Veja SP – Seja o crítico

Album de Familia - comentario de Roberto Blatt na Veja SP 29jan14
Seja o critico - Veja SP 20ago14 - Juntos e Misturados

Seja o critico - Veja SP 22abr15 - Risco Imediato

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O Diário da Esperança (A nagy füzet)

O Diário da Esperança (A nagy füzet), drama de guerra com toques de suspense de János Szász, 2013.

ENREDO: Hungria, II Guerra. Convocado para o exército húngaro, o pai (Ulrich Matthes), acha que seria mais seguro tirar os filhos gêmeos (András e László Gyémánt) da cidade – talvez até separá-los. A mãe (Gyöngyvér Bognár) discorda da separação e decide enviar os dois ao distante vilarejo onde vive a mãe dela (Piroska Molnár), na fronteira com a Áustria (obs.: pelo desenrolar da história, suponho que seja a Áustria). Uma relação conflituosa as une, pois a mãe dos garotos deixara a casa da avó deles culpando-a pela morte do pai dela e nunca mais voltara – nem sequer avisara do casamento. Conhecida no vilarejo como “A Bruxa”, a avó logo mostra como pretende passar a tratar os “bastardos”. Sob as constantes surras da avó, sendo obrigados ao trabalho pesado para “merecer” seu prato de comida, sem roupas novas para vestir e despojados do contato com a mãe, os dois logo descobrem que deverão ajudar-se mutuamente a se fortalecer contra a dor, o frio e a fome e apagar as lembranças dos pais, se quiserem sobreviver neste novo mundo. A única coisa que não conseguiriam suportar seria serem separados um do outro.
Além da cruel avó, um oficial nazista (Ulrich Thomsen) “hospedado” num anexo da casa, uma vizinha ladra (Orsolya Tóth), um diácono corrompido (Péter Andorai), sua empregada (Diána Kiss) e um sapateiro judeu (János Derzsi) são os personagens que, para o bem ou para o mal, moldarão esta nova visão do mundo que substituirá aquela sob a tranquila e abastada vida anterior dos dois garotos. E o caderno que ganharam do pai com a missão de manter um diário será o fiel retrato dessa mudança.

AVALIAÇÃO: Intrigante, muito diferente do usual. Um filme que faz um retrato da Hungria nos anos 40, passando pela ocupação nazista, pelo envio dos judeus aos campos de extermínio e depois pelo domínio soviético, tudo isto através da visão do embrutecimento pelo qual passam dois jovens adolescentes deixados aos cuidados da avó e que são vítimas de todos os tipos que desfilam pela tela. Assustadoramente bem interpretados por András e László Gyémánt, os gêmeos vão se dando conta de que, para sobreviver, talvez tenham que fazer aquilo que aprenderam que nunca deveria fazer. Afinal, “na guerra as pessoas se matam”, anotam eles em seu diário.

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Risco Imediato (Good People)

Risco Imediato (Good People), suspense e ação criminal de Henrik Ruben Genz, 2014.

ENREDO: Os criminosos Jack e Bobby Witkowski (Sam Spruell e Michael Fox), que vivem de roubar traficantes de drogas, juntam-se a Ben Tuttle (Francis Magee) e roubam o dinheiro do traficante Gengis Khan (Omar Sy, revelado no “ótimo Intocáveis”). Mas não existe honra entre bandidos, e logo Ben mata Bobby e foge com o dinheiro, mas dias depois é encontrado morto por overdose no porão onde morava, na residência dos Wright.
Falido nos EUA, Tom Wright (James Franco, da recentemente polêmica comédia “A Entrevista”) mudou-se com a esposa, Anna (Kate Hudson) para Londres, para reformar uma casa que recebeu de herança e tentar tocar a vida como arquiteto. Mas as obras não vieram e o emprego dela não cobre as despesas. Com a morte do inquilino Ben Tuttle, eles descobrem o dinheiro roubado pelo criminoso e começam a pensar como isto resolveria suas vidas. Ele evitaria o despejo iminente e reformaria a casa herdade; ela faria o tratamento de inseminação artificial tão desejado. “Se, em duas semanas a polícia não questionar sobre o dinheiro, passaremos a usá-lo”, combina o casal. Mas não é só o detetive John Halden (Tom Wilkinson) que começa a desconfiar do casal. O violento Jack Witkowski quer o dinheiro que custou a vida do irmão. E o não menos violento Gengis Khan quer, mais do que recuperar o que é seu, eliminar quem perturbou seus negócios – e qualquer um que ele ache que não está “jogando em sua equipe”. Seria melhor nem ter achado o dinheiro…

AVALIAÇÃO: Suspense que prende na poltrona. Enredo um tanto clichê, mas bem bolado. Porém… algumas cenas sangrentas (ok, a realidade até pode ser assim, mas não precisa disto num filme de entretenimento) e um final esticado demais, que poderia ser tranquilamente abreviado. Tão esticado que a sala toda riu quando a coisa não tinha fim. Isso porque é um filme de 90 min, só faltava o diretor querer que tivesse 2 h… De qualquer modo, um passatempo legal.

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O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel)

O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel), aventura cômica coescrita, roteirizada e dirigida por Wes Anderson, 2014.

ENREDO: Hospedado no outrora luxuoso e agora decadente Hotel Budapeste, na fictícia República de Zubrowka, um jovem escritor (Jude Law) acaba por conhecer o discreto Mr. Moustafa (F. Murray Abraham, Oscar por “Amadeus”), que lhe conta como herdou a propriedade do local. E é então que nos envolvemos com a história de como Zero Moustafa (Tony Revoloni), jovem imigrante ilegal e recém-contratado mensageiro do hotel, tornou-se confidente e melhor amigo de M. Gustave (Ralph Fiennes, de “A Lista de Schindler”), responsável pelo estabelecimento nos gloriosos anos 30.

Com trejeitos levemente afeminados, gostos extremamente refinados e dedicação extrema com os cuidados do hotel, M. Gustave sabe como ninguém como ser um excelente confidente – e amante de – senhoras loiras, idosas… e ricas. Pois é… com a morte de Madame D. (Tilda Swinton), M. Gustave torna-se seu principal herdeiro – o que inclui o precioso quadro “Garoto com Maçã”, o que vai gerar muita perseguição por parte dos herdeiros preteridos, principalmente do ardiloso filho da falecida, Dmitri (Adrien Brody, Oscar por “O Pianista”), que arma para o pobre Gustave uma cilada que o coloca como principal suspeito do que, agora se sabe, foi o assassinato de Madame M.

Preso, Gustave conta com a preciosa ajuda do jovem Zero para fugir e ir atrás do quadro, que escondeu. Mas Gustave terá em seu encalço, além da polícia, o violento Jopling (Willem Dafoe, o Duende Verde da primeira trilogia “Homem-Aranha”), capanga de Dmitri. E está sumida a principal testemunha a seu favor, o mordomo de Madame D. (Mathieu Amalric, o vilão do James Bond “Quantum of Solace”). Ah, sem o seu inseparável perfume L’Air de Panache não dá para enfrentar isto tudo…

AVALIAÇÃO: Baseado livremente em escritor austríaco Stefan Zweig (judeu que, na segunda guerra exilou-se com a esposa no Brasil e onde, deprimidos com a expansão do nazismo na Europa, suicidaram-se em 1942), este filme não me impressionou bem no trailer, mas é um passatempo gostoso. História comicamente inverossímil, personagens muito divertidos, que encaixam bem com seus intérpretes (todos atores de peso: além dos protagonistas, aparecem Saoirse Ronan, Jeff Goldblum, Harvey Keitel, Bill Murray, Edward Norton, Tom Wilkinson, Owen Wilson, Bob Balaban, Jason Schwarztman e outros), cenografia e figurinos caprichados (ganharam o Oscar 2015) e uma trilha bem sintonizada com o enredo (e que finalmente deu um Oscar a Alexandre Desplat).

Se mesmo crime, prisão e fuga na tiram do filme a veia cômica, cabe à crítica bem feita ao militarismo e à ascensão do nazismo dar – aliás, excelentemente, como se percebe no contraste entre as cenas no trem – o tom dramático.

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Julgamento em Nuremberg (Judgment at Nuremberg)

Julgamento em Nuremberg (Judgment at Nuremberg), drama histórico de Stanley Kramer, 1961.

ENREDO: Em 1945, os líderes nazistas que não haviam fugido ou se suicidado foram julgados pelos aliados na mesma Nuremberg onde haviam sido anunciadas as leis nazistas. Eles receberam, em sua maioria, penas de morte por enforcamento ou longas penas de prisão. Já em 1948, poucos dão atenção ao julgamento daqueles que implementaram e fizeram cumprir as leis nazistas: o ex-ministro da Justiça e juiz, Dr. Ernst Janning (Burt Lancaster) e outros três juízes de alta instância, Emil Hahn (Werner Klemperer), Werner Lampe (Torben Meyer) e Friedrich Hofstetter (Martin Brandt). Estes se decidem por ser seus próprios defensores. Janning, porém, contra sua vontade, obtém como defensor o jovem e brilhante Hans Rolfe (Maximilian Schell), que atua por admirar o ex-ministro e porque, como logo expõe na abertura dos trabalhos, estaria defendendo a Alemanha e todo o seu povo de acusações que julgava injustas.

Para presidir o trio que de juízes americanos, Dan Haywood (Spencer Tracy), em suas próprias palavras um provinciano juiz aposentado do interior americano, que sabe “não ter sido nem a décima opção” para o cargo, pois que nenhum juiz quis assumir a espinhosa tarefa de eventualmente ter que condenar personalidades alemãs. Condenações poderiam minar o moral do povo e indispô-lo contra os ocupantes americanos, tirando destes um importante apoio para combater o novo inimigo, os soviéticos de Stalin. E o tempo urge para que se ponha termo ao julgamento, pois os russos estão estabelecendo o bloqueio de Berlim – e a queda de Berlim pode significar a queda da Alemanha.
Igualmente sob pressão para abrandar a condução do julgamento está o promotor, Coronel Tad Lawson (Richard Widmark). Porém, tendo participado da libertação do campo de concentração de Dachau, não pode perdoar os responsáveis pelo arcabouço legal da máquina de morte nazista e tampouco admite a tese de que os acusados não soubessem das atrocidades cometidas pelos nazistas contra as minorias.
Começa um julgamento onde a influência não vem apenas da justiça, mas também da política.

AVALIAÇÃO: Como pôde um jurista brilhante e, ao fim da Primeira Grande Guerra, tornado um pacifista, transformar-se no responsável pela interpretação e aplicação das odiosas leis de Nuremberg contra judeus e outras minorias “indesejáveis”, colaborando com as esterilizações forçadas e outras atrocidades? Burt Lancaster, brilhante em suas expressões e no silêncio permanente e eloquente, mostra um Ernst Janning que, em oposição aos outros acusados, não concebe ter chegado aonde chegou e que se remói por isto – o que de modo algum seria motivo para perdoá-lo.

Além dos oscarizados Spencer Tracy e Burt Lancaster e de Werner Klemperer (o coronel Klink da divertida telessérie “Guerra, Sombra e Água Fresca”), outros atores de peso participaram do filme: Judy Garland e Montgomery Clift, ambos como vítimas das odiosas leis nazistas de “pureza racial” – ela por pretensamente ter feito sexo com judeu e ele por ser considerado mentalmente incapaz. Marlene Dietrich faz a esposa de origem nobre de um militar nazista que fora executado na primeira série de julgamentos e o então novato Maximilian Schell foi uma aposta arriscada (e certeira, pois levou o Oscar de coadjuvante) do diretor.

Filme excelente, com três horas que prendem a atenção e são uma aula de tribunal.

Obs.:
1. Em 2015, dos protagonistas, apenas William Shatner (o Capitão Kirk do “Jornada nas Estrelas” original) estava vivo.
2. Montgomery Clift concorreu como coadjuvante e perdeu para o colega Maximilian Schell; bom, além de ótimo, Schell tem uma participação bem maior.
3. Os nomes dos personagens não são os dos verdadeiros protagonistas.
4. A produção, de 1961, é em preto e branco, o que não a prejudica. Ao contrário, remete-nos à época em que ocorreram os fatos enfatiza a tensão e os temas tratados

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Leviatã (Leviafan)

Leviatã (Leviafan), drama com toques de suspense corroteirizado e dirigido por Andrey Zvyagintsev, 2014.

ENREDO: Numa pequena e isolada cidade russa à beira do mar, as terras de Kolya (Aleksey Serebryakov) serão em breve desapropriadas para que o prefeito, Vadim Shelevyat (Roman Madyanov), possa erigir uma construção que, naquela bela paisagem, será sua marca como “regente”. A casa vem sendo transmitida a gerações para a família de Kolya e lá vivem ele, a segunda esposa (Elena Lyadova) e o filho (Sergey Pokhodaev) e Kolya quer evitar a todo custo a desapropriação ou, ao menos, obter uma avaliação justa. Sucessivas apelações ao corrupto poder judiciário local foram infrutíferas e então Kolya chama para ajudá-lo um antigo colega de farda, Dmitriy Seleznyov (Vladimir Vdovichenkov), agora um importante advogado em Moscou. Percebendo a impossibilidade de lutar contra a corrupção, burocracia e humilhação pelas vias legais, o advogado usa a chantagem, através de um dossiê que poderá derrubar o prefeito, e exige o pagamento da desapropriação pelo valor de mercado. Ele não percebeu, mas abriu a caixa de Pandora, e será difícil escapar aos males que ela liberta.

AVALIAÇÃO: A bela trilha do genial Philip Glass deixa mais triste ainda o retrato de um estado russo (e, no caso, também da Igreja ortodoxa) que, mesmo após a falência da União Soviética (o país é retratado à época de Putin), persiste como o Leviatã, a autoridade absoluta e inquestionável preconizada pelo inglês Thomas Hobbes, que rege a vida e o comportamento dos seus súditos.
Um bom filme, onde as referências ao Leviatã, monstro bíblico do livro de Jó, aparecem ainda nas ossadas das baleias na praia da cidade e nas palavras do padre com quem o protagonista, um Jó moderno, busca consolo.
[Candidato ao Oscar de filme estrangeiro, mas perdeu para Ida]

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Corações de Ferro (Fury)

Corações de Ferro (Fury), drama e ação de guerra produzido por Brad Pitt e roteirizado e escrito por David Ayers, 2014.

ENREDO: Após ter combatido o exército nazista no Saara e na França, o sargento durão Don ‘Wardaddy’ Collier (Brad Pitt) conduz seu tanque “Fury” no coração da Alemanha. É abril de 1945 e a guerra na Europa está a um mês do fim. Sob o comando de Don, seus companheiros de todas as batalhas, o religioso Boyd “Bíblia” (Shia LaBeouf), o agressivo Grady (Jon Bernthal) e o debochado “Gordo” (Michael Peña). Para suprir o companheiro de farda recém-perdido em batalha, o exército providencia o datilógrafo Norman Ellison (Logan Lerman), totalmente inexperiente na batalha e mais ainda como tripulante de tanque. Com poucos tanques e sempre superados pela tecnologia dos tanques alemães, eles vão penetrar cada vez mais numa Alemanha onde os nazistas estão dispostos defender o “Império dos Mil Anos” até o fim, usando até crianças no exército. E o novato tem seu primeiro momento de hesitação, o que prenuncia problemas para Wardaddy.

AVALIAÇÃO: Bastante ação e suspense nas cenas de batalha, todas praticamente travadas pelos tanques. Há algumas cenas lentas e talvez por demais prolongadas (como na casa das alemãs), mas o que realmente está a mais são as cenas de mutilação. OK, é Hollywood e também sabemos que isto era frequência ocorrente na guerra, mas o diretor poderia dispensar o exagero no uso deste “tempero”…
Mas o filme ganha uns pontos a mais por dois aspectos históricos interessantes: mostrar como as SS eram a escória das tropas nazistas e o alistamento à força de jovens e crianças no fim de guerra, para suprir as forças do dizimado exército alemão – uma das cenas mostra alemães enforcados por terem se recusado a servir ou por tentar impedir seus filhos de serem alistados no exército.

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O Enigma de Andrômeda (The Andromeda Strain)

O Enigma de Andrômeda (The Andromeda Strain), suspense de ficção científica de Robert Wise, 1971.

ENREDO: A população da pequena cidade de Piedmont, no Novo México, EUA, foi exterminada; alguns morreram tão repentinamente que pareciam congelados nas atividades em que estavam entretidos, sem ter ciência do que se passava, com o sangue coagulado e nenhuma expressão de terror no rosto. Mas alguns sentiram a morte chegando e as mensagens de rádio relatavam o terror pelo qual a cidade passava. O culpado: uma espécie de vírus alienígena, trazida por um satélite caído na região. Para impedir o alastramento, o Projeto Scoop, da Força Aérea, isola a região e chama os únicos quatro cientistas que podem – se for realmente possível – lidar com a situação: Dr. Jeremy Stone (Arthur Hill), Dr. Charles Dutton (David Wayne), Dr. Mark Hall (James Olson) e a Dra. Ruth Leavitt (Kate Reid). Na ultrassecreta e sofisticada instalação Wildfire, projetada pelo Dr. Stone justamente para um evento como este, eles contarão com as pesquisas que farão com os dois únicos sobreviventes da catástrofe: um recém-nascido e um velho bêbado. Eles correm contra o relógio, pois o vírus está sofrendo rápidas mutações e o prazo se esgota para que a Força Aérea destrua a área contaminada com um artefato nuclear.

AVALIAÇÃO: Um clássico da ficção cientifica do genial Robert Wise, baseado num livro do também genial Michael Crichton (de cujos textos saíram filmes como “Coma” e “Parque dos Dinossauros”). O começo do filme cativa, mas o desenrolar da história é um tanto enrolado e o filme perde muito pique. Clássico de ficção científica realmente bom de Robert Wise? “O Dia em que a Terra Parou”.

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