O Círculo (The Circle)


O Círculo (The Circle), suspense dramático corroteirizado e dirigido por James Ponsoldt, baseado no best-seller de Dave Eggers (também corroteirista), 2017.

ENREDO: O convite de Annie (Karen Gillan) para o processo seletivo d’O Círculo, a superempresa de mídias digitais e tecnologia, muda a vida da amiga Mae (Emma Watson, da cinessérie Harry Potter). Com a contratação, ela pode esquecer seu carro caindo aos pedaços, a rotina sem graça de seu trabalho e os problemas financeiros com o caro tratamento da esclerose múltipla do pai, já que Anne coloca os pais de Mae (Glenne Headly e o recentemente falecido Bill Paxton) no plano de saúde da empresa. Confiando no potencial da amiga, Anne lhe abre as portas para os dois executivos principais da empresa, Bailey (Tom Hanks) e Stenton (Patton Oswalt). Mas essa vertiginosa subida terá seu preço: Mae concorda em ceder todos os detalhes de sua vida pessoal para o novo projeto de transparência d’O Círculo, que vai mostrá-los a bilhões de pessoas ao redor do mundo. Porém, a vida de Mae está entrelaçada a outras, e, voluntária ou involuntariamente, ela cede também a intimidade se seus pais e de seu melhor amigo (apaixonado por ela, mas não correspondido), Mercer (Ellar Colltrane). Um preço grande a pagar, talvez com trágicas consequências, a não ser que ela saiba a hora de voltar atrás.

TRAILER:http://www.imdb.com/video/imdb/vi3222058521?playlistId=tt4287320&ref_=tt_ov_vi

AVALIAÇÃO: “Saber é bom; saber tudo é melhor” (“Knowing is good knowing everything is better”), frase citada pelo personagem de Tom Hanks que é a chamada do filme, dá ideia do que pretende “O Círculo” ao colocar sua funcionária Mae (Emma Watson) no centro das atenções mundiais, devassando sua vida íntima. Ela topa. Mas a que custo? E ficam as perguntas: tanta transparência é boa? É redentora ou escravizadora? Se é aplicada a um indivíduo, não deveria ser a todos?
Nestes tempos de internet onde todos se expõem, a premissa do filme e as questões que ele levanta são ótimas, mas o trailer indica que a abordagem parece ser um tanto vazia, com uma condução muito simplista – e assim é. O enredo força escancaradamente diversas situações, para então chegar ao final pretendido pelo autor. Depois de Negócio das Arábias, Tom Hanks estrela (e coproduz) mais um filme baseado num livro de Dave Eggers. E, mais uma vez, o resultado é morno, arrastado e decepcionante, agravado ainda pelas atuações insossas… Culpa do livro, da versão cinematográfica ou de ambos?

 

Anúncios

Sobre Roberto Blatt

Sou formado em Engenharia Eletrônica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP), tenho M.S. in Computer Systems and Information Technology pela Washington International University e MBA em Administração de Empresas pela FGV. Tenho mais de 25 anos de experiência profissional na área Administrativa Financeira, desenvolvidos em empresas nacionais e multinacionais dos segmentos automotivo, eletroeletrônico e serviços, vivenciando inclusive o start-up, dentro dos aspectos administrativos e financeiros e tendo atuado na gestão de equipes das áreas Administrativa, RH e Pessoal, TI, Financeira, Comunicação e Compras. Professor no Pós-Admn da FGV em Liderança & Inovação e Gestão de Pessoas. Para acessar meu blog com comentários e críticas sobre cinema, cliquem aqui ou, para artigos sobre Administração, Tecnologi a eresenhas de livros, em aqui .
Esse post foi publicado em Drama, Filmes, Suspense e marcado , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s