Sobrevivi ao Holocausto


Sobrevivi ao Holocausto, documentário dramático e biográfico de Marcio Pitliuk e Caio Cobra, 2014.


ENREDO: Passado dos 90 anos, o ainda ativo Julio Gartner, polonês de origem judaica e um dos últimos sobreviventes do Holocausto, viaja com a jovem Marina Kagan para revisitar os locais onde viveu até os 15 anos, onde esteve cativo e, finalmente, por onde passou enquanto se recuperava dos sofrimentos físicos causados pelos 6 anos de perseguição e torturas diárias a que foi submetido, assim passando por Polônia, Áustria, Itália, França até voltar ao Brasil. Ele visita, por exemplo, Plaszow, povoado nos arredores de Cracóvia que recebeu um campo de concentração e para onde eram levados os judeus que sobreviveram ao extermínio do Gueto de Cracóvia, na Polônia; esse campo, dirigido pelo carniceiro Amon Göth, foi retratado no filme “A Lista de Schindler”.
Julio Gartner passou, entre outros, por Auschwitz e Mauthausen, locais que revisita, assim como a fazenda onde ficou escondido por alguns meses – até decidir se juntar ao seu irmão no gueto de Cracóvia – e onde reencontra o proprietário atual, que reconhece em Julio o judeu que abrigara.
Em meio a estas visitas, ele narra aquilo pelo que passou em cada lugar. Por exemplo, na Áustria, ele carregava inutilmente pedras morro acima, apenas para ter que carregá-las novamente morro abaixo, tal qual o mitológico castigo de Sísifo. Era a ideia nazista de humilhar física e moralmente para então chegar à aniquilação dos judeus.

 

AVALIAÇÃO: Brilhante projeto de Marcio Pitliuk, a filmagem nos leva a uma excursão de três semanas, onde vemos um Julio Gartner que não consegue expressar através de lágrimas seus sentimentos (e ele só veio narrar suas experiências em 2007), mas que, com uma narrativa muito objetiva, nos dá uma noção (noção! Porque algo além disso somente os que passaram pela experiência podem ter) do que significa ter sido prisioneiro dos nazistas. Cabe à jovem Marina Kagan, com aproximadamente a mesma idade que Julio tinha ao fim da guerra (22 anos), expressar os sentimentos que decerto são os da plateia que assiste a este dramático relato.
Eu temia não suportar a narrativa, mas ela acaba soando mais didática que dramática (ainda bem!) e, do jeito que é levada, o tempo flui quase sem ser percebido.
Vejam mais em http://www.sobrevivi.com.br/sobre.html

 

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Sobre Roberto Blatt

Sou formado em Engenharia Eletrônica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP), tenho M.S. in Computer Systems and Information Technology pela Washington International University e MBA em Administração de Empresas pela FGV. Tenho mais de 25 anos de experiência profissional na área Administrativa Financeira, desenvolvidos em empresas nacionais e multinacionais dos segmentos automotivo, eletroeletrônico e serviços, vivenciando inclusive o start-up, dentro dos aspectos administrativos e financeiros e tendo atuado na gestão de equipes das áreas Administrativa, RH e Pessoal, TI, Financeira, Comunicação e Compras. Professor no Pós-Admn da FGV em Liderança & Inovação e Gestão de Pessoas. Para acessar meu blog com comentários e críticas sobre cinema, cliquem aqui ou, para artigos sobre Administração, Tecnologi a eresenhas de livros, em aqui .
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