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=cBezc1S1BAQ

AVALIAÇÃO: O filme já começa mostrando a que veio quando vemos o sorridente carteiro da cidade (Steve Monroe) chocado ao descobrir que os Mayer são negros (o nome judaico para a família só pode ser mais uma cutucada da parte dos roteiristas nos racistas de plantão…). Em paralelo com a crescente tensão racial, um crime pretensamente perfeito que se transforma numa comédia de erros, como os irmãos Coen já haviam criado em Fargo.
Engraçado, tenso e com uma crítica feroz ao racismo, o filme é uma ótima diversão, com destaque para a atuação de Julianne Moore e Oscar Isaac, que protagonizam uma cena longa e tensa até desembocar no seu clímax.

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Roda Gigante (Wonder Wheel)

Roda Gigante (Wonder Wheel), drama escrito e dirigido por Woody Allen, 2017. 

ENREDO: Sempre amarga, a garçonete Ginny (Kate Winslet) arruma consolo nos braços do jovem salva-vidas Mickey (o cantor-ator Justin Timberlake) em Coney Island, na Nova Iorque dos anos 50. É assim que ela consegue amenizar a vida ao lado do marido grosseiro, Humpty (Jim Belushi), humilde operador de carrossel num parque de diversões onde eles vivem, e os problemas que lhe causa o filho (Jack Gore), um incendiário-mirim. Mas esse equilíbrio precário é rompido quando chega para morar com eles Caroline (Juno Temple), filha do primeiro casamento de Humpty, que largou o marido mafioso e agora tenta se esconder dele, que quer levá-la de volta – ou eliminá-la, já que ela foi pressionada pelo FBI a testemunhar contra ele. Para agravar o quadro, não é só em casa que a vinda de Caroline vai trazer problemas para Ginny.

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=ei0H3q2k6-U

AVALIAÇÃO: Sempre acompanhado pelas trilhas de jazz que Allen tanto adora, o enredo anos-50 vai meio arrastado e só pega fogo (se tanto) no final, quando as relações começam a ficar transparentes – e quando surge um final até que interessante. O trailer já não prometia muito mesmo… Balanço: Allen tem acertado bem mais em dramas criminais. E o filme dá mesmo é saudades das comédias criminais do diretor, como Um Misterioso Assassinato em Manhattan e O Escorpião de Jade, onde sua atuação como protagonista faz toda diferença.

 

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Lumière! A Aventura Começa (Lumière! L’Aventure Commence)

Lumière! A Aventura Começa (Lumière! L’Aventure Commence), documentário histórico composto e narrado por Thiery Frémaux, 2016. 

ENREDO E AVALIAÇÃO: O vídeo não foi invenção dos irmãos Auguste e Louis Lumière, mas pode-se dizer que o cinema tenha sido. Entre 1895 e 1905, eles fizeram 1.422 extremamente-curtas-metragens utilizando sua criação, o cinematógrafo, e o diretor do festival de Cannes, Thiery Frémaux, escolheu 108 dentre os remanescentes, com 50 segundos cada, para apresentar a obra dos irmãos. Com imagens restauradas e trilha do compositor Camille Saint-Saëns, o filme se inicia com cenas dos operários saindo do expediente da fábrica dos Lumière em Lyon e depois avança em seções que mostram o cotidiano das famílias dos irmãos e de sua cidade, depois expandindo para o resto da França e para o mundo. No estrangeiro, é digna de nota a visita ao Vietnã, onde crianças pobres são mostradas de forma humilhante, correndo atrás de moedas atiradas por senhoras da elite colonial francesa, mas onde também se podem ver crianças maltrapilhas correndo sorridentes em busca da câmera que delas se afasta.
Mas não é só do cotidiano da cidade que se alimentavam os irmãos. Há seções destinadas a esportes, lazer, trabalho e comédia. Destaque para a família de artistas circenses amiga dos Lumière tentando encaixar seu espetáculo em apressados 50 segundos, e para as trapalhadas dos soldados em treinamento, que rendem um comentário irônico do diretor a respeito das derrotas militares da França.
Ao longo do documentário, o diretor mostra técnicas e truques de filmagem dos irmãos e destaca alguns pontos que hoje seriam considerados falhas, mas que contribuem para o charme do filme: as pessoas que fitam a câmera ou que perdem a naturalidade da interpretação por se saberem filmadas, o braço do cinegrafista que aparece empurrando um “ator” não convidado, e por aí vai…
No letreiro de despedida, mais um toque de graça do ator que conduz o quadro final da compilação. E, para não dizer que tudo é positivo, algumas das 108 peças podem cansar pela banalidade ou repetição.

TRAILER: https://youtu.be/hdg2YtK0ga4

 

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Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha (Victoria & Abdul)

Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha (Victoria & Abdul), drama biográfico de Stephen Frears, 2017. 

ENREDO: 1887. Dois indianos são escolhidos para levar uma medalha em homenagem ao Jubileu de Ouro do reinado de Victoria (Judi Dench), rainha do Reino Unido e Imperatriz da Índia. Cansada dos protocolos da corte, Victoria se encanta com o enviado Abdul Karim (Ali Fazal) e requisita que ele se torne parte se seu séquito; e, assim, o pobre Mohammed Buksh (Adeel Akhtar), que o acompanhava na entrega da medalha, torna-se oficialmente seu servo e, para seu desgosto, ficarão por anos a serviço da rainha.
Abdul ameniza a solidão de Victoria, viúva desde tenra idade e carente de amizades desde a perda de seu criado favorito, John Brown. Ela passa a sentir o gosto da vida e esmera-se em aprender o urdu (idioma dos muçulmanos da Índia) e a cultura do protegido. Mas, para o primeiro-ministro, Lord Salisbury (Michael Gambon), tanta intimidade conduz a monarquia a uma crise. E, para o staff da rainha, um indiano arrogante, de cor escura e muçulmano não pode superá-los. Começa o complô para indispor Abdul com a rainha. Se não der certo, Albert Edward “Bertie” (Eddie Izzard), príncipe-herdeiro impaciente com a longevidade da mãe, pensa em conseguir declará-la insana. A rebelião se instala na corte.

TRAILER: https://youtu.be/S4a7zu8htjc

AVALIAÇÃO: Momentos cômicos dão a tônica inicial, a começar pela dupla mais disparatada possível escolhida para levar a medalha para a rainha. Deveriam ser dois sujeitos altos, mas um deles havia caído de um elefante e teve que ser substituído às pressas por um de estatura bem menor e, digamos, não muito fotogênico. Mas, a partir daí, o drama se estabelece: o pobre Mohammed (Adeel Akhtar), ansioso pelo retorno à Índia, fica atrelado a Abdul, o escolhido da rainha, e sua vida na Inglaterra é seu infortúnio. Se a amizade entre Abdul e a rainha traz momentos de uma carinhosa relação protetora-afilhado, as intrigas para derrubá-lo vão dar o segundo foco ao filme: apesar de alguns momentos de comicidade, é a tensão dramática que predomina.
O diretor pontua de forma aguçada alguns pontos de contraste entre colônia e metrópole: se, para os ingleses, os indianos eram um povo menos desenvolvido, para os recém-chegados indianos muitos hábitos dos ingleses soavam o mesmo. E, se a Índia era um país pobre e miserável, a Inglaterra também tinha sua patente miséria urbana (a chegada no porto é o exemplo mais óbvio disso).
Finalmente, a interpretação (mais uma vez) expressiva de Judi Dench e a figura simpática de Ali Fazal rendem mais pontos a esse drama baseado em fatos reais.

 

 

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Extraordinário (Wonder)

Extraordinário (Wonder), drama corroteirizado e dirigido por Stephen Shbosky, baseado no best-seller de R.J. Palacio, 2017.

ENREDO: Isabel (Julia Roberts) teve que abandonar sua dissertação de tese e sua carreira com a vinda de seu segundo filho, August (Jacob Tremblay, que despontou com O Quarto de Jack), pois Auggie nasceu com um problema genético que lhe prejudicava a fala, audição, respiração e deglutição, tendo sido submetido a 27 cirurgias e exigindo cuidados constantes. A mãe foi sua professora até seus dez anos de idade, e agora é hora de enfrentar um colégio regular. “Enfrentar” é a palavra, pois, mesmo depois de tantas cirurgias, Auggie é portador de uma marcante deformidade facial, ideal para o bullying permanente dos colegas, que o tratam como uma anomalia contagiosa. Mas Auggie é inteligente e cativante e quem sabe poderá virar o jogo.

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=6g80d7igX0k

AVALIAÇÃO: O trailer desencoraja porque dá a impressão de conter “as melhores cenas de bullying e de superação”. E o filme tem clichês: os pais temerosos com o primeiro dia de aula de Auggie, a turma dos alunos que praticam assédio, os grandões valentões, os falsos amigos, os que só querem ter “um amigo legal, pra variar”…
Mas o filme vai além: a mãe (Julia Roberts) tem a palavra certa para encorajar o filho a enfrentar as situações, sem, no entanto, superprotegê-lo; e o pai (Owen Wilson, cujo papel aqui lembra em certo momento o de outro filme seu, Marley & Eu) consegue extrair a graça das situações e inspirar o alto astral.
E mais uma pegada diferente, que o trailer não mostra, são as subtramas dedicadas aos dramas dos personagens que orbitam à volta de Auggie, e que rendem histórias interessantes: Olivia (Izabela Vidovic), a irmã adolescente, cujos problemas são sempre secundários para os pais. Miranda (Danielle Rose Russell) a melhor amiga de Olivia, que agora a evita. E Julian Russell (Noah Jupe), incumbido pelo compreensivo diretor da escola (Mandy Patinkin) de ser um dos novos amigos de Auggie.

 

 

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Depois Daquela Montanha (The Mountain Between Us)

Depois Daquela Montanha (The Mountain Between Us), suspense dramático de aventura de Hany Abu-Assad, 2017.

ENREDO: A repórter fotográfica Alex Martin (Kate Winslet) vai se casar no dia seguinte. O cirurgião Ben Bass (Idris Elba) tem uma cirurgia marcada também para o dia seguinte. Mas o voo deles foi cancelado por causa de uma nevasca. Assim, Ben aceita a sugestão de Alex e, juntos, fretam um bimotor. Para azar deles, o piloto (Beau Bridges, irmão mais velho de Jeff), sofre um AVC e o avião cai. Pior ainda, o piloto não registrou plano de voo, não há sinal de celular e eles estão perdidos nas Montanhas Rochosas. Ben confia que o sinalizador do avião lhes trará o resgate em breve, mas, mesmo com a perna seriamente ferida, Alex prefere partir em busca de socorro a esperar pela sua chegada, pois, sob aquela neve pesada, vale a regra dos três 3: eles só poderão resistir três semanas sem comida, três dias sem água e três horas sem abrigo. Assim, na companhia do cachorro do piloto, eles partem daquele vazio para… para onde?

TRAILER: https://youtu.be/k-cdPmoQEsc

AVALIAÇÃO: Um bom filme, mais para drama que suspense ou propriamente aventura. Mas cansa em alguns momentos e dá a impressão de que esticaram o final além da conta. Caro diretor, aceita uma sugestão de onde deveria ter parado?

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Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049)

Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049), suspense dramático de ficção científica de Dennis Villeneuve, produzido por Ridley Scott, 2017.  D

ENREDO: Na Los Angeles distópica e deprimente de 2049, os humanos convivem em harmonia com replicantes da geração Nexus-9, androides quase humanos, mas desprovidos de sentimentos, e, assim, incapazes de revoltas como as promovidas por espécimes das gerações Nexus-6 a Nexus-8, fabricados pela Tyrell Corporation.
K (Ryan Gosling), um policial caçador de androides (“blade runner”), é enviado pela superior (Robin Wright) para “aposentar” mais um replicante rebelde remanescente da geração mais antiga (Dave Bautista) e descobre que, 30 anos antes, uma dessas androides (Sean Young) teria tido um filho com um humano, um sinal de que a linha divisória entre eles estaria rompida, um potencial caos para a civilização. As pistas levam K ao aposentado e recluso blade runner Richard Deckard (Harrison Ford).
Para o poderoso Niander Wallace (Jared Leto), fabricante dos Nexus-9, a existência de androides capazes de procriar seria extremamente útil para aumentar sua linha de produção, mas o segredo desta capacidade reprodutora havia sido destruído com a falência da Tyrell e o apagão digital de 2022. Agora Wallace é quem está atrás do que Deckard poderia revelar.

TRAILER: https://youtu.be/9Kfc8mo5XG8

AVALIAÇÃO: Os efeitos visuais não parecem ganhar nada com o 3D, a trilha sonora lembra em algo a original, de Vangelis, mas é mais barulho mesmo. Dennis Villeneuve fez um ótimo “A Chegada”, mas uma arrastada versão de “O Caçador de Androides”. Se não tivesse quase 3 horas, talvez desse para encarar. Para ver e se entediar. Ou até dormir.

OBS.: Uma explicação sobre o título: https://en.wikipedia.org/wiki/Blade_Runner_(a_movie).

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Polícia Federal: A Lei é Para Todos (Os Bastidores da Operação Lava Jato)

Polícia Federal: A Lei é Para Todos (Os Bastidores da Operação Lava Jato), suspense policial e ação baseado em fatos reais de Marcelo Antunez, 2017.

Polícia Federal - A Lei é Para Todos

ENREDO: No final dos anos 90, o maior doleiro do país, Alberto Youssef (Roberto Birindelli), foi pego no chamado “Escândalo do Banestado” e fez seu acerto com a Justiça. Dez anos depois da CPI que investigou o assunto, uma operação da Polícia Federal contra traficantes de cocaína desemboca num Lava Rápido que lavava dinheiro e tinha por trás a figura de dois doleiros. Um deles é novamente Alberto Youssef. E desta vez, não há como escapar da prisão. Assim, a equipe comandada pelo delegado Ivan Romano (Antonio Calloni), decepcionada com tanto prende-solta e com as poucas punições obtidas com o caso Banestado, tem novo ímpeto para se juntar e iniciar mais uma investigação. Ivan, seus subordinados Bia (Flávia Alessandra), Vinicius (João Baldasserini), Julio Cesar (Bruce Gomlevsky) e Edu (Samuel Toledo) e os procuradores Pedro Henrique (Leonardo Franco) e Ítalo Agnelli (Rainer Cadete, fazendo um personagem baseado no procurador Deltan Dallagnol) mal têm ideia de que um tal de Paulo Roberto Costa (Roney Facchini), arrogante e até então obscuro ex-diretor da Petrobras, será apenas a primeira das personalidades do mundo político a cair na malha fina da operação. Daí para frente, com a operação se aproximando do ex-presidente Lula (Ary Fontoura), a equipe sabe que as tentativas de sabotagem serão cada vez maiores.

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=WdgD4g-JfFA

AVALIAÇÃO: Suspense policial e ação de primeira, que faz frente aos de Hollywood. O filme já começa com o irônico aviso de que trata de fatos “ocorridos entre abril de 1500 e o ano de 2016”.
O roteiro se encarrega de criar cenas de ação e perseguição muito boas e deixa bem explicada a parte investigativa (muitas vezes na narração do personagem de Antonio Calloni, baseado no delegado federal Igor Romário de Paula).
O personagem mais marcante é certamente o impetuoso e esquentado Júlio Cesar (Bruce Gomlevsky), policial hábil em desvendar o fluxo do dinheiro do esquema criminoso, revoltado com os obstáculos colocados contra a operação, e que tem que lidar também com pesados dramas pessoais: o câncer da mãe (Iaçanã Martins) e a oposição do pai (Genésio de Barros), defensor do governo petista.
Quanto às semelhanças com personagens reais, Ary Fontoura pode não ser a cara e a voz de Lula, mas caracteriza bem a prepotência e o desprezo do desbocado ex-presidente. Roberto Birindelli lembra muito Alberto Youssef, Roney Facchini é a cópia de Paulo Roberto Costa. E Marcelo Serrado, a do circunspecto juiz Sérgio Moro. Mas o campeão de semelhanças é o ator que faz o “japonês da federal”, pena que numa curtíssima aparição.
Um dos momentos mais marcantes do filme é o da entrevista coletiva na qual o delegado vivido por Antonio Calloni tem que ressaltar que as falcatruas nos contratos da Petrobras não atingiram 59 milhões, mas sim 59 bilhões de reais.
Recomendação: ficar até a hora dos créditos finais, quando aparecem cenas dos depoimentos reais.
Esse filme vai até a condução coercitiva de Lula e tem as partes 2 e 3 já programadas.

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Sobrevivi ao Holocausto

Sobrevivi ao Holocausto, documentário dramático e biográfico de Marcio Pitliuk e Caio Cobra, 2014.


ENREDO: Passado dos 90 anos, o ainda ativo Julio Gartner, polonês de origem judaica e um dos últimos sobreviventes do Holocausto, viaja com a jovem Marina Kagan para revisitar os locais onde viveu até os 15 anos, onde esteve cativo e, finalmente, por onde passou enquanto se recuperava dos sofrimentos físicos causados pelos 6 anos de perseguição e torturas diárias a que foi submetido, assim passando por Polônia, Áustria, Itália, França até voltar ao Brasil. Ele visita, por exemplo, Plaszow, povoado nos arredores de Cracóvia que recebeu um campo de concentração e para onde eram levados os judeus que sobreviveram ao extermínio do Gueto de Cracóvia, na Polônia; esse campo, dirigido pelo carniceiro Amon Göth, foi retratado no filme “A Lista de Schindler”.
Julio Gartner passou, entre outros, por Auschwitz e Mauthausen, locais que revisita, assim como a fazenda onde ficou escondido por alguns meses – até decidir se juntar ao seu irmão no gueto de Cracóvia – e onde reencontra o proprietário atual, que reconhece em Julio o judeu que abrigara.
Em meio a estas visitas, ele narra aquilo pelo que passou em cada lugar. Por exemplo, na Áustria, ele carregava inutilmente pedras morro acima, apenas para ter que carregá-las novamente morro abaixo, tal qual o mitológico castigo de Sísifo. Era a ideia nazista de humilhar física e moralmente para então chegar à aniquilação dos judeus.

 

AVALIAÇÃO: Brilhante projeto de Marcio Pitliuk, a filmagem nos leva a uma excursão de três semanas, onde vemos um Julio Gartner que não consegue expressar através de lágrimas seus sentimentos (e ele só veio narrar suas experiências em 2007), mas que, com uma narrativa muito objetiva, nos dá uma noção (noção! Porque algo além disso somente os que passaram pela experiência podem ter) do que significa ter sido prisioneiro dos nazistas. Cabe à jovem Marina Kagan, com aproximadamente a mesma idade que Julio tinha ao fim da guerra (22 anos), expressar os sentimentos que decerto são os da plateia que assiste a este dramático relato.
Eu temia não suportar a narrativa, mas ela acaba soando mais didática que dramática (ainda bem!) e, do jeito que é levada, o tempo flui quase sem ser percebido.
Vejam mais em http://www.sobrevivi.com.br/sobre.html

 

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Veja SP – Seja o crítico

Album de Familia - comentario de Roberto Blatt na Veja SP 29jan14
Seja o critico - Veja SP 20ago14 - Juntos e Misturados

Seja o critico - Veja SP 22abr15 - Risco Imediato

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