Virando a Página (The Rewrite)

Virando a Página (The Rewrite), comédia romântica roteirizada e dirigida por Marc Lawrence, 2014.

ENREDO: Depois de, ainda jovem, ganhar o Oscar pelo roteiro do bem-sucedido “Paraíso Perdido”, Keith Michaels (Hugh Grant) nunca mais emplacou um sucesso. Agora, quarentão, com todos seus novos roteiros sendo recusados, ele é obrigado a aceitar o emprego que sua agente (Caroline Aaron) lhe conseguiu, como professor de roteirização numa apática cidade do outro lado dos EUA e deixar a glamorosa Los Angeles. Mas nem tudo é tão ruim como parece, porque nesta nova cidade ele é famoso e bem visto e, logo na noite da chegada é seduzido por uma de suas futuras alunas (Bella Heathcote). Deu-se muito bem… por pouco tempo…
Na noite seguinte, na recepção pela sua chegada, indispõe-se com a antipática colega (Allison Janney) que é responsável pelo comitê de ética da Universidade. Vai se dar mais mal ainda se ela descobrir que ele, entediado com a perspectiva das aulas, escolheu seus alunos não pelas prévias de roteiros que lhe apresentaram, mas sim pelo critério de alunos-com-cara-de-nerd e alunas-com-cara-de-miss.
Mas eis que surge Holly Carpenter (Marisa Tomei), uma mãe que cria as filhas pequenas sozinha, batalha em dois empregos e sonha em ter seu roteiro lido pelo prof. Michaels e ser aceita como sua aluna. Cabe a ela despertar nele o interesse pelo ensino e convencê-lo de que, sim, é possível se ensinar a escrever roteiros e que este talento não é algo necessariamente inato.

AVALIAÇÃO: Mark Lawrence dirigiu e/ou roteirizou “Miss Simpatia”, “Letra e Música”, e outras ótimas comedias, quase sempre românticas e quase sempre com Hugh Grant ou Sandra Bullock (ou com os dois, como em “Amor à Segunda Vista”). Acertou mais uma vez com este simpaticíssimo filme.
Hugh Grant pode ter andando dizendo que quer ficar mais com as comédias românticas, mas ele é o ator perfeito para elas, principalmente as que são carregadas de colocações espirituosas – e esta tem boa dose delas. E Marisa Tomei continua bela, atraente e tão bem talhada para estes papéis como Sandra Bullock, com quem compartilha a idade (passaram dos 50).
J.K. Simmons, o ganhador do Oscar por Whiplash, faz o Dr. Lerner, chefe de Keith Michaels, um ex-fuzileiro e professor durão, mas que está logo chorando e babando ao falar da esposa e quatro filhas.

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Lugares Escuros (Dark Places)

Lugares Escuros (Dark Places), suspense criminal de Gilles Paquet-Brenner (de “A Chave de Sarah”), 2015.

ENREDO: Numa pequena cidade do interior do EUA, a jovem Libby Day (Sterling Jerins e, depois, Charlize Theron) vive de doações desde pequena, quando sua mãe (Christina Hendricks), separada do pai (Sean Bridgers), pequeno traficante e trambiqueiro, e as duas irmãs mais velhas (Madison McGuire e Natalie Precht) foram assassinadas e o irmão, Ben (Tye Sheridan e, depois, Corey Stoll), preso e condenado pelo crime. Libby havia vivido dos rendimentos do livro que havia escrito sobre o caso, mas também estes se foram. Agora, surge a chance de ganhar algo quando um rapaz (Nicholas Hoult) a aborda dizendo fazer parte de um Clube da Morte (“The Kill Club”), que busca reabrir casos que eles creem que tenham sido incorretamente solucionados. Libby é a única que pode ajudá-los, mas hesita, porque o clube parece apenas querer lidar com o caso pelas suas circunstâncias mórbidas, e o irmão dela tinha todos os componentes da culpa, desde estar no local e hora do crime até pertencer a uma seita satânica – na época, ele nem negara a autoria dos crimes. Para o Clube, Ben está protegendo alguém e eles insistem com Libby, que acaba por se render à oferta. E, assim, a contragosto, ela vai contatar o irmão na cadeia, procurar o pai e os outros personagens envolvidos com o caso – que ela nem sabe se ainda vivem ou onde estão.

AVALIAÇÃO: Situações por vezes um tanto forçadas, personagens que parecem sobrar, principalmente quando a protagonista encontra alguns dos personagens da infância já nos tempos atuais. O próprio “Clube da Morte”, que investiga assassinatos e convence Libby a investigar as mortes na família e o sujeito misterioso que conversa com a mãe de Libby parecem tolos e dispensáveis. Mas o filme prende de certo modo pois, sim, tem um mistério e a protagonista vive situações de perigo. Um bom passatempo, mas nada que vire um clássico.

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Crimes Ocultos (Child 44)

Crimes Ocultos (Child 44),suspense policial dramático de Daniel Espinosa, baseado no best-seller de Tom Rob Smith, 2015.


ENREDO: 1932-33. A “Holodomor”, a “grande fome provocada artificialmente” pelo ditador Josef Stalin, eliminou milhões de ucranianos entre 1932-33. O jovem Leo Demidov (Xavier Atkins) é um dos órfãos que em consequência dela vaga sem rumo pela Ucrânia devastada. Doze anos depois, Leo (agora interpretado por Tom Hardy, do novo “Mad Max”) é um ardoroso soldado soviético que orgulhosamente hasteando a bandeira soviética no Reichstag alemão, após a queda de Berlim, juntamente de seus companheiros de arma, o covarde Vasili (Joel Kinnaman) e o espirituoso Alexei Andreyev (Fares Fares). Oito anos depois, em 1953, às vésperas da morte de Stalin, estes trabalham sob a chefia do agora investigador Major Leo Demidov no MGB (Ministério da Segurança do Estado). Conhecido por sua competência, Demidov é um impiedoso perseguidor dos inimigos do regime, mas Vasili vai além disto no desempenho de suas funções e, quando este mata uma família que estaria abrigando um “inimigo do estado”, surge o primeiro atrito com Leo.
É então que o filho de Alexei é encontrado morto numa linha de trem e está claro que foi assassinado. Mas, para o ditador Josef Stalin, “assassinatos são uma doença capitalista” e, assim, a perda do filho do melhor amigo foi apenas um “trágico acidente”. Quando mais uma vítima surge morta, Leo decide tratar o caso como o de um assassino serial. Mas, se “não há crimes no paraíso”, então um serial killer fica à vontade para prosseguir impune. A rebeldia do major Demidov lhe custa a antipatia do Estado e ele é colocado pelo superior, o Major Kuzmin (Vincent Cassel), contra a esposa Raisa (Noomi Rapace, da filmagem original de “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres”), a quem deve investigar por suspeita de espionagem para os britânicos. Dada sua insistência em declarar a inocência da mulher, Demidov é desterrado por Kuzmin para um lugar inóspito perto de Rostov, onde trabalhará sob as ordens do general Nesterov (o sempre competente Gary Oldman). Mas os crimes parecem perseguir a trilha de Demidov e mais crianças são mortas, desta vez na região onde ele agora está sediado. Inicialmente, como nos outros casos, os “suspeitos de sempre” são perseguidos e a sujeira varrida para baixo do tapete. Porém, desta vez, com a ajuda de Raisa, Demidov parece estar conseguindo convencer o superior a seguir a trilha do criminoso. E eis que surge novamente em seu caminho o antigo amigo Vasili, disposto a ocupar o lugar que fora de Leo, mesmo que, para isso…

AVALIAÇÃO: A ideia do escritor Tom Rob Smith de misturar um assassinato serial (baseado no caso real de Andrei Chikatilo, o “Açougueiro de Rostov”) com a perseguição stalinista aos opositores resulta num suspense policial excepcional, fora do padrão. Pois, se o mote do filme é que “não há crimes no paraiso” soviético, então não há serial killers na União Soviética e, assim, qualquer tentativa de caracterizar eventos correlatos como obra de um mesmo assassino (ou até mesmo como “assassinato”) é passível de penalidades pesadas. Em paralelo, temos também a perseguição a qualquer um que ouse elevar o tom da crítica ao regime, o que equivale a ser tratado como inimigo do estado, resultando em prisão, torturas e confissões forjadas de complôs contra a Pátria-Mãe. Somente quem viveu sob este regime pode entender o que significa ter que ficar quieto, sabendo que cada vizinho, amigo ou colega de trabalho pode estar apenas no aguardo de um deslize para fazer a denúncia fatal – alguns até o fazendo por medo de serem declarados cúmplices por omissão.
Além de um ótimo thriller, o filme funciona como uma denúncia, e as imagens sombrias e deprimentes dão uma ótima visão do “paraiso soviético”. Imperdível. Acostuma-se até com o sotaque russo forçado de Tom Hardy.
Pena que passe em poucas salas.

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Veja SP – Seja o crítico

Album de Familia - comentario de Roberto Blatt na Veja SP 29jan14
Seja o critico - Veja SP 20ago14 - Juntos e Misturados

Seja o critico - Veja SP 22abr15 - Risco Imediato

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Regressão (Anna)

Regressão (Anna), suspense de ficção científica de Jorde Dorado, 2013.

ENREDO: Após o trauma da perda da esposa, cuja morte não conseguiu evitar, e de um consequente colapso mental, John (Mark Strong), o mais bem conceituado “detetive de memórias”, quer voltar à ativa, e seu empregador (Brian Cox) passa-lhe uma tarefa que parece ser simples para ele: fazer a jovem Anna (Taissa Farmiga) voltar a comer, coisa que os médicos não conseguiram e da qual tanto a mãe (Saskia Reeves) como o talvez não tão amoroso padrasto (Richard Dillane) desistiram. Entrar nas memórias da paciente e ver o que a levou ao estado atual deve ser a solução. Mas ele descobre que talvez esteja diante de uma sociopata, que parece guardar um segredo terrível de seus tempos recentes na escola. Pior ainda, começa a ficar claro que ela tem tanto poder quanto ele e o está manipulando. Ou seria apenas impressão decorrente das marcas deixadas pelo trauma por que ele passou?

AVALIAÇÃO: Escolhido no NOW da NET, este filme tinha um trailer bem interessante. E realmente a ideia é ótima. O filme, se não chega a ser cativante, agradou, de qualquer forma.

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O Diário da Esperança (A nagy füzet)

O Diário da Esperança (A nagy füzet), drama de guerra com toques de suspense de János Szász, 2013.

ENREDO: Hungria, II Guerra. Convocado para o exército húngaro, o pai (Ulrich Matthes), acha que seria mais seguro tirar os filhos gêmeos (András e László Gyémánt) da cidade – talvez até separá-los. A mãe (Gyöngyvér Bognár) discorda da separação e decide enviar os dois ao distante vilarejo onde vive a mãe dela (Piroska Molnár), na fronteira com a Áustria (obs.: pelo desenrolar da história, suponho que seja a Áustria). Uma relação conflituosa as une, pois a mãe dos garotos deixara a casa da avó deles culpando-a pela morte do pai dela e nunca mais voltara – nem sequer avisara do casamento. Conhecida no vilarejo como “A Bruxa”, a avó logo mostra como pretende passar a tratar os “bastardos”. Sob as constantes surras da avó, sendo obrigados ao trabalho pesado para “merecer” seu prato de comida, sem roupas novas para vestir e despojados do contato com a mãe, os dois logo descobrem que deverão ajudar-se mutuamente a se fortalecer contra a dor, o frio e a fome e apagar as lembranças dos pais, se quiserem sobreviver neste novo mundo. A única coisa que não conseguiriam suportar seria serem separados um do outro.
Além da cruel avó, um oficial nazista (Ulrich Thomsen) “hospedado” num anexo da casa, uma vizinha ladra (Orsolya Tóth), um diácono corrompido (Péter Andorai), sua empregada (Diána Kiss) e um sapateiro judeu (János Derzsi) são os personagens que, para o bem ou para o mal, moldarão esta nova visão do mundo que substituirá aquela sob a tranquila e abastada vida anterior dos dois garotos. E o caderno que ganharam do pai com a missão de manter um diário será o fiel retrato dessa mudança.

AVALIAÇÃO: Intrigante, muito diferente do usual. Um filme que faz um retrato da Hungria nos anos 40, passando pela ocupação nazista, pelo envio dos judeus aos campos de extermínio e depois pelo domínio soviético, tudo isto através da visão do embrutecimento pelo qual passam dois jovens adolescentes deixados aos cuidados da avó e que são vítimas de todos os tipos que desfilam pela tela. Assustadoramente bem interpretados por András e László Gyémánt, os gêmeos vão se dando conta de que, para sobreviver, talvez tenham que fazer aquilo que aprenderam que nunca deveria fazer. Afinal, “na guerra as pessoas se matam”, anotam eles em seu diário.

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Risco Imediato (Good People)

Risco Imediato (Good People), suspense e ação criminal de Henrik Ruben Genz, 2014.

ENREDO: Os criminosos Jack e Bobby Witkowski (Sam Spruell e Michael Fox), que vivem de roubar traficantes de drogas, juntam-se a Ben Tuttle (Francis Magee) e roubam o dinheiro do traficante Gengis Khan (Omar Sy, revelado no “ótimo Intocáveis”). Mas não existe honra entre bandidos, e logo Ben mata Bobby e foge com o dinheiro, mas dias depois é encontrado morto por overdose no porão onde morava, na residência dos Wright.
Falido nos EUA, Tom Wright (James Franco, da recentemente polêmica comédia “A Entrevista”) mudou-se com a esposa, Anna (Kate Hudson) para Londres, para reformar uma casa que recebeu de herança e tentar tocar a vida como arquiteto. Mas as obras não vieram e o emprego dela não cobre as despesas. Com a morte do inquilino Ben Tuttle, eles descobrem o dinheiro roubado pelo criminoso e começam a pensar como isto resolveria suas vidas. Ele evitaria o despejo iminente e reformaria a casa herdade; ela faria o tratamento de inseminação artificial tão desejado. “Se, em duas semanas a polícia não questionar sobre o dinheiro, passaremos a usá-lo”, combina o casal. Mas não é só o detetive John Halden (Tom Wilkinson) que começa a desconfiar do casal. O violento Jack Witkowski quer o dinheiro que custou a vida do irmão. E o não menos violento Gengis Khan quer, mais do que recuperar o que é seu, eliminar quem perturbou seus negócios – e qualquer um que ele ache que não está “jogando em sua equipe”. Seria melhor nem ter achado o dinheiro…

AVALIAÇÃO: Suspense que prende na poltrona. Enredo um tanto clichê, mas bem bolado. Porém… algumas cenas sangrentas (ok, a realidade até pode ser assim, mas não precisa disto num filme de entretenimento) e um final esticado demais, que poderia ser tranquilamente abreviado. Tão esticado que a sala toda riu quando a coisa não tinha fim. Isso porque é um filme de 90 min, só faltava o diretor querer que tivesse 2 h… De qualquer modo, um passatempo legal.

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O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel)

O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel), aventura cômica coescrita, roteirizada e dirigida por Wes Anderson, 2014.

ENREDO: Hospedado no outrora luxuoso e agora decadente Hotel Budapeste, na fictícia República de Zubrowka, um jovem escritor (Jude Law) acaba por conhecer o discreto Mr. Moustafa (F. Murray Abraham, Oscar por “Amadeus”), que lhe conta como herdou a propriedade do local. E é então que nos envolvemos com a história de como Zero Moustafa (Tony Revoloni), jovem imigrante ilegal e recém-contratado mensageiro do hotel, tornou-se confidente e melhor amigo de M. Gustave (Ralph Fiennes, de “A Lista de Schindler”), responsável pelo estabelecimento nos gloriosos anos 30.

Com trejeitos levemente afeminados, gostos extremamente refinados e dedicação extrema com os cuidados do hotel, M. Gustave sabe como ninguém como ser um excelente confidente – e amante de – senhoras loiras, idosas… e ricas. Pois é… com a morte de Madame D. (Tilda Swinton), M. Gustave torna-se seu principal herdeiro – o que inclui o precioso quadro “Garoto com Maçã”, o que vai gerar muita perseguição por parte dos herdeiros preteridos, principalmente do ardiloso filho da falecida, Dmitri (Adrien Brody, Oscar por “O Pianista”), que arma para o pobre Gustave uma cilada que o coloca como principal suspeito do que, agora se sabe, foi o assassinato de Madame M.

Preso, Gustave conta com a preciosa ajuda do jovem Zero para fugir e ir atrás do quadro, que escondeu. Mas Gustave terá em seu encalço, além da polícia, o violento Jopling (Willem Dafoe, o Duende Verde da primeira trilogia “Homem-Aranha”), capanga de Dmitri. E está sumida a principal testemunha a seu favor, o mordomo de Madame D. (Mathieu Amalric, o vilão do James Bond “Quantum of Solace”). Ah, sem o seu inseparável perfume L’Air de Panache não dá para enfrentar isto tudo…

AVALIAÇÃO: Baseado livremente em escritor austríaco Stefan Zweig (judeu que, na segunda guerra exilou-se com a esposa no Brasil e onde, deprimidos com a expansão do nazismo na Europa, suicidaram-se em 1942), este filme não me impressionou bem no trailer, mas é um passatempo gostoso. História comicamente inverossímil, personagens muito divertidos, que encaixam bem com seus intérpretes (todos atores de peso: além dos protagonistas, aparecem Saoirse Ronan, Jeff Goldblum, Harvey Keitel, Bill Murray, Edward Norton, Tom Wilkinson, Owen Wilson, Bob Balaban, Jason Schwarztman e outros), cenografia e figurinos caprichados (ganharam o Oscar 2015) e uma trilha bem sintonizada com o enredo (e que finalmente deu um Oscar a Alexandre Desplat).

Se mesmo crime, prisão e fuga na tiram do filme a veia cômica, cabe à crítica bem feita ao militarismo e à ascensão do nazismo dar – aliás, excelentemente, como se percebe no contraste entre as cenas no trem – o tom dramático.

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