Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming)

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-Man: Homecoming), ação e aventura de ficção dirigida e coescrita por Jon Watts, 2017.

ENREDO: Depois de lutar ao lado de Tony Stark, o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) (em Capitão América: Guerra Civil), o Homem-Aranha (Tom Holland) tem que conviver com a ideia de voltar a ser “apenas” o adolescente nerd, Peter Parker, morar com a tia May (Marisa Tomei), ter só um amigo na escola, o também nerd Ned (Jacob Batalon), babar pela beldade da escola, a veterana Liz (Laura Harrier), ser desprezado por todos os colegas, e particularmente ridicularizado pelos colegas Michelle (Zendaya) e Flash (Tony Revolori, de O Grande Hotel Budapeste). Seus apelos insistentes para voltar a trabalhar com o Homem de Ferro já irritam seu assistente, Happy Hogan (Jon Favreau, diretor da cinessérie Homem de Ferro); para Stark, o jovem ainda tem uma longa jornada antes de poder se juntar aos Vingadores.
Mas, ansioso por ação, o Aranha vai caçando criminosos menores, até que se depara com o Abutre (Michael Keaton), um vilão que anda construindo armamentos sofisticados com restos dos equipamentos alienígenas dos chitauri, recolhidos em Nova Iorque. Agora sim, ele terá um inimigo à altura.
E, como Peter Parker, vai ter que rebolar para conquistar Liz, esconder seu segredo da tia May e do sempre curioso Ned, evitar trapalhadas que o indisponham com o Homem de Ferro e… ufa, não furar com os colegas na competição estudantil nacional.

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=2x-2iYxgMFU

AVALIAÇÃO: Super-herói mais humano da Marvel, o Homem-Aranha/Peter Parker de Tom Holland é a perfeita representação do adolescente tímido e irrequieto, que encontra a paixão e descobre seu potencial, mas decepcionado por não poder concretizar nem um nem outro. Já o Homem de Ferro de Robert Downey Jr. é o adulto com espírito ainda adolescente, que entende perfeitamente aquilo pelo que o jovem está passando, mas que sabe que ele ainda não está pronto para o mundo.
As falas e os intérpretes dos heróis estão ótimos, há bons toques cômicos, os coadjuvantes Tia May (a sempre bela veterana Marisa Tomei) e Happy Hogan são um tempero bem-vindo no filme e Jacob Batalon está perfeito como o nerd Ned, o melhor amigo de Peter Parker. 130 minutos de humor e ação garantidos.

 

 

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Neve Negra (Nieve Negra)

Neve Negra (Nieve Negra), suspense dramático de Martin Hodara, 2017.

ENREDO: Passados quase 30 anos da perda trágica do irmão caçula, Juan (Iván Luengo), Marcos (Leonardo Sbaraglia, do ótimo No Fim do Túnel) volta para cumprir o último desejo do pai recém-falecido (Andrés Herrera) e enterrar suas cinzas ao lado do corpo do filho. Com a irmã (Dolores Fonzi) internada num hospital psiquiátrico, resta a Marcos convencer o recluso e agressivo irmão Salvador (Ricardo Darín) a mostrar onde foi enterrado o corpo de Juan e, mais difícil ainda, convencê-lo a aceitar a milionária proposta que o advogado deles (Federico Luppi) tem para o terreno do chalé da família, onde mora Salvador. Marcos e a esposa Laura (Laia Costa) não disfarçam sua pressa em resolver a questão, pois ela está grávida e eles enfrentam dificuldades financeiras. Mas o chalé é a vida de Salvador e é também onde estão suas lembranças – mesmo as da perda do irmão, pela qual o pai lhe culpara a vida toda. Os conflitos vão ficando mais evidentes e pesados segredos do passado vêm à tona.

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=YzOkCNQy-gQ

AVALIAÇÃO: O filme começa tão cansativo como a paisagem desolada e branca da neve da Patagônia que cerca o chalé isolado. Chega a dar sono. Só bem para o fim, quando os conflitos se intensificam e aparecem as revelações (que talvez não sejam tão surpreendentes assim) é que o filme desperta algum interesse, o que não o salva de ser mediano. E alguns podem não gostar do arremate da trama.

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Ao Cair da Noite (It Comes at Night)

Ao Cair da Noite (It Comes at Night), suspense dramático com toques de ficção e terror, roteirizado e dirigido por Trey Edward Shults, 2017.

Paul (Joel Edgerton, também produtor executivo do filme), a esposa Sarah (Carmen Ejogo) e o filho Travis (Kelvin Harrison Jr.) acabaram de enterrar o pai dela (David Pendleton), mais uma vítima da doença que assola a região – ou o país ou o mundo, pois não se sabe de onde veio nem até onde ela se espalhou. O trio vive isolado numa casa na floresta, evita ao máximo sair e faz de tudo para que sua presença não seja notada (e assim evitar que lhes roubem comida e água). Aventurar-se do lado de fora casa, somente com o uso de máscaras e roupas de proteção, e nunca sozinho ou de noite. Do lado de dentro, portas e janelas lacradas e o único acesso se dá pela porta vermelha, que somente Paul ou Sarah podem abrir. Nem o cachorro do avô está a salvo…
Até que um dia Will (Christopher Abbott) tenta invadir a casa. Aos poucos, Paul vai se certificando de que Will não é portador do mal e acaba por permitir que ele traga a esposa (Riley Keough) e o pequeno filho deles, (Griffin Robert Faulkner). Se Travis se envolve emocionalmente com os recém-chegados, Paul começa a levantar a guarda novamente e um ambiente de paranoia e conflitos vai se instalando. Os recém-chegados estão realmente livres da doença? Que perigo o cão anda percebendo? Quem abriu a porta vermelha? Onde terminam os sonhos doentios de Travis e começa a realidade?

TRAILER: http://www.imdb.com/video/imdb/vi3803035929

AVALIAÇÃO: O ambiente escuro da casa, os ruídos esporádicos da floresta e o cão que fareja algo que ninguém vê dão um ótimo clima ao filme, e a tensão se prolonga do começo ao fim. Mas é realmente muito difícil de se dizer se o filme é bom, ruim ou razoável. E fica a impressão de que nem o roteirista tem a resposta para algumas das perguntas que lança.
Para quem quer se aprofundar (SPOILERS): https://www.thrillist.com/entertainment/nation/it-comes-at-night-movie-ending-explained

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O Círculo (The Circle)

O Círculo (The Circle), suspense dramático corroteirizado e dirigido por James Ponsoldt, baseado no best-seller de Dave Eggers (também corroteirista), 2017.

ENREDO: O convite de Annie (Karen Gillan) para o processo seletivo d’O Círculo, a superempresa de mídias digitais e tecnologia, muda a vida da amiga Mae (Emma Watson, da cinessérie Harry Potter). Com a contratação, ela pode esquecer seu carro caindo aos pedaços, a rotina sem graça de seu trabalho e os problemas financeiros com o caro tratamento da esclerose múltipla do pai, já que Anne coloca os pais de Mae (Glenne Headly e o recentemente falecido Bill Paxton) no plano de saúde da empresa. Confiando no potencial da amiga, Anne lhe abre as portas para os dois executivos principais da empresa, Bailey (Tom Hanks) e Stenton (Patton Oswalt). Mas essa vertiginosa subida terá seu preço: Mae concorda em ceder todos os detalhes de sua vida pessoal para o novo projeto de transparência d’O Círculo, que vai mostrá-los a bilhões de pessoas ao redor do mundo. Porém, a vida de Mae está entrelaçada a outras, e, voluntária ou involuntariamente, ela cede também a intimidade se seus pais e de seu melhor amigo (apaixonado por ela, mas não correspondido), Mercer (Ellar Colltrane). Um preço grande a pagar, talvez com trágicas consequências, a não ser que ela saiba a hora de voltar atrás.

TRAILER:http://www.imdb.com/video/imdb/vi3222058521?playlistId=tt4287320&ref_=tt_ov_vi

AVALIAÇÃO: “Saber é bom; saber tudo é melhor” (“Knowing is good knowing everything is better”), frase citada pelo personagem de Tom Hanks que é a chamada do filme, dá ideia do que pretende “O Círculo” ao colocar sua funcionária Mae (Emma Watson) no centro das atenções mundiais, devassando sua vida íntima. Ela topa. Mas a que custo? E ficam as perguntas: tanta transparência é boa? É redentora ou escravizadora? Se é aplicada a um indivíduo, não deveria ser a todos?
Nestes tempos de internet onde todos se expõem, a premissa do filme e as questões que ele levanta são ótimas, mas o trailer indica que a abordagem parece ser um tanto vazia, com uma condução muito simplista – e assim é. O enredo força escancaradamente diversas situações, para então chegar ao final pretendido pelo autor. Depois de Negócio das Arábias, Tom Hanks estrela (e coproduz) mais um filme baseado num livro de Dave Eggers. E, mais uma vez, o resultado é morno, arrastado e decepcionante, agravado ainda pelas atuações insossas… Culpa do livro, da versão cinematográfica ou de ambos?

 

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O Cidadão Ilustre (El ciudadano ilustre)

O Cidadão Ilustre, (El ciudadano ilustre), comédia dramática de Gastón Duprat, Mariano Cohn, 2016.

ENREDO: O discurso do escritor argentino Daniel Mantovani (Oscar Martínez) ao receber o Nobel de Literatura é um discurso de rejeição ao prêmio. Assim, dá para entender as recusas às homenagens que lhe são oferecidas ao redor do mundo nos anos seguintes. Ele acaba cedendo a uma delas em particular e aceita receber a Medalha de Cidadão Ilustre da prefeitura de Salas, seu vilarejo natal, de onde havia “escapado” havia quase 40 anos e ao qual nunca mais retornara, mas que serviu de pano de fundo para seus romances. Em breve, o antissocial escritor está desfilando no carro de bombeiros, ministrando palestras sobre literatura para um público cada vez menor, atuando como jurado do (medíocre) concurso de pintura da cidade, participando da inauguração de seu busto e de infinitos almoços e jantares em sua homenagem. Há também o lado bom: rever sua antiga amada, Irene (Andrea Frigero), e ser seduzido por uma tiete (Belén Chavanne) que tem idade para ser sua filha.
Mas a pequena Salas continua modorrenta e sem opções – o fato de Irene estar casada com seu velho e bronco amigo Antonio, o “Titi” (Dady Brieva), é sinal evidente disso. Daniel começa a perder a paciência com a cidade e o povo e a revelar toda sua arrogância – ele é agora o “artista despeitado, que em toda sua obra calunia sua própria comunidade”. De cidadão ilustre a elemento estranho em pouco tempo. É hora de partir.

TRAILER: http://www.imdb.com/title/tt4562518/videoplayer/vi4076714265?ref_=tt_ov_vi

AVALIAÇÃO: Enredo simples, mas muito esperto. “Um sujeito bem-sucedido e arrogante e que odeia sua cidade natal é convencido, por alguma razão, a retornar a ela, onde será homenageado. Lá chegando, encontra honrarias, mas também despeito e um ódio crescente”. É essa a essência do filme, mas as situações que este enredo rende são inúmeras. Se no início o ritmo é tão lento quanto a própria cidade e o filme chega a cansar, lá pelo meio começa uma tensão crescente e o filme torna-se uma boa diversão. Oscar Martínez está muito bem, mas Dady Brieva é quem rouba a cena como seu velho amigo cérebro-de-ostra.

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A Múmia (The Mummy)

A Múmia (The Mummy), ficção de ação, aventura e terror de Alex Kurtzman, 2017.

ENREDO: O sargento Nick Morton (Tom Cruise) e o cabo Chris Vail (Jack Johnson) são peritos em “levar suvenires” de cada descoberta arqueológica que presenciam nas missões contra extremistas no Iraque. Até que, após um bombardeio, encontram algo bem maior do que esperavam: a cripta com o sarcófago de Ahmanet (Sofia Boutella), uma princesa egípcia esquecida pelos livros de história. Para ficar com o trono, a “gentil” moça havia matado o pai, a mãe e o irmão recém-nascido e feito um pacto com o deus da morte, Anúbis. Capturada antes de cumprir o pacto, ela havia sido mumificada e enterrada viva longe do Egito. Mas agora, com o sarcófago sendo transportado para Londres, ela ficará livre para completar seu plano. E, por alguma estranha razão, Nick Morton está agora intimamente ligado a ela.

TRAILER: http://www.imdb.com/video/imdb/vi981711129?playlistId=tt2345759&ref_=tt_ov_vi

AVALIAÇÃO: 18 anos depois do início da moderna franquia de A Múmia, com seu toque bem cômico (estrelada por Brendan Fraser, Rachel Weisz e John Hannah), surge essa nova versão. Muitos efeitos visuais (mas o 3D nem deveria fazer falta), muuuuita ação, e um roteiro que mistura uma adaga e um cristal com poderes malignos, cavaleiros medievais, a cruel herdeira de um faraó, zumbis e um patologista de nome Dr. Jekyll (Russell Crowe) que, claro, tem sua versão Mr. Hyde. E mais, para humanizar o personagem do aproveitador protagonsita, ele faz par romântico com uma arqueóloga (Annabelle Wallis). Confuso? Até que não, pois o roteiro consegue dar liga para esses elementos. O tempo passa rápido e o filme, apesar da história cheia de invenções e exageros, funciona como passatempo – é esquecível, mas divertido.

 

 

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Mulher-Maravilha (Wonder Woman)

Mulher-Maravilha (Wonder Woman), aventura e ação de ficção baseada em personagem da DC Comics, de Patty Jenkins, 2017.

ENREDO: Hipólita (Connie Nielsen), rainha das imortais amazonas, sempre evitou que a filha Diana (Lilly Aspell) fosse preparada para o combate. Mas como vencer a vontade da jovem? Assim, ela é treinada pela tia, a valorosa Antíope (Robin Wright). Agora uma adulta, Diana (Gal Gadot) é a melhor guerreira entre as amazonas e está ciente de que caberá a ela derrotar Ares, o deus da guerra – quando chegar a hora certa.
E ela chegou… É a Primeira Guerra Mundial, a “guerra para acabar com todas as guerras”, e o piloto americano Steve Trevor (Chris Pine), perseguido pelos alemães, cai nas águas da ilha de Temiscira e é resgatado por Diana. Submetido ao laço da verdade das amazonas, ele revela que estava em missão de espionagem contra os alemães e que havia roubado da Dra. Isabel Maru (Elena Anaya) a fórmula para a fabricação da arma biológica mais poderosa já inventada. Para Diana, está claro que esta é a guerra que teria que lutar um dia e ela deixa o conforto da ilha e parte junto de Trevor para a frente de batalha. Antes, eles terão que passar por Londres e convencer Sir Patrick Morgan (David Thewlis) de que o armistício proposto pelas Potências Centrais jamais vingará, pois a Dra. Maru e seu chefe, o, General Erich Ludendorff (Danny Huston) estão prestes a criar uma versão mais potente ainda da fórmula roubada pelo piloto. Para Diana não há mais dúvida: o General Ludendorff é o temível deus da guerra a quem cabe a ela derrotar para que a paz reine entre os humanos.

TRAILER: https://youtu.be/I6Gj8Fvukk4

AVALIAÇÃO: Uma boa explicação sobre a origem da Mulher-Maravilha, depois muita ação e aventura (talvez com algum excesso de cenas em câmera lenta) e vilões bem escolhidos. Gal Gadot e Chris Pine se bastariam como o lado “do bem” e os papeis dos seus companheiros de luta, Sameer (Said Taghmaoui), Charlie (Ewen Bremner) e O Chefe (Eugene Brave Rock) acabaram soando supérfluos e nem chegam a criar empatia. É também a dupla protagonista que dá os simpáticos toques cômicos, quando o piloto tenta disfarçar a flagrante falta de ambientação da deusa com a agitada Londres e o mundo dos humanos.
Quanto aos efeitos da sala de cinema, o 3D ajuda, mas o 4D, proporcionado pelas cadeiras vibratórias, parecia um tanto aleatório e não encaixava bem com as cenas.

 

 

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Sobrevivi ao Holocausto

Sobrevivi ao Holocausto, documentário dramático e biográfico de Marcio Pitliuk e Caio Cobra, 2014.


ENREDO: Passado dos 90 anos, o ainda ativo Julio Gartner, polonês de origem judaica e um dos últimos sobreviventes do Holocausto, viaja com a jovem Marina Kagan para revisitar os locais onde viveu até os 15 anos, onde esteve cativo e, finalmente, por onde passou enquanto se recuperava dos sofrimentos físicos causados pelos 6 anos de perseguição e torturas diárias a que foi submetido, assim passando por Polônia, Áustria, Itália, França até voltar ao Brasil. Ele visita, por exemplo, Plaszow, povoado nos arredores de Cracóvia que recebeu um campo de concentração e para onde eram levados os judeus que sobreviveram ao extermínio do Gueto de Cracóvia, na Polônia; esse campo, dirigido pelo carniceiro Amon Göth, foi retratado no filme “A Lista de Schindler”.
Julio Gartner passou, entre outros, por Auschwitz e Mauthausen, locais que revisita, assim como a fazenda onde ficou escondido por alguns meses – até decidir se juntar ao seu irmão no gueto de Cracóvia – e onde reencontra o proprietário atual, que reconhece em Julio o judeu que abrigara.
Em meio a estas visitas, ele narra aquilo pelo que passou em cada lugar. Por exemplo, na Áustria, ele carregava inutilmente pedras morro acima, apenas para ter que carregá-las novamente morro abaixo, tal qual o mitológico castigo de Sísifo. Era a ideia nazista de humilhar física e moralmente para então chegar à aniquilação dos judeus.

 

AVALIAÇÃO: Brilhante projeto de Marcio Pitliuk, a filmagem nos leva a uma excursão de três semanas, onde vemos um Julio Gartner que não consegue expressar através de lágrimas seus sentimentos (e ele só veio narrar suas experiências em 2007), mas que, com uma narrativa muito objetiva, nos dá uma noção (noção! Porque algo além disso somente os que passaram pela experiência podem ter) do que significa ter sido prisioneiro dos nazistas. Cabe à jovem Marina Kagan, com aproximadamente a mesma idade que Julio tinha ao fim da guerra (22 anos), expressar os sentimentos que decerto são os da plateia que assiste a este dramático relato.
Eu temia não suportar a narrativa, mas ela acaba soando mais didática que dramática (ainda bem!) e, do jeito que é levada, o tempo flui quase sem ser percebido.
Vejam mais em http://www.sobrevivi.com.br/sobre.html

 

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Veja SP – Seja o crítico

Album de Familia - comentario de Roberto Blatt na Veja SP 29jan14
Seja o critico - Veja SP 20ago14 - Juntos e Misturados

Seja o critico - Veja SP 22abr15 - Risco Imediato

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Colossal (Colossal)

Colossal (Colossal), comédia com toques dramáticos escrita e dirigida por Nacho Vigalondo, 2016.

ENREDO: Depois de um ano sem emprego e entregue à bebida, Gloria (Anne Hathaway) fica sem o namorado (Dan Stevens) e a moradia e tem que se mudar de Nova Iorque para a casa abandonada e malcuidada que os pais mantêm em sua monótona cidade natal. Lá ela reencontra Oscar (Jason Sudeikis), um velho amigo de escola, que lhe oferece um emprego em seu bar. Não é grande coisa, mas pelo menos ela tem onde morar e trabalhar. O problema são os ciúmes do depressivo Oscar, que não admite que a moça tenha uma queda por Joel (Austin Stowell), amigo dele que frequenta o bar.
Enquanto isso, um monstro tão aterrorizador quanto Godzilla se materializa do nada e aterroriza Seul, noite após noite. Aos poucos, Gloria começa a perceber que ele só aparece quando ela está no parque onde ela passava a infância e que o todos os gestos dele… são exatamente iguais aos seus. Está na hora de parar de beber, ou ela vai destruir de vez a capital coreana…

TRAILER: http://www.imdb.com/title/tt4680182/videoplayer/vi2507650585?ref_=tt_ov_vi

AVALIAÇÃO: História doida e o trailer desencoraja… mas também gera curiosidade, então restou experimentar. E não é que no fim a história até faz sentido e tem um final bem bolado (e até redentor)? Simpático, vale a visita…

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